Redação, edição - Branding

A reforma ortográfica não faz mal às marcas

02/06/2009 14:31

Por: Luiz Pryzant

A transição para a nova ortografia da língua portuguesa só termina no final de 2012 mas algumas marcas já começaram a tirar fora os sinaizinhos obsoletos.

A nova ortografia da língua portuguesa não obriga nomes próprios ou marcas comerciais a seguirem suas regras, mas já temos casos de Marcas fortes que se ajustaram conscientemente firmando uma posição.

A marca Zêlo virou Zelo sem acento. Fundada em 1962, é a maior rede especializada em cama, mesa e banho do Brasil,  sinônimo de produtos confortáveis com tecidos de qualidade e grafismos divertidos.

A Azaléia agora é Azaleia sem acento agudo. A marca da maior empresa de calçados da América Latina optou por adaptar-se às novas regras ortográficas, mesmo com exportações para mais de 80 países, e ainda aproveitou para renovar todo o seu material gráfico.

Gostaria de ter estado nas reuniões em que o pessoal destas empresas pensou sobre esta decisão. Por um lado, seria legítimo que as marcas mantivessem sua grafia original, afinal denotaria sua tradição no mercado; mas por outro, esta rápida adequação expressaria sua agilidade frente mudanças no ambiente.

Ambos os atributos, tradição e modernidade são expressões das marcas Zelo e Azaleia, que poderiam ser adotados sem afetar os conceitos. Ou seja, mesmo podendo se “fingir de mortas” as empresas tomaram a decisão de mudar.

A opção pela retirada do acento de nomes registrados mostra como marcas possuem vida e se relacionam com a sociedade ao seu redor.

No final das contas, a única imagem da marca que vale é aquela formada na cabeça do seu público, que pode flutuar e reagir conforme as ações e atitudes da marca com respeito ao seu mercado ou à vida que a cerca. [Webinsider]

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Sobre o Autor

<strong>Luiz Pryzant</strong> é consultor para criação e gestão de marcas e mantém o blog <strong><a href="http://www.sopadeletrinhas.com.br/" rel="externo">Sopa de letrinhas</a></strong>.

Url original: http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/06/02/a-reforma-ortografica-nao-fez-mal-a-zelo/
    Publicada em: 02/06/2009 14:31
    Impresso em: 28/11/2009
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