Mídia interativa - Pequenas empresas

Agências aos clientes: usem logo a internet

06/05/2009 21:59

Por: Camilla Valadares

Agências de criação, planejadores de mídia e publicitários conversam com os empreendedores para mostrar destinos eficientes e seguros da verba de marketing no ambiente online.

O que falta para anunciantes e agências entrarem de vez no mundo online? Esse foi o mote do debate fomentado pela Hi-Mídia na última terça-feira (5) em Brasília.

Segundo o anfitrião do evento, Julien Turri, os primeiros banners foram vendidos nos Estados Unidos em 1995. De lá pra cá, praticamente 14 anos, anunciantes e agências de publicidade tradicionais mantém o repertório limitado e ainda não aproveitam a infinidade de ferramentas disponíveis no mundo online.

Reflexo disso foram as falas dos lados da moeda, durante o seminário Mídia Online: Como estar presente e ter sucesso, no evento promovido para fomentar o mercado.

Apesar dos palestrantes confirmarem uma informação que já tava aí pra todo mundo ver: brasileiro é doido por internet, aliás mais do que qualquer outro povo, mas muita gente ainda tem medo desse bicho.

O que assusta na internet? Pode ser a interatividade ou simplesmente a velocidade dos avanços tecnológicos que causam medo, mas como disse Abel Reis, da Agência Click: “existe segurança e argumentação técnica para fundamentar investimentos em mídia online”.

Então onde está o problema? Depois do seminário, me parece que é em algum lugar entre a coragem de sentar e defender a mídia online para o chefe ou cliente e a decisão de migrar a verba das outras mídias para a internet. Tudo bem, vamos com calma.

Existe ainda outra resistência, baseada mais no imaginário do que nos fatos, vejamos.

Há quem diga que um produto não tem nada a ver com internet, pelo perfil do público-alvo. Será mesmo?

É evidente o acesso à internet por parte das classes A e B, até mesmo diante do preço da internet no Brasil, mas agora há forte presença das classes C e D no ambiente online, um dos pontos reforçados durante o seminário.

Este movimento se dá prioritariamente em redes sociais, espaços de interação e socialização, grande parte das vezes acessados em centros comunitários, escolas e lan houses. A classe C é de longe a que mais está presente a cada 100 usuários brasileiros de internet. Nas favelas, existem pessoas ganhando dinheiro com a internet - pagam contas, fazem e-mails e vendem produtos. Então por que não pensar em perfil no Orkut para apoiar um determinado produto voltado pra esse público?

Sendo assim, diante da necessidade da presença digital, o cliente fica em dúvida. Procurar uma agência especializada? Procurar uma agência tradicional? Entrar em tudo quanto é rede social? Talvez.

Mas algumas dicas são interessantes:

Moral da história? A internet é mesmo ‘o lugar’ e não há mais muita desculpa para não estar presente. Quem precisar de argumentos para se convencer ou convencer alguém já sabe: os dados e os especialistas estão na rede, é só clicar. [Webinsider]

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Sobre o Autor

<strong>Camilla Valadares</strong> (camillavaladares@gmail.com) é jornalista e publicitária.

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    Publicada em: 06/05/2009 21:59
    Impresso em: 28/11/2009
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