Conjugue: aprender, compreender, empreender
27/03/2009 11:02Por:
Em tempos de mudança, é essencial manter a conjugação diária destes verbos, ou se preferir, destas atitudes que fazem uma grande diferença. Pois o mundo sempre esteve em crise.
Ok, o mundo está em crise. Alguma novidade? Desde que o mundo é mundo sempre estivemos gerenciando algum tipo de crise. E todas elas foram sinônimos de mudança, sinais evidentes de que o mundo como conhecíamos estava acabando e um novo mundo estava começando. Nem melhor, nem pior que o anterior, mas diferente.
Perceber o que esse novo tem de diferente e visualizar novas oportunidades, muitas vezes disfarçadas de grandes problemas, é o que faz a diferença entre empresas e pessoas que não apenas sobrevivem, mas reinventam-se após um período crítico. A diferença é que essas empresas encaram crise como mudança, não como paralisia.
Considerando que não há mal que dure para sempre, toda crise configura-se em um momento de mudança, em que pessoas e empresas precisam repensar quais pontos devem ser ajustados. Tirar o pé do acelerador? É normal e prudente, ainda mais quando estamos prestes a entrar numa curva que ainda não conhecemos. Já enfiar o pé no freio é o que menos se recomenda.
Neste caso, na melhor das hipóteses, sequer ficamos sabendo o que nos espera após a curva. Já na pior delas, pode ser que logo atrás esteja nosso concorrente, andando colado, apenas esperando a hora de nos ultrapassar ou de passar por cima da gente.
Em tempos de crise, de mudança, de curvas perigosas ou de ondas gigantes, é essencial manter a conjugação diária de quatro verbos, ou se preferir, quatro atitudes que fazem uma grande diferença.
O primeiro destes verbos é o apreender, percebendo que algo diferente acontece ao nosso redor e que tende a modificar as relações que mantemos no mundo. Do apreender passamos para o compreender, buscar o entendimento pleno da real mudança, suas nuances, os paradigmas que se quebram abrindo lugar para novas formas de pensar. Compreendendo a mudança, nos antecipamos aos seus efeitos.
Mas não basta apreender e compreender. É preciso, na sequencia, aprender, ampliar o conhecimento com essa nova compreensão, com essas novas distinções que somamos à nossa experiência de vida. Por último vem aquele verbo que, em ação, é o maior de todos, o mais ativo: empreender. Mesmo em cenários de paralisia, de retranca, é preciso caminhar sempre em frente, apreendendo, compreendendo e aprendendo com a mudança.
Entre a histeria e a paralisia, encarar a crise como mudança é receita de sanidade. [Webinsider]
.