Desenvolvimento - Usabilidade e AI

Onde mobilidade e acessibilidade se encontram

26/01/2009 21:11

Por: Alessandra Mazzariolli

Nunca é demais repetir para as novas gerações (e as mais velhas também) que a adoção dos padrões web não deve ser descartada em nome de redução de custo ou pressa em entregar projetos.

Uma das palestras mais instrutivas e voltadas para desenvolvedores durante o Campus Party envolveu a adoção dos web standards, tema ainda longe de estar bem assimilado por gestores de ambientes online.

Padrões web, acessibilidade e mobilidade: como não deixar ninguém de fora foi o tema da mesa no palco principal da arena do Campus Party, com a participação de Vagner Diniz (W3C Brasil), Leda Spelta (Acesso Digital) e José Geraldo (WapJa).

Vagner Diniz começou lembrando a importância da inclusão quando se programa com padrões internacionais. O objetivo da W3C é fazer a internet evoluir, tornar-se acessível e universal, o que, portanto, tem relação direta com mobilidade e acessibilidade. Não atender os padrões significa deixar milhões de pessoas fora da web.

“- Em que medida a internet é importante para você?”, perguntou ele a Leda. “Na medida que me torno mais cidadã e independente, que me permita ler um livro, fazer compras, pesquisar sobre um assunto que gostaria de ler e me manter atualizada”, foi a resposta.

Então desenvolver sites acessíveis seria um custo ou um benefício?, perguntou Diniz.

Seria um benefício que tem custo, respondeu Leda, que complementou com a exibição de um vídeo. A psicóloga, especialista em acessibilidade na web, mostrou o vídeo “Custo ou benefício” gravado com os parceiros do Acesso Digital, que mostra as dificuldades de navegação por quem possui necessidade especial, seja visual ou física.

Após a exibição, Leda explicou que o custo é composto pelo treinamento, a adequação das páginas e o desenvolvimento. O benefício é conseguir atender 100% do seu público-alvo, a fidelização do público, vantagens sobre o seu concorrente, economia de banda (há empresas que produzem dois sites, um em Flash e outro em HTML) e adesão às normas de acessibilidade adotadas por sites do governo.

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Uma audiência atenta acompanhou o debate

Mas a acessibilidade não limita os sites bonitos?, perguntou Diniz.

É preciso desmistificar isso, respondeu Leda. “É possível sim fazer site acessível e bonito - esta percepção se deve ao desconhecimento das pessoas que acabam desenvolvendo duas versões para o site. E a acessibilidade não é só para deficientes visuais, pois há outras deficiências,” afirmou Leda. Deficiências que podem estar até no equipamento usado ou em conexões mais problemáticas.

E como passar do mundo desktop para o celular? Segundo José Geraldo, o importante no momento é o código do site semanticamente correto e limpo, encaminhando assim para uma web única. Se todos os dispositivos seguirem as regras da W3C, o acesso móvel realmente será para todos. [Webinsider]

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Sobre o Autor

<strong>Alessandra Mazzariolli</strong> (alemazzariolli@gmail.com) trabalha como webwriter na <strong><a href="http://www.webroom.com.br"rel="externo">Webroom</a></strong> e mantém o blog <a href="http://www.alemazzariolli.com "rel="externo">Alemazzariolli.com.</a>

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    Publicada em: 26/01/2009 21:11
    Impresso em: 28/11/2009
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