Para quem está escolhendo um plano de acesso 3G
20/01/2009 12:31Por:
Nosso amigo não pode ter internet via cabo ou telefone; só se for sem fio. Como depende muito de modems 3G, com o tempo foi aprendendo alguns truques úteis para quem está escolhendo entre as opções das operadoras.
Li recentemente o artigo A internet sem fio da Claro, de Vicente Tardin e o Banda Larga: conheça todas as ofertas 3G, do Vinícius Martins. O primeiro me lembrou do fiasco que passei com a Claro no começo de 2008 e o segundo sobre o 3G nos celulares.
Moro atualmente no Rio de Janeiro em uma instituição de ensino onde eu e minha esposa estudamos e por questões contratuais não posso ter internet fixa ou qualquer alternativa que envolva cabeamento e furo nas paredes em meu apartamento. A saída foi apelar para a tecnologia 3G. A experiência não foi das melhores.
Já havia ouvido falar em internet para celulares e até mesmo para notebooks, mas o 3G ainda era novidade para mim. Um amigo trouxe do Rio Grande do Sul um modem Huawei E226 da Claro em março, alegando que tinha o plano de 1MB com limite de 10 GB de tráfego por mês. Segundo ele, um dos primeiros planos que surgiu. Confessou que nunca conseguira mais de 500 Kbps, mas que o aparelho quebrava o galho.
Entusiasmado com a novidade fiz o plano pelo telemarketing e ganhei o modem gratuitamente. Recebi o aparelho em casa e isso bastou para que a batalha tivesse início. Não conectava e quando conectava não navegava. Tentei inúmeros contatos com o suporte para reconfigurar o modem, mas nada adiantava. Na época a lei era de 7 dias para cancelar o contrato sem ônus nenhum para mim. Após dois dias ao telefone consegui cancelar e devolvi o aparelho.
Meses se passaram e o modem do gaúcho disparou e não desceu mais da faixa de 900 Kbps pra cima. Cheguei a pensar que havia uma cabeça de jumento enterrada embaixo da minha cama ou algo parecido. A palavra azar era pouco para o que se passava em minha mente.
Em novembro de 2008 tive o primeiro contato com a 3G da TIM. Para minha surpresa consegui navegar a 700 Kbps em um lugar alto com o modem no plano 1MB Ilimitado e que mal pegava sinal de celular. Segundo a própria TIM, a sua qualidade se deve ao fato do uso da banda de 2100 MHz somente para 3G e a 850MHz para ligações, SMS e demais serviços de telefonia.
A Vivo usa o mesmo sistema e a Claro usa 850 MHz para tudo. Teoricamente é mais fácil sobrecarregar uma rede que é usada por dois serviços. Dessa vez fui mais cauteloso e resolvi pesquisar antes de assinar qualquer coisa e acabei descobrindo coisas interessantes.
A primeira é que a maioria dos contratos de banda larga do Brasil só garantem 10% da banda contratada. Traduzindo: “você paga por 1 MB mas eu sou obrigado a fornecer 100 Kbps. Passou disso pode estourar a champanhe porque é lucro.” Na hora do contrato dizem que o sinal é perfeito, que sua área é totalmente coberta e por isso o serviço é disponível naquela localidade. Depois de contratado o serviço você escuta que depende muito do local, altitude, fatores climáticos, se é cercado de mata ou morros… Tudo aquilo que deveria ser dito no momento da venda. Aí não adiante chorar. É esperar o contrato acabar para estourar a outra champanhe, aquela que estava guardada para comemorar a primeira videoconferência realizada com sucesso no Skype ou a primeira partida online do seu jogo preferido.
Quando o contrato diz “franquia de 1GB de tráfego”, muitas pessoas pensam que isso vale apenas para os downloads como filmes e músicas. Quando você clica no botão “conectar” você já está enviando dados para um servidor e consequentemente recebendo-os de volta. O simples fato de utilizar o MSN para conversar ou acessar uma página na internet já torra os preciosos bytes da franquia. Alguns exemplos que a Vivo dá em seu panfleto: com 1MB você lê entre 10 e 20 páginas de notícias, ou envia de 100 a 200 e-mails (sem contar os anexos) ou baixa um vídeo de dois minutos (aproximadamente, só para ter uma ideia).
A Vivo me ofereceu o modem USB por R$ 99 (R$ 100 a menos que as concorrentes Claro e TIM) e a mensalidade de R$ 119 (o mesmo das concorrentes) mas com uma enorme diferença: as outras oferecem 1 MB de velocidade com limite de tráfego de 1GB mensais (quando acabar o limite a conexão baixa para 256 Kbps).
A Vivo, com esses mesmos valores financeiros, me ofereceu 7 MB de conexão e sem limite de tráfego. O cara da loja sacou o celular para fazer uma demonstração e fez um download do site baixaki.com.br a 380 Kb/s! Não sou o mestre da matemática mas posso jurar que são quase 4MB de velocidade. Não preciso nem dizer que meus olhos brilharam e não haveria o que pensar entre contratar 1MB com limite que não chegaria nem a 70% do prometido ou 7MB sem limite que alcançasse uns 50% do prometido.
Estou de férias em Minas Gerais e ao chegar tive a agradável surpresa de ver que a tecnologia 3G também havia chegado.
Minha cidade fica a 324 Km de Belo Horizonte e tem 261.981 habitantes e já estava na hora desse serviço chegar por aqui. A história está a mesma de quando os celulares GSM foram lançados: não pega em certas áreas da cidade que são mais distantes do centro, dentro do meu banheiro etc…
Não pude testar o de nenhuma operadora, mas notei planos com uma relação custo/benefício menor do que os planos das capitais (leia-se: menos banda, mesmo limite de tráfego e preço igual). O que me assustou bastante foi quando ao voltar de uma viagem a outra cidade, me deparar com um modem da Vivo no caixa de uma “parada” de estrada.
Não há nada ao redor em um raio de 10 Km e o medidor do rjnet.com.br (velocímetro que a Claro usa) acusou a faixa dos 500 Kbps fixos. Repito: nada em um raio de 10 Km. Nada mal para um trecho de estrada entre duas cidades do interior, se considerarmos que torrent e similares não parecem fazer parte do “cardápio” da lanchonete, provavelmente composto de MSN, Orkut e contatos com fornecedores por e-mail.
Pesquise o sinal perto de sua casa
Pesquisei muito para escrever esse artigo e pude aprender uma lição bem valiosa que gostaria de ter aprendido antes do começo de 2008.
Em matéria de 3G, a melhor saída é procurar no seu bairro, e de preferência na sua rua, como anda a conexão da operadora x ou y. Há pessoas de São Paulo que dizem que é show de bola tal operadora. Já outros paulistas em outros bairro dizem horrores. Até o momento o que posso dizer é que a TIM e a Claro pegam bem no local onde pretendo usar a net 100% do meu tempo. O 3G está longe de ser uma boa alternativa móvel em que o sinal é bom em qualquer lugar, por isso vale a pena levar em consideração a finalidade e o local em que o serviço será usado.
Fiquem atentos, pois agora as operadoras mudaram o prazo de 7 dias para apenas 24 horas para experimentar e devolver sem pagar multa por rescisão. Óbvio que houve um avanço na qualidade do serviço nos últimos tempos e aquela velha história de “Senhor, pedimos para aguardar x dias para ativação do plano” não acontece mais.
O aparelho já sai da loja pronto para utilizar com potência máxima, sem carência. Por isso não invente de contratar o plano em um sábado para chorar aos pés do vendedor na segunda-feira. Segundo os que conversaram comigo, não vai adiantar. Não tive oportunidade nem de chegar perto do 3G da Oi, mas sei que estavam dando a cara a tapa com uma promoção que permitiria aos novos assinantes testarem de graça o serviço até o fim de 2008.
Para aqueles que continuassem em 2009, seriam dados descontos nas mensalidades, que também poderiam ser adquirir o modem gratuitamente. Até o dia 11 de dezembro de 2008 o custo deste era de R$ 299 (preço salgado, mesmo sendo desbloqueado) e a franquia máxima era de 7GB por mês. Excedendo a franquia, o usuário pagaria R$ 0,10 por megabyte trafegado. As velocidades seriam 300 Kbps, 600 Kbps e 1Mbps.
Gostaria de ouvir de vocês leitores como anda o 3G no local em que vocês usam. Oscila muito? Qual operadora? Qual plano? Assim, as outras pessoas que visitarem o site poderão dispor de uma boa fonte de consulta antes de tomarem qualquer decisão. [Webinsider]
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