Branding

A evolução de Darwin tem a ver com branding

05/12/2008 16:02

Por: Vitor Lima

Em processo de melhoria constante, seres vivos são como produtos ou serviços em constante reposicionamento. E a propaganda encontra seu caminho na influência de fatores ambientais e externos.

Estava lendo a Super Interessante desse mês quando, ao ler a matéria sobre evolução e Charles Darwin, tive um insight sobre o tema: branding. Acredito que cause um certo estranhamento a relação entre os dois assuntos, mas é momentâneo. Vamos lá.

Segundo a teoria darwinista de evolução, a biodiversidade passa por transformações estruturais e comportamentais, sendo colocada como agente passivo na seleção natural dos que vivem. Através da influência de fatores ambientais e externos, todos os organismos sofrem modificações em suas características a fim de garantir sua continuidade e melhor convívio com o meio.

Pode-se pensar nos seres vivos como produtos ou serviços em constante reposicionamento, por um olhar mais comunicacional, digamos.

Baseado nesta mesma teoria, é possível fazer um paralelo com a história da propaganda e as formas de se trabalhar com essa ferramenta. Ao longo dos anos, diversos meios sugiram, tendências foram criadas e recriadas, processos de comunicação foram abortados, revisados e outros otimizados. Certamente, essas adaptações ocasionam uma “seletividade natural” dos processos vistos hoje e previstos para o amanhã.

Como exemplo, tivemos a era do rádio que, de certa forma, foi abalada pelo surgimento e introdução da televisão no mercado. Para muitos, tal mudança ocasionou a primeira grande quebra de paradigmas da propaganda, pois fez com que profissionais e estudiosos fossem mais ousados em suas estratégias de comunicação e percebessem o benefício dessa integração.

Como referência ao poder de influência do rádio, temos o episódio de Orson Welles, onde milhares de pessoas foram afetadas pelo própria imaginação ao escutar um simples podcast da época. Por outro lado, a televisão com toda sua especificidade e persuasão, atualmente, tem números e alcance surreais em transmissões como Super Bowl, minuto publicitário mais caro do mundo.

Agora, imaginem se o rádio não tivesse sofrido um reposicionamento com o decorrer dos tempos? Se não tivesse se adaptado ao meio (mercado) e evoluido? Se o pensar propaganda ainda fosse o mesmo? Pois é, ficaria complicado.

Obviamente, todo esse processo evolutivo deve-se ao esforço, em grande parte, de pessoas visionárias e capacitadas, preocupadas com a melhoria constante de todos os aspectos da ferramenta e mercado. De forma inconsciente ou mesmo intrínseca, o profissional, ora influenciado ora influenciador, vem planejando e promovendo, no decorrer dos tempos, branding de seu próprio negócio: a propaganda.

O objetivo desse texto é apenas dividir um breve pensamento e aproveitar para parabenizar todos os envolvidos nesses processos pelo Dia Mundial da Propaganda. Seja publicitário, marketer, designer, administrador ou economista, apenas gostaria de felicitar pela participação e contribuição nesse grande case que a história da propaganda.

Parabéns pelo dia! [Webinsider]

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Sobre o Autor

<strong>Vitor Lima</strong> (vitormlima@gmail.com) é publicitário, com especialização em branding, e gerente de contas da <strong><a href="http://www.kindle.com.br/" rel="externo">Kindle Digital Agency</a></strong>.

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    Publicada em: 05/12/2008 16:02
    Impresso em: 28/11/2009
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