Desenvolvimento - Software Livre

Gente interessante

10/11/2008 2:32

Por: Ricardo Bánffy

Os desajustados e revolucionários felizes e produtivos que dão o colorido ao ecossistema do software livre.

Uma das coisas das quais eu mais gosto no ecossistema de software livre é que ele é composto, principalmente, de desajustados.

Calma. Isso é bom.

Os bem ajustados e felizes

Um programador bem ajustado logo encontra um emprego estável e vai trabalhar no departamento de TI de uma empresa séria, para escrever e manter os programas que fazem aquela empresa funcionar. Fazem aqueles programas complicados e se orgulham, não sem motivo, de como todas as coisas lá funcionam bem. Não têm qualquer problema em usar as ferramentas toscas que recebem, confiam nas diretrizes determinadas por seus superiores hierárquicos e raramente “pintam fora das linhas”. Escrevem
seus programas em ABAP , Java , C# ou (argh) Visual Basic , guardam seus dados em BDs Oracle ou SQL Server (ou, argh, Access ) e trocam e-mails e constroem aplicações de workflow com (argh duplo) Exchange ou Lotus Notes.

Em resumo, fazem tudo como o livro manda. Tudo da forma mais segura possível.

E são felizes assim.

E eu preciso dizer: não há nada de errado nisso.

Mas não é pra mim. Desde cedo eu soube que eu era o pino redondo para o buraco quadrado.

Os desajustados felizes

Talvez a coisa mais interessante sobre eles é que eles têm backgrounds os mais diversos. Há computólogos, claro. Mas há biólogos, psicólogos, médicos e matemáticos. Há autodidatas que nunca sentaram nos bancos de uma faculdade e outros que passaram anos dormindo nos bancos de faculdades.

E, bem por isso, esse ecossistema é mais vibrante e diverso. É mais criativo e imprevisível.

E, sem dúvida, não há nada de errado nisso.

Fazendo dinheiro

Fiquei sabendo, pelo Hacker News (minha primeira leitura depois de saber que não há incêndios a apagar), que o Stani (do Stani’s Python IDE), foi o autor da proposta vencedora em um concurso para escolher o design de uma moeda comemorando a rica tradição arquitetônica da Holanda.

Em um post em seu blog, ele explica o conceito por trás do design da moeda de 5 Euros que entrou em circulação no fim do mês passado. O post é também uma bem-humorada resposta ao comentário de Mark Shuttleworth, que disse que não se pode ganhar dinheiro fazendo um Linux desktop.

Humor e horror

A Ars Technica, um dos meus sites favoritos, parada obrigatória toda semana, publicou no dia das bruxas, ou “Halloween”, como preferem os anglófonos e anglófilos entre nós, uma divertida paródia do clássico conto de H. P. Lovecraft, The Call of Cthulhu“.

É uma leitura deliciosa por remeter ao conto de horror original enquanto introduz referências à “mitologia” do open-source, dos incompreensíveis scripts Perl à eterna rivalidade entre os defensores do software livre e os “cúmplices” da Microsoft.

São trabalhos feitos com paixão.

Essa é a força desse pessoal. E isso faz toda a diferença. [Webinsider]

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Sobre o Autor

<strong>Ricardo Bánffy</strong> (ricardo@dieblinkenlights.com) é engenheiro, desenvolvedor, palestrante e <a href="http://www.dieblinkenlights.com" rel="externo">consultor</a></strong>.

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    Publicada em: 10/11/2008 2:32
    Impresso em: 28/11/2009
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