Comércio

Classes C, D e E consomem mais online que A e B

29/08/2008 11:03

Por: Valdenir Flauzino

A internet um ambiente para os privilegiados públicos das classes A e B? Nada disso, é melhor rever seus conceitos, pois a chamada classe C está chegando para ficar neste mundo até então exclusivo aos mais endinheirados.

Graças aos programas de inclusão digital e a isenção fiscal oferecida pelo governo, desde o início de 2007 o preço de computadores pessoais, desktops e notebooks tem despencado.

Para se ter idéia, no último trimestre de 2006, por exemplo, um desktop que custava cerca de R$ 1.799,00, hoje custa cerca de R$ 999,00 (lógico, já contando com a atualização de capacidade e velocidade), uma queda de 44,45%.

Esta diferença tem causado uma mudança drástica no hábito dos consumidores da classe C, público que tem levado o Brasil ao topo do ranking de venda de computadores (de 4,67 milhões em 2004 para 10,68 milhões em 2007).

O Brasil hoje é o 5º colocado no ranking mundial de venda de computadores.

Mercado online se adapta

Banda larga mais barata. A classe C, que até poucos anos atrás era insignificante para o mercado virtual, pela primeira vez na história será a fatia que mais irá crescer nesse ambiente.

Computadores e notebooks já são realidade para esse público e agora outros mercados serão adaptados para garantir uma fatia do “polpudo” público disposto a gastar dinheiro com a conveniência e interatividade que só a internet pode trazer.

Como a demanda por acesso através de banda larga está aumentando, rapidamente os provedores de acesso têm baixado suas mensalidades e criado planos para atender essa camada. Dos domicílios conectados à rede mundial de computadores, 62% são de pessoas de baixa renda.

Classe C, D e E são a maioria nas compras online. 67% dos cartões de crédito no país estão nas mãos dos consumidores de baixa renda, fazendo surgir no mercado um potencial de consumo nunca antes observado no cenário nacional. Entre as pessoas que fazem compra através da internet, 51% são das classes C, D e E.

Menos termos em inglês e sites mais explicativos. Esses consumidores ainda se confundem com nomes em inglês e termos técnicos, por isso os sites de comércio eletrônico deverão adaptar suas linguagens para atender esse novo público.

Falta confiança. Levantamento aponta que as vendas pela internet para os públicos de classes C, D e E poderiam ser ainda maiores se eles confiassem mais nesse meio de comércio. A pesquisa identificou que esses internautas têm medo de fornecer os números dos documentos pessoais e do cartão de crédito, de comprar pela internet e não receber o produto ou de não conseguir efetuar a trocar se for preciso.

Os sistemas de atendimento de lojas virtuais (por e-mails, e-tickets e chats) não passam confiança para esse público que está acostumado a falar com pessoas no momento da compra.

Produtos que cabem no bolso. Para atender a essa classe emergente, as lojas virtuais deverão oferecer produtos mais baratos, de marcas mais populares e com opções de parcelamento - sem esquecer que devem ser produtos com boa durabilidade.

Perfil dos consumidores da classe C

Segundo a e-bit, empresa brasileira especializada em internet, no primeiro semestre de 2008:

Segundo a pesquisa, os principais motivadores pela elevação das vendas online foram os sites de busca (23%), promoção por e-mail (10%), recomendação de amigos (9%) e sites de comparação de preços (7%). [Webinsider]

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Sobre o Autor

<strong>Valdenir Flauzino</strong> (valdenir@4mbrasil.com.br) é designer de interfaces e gerencia projetos customizados de imagem corporativa e design junto à <strong><a href="http://www.4mbrasil.com.br/" rel="externo">4M Brasil</a></strong>.

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    Publicada em: 29/08/2008 11:03
    Impresso em: 28/11/2009
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