Negócios - Planejamento - Gestão

TI, modelos e normas: tudo o que o mestre mandar

29/01/2008 11:12

Por: Ricardo Veríssimo

Modelos, normas e políticas de melhores práticas funcionam em grande parte das ocasiões e ajudam muito. Mas só quando estão adequados à realidade de cada caso.

Antes que alguns comecem a atirar pedras, vou avisando que nada tenho contra os modelos e uso muitos deles em trabalhos de consultoria e gerência. ITIL, PMBOOK, SCOR, Etom, VRM, CMMI, Sarbanes Oxley, BPEL…

Todo modelo é uma base conceitual desenvolvida sobre práticas, testadas em ambientes específicos e em situações particulares e, por mais que sejam parecidas, são sempre diferentes, pois somos todos diferentes, pessoas físicas e jurídicas.

A grande questão é que os modelos mais usados atualmente no mercado são importados de outros países e na maioria das vezes testados em ambientes muito diferentes do ambiente econômico, administrativo, político e social do Brasil.

Então não devemos usar modelos? Sim, mas sempre adaptados às necessidades específicas de nosso negócio.

Muito do que estudamos e usamos é fortemente influenciado por outros ambientes de países de primeiro mundo, mão de obra de primeiro mundo (não que o Brasil deixe a desejar; temos os melhores profissionais do mundo) e impostos de primeiro mundo. Fomos influenciados por Taylor, Ford, Gilbreiths, Barnes, técnicas de produção dos japoneses, Seis Sigma, ERP, BPMN, BPMS, 5S e outras tecnologias e modelos, todos importados do primeiro mundo.

Quando vamos utilizar os modelos ou práticas, descobrimos que eles não se encaixam como uma luva e sim precisam ser adaptados à realidade de nosso país em desenvolvimento. Não é assim?

Como adaptamos então os modelos?

Avaliando, testando, medindo, reavaliando, amadurecendo, criando base conceitual e prática usando nossa própria realidade de negócio.

Existem fatores a serem analisados? Sim existem alguns e nem todos precisam concordar comigo. Mas deixo a seguir alguns:

Só podemos discutir o que entendemos. Então conheça os processos de sua empresa do início ao fim.

Se você é pequeno ou médio empresário, experimente tirar um dia e seguir a mercadoria ou o pedido de serviços desde que ele nasce até a cobrança - ou até o pós venda, quando ele pode voltar ao início em uma nova venda ou em uma devolução. Pergunte ao seu funcionário o que ele está executando e como são feitas as coisas. Analise. Duvido que você não descubra várias coisas a serem melhoradas. Vamos apostar?

O que isso tem a ver com TI? Tudo!

TI e gestão estão cada vez se encontrando nas mesas de diretoria. TI não é mais somente apoio e sim parte da decisão de negócios e muitas vezes da vantagem competitiva do negócio.

Quando for analisar para implantar um modelo, você basicamente passa por algumas fases, que são:

Tudo isso não é feito da noite para o dia e nem é uma ação estanque. Tudo deve ser sempre feito, avaliado e refeito. Constantemente.

“O olho do dono é que engorda o boi” Já ouviram esse ditado? Quem duvida dele?

Espero ter ajudado. Comentários, sugestões, dúvidas, propostas, serão bem-vindas e respondidas. Abraços a todos e até o próximo artigo. [Webinsider]

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Sobre o Autor

<strong>Ricardo Veríssimo</strong> (ricardo@rverissimo.com.br), consultor de tecnologia e negócios, é diretor da <a href="http://www.rverissimo.com.br/" rel="externo">RVeríssimo</a>, empresa de consultoria, terceirização, desenvolvimento e suporte a infra-estrutura em TI.

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    Publicada em: 29/01/2008 11:12
    Impresso em: 28/11/2009
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