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O primeiro dia da Rádio Cultura AM colaborativa

17/12/2007 15:04

Por: Juliano Spyer

Radio Cultura AM, de São Paulo, passa a operar em bases colaborativas e supera a barreira local, ao ser transmitida também pela internet. Aqui, o calor do primeiro dia.

Emoção. Fizemos hoje o primeiro ensaio valendo da nova rádio Cultura. Só a equipe participou. A emissora ficou com conteúdo gravado e ensaiamos a dinâmica de funcionamento do Radar - âncora fazendo a programação ao vivo a partir do material postado e votado no site.

Tínhamos marcado para começar às 3 da tarde. A hora ia chegando e o barulho aumentava na redação. Muitas perguntas, equipe de reportagem da TV aparecendo, também a diretoria. Todos ali para registrar a novidade… Os escalados para participar do teste já se posicionavam para fazer as vezes de participantes e também de editores, sugerindo músicas, votando, abrindo tópicos de conversa.

Duas vezes tivemos o sinal que iria começar, mas entrava a programação regular. Mais um pouco e silêncio. Parecia que estávamos naquelas salas de controle da NASA esperando a primeira comunicação do astronauta recém lançado ao espaço… E finalmente aconteceu. Entrou a vinheta e na sequência nossa astronauta Teca anunciando a novidade.

Salva de palmas na redação. Um sentimendo gostoso de comunhão.

Eu não esperava por isso. Logo no começo, achei que fazer a equipe comprar a idéia seria o maior desafio, porque significa sair da zona de conforto e se submeter a uma coisa nova. E no meio disso surge a discussão sobre a competência do amador para tomar decisões. Mas fui notando que várias pessoas compraram a idéia com entusiasmo e estão apostando nisso. E elas hoje me explicaram o por que inclusive da emoção de várias delas.

A Rádio Cultura AM tem uma programação classe A. Quem gosta de música brasileira e ainda não escutou, está perdendo. É a qualidade de programação da Eldorado, mas sem a interrupção dos comerciais. É o descompromisso da Rádio USP com os modismos baratos, mas melhor organizada, mais consistente na seleção e produção de programas.

Só que por vários motivos, entre os quais o fato da transmissão AM ter menos fidelidade em relação a FM, essa rádio de música passou muito tempo na sombra. Um pequeno oasis escondido no dial, restrita a quem estivesse dentro da área de cobertura - que não é muita.

Agora com a internet, duas coisas mudam. Primeiro é a transmissão, antes restrita a algumas partes da cidade de São Paulo, e que agora fica aberta para o mundo. Um fã de música brasileira em Tóquio estará lado a lado com a gente. E junto com isso, vem a possiblidade de interferir em tudo, da escolha das músicas à definição da pauta de programas, o que permitirá ao veículo saber com detalhes o perfil de sua audiência e também receber e processar feedback sobre a programação com muita agilidade.

Amanhã tem mais! [Webinsider]

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Sobre o Autor

<strong>Juliano Spyer</strong> (juliano@naozero.com.br), autor do livro <strong><a href="http://www.naozero.com.br/conectado" rel="externo">Conectado</a></strong> e do blog <strong><a href="http://www.naozero.com.br/" rel="externo">NãoZero</a></strong>, é especialista em mídia social e projetos colaborativos na web.

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    Publicada em: 17/12/2007 15:04
    Impresso em: 28/11/2009
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