Al Ries e o pensamento a longo prazo. Hein?
08/11/2007 14:08Por:
Nosso amigo foi assistir palestra do famoso estrategista de marketing, que defende o conceito de paciência e o pensamento a longo prazo. Neste ponto ele não sensiblizou agências, anunciantes, veículos e produtoras.
Fui assistir Al Ries no evento “O Poder da Segmentação - Atingindo Quem Importa” ontem.
Ries é um tiozinho simpático, carismático e com voz agradável. Três qualidades que eu não terei nunca. Apesar disso, não consigo simpatizar com ele por um único motivo, ele é um destes gurus que pregam o guruzismo.
Com guruzismo quero dizer lançar livros que pregam a morte de algo ou receitas práticas para ter sucesso como “A Queda da Propaganda” e “As 22 consagradas Leis do Marketing”.
Sua apresentação quase inteira foi vendendo uma fórmula mágica de ter apenas um produto por marca. Bateu sem parar em mídia de massa citando várias empresas de internet que quebraram na bolha mostrando o investimento que fizeram em mídia de massa como a causa. Ries deu a entender que todos os males e méritos de uma empresa são conseqüências de sua propaganda, afirmação que qualquer pessoa de bom senso sabe ser besteira.
Estas empresas quebraram por outros motivos. Investir muita grana em propaganda de massa (de maneira correta ou errônea) foi apenas um dos exemplos da gastança desenfreada da época. Se jogaram dinheiro fora com propaganda, jogaram dinheiro fora com tudo. Quem trabalhou em empresa bolha sabe bem, existia desperdício pra todo lado.
Ries defende que as empresas tenham somente um produto por marca. Usar o iPod e a Apple como exemplo só reforçou minha opinião que seus exemplos são ruins. A diferença da Apple e do iPod para outras empresas e produtos está além do marketing.
Suas metáforas estapafúrdias como comparar o efeito de um banho de sol com o poder de corte de um laser só tirou atenção para o assunto importante que ficou em segundo plano. Segmentação é importante e relevante para o nosso mercado, uma pena que não foi melhor trabalhado.
O ponto mais importante tocado por Ries foi vender o conceito de paciência e o pensamento a longo prazo, mas faltou explicar (ou pelo menos nos provocar) como podemos mudar esta cultura de curto prazo que existe dentro das empresas. Agências, anunciantes, veículos e produtoras. Aqui e lá fora. [Webinsider]
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