Mídia interativa - Branding - Redes sociais

Second Life: muito barulho por (quase) nada

02/08/2007 23:10

Por: Juliano Spyer

O uso do Second Life como plataforma de mídia não é unanimidade. Muita gente é contra, como Chris Anderson, o autor do livro Long Tail. Segundo ele, não há muita coisa lá, além de prédios de empresas vazios.

Prestes a lançar um livro, estávamos considerando fazer um lançamento virtual no Second Life. Na troca de e-mails com a editora, confessei saber pouco do assunto.

Logo em seguida, por coincidência, abri o blog onde o Chris Anderson publica suas discussões sobre cauda longa.

O título do último post: Porque eu abri mão do Second Life. Para quem não sabe, além de autor consagrado, ex-jornalista da The Economist, etc, ele é hoje editor-chefe da Wired. O que ele fala tem peso. Leia alguns trechos selecionados a seguir:

“Como todo mundo, eu me diverti explorando o conceito [do SL] e admirando toda a criatividade. Então eu me entediei, e comecei a me maravilhar com outra coisa: com todos os edifícios corporativos vazios.”

“Eu não entendia porque companhias continuavam pondo dinheiro para ter presença nesse mundo. Eles estavam vendo alguma coisa que eu não estava?”

Contraponto

Segundo o principal evangelista do Second Life, Wagner James Au, o envolvimento do usuário é diferente do que acontece em outras mídias, em termos de “imersão na marca e reconhecimento; qualidade potencial de participantes, considerando a estatística dos residentes como criadores, blogueiros, etc.”

Referindo-se ao fato de apenas umas 30 pessoas terem aparecido na noite de autógrafos de seu livro Long Tail no Second Life, Anderson responde:

“Talvez [o que Au diga seja verdade], mas eu apenas gerencio o que eu posso medir. Em em relação às coisas que eu dou valor, como links, comentários inteligentes, tráfego para o meu blog, etc, o evento no Second Life poderia nem ter acontecido. Ele não deixou nenhuma marca no mundo em que eu vivo (a saber, a Vida Real).”

O SL tem coisas interessantes. Não exclusivamente ele, mas a possibilidade de segunda vida em ambientes virtuais. Especialmente quando ela vem relacionada a situações lúdicas, a jogos, a ambientes fantásticos.

O antropólogo Julian Dibbell explorou esse tema, que faz girar bilhões de dólares e está fora da economia tradicional. As regras do jogo mudaram, tanto dentro quanto fora do tabuleiro, inclusive para quem quer ganhar dinheiro com a internet, e nem tudo são flores lá dentro. [Webinsider]

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Sobre o Autor

<strong>Juliano Spyer</strong> (juliano@naozero.com.br), autor do livro <strong><a href="http://www.naozero.com.br/conectado" rel="externo">Conectado</a></strong> e do blog <strong><a href="http://www.naozero.com.br/" rel="externo">NãoZero</a></strong>, é especialista em mídia social e projetos colaborativos na web.

Url original: http://webinsider.uol.com.br/index.php/2007/08/02/second-life-muito-barulho-por-quase-nada/
    Publicada em: 02/08/2007 23:10
    Impresso em: 28/11/2009
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