Comportamento - Redes sociais

Web 3.0, 4.0, 5.0… Boom. Não dá para prever.

13/03/2007 22:26

Por: Carlos Nepomuceno

O passado da web e suas inovações não se apresentaram de forma linear. Foram quebras trazidas dos lugares e personagens mais inesperados.

Não faz muito, me liga a repórter da Zero Hora de Porto Alegre:

- E a Web 3.0, a tal web semântica?

Me pega tomando descafeinado com pão de queijo. E ainda quase de boca cheia, ataco pelo celular de Niterói depois de uma palestra:

- Papo furado, não dá para prever.

Continuo:

- Como não dava para imaginar que a própria internet, o Linux, o Skype, o MP3, o YouTube chegariam do nada a escala global.

Veja - digo a ela - que o passado da web e suas inovações não se apresentaram de forma linear. Foram quebras trazidas dos lugares e personagens mais inesperados.

Tiveram apenas algo em comum: a adesão da massa em rede às idéias alucinadas de uns malucos escondidos por aí.

Calma, enfatizo, não dá para monitorar malucos, pois uma grande idéia na tela não é nada.

(A bolha cobrou caro essa constatação.)

Assim, para prever o futuro é necessário acompanhar e monitorar os enxames para seguir o calor nas colméias.

E monitorar tão de perto, tão de perto, que é preciso virar abelha, como uma metamorfose. As empresas, digo a ela, serão colméias, produzirão calor e mudarão o mundo ou serão picadas até a morte.

Arremato com esta frase de efeito – (na verdade, já nem sei se disse, de fato, ou inventei agora). ;)

Ou seja, se a indústria de música não olhasse com desdém o bafo quente do Napster e o MP3, não estaria na crise atual.

Ou as empresas de teles não ignorassem o incendiário Skype.

Ou ainda neste momento as empresas do planeta que não acreditam no Orkut.

Ele e os irmãos (YouTube, MySpace, entre outros) são o novo modelo de comunicação corporativa, que moldará a Internet e Intranet dos próximos anos - basta medir a temperatura.

Assim, é preciso tirar algumas lições da Web 1.0 (1960-2005) para nos ajudar a entender a fase atual da Web 2.0 (2005-?) e pensar no futuro.

Eis as sete regras de quem não quer chorar sobre a Web derramada (seja a 2, 3, 4 ou 5):

1- nada importa se não gera calor na massa em rede;

2- tudo importa se gera calor na massa em rede;

3- o calor não tem hora ou lugar, desde que aceito pela colméia;

4- Quanto mais calor, mais valor;

5- O valor está no calor da massa em rede;

(Justifica o preço do YouTube: 1,6 bi de dólares).

6- Assim, para gerar valor, seja a massa em rede e gere calor;

7- Competir é manter calor.

Ah, e sobre a Web 3.0?

Tá fria. [Webinsider]

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Sobre o Autor

<strong>Carlos Nepomuceno</strong> (nepomuceno@pontonet.com.br) é professor, pesquisador e co-autor do livro <strong><a href="http://www.campus.com.br/script/CpsMontaFrame.asp?pStrCodSessao=456D1141-5DBC-4385-907E-9E5E6415DD8E&pIntCodProduto=0&pIntCodParceiro=0" rel="externo">Conhecimento em Rede</a></strong> (Editora Campus), coordenador do <strong><a href="http://www.ico.org.br" rel="externo">ICO</a></strong>, Instituto de Inteligência Coletiva e diretor da <strong><a href="http://www.pontonet.com.br" rel="externo">Pontonet</a></strong>. Mais dele no blog <strong><a href="http://cnepomuceno.wordpress.com/" rel="externo">CNepomuceno</a></strong> e no <strong><a href="http://twitter.com/cnepomuceno" rel="externo">Twitter</a></strong>.

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    Publicada em: 13/03/2007 22:26
    Impresso em: 28/11/2009
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