Mídia interativa

E-mail marketing é bom - se há consentimento

14/02/2007 9:34

Por: Paulo Rodrigo Teixeira

Apesar do abuso do spam, há gente séria fazendo e-mail marketing com resultados concretos, em base trabalhada com permissão.

Existe algo mais fácil do que usar um e-mail? Antes da bolha da internet tivemos um comercial em que uma pessoa da limpeza pedia a um funcionário para usar o computador para ver seus e-mails. E no fim ele perguntava ao funcionário em tom de deboche: “Você não tem e-mail”? Todo mundo tinha direito a uma conta de e-mail. Conta pessoal, gratuita e de cadastro simples. Os usuários estavam felizes. E as empresas?

As empresas perceberam o potencial de oferecer produtos direto no endereço virtual destas pessoas. E o melhor: comparado ao custo de uma carta, o custo do envio do e-mail era praticamente nulo. Mas não foram só as empresas que descobriram esta facilidade. Donos de fórmulas mágicas de emagrecer, de ganhar dinheiro fácil, de remédios que fazem milagres e de vendedores de CDs com listas de e-mail passaram a fazer parte da sua caixa postal, mesmo que o dono do e-mail não tivesse interesse. Começaram as trevas: surge o spam.

Em tempos de web 2.0, todos já têm e-mail e mesmo assim tivemos uma onda de pedidos de convite para o primeiro e-mail de gigabyte que hoje já está em quase três gigabytes. É uma conta para o trabalho, uma para os amigos, uma para guardar vídeos e uma para receber os e-mails. Conseguir a atenção do usuário e ultrapassar o filtro antispam são os obstáculos para as ações de e-mail marketing. Mas os resultados ainda são bons e recompensam o esforço. Como isto é possível? Através do uso de listas próprias e com permissão.

Prova disso foi uma pesquisa recente divulgada pelo eMarketer. Nele, profissionais de marketing online responderam o que consideravam que funciona melhor na área. O e-mail de lista própria ocupou o segundo lugar na pesquisa. Em contra partida, e-mail de lista alugada ficou em último lugar. O que diferencia estes dois? A permissão. O e-mail marketing deve ser sempre baseado na permissão, ou seja, na autorização da pessoa para participar da sua lista.

A autorização deve acontecer antes do recebimento da mensagem, como no cadastro que um usuário faz em seu site, em um evento que ele participa ou até em um atendimento telefônico. É ai que você constrói sua lista de e-mail: uma base totalmente opt-in, diferente das lista de CDs com um milhão de e-mails. Com isto você evita que clientes fiquem chateados com a sua empresa e clientes quando estão chateados falam mal da empresa para muita gente.
As empresas que trabalham com permissão tendem a ganhar maior credibilidade do mercado, pois demonstram respeito no relacionamento. Mas por que ainda existe tanto spam? Claro que existe muita falta de ética, mas a falta de informação parece ser o maior problema.

Distorções

Pela simplicidade que já vimos, é fácil enviar milhões de e-mails. Já soube de histórias de profissionais que trabalham na área que só consideram spam quando a pessoa pediu para sair da base. Teve um caso de um profissional, que ao ser questionado porque enviou e-mail não solicitado, explicava que um e-mail só era contava como spam depois do terceiro e-mail enviado.

Claro que existem outros fatores que influenciam o sucesso de uma campanha de e-mail marketing. Relevância, periodicidade, personalização, testes. Isto é parte da estratégia que melhora, e muito, o retorno das campanhas. Mas o principal é a construção da base e a permissão. Sem permissão nem comece a sua campanha de e-mail marketing. Minha caixa de e-mail agradece. [Webinsider]

Sobre o Autor

<strong>Paulo Rodrigo Teixeira</strong> (webpaulo@gmail.com) é editor do <strong><a href="http://www.marketingdebusca.com.br" rel="externo">Marketing de Busca</a></strong> e do blog <strong><a href="http://www.webpaulo.com" rel="externo">Webpaulo.com</a></strong>

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    Publicada em: 14/02/2007 9:34
    Impresso em: 28/11/2009
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