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Arte eletronicamente ativa sem intermediários

05/12/2002 0:00

Por: Nenhum

Fora do roteiro comercial tradicional, artistas encontram facilidade na utilização do universo interativo. Pela primeira vez na história da arte o controle da produção e divulgação está nas mãos dos próprios criadores.

Leonardo Oliveira

Apesar de detectado e muito falado, um fenômeno que ainda necessita de estudo e compreensão é o da divulgação cultural na internet. Milhares de artistas independentes, sejam eles músicos, escritores, pintores ou designers (para ficarmos nas categorias mais conhecidas) encontram a possibilidade de criar, editar, veicular e divulgar sua produção eletronicamente.

Fora do roteiro comercial tradicional, das gravadoras, editoras e grandes grupos de mídia, estes artistas encontraram facilidade na utilização do universo interativo. Não é exagero dizer que
pela primeira vez na história da arte o controle total da produção e divulgação artística está na mão dos próprios criadores, e dos editores por eles nomeados, em todas as etapas.

Atuando como catalisadores desta nova produção artística, aparecem desde sites e blogs, nos formatos mais conhecido da internet, até celulares, palmtops e TV. Estes veículos de informação online cumprem um papel importante, paradoxalmente, ao tornar a cultura mais personalizada e diversificada; bem menos superficial ou massificante.

É um caminho irreversível? Acredito que sim. Na verdade, a internet e a maneira de comunicar que ela está ajudando a desenvolver, são processos da evolução social. Sua tendência é o crescimento, o desenvolvimento e, finalmente, a sedimentação na produção intelectual de todo o planeta.

Mas é com alguma ressalva que devemos nos aprofundar no tema. Afinal, a referência à “produção artística” e “artistas” é somente fonte identificadora dos elementos de composição deste cenário. Qualquer definição de artistas, seja ela acadêmica ou comercial, deve ser reservada, pois, salvo raras exceções, todos estes novos criadores carecem de
reconhecimento da crítica ou do público. Tampouco têm formação artística acadêmica.

Além de garantir sua página na história da arte, a divulgação eletrônica terá também uma atuação importante para a evolução cultural desta sociedade em aprendizado digital constante. Se nossos antigos hábitos do dia–a–dia vão ficando para trás com a difusão tecnológica e popularização da internet, por que não revermos nossos conceitos culturais? Por que não aceitar o papel da tecnologia na produção artística que será apresentada de agora em diante?

Como disse, os canais estão aí: blogs, projetos pessoais, páginas comunitárias, rádios personalizadas, celulares, palmtops, projeções holográficas. Todos mantêm um diálogo construtivo com o mundo real, onde, em nichos específicos, cada meio contribui para a evolução de nossos conceitos artístico–culturais. [Webinsider]

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Um passo muito importante no estudo desta divulgação artística, por exemplo, foi dado pela equipe da PUC–MG, com o projeto Jornalismos Culturais na Rede, já citado aqui no Webinsider (veja ao lado, no alto).


Sobre o Autor

Url original: http://webinsider.uol.com.br/index.php/2002/12/05/arte-eletronicamente-ativa-sem-intermediarios/
    Publicada em: 05/12/2002 0:00
    Impresso em: 28/11/2009
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