Serviços do Google e privacidade: tem questão aí?
16 de novembro de 2009, 2:23Usamos ferramentas inovadoras e facilitadoras pelas quais transmitimos informações a grandes bancos de dados. Ainda podem ser vistas como nossa contribuição para que novas tecnologias sejam criadas em nosso benefício.
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O Google sabe tudo sobre você. Muitos já ouviram esta frase. É fato que o Google acumula informações de usuários de todo o mundo e com isso detém um poder incrível sobre todos. Entregamos de bandeja informações quando fazemos pesquisas e usufruímos das ferramentas que o Google nos coloca à disposição.
Sem hesitar estamos lá, entregando tudo. Precisou? Tem no Google. Cada vez mais informamos o que gostamos, o que necessitamos e o que desejamos. De acordo com isso, o Google trabalha para nos saciar e continuar no poder.
Ao mesmo tempo que nos influência e nos atrai com suas inovações, ele reflete o comportamento da sociedade, nos direcionando campanhas, sites e ferramentas que vem criando. Nós o alimentamos constantemente e contribuímos para o seu crescimento.
É um relacionamento viciante e dependente, de força e de poder, onde todos os envolvidos são protagonistas, o que torna ainda mais difícil a competição para seus concorrentes.
Os mais viciados tem o Google como página inicial em seus micros e mordem várias vezes ao dia algumas dessas iscas: Orkut, Picasa, Blogger, Gmail, Google Chrome, Google Docs, Google Maps, Earth, Calendar, AdWords, Adsence, Alertas, Analytics, Catalog Search/Product Search, Checkout, FeedBurner, Finance, Grupos, Pesquisa de Imagens, Toolbar, Translate…ufa!! Cansou? Não pára por aí.
Se usamos o Google, de alguma forma somos monitorados. E não apenas a quem confiamos nossas intimidades saberão sobre elas, mas todos aqueles que de alguma forma buscam informações sobre nossos hábitos e principalmente tendências.
Ainda não existem regras para o comportamento digital. Muitos campos devem ser estudados e analisados com objetivo de manter a privacidade de nós cidadãos. A privacidade hoje é entendida por outros conceitos, diferentes daquele que há muito tempo atrás a definia como “intimidade pessoal e de grupos definidos”.
Se fossemos pensar em teorias conspiratórias - de que o Google tem planos mirabólicos para todas essas “identidades” que tem armazenadas - ficaríamos de cabeça virada.
Já não pensamos mais no que estamos externando quando usamos essas ferramentas. É automático. E nem poderíamos. Nos tornaríamos neuróticos e voltaríamos aos velhos métodos de comunicação e pesquisa, carta via correio, enciclopédias, guias e mapas. Nossas fotos somente seriam colocadas em porta-retratos e álbuns.
Mas não há motivos para grandes preocupações. Devemos sim utilizar todas estas ferramentas inovadoras e facilitadoras do Google, assim como de outras tecnologias, com cuidado. As informações que transmitimos a esses grandes bancos de dados, dentro deste contexto virtual, ainda podem ser vistas apenas como nossa contribuição para que novas tecnologias sejam criadas para nosso benefício.
Se usamos estes instrumentos digitais do Google diariamente como fonte de informação, diversão e pesquisa, certamente milhares de consumidores fazem o mesmo. Com isso, podemos também usar de criatividade e talento para tirar proveito desse tanto de informação e alcance, para alavancar nossos negócios e conquistar espaço com o mesmo alcance e influência “googleana”.
Milhões de usuários no mundo se encaixam neste tabuleiro, alimentando diariamente as pecinhas que o Google capta e monta este giga quebra cabeça. Aproveite e monte o seu também. [Webinsider]
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1° Geraldo Seabra Data: 16/11/2009 às 7:35 am
Atividade: Jornalista e Professor
Cidade: Belo Horizonte
Caro Roberto,
No miudinho, o Google não passa de um megagame on-line de análise de informação, o que conspira a favor da Teoria dos NewsGames defendida por nós…
Aliás, toda a Internet sempre funciona como um hipergame de gênero informativo.
O que falta é promover a integração de sites, portais, blogs e redes sociais para objetivos comuns de sociabilidade e ação política.