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Paulo Roberto Elias
Áudio e vídeo

Entenda os leitores de Blu-Ray

15 de novembro de 2009, 20:58

Os discos e leitores estão mais acessíveis e é importante conhecer o que a tecnologia oferece.

Por Paulo Roberto Elias

Já faz seguramente mais de dois anos que eu me arrisquei a prever que a mídia Blu-Ray se tornaria o formato dominante no mercado de alta definição, o chamado “de facto standard”. Nesse interregno, o mercado se ajeitou, os preços caíram (nem tanto quanto a gente queria), a oferta de títulos subiu e as promessas também.

Uma montanha de inovações tecnológicas, a maioria a nível dos laboratórios de recuperação de negativos de filmes clássicos, que antes ganhava vida timidamente, agora tem sua expressão plenamente concretizada neste tipo de mídia.

Então, se trata de uma ótima notícia para os cinéfilos, quando, por exemplo, se sabe que a última versão do clássico de Alfred Hitchcock “North by Northwest” (“Intriga Internacional”), cuja edição anterior em DVD se limitou a uma correção digital de um dos negativos de câmera, cuja cor estava esmaecida, agora pode ser vista em Blu-Ray com uma cópia restaurada e cada fotograma dos negativos (Technicolor®) varridos a nada menos do que 8 mil linhas de resolução (8K).

Tudo isso é muito bom, mas o Blu-Ray, como, aliás, outros tantos formatos de alta performance, padece de um problema crônico: ele não consegue atingir as massas! E não me refiro à questão financeira, que é importante, mas ao fato de que tudo que ele consegue fazer não tem expressão nas cabeças dos consumidores sem um mínimo de informação do seu lado tecnológico, e sem esta informação é literalmente impossível ter consciência da magnitude de conquista tecnológica que o meio oferece.

O mestre Antonio Houaiss tinha absoluta razão, quando dizia que o aprendizado de qualquer coisa passa necessariamente pela tradução de termos e conceitos, e eu mesmo usei isso como premissa, antes de dar aula ou escrever qualquer coisa, dirigida ao público-alvo que eu não conheço antecipadamente.

Infelizmente, na Internet, o público-alvo é muito mais do que desconhecido, ele é uma incógnita, e por isso fica freqüentemente difícil determinar o nível em que cada assunto é discorrido: se muito complexo, só vai ser assimilado pelos iniciados; se muito superficial, se torna leitura desinteressante a quem gosta do assunto; e o meio-termo é justamente aquele difícil de achar.

Com isso em mente, me proponho a tornar a mais didática possível a explicação sobre o funcionamento de um leitor de Blu-Ray, e quais são as opções que permitiriam, em tese, uma escolha de instalação menos complicada pelo usuário que nunca se aventurou nisso.

Todo leitor de Blu-Ray faz a mesma coisa: tocar discos!

Parece óbvio, mas não é: o leitor de Blu-Ray é projetado para reproduzir todas as mídias anteriores, de áudio e vídeo, gravadas em disco. Pode haver uma exceção ou outra, mas a maioria está lá e reproduz com total fidedignidade, e em alguns casos, com inúmeras vantagens. O aspecto de retro compatibilidade é tão importante e potencialmente desconhecido do grande público, que os primeiros trailers dos estúdios Disney sobre o Blu-Ray tocam (sem trocadilho) imediatamente neste assunto: que o usuário não vai perder a sua coleção de DVDs!

Na verdade, a reprodução de DVDs está um passo à frente da maioria dos leitores convencionais de DVD, ao fazer upscale (aumento de número de pixels) para a resolução máxima suportada no sistema, na prática, até 1080p. Exatamente por integrar, dentro de si, um processador de vídeo mais potente, a tendência é que o leitor de Blu-Ray dê, a partir de um DVD bem autorado, a imagem mais próxima da alta definição verdadeira.

Todos os decodificadores necessários para a reprodução de um determinado formato estão localizados no hardware do leitor de Blu-Ray e podem ou não estar implementados para uso. Para saber quais são eles, é preciso consultar o manual ou o suporte do fabricante. Se houver mais de um recurso de leitura, como por exemplo, um slot para dispositivo USB, então é preciso saber que tipo de mídia ele processa (vídeo, áudio, fotos, etc.).

A reprodução do conteúdo básico de um disco Blu-Ray é garantida em qualquer versão ou perfil do equipamento. Esse conteúdo se refere ao programa de vídeo gravado em formato standard (480i/480p) e em alta definição (720p/1080i/1080p), seja em MPEG-2, VC-1 ou H.264 (MPEG-4 AVC).

A reprodução de AVCHD (Advanced Video Codec High Definition) é facultativa, mas não menos importante, no caso do usuário possuir equipamento gerador de conteúdo de alta definição, como uma câmera de vídeo, e neste caso, a leitura pode ser feita direta de um cartão de memória apropriado ou de um DVD-R/RW.

Os perfis dos leitores

Os primeiros leitores de Blu-Ray no formato são todos “perfil 1.0”, o que, na prática, significa que eles executam todas as funções básicas de leitura e obrigatoriamente todos os programas escritos em BD-J (BD-Java), que possibilitam que um disco seja reproduzido sem problemas.

No entanto, a evolução de outros recursos de programação só foi feita a partir do fim do chamado “Grace Period”, o período de implementação do formato. A partir desse fim, apareceram os outros perfis, cujas principais características são tabeladas a seguir:

Recurso

Perfil 1.0

Perfil 1.1

(Bonus View)

Perfil 2.0

(BD-Live)

Memória não volátil mínima

64 KB

64 KB

64 KB

Memória não volátil adicional

-

256 MB mínimo

1 GB mínimo

Capacidade para rodar BD-Java

Obrigatório

Obrigatório

Obrigatório

Sistema de arquivamento virtual

-

Obrigatório

Obrigatório

Decodificador de vídeo secundário

-

Obrigatório

Obrigatório

Decodificador de áudio secundário

-

Obrigatório

Obrigatório

Conexão com a Internet

-

-

Obrigatório

A construção dos leitores com memória não volátil residente é necessária para que os diversos programas e recursos dos discos sejam executados corretamente. A maioria dos leitores baseados no perfil 1.1 tem cerca de 1 GB de memória interna, o que significa que a diferença entre os mesmos e aqueles com perfil 2.0 é praticamente a da conexão com a Internet.

O sistema de arquivamento virtual (“Virtual Package”) é um recurso incluído no disco, que copia arquivos para a memória do leitor, e cujo conteúdo pode ser vídeo, áudio, legendas, jogos, etc., e reproduzido junto com o disco. O recurso é possível com a adição, pelo usuário, de um módulo de memória externo, como, por exemplo, flash drives (pen drives), cartões de memória (cartão SD e outros) ou disco rígido externo.

Os decodificadores secundários de áudio e vídeo cumprem a mesma finalidade: rodar “Picture-in-Picture” (PIP) com áudio integrado ao áudio do programa principal. O recurso, chamado de “Bonus View” é útil para comentários, explicações e outros tipos de inserção de conteúdo.

O acesso à Internet, constante do perfil 2.0, que pode ser tanto sem fio ou por cabo, serve não só para o acesso a recursos pré-programados nos discos, como também para a atualização do software interno (“firmware”) dos leitores.

O disco Blu-Ray ainda pode obedecer ao perfil 3.0, mas este se refere ao BD-Audio e é compatível com os perfis anteriores, ao não exigir todos os recursos mandatórios nos mesmos.

Todo leitor de Blu-Ray roda BD-Java

Se você já se perguntou por que, ao carregar determinados discos, a imagem custa a aparecer, ou o conteúdo leva alguns minutos para chegar à tela, ou porque aparecem pequenas animações no lugar do menu principal, a resposta é simples: a maioria dos recursos contidos em discos com programas mais sofisticados resulta do carregamento e execução de programas escritos em BD-Java (ou BD-J).

A execução das rotinas em BD-J exige paciência por parte do usuário, embora em leitores recentes o tempo de espera para que as mesmas sejam executadas e os recursos estejam disponíveis tenha diminuído consideravelmente.

O BD-J afeta quase tudo em um equipamento Blu-Ray. Em muitos casos, é preciso atualizar o software interno do leitor, para que algumas rotinas sejam executadas corretamente. Caso contrário, o disco não roda, embora o leitor não esteja com defeito.

A atualização do firmware exige atenção constante

Num leitor de discos Blu-Ray a atualização do firmware é muito mais crítica do que nos leitores de DVD, pelo motivo explicado acima. Mas, além disso, os algoritmos implementados em vários decodificadores (áudio, principalmente) exigem correção ou atualização.

A atualização do firmware só deve ser feita pelo usuário experiente. Embora o processo em si não seja complicado, ele demanda que seja feito com todo o cuidado. Se for feito incorretamente, o leitor ficará inoperante e terá que ser levado para a manutenção do fabricante.

Para quem quiser se arriscar a fazer em casa, algumas recomendações são de praxe: ao usar CD-R ou CD-RW, usar somente mídia de boa qualidade e de confiança. Queimar a mídia em Mode 2/XA, ISO 9660, para evitar que o disco não seja reconhecido. Colocar somente o arquivo de atualização no disco. Certificar que o arquivo baixado é do tamanho indicado pelo fabricante e não foi corrompido. Certificar que o arquivo é de fato para a região do aparelho.

Depois de queimar a mídia, use um utilitário verificador de disco, de maneira a se certificar que o disco não tem setor com problemas. Use, de preferência, o leitor ligado a uma fonte de energia ininterrupta (“no-break”), porque a falta de luz e a atualização incompleta podem danificar o aparelho. Não toque em nenhuma chave do leitor durante a atualização, e siga rigorosamente as instruções do fabricante.

A ligação do leitor Blu-Ray com o resto do sistema pede cabos de boa qualidade

Para estragar de vez uma boa instalação, basta um cabo de ligação de má qualidade. Hoje em dia, muitos cabos de boa qualidade são de preço acessível, portanto não há necessidade de se jogar rios de dinheiro fora, no pressuposto de se estar comprando cabos imprescindíveis.

E como saber se o cabo instalado cumpre a sua função corretamente? Pela constatação da ausência de ruído, e estabilidade do sinal transmitido!

Além disso, o usuário tem que ter em mente que a indústria caminhou no sentido de padronizar a conexão HDMI, com todas as suas mazelas e percalços, para o funcionamento otimizado dos leitores de Blu-Ray. Isto significa que, embora outros cabos possam ser usados, a melhor conexão para se obter todos os codecs avançados, particularmente os de áudio, é através de um cabo HDMI. E, neste caso, é sempre bom não esquecer que, se o trajeto de sinal passa por mais de um equipamento, todos os cabos HDMI devem ter o mesmo padrão de qualidade!

A conexão ideal

Para se obter o máximo de desempenho de um leitor Blu-Ray, os equipamentos ligados a ele deverão fornecer o máximo de recursos possíveis. E enquanto na conexão para uma TV, a solução é mais ou menos óbvia (qualquer tela 1080p serve), na parte de áudio a escolha deve ser melhor estudada!

No caso do áudio, a conexão ideal é aquela que contempla a seguinte situação: o leitor de Blu-Ray é capaz de transmitir, sem decodificação prévia, todos os codecs lossless (LPCM, Dolby TrueHD e DTS-HD MA), para um processador externo (A/V receiver, por exemplo).

Embora todos os leitores de Blu-Ray possam decodificar esses codecs para qualquer formato, nem sempre essa codificação é completa. Em muitos casos, apenas o “core” do codec é decodificado, e este “core” nada mais é do que o codec “legacy” do formato. Por exemplo, o “core” do Dolby TrueHD é o Dolby Digital e o do DTS-HD MA é o DTS convencional, ambos apenas com um bitrate maior. Em outros casos, o leitor muda o codec lossless para outro formato, como, por exemplo, de DTS HD MA para DTS HD HR.

Se o equipamento externo de áudio não receber o codec original, mas ele ainda assim é capaz de receber a versão LPCM multicanal do mesmo, o resultado pode ser bom, mas esbarra no problema citado no parágrafo anterior: a decodificação incompleta afeta igualmente o sinal de saída, mesmo que ele passe a LPCM multicanal.

Então, o melhor dos dois mundos é transmitir o sinal por HDMI, do leitor para o processador de áudio externo, com áudio e vídeo. Depois do sinal de áudio devidamente decodificado por este, transmitir o restante por cabo HDMI, do processador para a TV. Note que, neste caso, o sinal de áudio tem que ser bloqueado antes, caso contrário o protocolo de conexão HDMI irá impor a limitação de dois canais da TV, e a decodificação de áudio original poderá ser alterada para dois canais apenas.

Note também que, neste caso, o uso de apenas dois cabos HDMI simplifica a conexão e fornece a melhor performance. Por outro lado, obriga o uso do equipamento com a TV ligada, a não ser que o leitor tenha um protocolo para permitir que a negociação de conexão possa ser feita sem a TV ligada, o que nem sempre é o caso.

A reprodução de discos Blu-Ray não é universal

Quem já comprou ou vai comprar um leitor de Blu-Ray deve ter notado que os leitores ainda são divididos por regiões, uma tolice e uma falta de respeito com o consumidor, impostas pela lei norte-americana, que instituiu o DRM (Digital Rights Management). No caso brasileiro, o leitor é obrigatoriamente da Região A, e o seu leitor de DVD da Região 4.

O código de regiões imposto para a América Latina já foi desmoralizado no Brasil dois anos após o surgimento do DVD. E com justa razão: até aquela época, os discos comercializados no Brasil pertenciam à região 1 (América do Norte), e por isso quando os discos da região 4 começaram a ser prensados, todo usuário ficou diante de uma situação madrasta. A solução foi desbloquear os aparelhos montados aqui. A primeira fábrica a fazer isso foi a Gradiente, seguida pela Philips e depois pelas demais.

Os primeiros leitores de Blu-Ray vieram de fora. São todos originalmente fechados na região 1 para DVD. Alguns, como o Panasonic, permitiam um desbloqueio parcial (regiões 1 e 4). Nos aparelhos já montados aqui, a notícia que eu tive foi o Samsung 1600, que permite um desbloqueio completo pelo remoto. Fora isso, o aparelho toca DVD da região 4 somente. Portanto, antes de comprar um, o usuário deve se informar primeiro se esta possibilidade existe, a não ser que ele prefira continuar a usar o seu leitor de DVD já desbloqueado.

No que concerne à região do Blu-Ray propriamente dito, o desbloqueio não é tão fundamental assim. Primeiro, porque o Brasil está na mesma região de todas as Américas e do Japão, e assim qualquer disco comprado dessas regiões tocará normalmente no aparelho a nós dedicado.

Além disso, muitos estúdios tomaram a sadia decisão de não colocar código nenhum, em disco nenhum, de qualquer lugar do planeta. Assim, este disco tocará normalmente em qualquer aparelho, mas mesmo assim o usuário tem que tomar cuidado com o seguinte:

Um disco Blu-Ray pode ser autorado com vídeo convencional PAL ou NTSC, na parte de menus e complementos (extras). Se for na parte de menus, o leitor deverá obrigatoriamente transcodificar o padrão, para a TV do usuário: se for PAL, por exemplo, de PAL para NTSC, que as nossas TVs aceitam. Se for na parte de extras, todos os leitores que não fazem esta transcodificação não poderão reproduzi-los. Mas, neste caso, isto não impede o usuário de ver o conteúdo principal, porque este é gravado num codec que nada tem a ver com PAL ou NTSC.

Para saber antecipadamente da universalidade do sistema instalado e do disco pretendido, duas informações são necessárias: a primeira, se o aparelho lê PAL e NTSC ao mesmo tempo; a segunda, saber se o disco tem código de região ou não. E para saber isso, vários sites na Internet se propõem a informar sobre discos, e um deles é um dos mais completos: o Blu-Ray Region Code Info, no qual qualquer título pode se pesquisado, antes de ser adquirido.

O Oppo BDP-83: um sonho de consumo dos audiófilos

Uma característica impressionante que se constata em praticamente todos os leitores Blu-Ray é a consistência da qualidade de vídeo. E isso se deve, creio eu, à qualidade dos processadores avançados de vídeo desenhados para este fim.

Na parte de áudio, os recursos são um pouco mais escassos. No início, alguns PS3 deram suporte ao SACD e o primeiro Panasonic (o BD-10A) ao DVD-Audio. Antes do Blu-Ray, equipamentos universais de leitura de áudio, sem custar os olhos da cara, vieram de empresas como Pioneer ou Oppo.

A Oppo Digital, de alta e justificada reputação entre os audiófilos, depois de meses de incerteza, lançou no mercado o Oppo BDP-83, que é, ao mesmo tempo, um excelente reprodutor de Blu-Ray, SACD e DVD-Audio, dando assim o respaldo a quem gosta de áudio e vídeo na melhor forma possível. O seu modelo atual, o BDP-83 SE, já pula para uma faixa de preço do mercado high-end, como é de hábito na empresa: fornecer alta qualidade nos equipamentos básicos e ultra performance nos modelos mais caros.

Além do excelente áudio, o BDP-83 ainda roda BD-J com velocidade mais alta que os seus concorrentes, o que significa o carregamento mais rápido do conteúdo de qualquer disco. Foi, na verdade, o primeiro leitor de Blu-Ray a conseguir isso!

Nem todo mundo se prepara ou quer uma instalação de home theater

Conversando com parentes e amigos, ou lendo as dúvidas e comentários do público que frequenta a Internet, é possível constatar que a grande maioria não quer ou não se interessa pela instalação de um home theater dedicado, fato este que nos remete aos primórdios deste hobby onde, por home theater, se entendia como um gravador de vídeo cassete e uma televisão. Pouca gente, naquela época, teve em casa um equipamento para ler videodisco e uma televisão de melhor qualidade.

Eu entendo que o advento do Blu-Ray dificilmente mudará isso. É possível que, dentro de um cenário mais otimista, o consumidor recente de Blu-Ray seja compelido a instalar uma tela de televisão com mais recursos e de melhor desempenho.

Os leitores de Blu-Ray foram desenhados para trabalhar em qualquer sistema que tenha pelos menos uma entrada de vídeo composto, quando então ele se transfigura num equipamento comum. E, em consequência disso, a primeira coisa que uma instalação mundana dessas faz é retroceder todos os anos de conquista e avanço tecnológico, de uma tacada só!

A popularização do disco Blu-Ray ainda está em marcha e invariavelmente chegará ao ponto de torná-lo um produto banal, disponível em qualquer locadora da esquina. Cabe aos estúdios trazerem subsídios para que isto aconteça de forma a mais lenta possível. E isto, sem dúvida, passa necessariamente pela distribuição do conteúdo, a qualidade do mesmo, e pela conscientização do usuário do produto que ele tem em mãos.

Se isto não for feito, eu me arriscaria a afirmar, mesmo sem consultar a minha bola de cristal, que pouco de positivo vai sobrar deste avanço todo, em termos do mercado de massa. Mesmo que nós não estejamos envolvidos nele, o mercado de massa é importante no estabelecimento de qualquer padrão ou formato novo! [Webinsider]
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Sobre o autor

Paulo Roberto EliasPaulo Roberto Elias é professor aposentado da Faculdade de Medicina da UFRJ, hobbyista em áudio e vídeo, Mestre em Ciências (M.Sc.) e Ph.D. em Bioquímica. Manteve, até recentemente, o site Miragem, cujos artigos podem ser lidos aqui.

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Palavras-chave relacionadas a este texto: [ TV, vídeo ] [ arquivo miragem ]

Comentários

5 pessoas comentaram o artigo "Entenda os leitores de Blu-Ray"

VAGNER DAS NEVES Data: 15/11/2009 às 9:54 pm

Atividade: MILITAR

Cidade: CABO FRIO

Achei seu artigo de extrema utilidade.
Para ele ser perfeito, faltou comentar sobre o BD PLAYER da SONY chamado PLAYSTATION 3.

Regi Data: 16/11/2009 às 12:50 am

Atividade: Adm. Empresa

Cidade: Tokyo

Paulo Roberto, sua materia traz muitas Informações importante num texto transparente e claro. Muito obrigado!

Edgardo Correa Data: 16/11/2009 às 9:41 am

Atividade: T.I

Cidade: Sao Paulo

Gostei do artigo muito esclarecedor em alguns topicos, muito obrigado…

Rogério Data: 17/11/2009 às 3:19 pm

Atividade: Radialista

Cidade: Osasco

Olá Paulo Tudo bem ?

Quero parabenizá-lo pela materia sobre os reprodutores de Blu-Ray. O texto abordado foi abrangente em todos os aspectos que mostram tanto aos leigos, como aos poucos hi-end, os principais pontos desta evolução em reprodução de midia digital (Blu-Ray). Restou me uma dúvida; gostaria de saber sobre a possibilidade de utilizar um resurso que vc citou em seu texto acima, sistema de arquivamento virtual (“Virtual Package”). Meu aparelho (Panasonic DMP-BD30) possui esta possibilidade de uso da memória, visto que ele possui slot para cartão SD ?
Teria outra questão em relação aos cabos HDMI citados, já lí que esses cabos atualmente são vendidos com identificações na embalagem tipo HDMI versão 1.1, 1.2, 1.3 isso refere-se a versão do sistema do aparelho reprodutor ou seria a versão do cabo em sí ? Isso muda alguma coisa na conecção com aparelhos com diferentes versões de HDMI ?
Outro ponto que queria debater sobre os reprodutores da Oppo, foram as notas recebidas por ele na “Secrets” of Home Theater and High Fidelity. Segundo este site o Oppo é imbativel em materia de qualidade (pelos processadores de video e audio contidos nele). O problema é o preço e principalmente pela ausência de assistência técnica (autorizada) aqui no Brasil. Realmente o aparelho é o “THE BEST” mas para nós pobres tupiniquins, não podemos investir fortunas nesses equipamentos, e quando surge um problema… rancamos os cabelos tentado encontrar quem possa fazer reparos e “principalmente” encontrar peças. Sei lá Paulo… temos que encontrar um reprodutor tipo “meio termo” mas na sua opinião, dentre as opções a disposição em nosso mercado, qual seria sua recomendação pelos relatos recebidos, e pelo que vc já viu de outros modelos e marcas ?
Um abraço.

Paulo Roberto Elias Data: 18/11/2009 às 6:04 am

Atividade:

Cidade:

Oi, Rogério,

O virtual package depende do disco. Até agora, eu não comprei nenhum com este recurso, e nem vi, por coincidência, nenhum anunciado com este tipo de recurso. Eu tenho um disco, se não me engano do Disney, que me pergunta se eu quero usar a última configuração (áudio + legendas), e se ele guarda alguma coisa na memória do player, certamente não é com a ajuda do cartão SD.

Agora, eu acho que quem vai usar o aparelho para downloads, memória por fora é essencial, e isso só atinge quem tem a versão 2.0 e liga o leitor na rede de casa.

Esse negócio de vender cabo HDMI com a especificação da versão está completamente errado. A pinagem deste tipo de cabeamento não muda com a mudança da versão, até porque esta se refere ao protocolo de negociação entre transmissor e receptor, e não ao cabo.

O que tem de fato no mercado é cabo medíocre e cabo de boa qualidade, e é nisso que o usuário tem que focar a sua atenção, na hora de comprar um!

Com relação ao Oppo, a parte de assistência técnica é realmente complicada, embora eles tenham um representante comercial aqui no Rio. Comprar qualquer leitor de Blu-Ray desta maneira é um risco, mas no caso do Oppo o risco compensa. Um amigo meu comprou um, e os resultados são excelentes. Eu mesmo tenho um Oppo mais modesto, um 980H, para DVD, que uso muito para áudio e ele me dá a vantagem de já vir multiregião de fábrica. É claro que a parte mais importante está no desempenho de áudio e na sua capacidade para SACD, DVD-Audio, etc., com excelente desempenho tanto na saída analógica como principalmente na digital (HDMI).

Por outro lado, você não precisa de um player excepcional para ver Blu-Ray, porque o formato em si e os processadores em uso são todos, sem exceção, de excelente nível. O que é recomendável é, se alguém de fato está preocupado com desempenho, instalar somente equipamentos de apoio (receiver ou TV), da melhor qualidade possível.

Rogério, eu tenho dito sistematicamente aqui na coluna que eu não recebo equipamento de qualquer fabricante para fazer teste e não me sinto confortável fazendo apologias de marcas ou modelos que eu nunca vi, nem na casa dos amigos.

Eu uso Panasonic, já tive dois modelos (um deles está com o meu filho) e gosto muito de ambos. Mas não acho que eles sejam hegemônicos no mercado. Se eu tivesse que comprar hoje um aparelho de qualquer marca, a minha primeiríssima preocupação seria com a atualização do firmware, porque a assistência técnica da maioria dos fabricantes é um desastre de proporções bíblicas, e no caso eu preciso saber se vou poder baixar o firmware mais recente, e instalá-lo sem precisar deixar o meu aparelho na mão de qualquer um. No caso dos Panasonic, eu baixo direto do site japonês, e olhe que o BD30 já está na versão 2.9!

Avisos
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