A Microsoft, a colaboração e o Windows 7
05 de novembro de 2009, 23:15A corporação mais conectada e tecnológica do planeta teve que superar problemas de comunicação para conseguir aperfeiçoar o Windows Vista. A lição vale para qualquer empresa.
Por
Não estou inventando, está lá no Wall Street Journal:
“Para fazer seu novo sistema operacional (Windows 7), a Microsoft Corp. precisava de mais do que consertar as falhas do antecessor (Windows Vista). A empresa também teve de resolver grandes problemas em seu processo de desenvolvimento de software”.
E continua:
O esforço de três anos para criar o Windows 7, que chega às lojas nesta quinta-feira, foi marcado pela colaboração mais próxima entre as milhares de pessoas que trabalham nos vários aspectos do produto — reduzindo lacunas de comunicação que contribuíram para atrasos e defeitos no Windows Vista, um dos maiores tropeços da empresa.
E mais:
Um grande problema era que a equipe do Windows havia se transformado um conjunto rígido de silos — cada um responsável por recursos técnicos específicos — que não compartilhavam seus planos abertamente. O código de programação que cada um criava podia funcionar bem por conta própria, mas causar problemas técnicos quando integrado com código criado por outros.
Por fim:
Em vez de ser um plano controlado por um time, nosso plano era uma parte de todos os times, diz LeGrow, que liderou a equipe da tecnologia de toque no Windows 7.
O que este mega-case nos mostra:
- 1. A empresa mais tecnológica e conectada do mundo não tinha uma boa rede interna de comunicação. Ou seja se tecnologia fosse tudo, a Microsoft não erraria (será que ela está passando esta experiência para seus clientes, ou só vendendo softwares?);
- 2. Não olhavam a empresa como uma grande rede, que precisava abrir canais entre as pessoas, as máquinas falavam e talvez falem mais alto;
- 3. A palavra chave, me parece, foi ampliar a comunicação, para só então abrir colaboração, através de uma rede de conexão e não o contrário;
- 4. Não foi por falta de micros, equipamentos, tecnologias e softwares que a Microsoft teve problemas, imagina, a mais poderosa do mundo era um conjunto de feudos. Pode ser que ainda seja, mas agora escancaram, depois da crise, o problema. Quanto perderam no negócio e quanto poderiam ter evitado, se tivessem investido na rede das pessoas?
(Talvez, o pessoal da rede aberta 2.0 do Linux e similares tivesse algo a ensinar ao Bill Gates, não?)
- Projetos de empresas 2.0 basicamente são projetos de melhorias das redes de comunicação interna, o resto é papo furado. Este caso da Microsoft é um case exemplar. Vou abrir todas as minhas novas palestras 2.0 com isso…Grato Bill!
O que aprendemos com isso?
- 1. Conexão é o início, é algo fixo, um suporte. Comunicação, ao contrário, é todo dia, exercício diário, investimento, confiança, reputação, na qual se investe na presença de todo dia. O resto, para o bem ou mal, é consequência disso;
- 2. A rede das pessoas é o fator mais importante, mas não a física, a conceitual, da relação, sendo a colaboração e a geração de valor o resultado tangível desse esforço e não dos canais disponíveis. Não é: “Estou usando bem a internet?”. Mas: “As pessoas hoje se comunicam cada vez mais, a conexão não tem atrapalhado”.
- Por fim, é cabo de paz e não de guerra!
É isso! E você o que acrescentaria? [Webinsider]
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1° Manuel Lemos Data: 06/11/2009 às 1:30 am
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Eu diria que é tudo uma questão de percepção.
Para mim o Windows 7 é apenas o novo service pack do Windows Vista. Nem sequer o visual foi disfarçado.
Em tempos a Microsoft fez uma experiência com vários usuários e disse-lhes para experimentarem um novo sistema operacional que estavam desenvolvendo.
Os usuários disseram que gostaram e que estava melhor que o Vista, mas na verdade era o próprio Vista.
Conclusão, muitas pessoas reclamam porque a Microsoft virou o saco de pancada da vez.
Mas se lhes disserem que tem uma versão nova melhorada, muitos acreditam sem fazer qualquer verificação porque nem sequer têm conhecimentos para isso. Resumindo, tudo depende muito de marketing. Isso é que faz a cabeça do leigo.
Muitos vão atualizar para o Windows 7 por medo que a versão que têm deixe de funcionar, o que é uma grande besteira. Mas leigo é isso aí. Não entende, e por isso é relativamente fácil fazer a sua cabeça.