Centros represadores de informação são um atraso
25 de outubro de 2009, 1:01Tentar reproduzir o modelo arcaico das transações típicas da era do papel em projetos de bibliotecas digitais é descabido nos tempos atuais.
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Quando não existiam as tecnologias online de hoje, a internet e a velocidade da geração e transmissão de conhecimentos da sociedade eram relativamente baixas, o papel dos centros de informação foi muito valoroso.
Nos dias atuais, o compartilhamento de informações e as troca de experiências do ser humano de forma instantânea situaram esses centros em posição paradoxal.
Representam elementos intermediadores do acesso à informação e conhecimento universal. Simbolizam a burocratização, ao tentar disciplinar o acesso à informação. O compartilhamento propiciado pelas tecnologias online torna obsoleto o represamento de informações físicas ou digitais.
O direito autoral, por vezes invocado, acelera o declínio desses centros. Obras famosas do mundo da mídia física migram para grandes bibliotecas digitais com base na internet, tais como Google Livro, que eliminam a necessidade de outras bibliotecas digitais redundantes. Acordos diretos com os detentores dos direitos autorais eliminam os atravessadores e os represadores de informações duplicadas.
Se checarmos o acervo da maioria desses centros no Brasil o que podemos constatar? Será a maioria realmente acervo de valor ou de informação represada como duplicata física de acervos originais de outrem? Quantos centros são fontes primárias da informação ou contêm obras únicas de valor, por serem raras ou históricas?
Vislumbra-se a biblioteca digital do futuro como parte integrante da internet, confundindo-se com esta. A internet representa o mapeamento do pensamento humano, conhecimentos, desejos, experiências. Tudo que a mente humana pode ter de melhor e de pior está sendo registrado, como nunca na história desse planeta, de forma online. Vídeos, áudios, imagens, textos e também os conhecimentos propiciados pelas redes de interação humana e pelas construções colaborativas que envolvem reflexões, opiniões e experiências estão na rede mundial e contam a história dos nossos tempos, de modo dinâmico e multimídia.
Profissionais da informação têm nicho de atuação importante na semântica de conteúdos web nas organizações, mas poucos estão aproveitando tais oportunidades.
Poderiam trabalhar na agregação de valores às informações da organização e contribuir para torná-las cada vez mais de acesso universal, melhorando a visibilidade, a acessibilidade, a usabilidade, levando-as a serem livremente publicadas na internet, colaborando, dessa forma, para o incremento do conhecimento humano.
Muitos desses profissionais desperdiçam suas potencialidades trabalhando com acervos físicos sem valor dentro de centros represadores de informação, enquanto aguardam que necessitem de seus conhecimentos como anteriormente. Hoje, esses, já sentem suas funções esvaziadas. Encontram-se debruçados em projetos de sistemas e de bancos de dados digitais, que simplesmente engrossam o número de informações da chamada web oculta.
Tentar reproduzir o modelo arcaico das transações típicas da era do papel em projetos de bibliotecas digitais é descabido nos tempos atuais.
Informação é imaterial. As tecnologias digitais estão tornando essa característica mais visível. Cada dia mais, esse conceito se incorpora ao senso comum. Pergunte a membros da chamada geração Y se músicas ou filmes, por exemplo, precisam de suporte físico de informação tais como CD, DVD, discos e outros meios de represamento para serem “degustados”.
A denominada geração X sabe o quanto era difícil, sem as atuais tecnologias e a internet, buscar por informações e conhecimentos. Elaborar uma pesquisa acadêmica, por exemplo, o que se faz hoje em algumas horas, levava semanas, quiçá meses, em peregrinação por centros de informação, antes necessários, porém hoje considerados entidades complicadoras do acesso à informação.
O que antes passava a imagem de sabedoria, hoje representa o passado, um desperdício, tanto pelo espaço físico que ocupa quanto pelo uso do papel e seus impactos ecológicos. Olhar uma prateleira de livros físicos, por exemplo, ilustra bem isso. Quem é da geração X e não acompanha atentamente o que se passa ao redor, talvez, não tenha percebido essa mudança, mas para a geração Y é essa a leitura que se faz.
Experimente perguntar a um grupo de crianças onde buscar informações, onde buscar conhecimentos. Certamente o Grande Guru (Google) da web será lembrado. A geração Y não tem como referência de informação esses centros represadores de informação.
A geração Y tomará o poder e certamente formulará novas regras e leis que impedirão o frear do avanço do conhecimento humano.
Novas tecnologias da informação, gerações Y, Z e futuras - sejam bem-vindas à sociedade da informação e do conhecimento. [Webinsider]
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1° gilson Data: 25/10/2009 às 10:04 am
Atividade: pedreiro
Cidade: sp
Um dos aspectos da desburocratização da informação é a generalização da pirataria. O que na minha cabeça é algo ótimo!
Direito autoral RESTRITIVO é burocracia nesse mundo dinâmico de hoje. E nem deus vai deter isso…