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Buzz marketing evolui do viral para a venda

04 de outubro de 2009, 21:07

Uma proposta para definir claramente o marketing de boca a boca, o marketing viral e o buzz marketing. Passa zumbindo pela multiplicação, segue criando relacionamento e finaliza com a venda na internet.

Por Marcelo Pirana

Muito tem se falado sobre ações de marketing e vendas com o menor investimento e maior convergência possíveis, incluindo também a procura cada vez maior pela fidelização de consumidores, buscando torná-los no que o marketing moderno chama de clientes evangelistas.

Por estas tendências e necessidades, fica evidente que o uso de ações buzz ou marketing viral passa a ser uma excelente opção para transformá-las em realidade. São temas ainda pouco difundidos, não utilizados fortemente e sem conceitos bem enraizados se comparados a outras ações como, por exemplo, promoções de vendas.

De qualquer maneira o uso destas estratégias é um caminho sem volta, ainda mais com o crescimento da internet que facilita e barateia este tipo de ação.

Temos ainda muita confusão entre os conceitos de marketing viral e buzz marketing. A pergunta que se faz é se existem diferenças entre eles ou são apenas nomes aplicados por autores e profissionais diferentes. Além disso, consideramos que se faz necessária a análise não somente destes dois itens, mas também de outros que passem a constituir uma ação completa, desde a indicação até a venda de produtos.

Para responder estas questões e fazer com que os profissionais possam usar o mesmo padrão de referência, propomos a seguinte analogia e conceituação:

Marketing de boca-a-boca: indicação

Consideramos “a ação ou o ato de falar ou indicar algo a alguém”. Ação esta que nasceu praticamente junto com a humanidade e inerente das características do ser humano “social”. Próprio da vida em sociedade, intrínseco do ser humano, uma necessidade básica de compartilhar coisas boas e ruins.

Todo ser humano, em maior ou menor frequência, já ouviu ou espalhou uma notícia, um fato, ou a popularmente chamada “fofoca”. Estas atitudes das pessoas, intencionalmente ou não, acabaram sendo usadas pelos “comerciantes” de todos os tempos.

Podemos considerar que quando usadas de forma intencional, organizada, estratégica e profissional no mercado, temos a integração entre o marketing e o boca a boca. Ou seja, o marketing de boca a boca.

Marketing viral: multiplicação

É uma fase posterior e mais ampla do marketing de boca-a-boca. Assim o é pelo fato de que somente se torna viral (ou pandêmico) quando existem ferramentas tecnológicas que propiciem que isto aconteça.

A facilitação de contato de uma para muitas pessoas rapidamente, e que aqui o chamamos de “poder de multiplicação”. Talvez a primeira tecnologia que propiciou a multiplicação viral de informações tenha sido o telefone. A facilitação de uma pessoa ligar para muitas outras em poucos minutos começou a acontecer.

Todavia, nada pode ser comparado à chegada e popularização de internet. A potencialização foi extrema. Em poucos cliques o conteúdo chega a uma infinidade de contatos, onde a própria característica da internet propicia um alastramento muitíssimo mais rápido que no mundo real ou mesmo através do telefone.

Uma observação se faz necessária: consideramos como apenas “fatos virais” ou “fato viral” as multiplicações de notícias, vídeos, etc. que acontecem naturalmente, sem ou com a intenção de tornar-se viral, mas que não divulgam propositadamente qualquer tipo de marca/produto/serviço.

Ações “pensadas” e preparadas intencionalmente por empresas, utilizadas como forma de divulgar uma marca/produto/serviço, é o que podem ser consideradas como “marketing viral”. Todavia, ainda estamos trabalhado em um nível superficial de “relacionamento” e apenas realizando a função de divulgação ou propagação da mensagem ao possível cliente da empresa.

Buzz marketing: relacionamento

O termo buzz traduzido para o português que dizer zumbido (Michaelis/UOL, 2009), mas podemos citar também alguns outros substantivos que ele indica: sussurro, murmúrio, rumor, isca artificial.

E os verbos correspondentes: zumbir, zunir, sussurrar, espalhar, pairar, acabar e esvaziar. O “marketing do zumbido” é mais do que o espalhe de informações, realiza um trabalho parecido com o das abelhas, que ao ir de flor em flor passam a ter um “relacionamento” mais íntimo e importante com elas, onde ajuda na sua fertilização e sai levando um pouco de seu néctar e outros polens para fecundar outras flores.

Uma relação natural, inteligente e necessária para a sobrevivência das duas espécies. Fazendo uma analogia com empresas e consumidores, que bom seria se mantivessem sempre uma relação assim!. Ele também é uma evolução, ou passos, além do marketing de boca a boca e do marketing viral.

Utilizando-se das características e técnicas dos anteriores, é aprimorado com ações estratégicas de marketing bem definidas, elaboradas, monitoradas, controladas para atingir os objetivos previamente definidos. Parte do princípio da busca a um nível mais avançado de conhecimento e relacionamento com seu público-alvo, baseados inclusive nos estudos referentes ao consumidor.

O planejamento estratégico é necessário para o sucesso da ação como qualquer outra ação de marketing necessita. Busca-se o nível maior de comprometimento entre a empresa/cliente dentro da ação.

Também poderão ser utilizadas técnicas e ferramentas de fidelização, ou em um termo mais recente, de evangelização de clientes (fazer com que os clientes sejam fiéis à marca/produto/serviço, ao ponto de querer “evangelizar” e até convencer outros possíveis clientes a comprá-los pensando sinceramente que: “Se é bom para mim vai ser bom para eles”).

…. ….

Até aqui conceituamos com objetivo de finalmente definir e acabar com a confusão estratégica e de nomenclaturas dos termos marketing de boca-a-boca, marketing viral e buzz marketing. Como sequência lógica e necessária, propomos que uma continuidade seja criada, fechando o círculo de ações com a venda de produtos/serviços.

Buzz sales: vendas

Em continuidade do mesmo raciocínio das etapas anteriores, também o buzz sales é uma evolução ou uma sequência lógica e com objetivo bem definido, que é vender!

Aqui batizamos com o nome de: “buzz sales”, ou “vendas por zumbido”. Esta etapa merece ser “separada”, analisada e planejada com todo o cuidado e atenção pelos profissionais de marketing e de vendas.

Preço, formas de pagamento, atendimento, garantias, etc. precisam ser ainda mais atraentes e informações claras e objetivas, para que haja o consumo através do buzz sales “online”.

Com o buzz sales fechamos ciclo natural da ação de buzz, inciado pelo marketing de boca-a-boca, potencializado em sua multiplicação pelo marketing viral, qualificado pelo buzz marketing e convertido em vendas pelo buzz sales.

Uma ação pode ter todas estas etapas ou apenas uma, duas ou três delas. Tudo depende da necessidade e objetivos. Mas uma ação completa somente é finalizada com a venda do produto ou serviço.

Buzz force (força de zumbido). Nada mais usual e natural que também seja importante para a identificação deste conjunto de ações formadas pelas etapas de ações citadas, que batizemos com um nome que torne explícito seu objetivo e que possa adequadamente representá-los e padronizá-los.

Após muitas alternativas a conclusão é que o nome mais adequado é: buzz force ou “força do zumbido”. O termo “force” foi escolhido para que representasse toda a força que uma ação completa, bem feita e realizada pode obter de resultados. É um nome forte, com características de fácil lembrança, de possível aceitação pelos profissionais, e adequado a uma proposta de padronização.

Enfim, podemos relembrar as palavras chaves que resumem as características de cada etapa:

  • Marketing de boca a boca: indicação
  • Marketing viral: multiplicação
  • Buzz marketing: relacionamento
  • Buzz sales: venda

………………………………………..
Este artigo tem base em uma monografia para o curso de MBA em Marketing e Vendas da Anhanguera Educacional (FAC3 - Campinas-SP) em 2009.

O professor orientador da monografia é Tarcisio Torres Silva, bacharel em Publicidade e Propaganda (ESPM), bacharel em Ciências Sociais (USP), mestre e doutorando em Cultura Audiovisual e Mídia (UNICAMP), professor de graduação e do MBA em Marketing e Vendas da Faculdade Anhanguera de Campinas – FAC 3.

.

Sobre o autor

Marcelo Pirana (marcelo.pirana@terra.com.br) é consultor de marketing e professor universitário especializado em publicidade e propaganda.

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

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Comentários

10 pessoas comentaram o artigo "Buzz marketing evolui do viral para a venda"

Seven Data: 05/10/2009 às 11:42 am

Atividade: Designer

Cidade: Rio de Janeiro

Bom artigo Marcelo, parabéns. Não sou de marketing mas ainda assim consegui entender as diferenças entre os conceitos que vc citou no texto. Mérito da linguagem clara e que vc adotou. Obrigado por esclarecer estas dúvidas.

Abs

Roberto Marques Data: 06/10/2009 às 8:04 am

Atividade: Editor de imagens

Cidade: Campinas

Marcelo,

Texto claro, limpo e fluido, parabéns pela abordagem.
Um grande abraço,

Roberto

Roberto Data: 06/10/2009 às 8:57 am

Atividade: Corretor

Cidade: Campinas

Bom artigo. Também não sou da área mas esclarece vários termos que ouvimos por aí.Principalmente as diferenças entre êles. Achei linguagem de fácil entendimento. Parabéns

Ricardo Data: 06/10/2009 às 10:14 am

Atividade:

Cidade:

Muito bom artigo! Estou relacionado com o Marketing viral e isso pareceu-me uma muito boa explicação de conceitos, que as pessoas muitas vezes confundem.

Marcio Bertini Data: 06/10/2009 às 12:07 pm

Atividade: Consultor

Cidade: Campinas

Bom artigo, linguagem facil e objetiva, facil entendimento sobre as diferenças. Forte Abraço

Rafael Rez Oliveira Data: 06/10/2009 às 4:30 pm

Atividade: SEO

Cidade: Campinas - SP

Muito bacana o texto!

Djair Data: 07/10/2009 às 3:04 pm

Atividade: Industria

Cidade: Campinas-sp

Excelente matéria, bastante objetiva e didática, imprimi e entreguei a vários setores da empresa, parabéns.

Celia Maria Cassiano Data: 07/10/2009 às 4:02 pm

Atividade: Professora universitaria

Cidade: Campinas

Parabens Marcelo. Ótimo texto, vou encaminhar aos meus alunos. Dará uma boa discussão.

PAULO RUBINI Data: 12/10/2009 às 3:51 pm

Atividade: Consultor de Marketing

Cidade:

Para que complicar o que já está concretizado?
Seria mais adequado que seu artigo estivesse relacionado a uma tese de doutorado, uma vez que está criando alguma coisa nova. Equivocadamente.
Senão vejamos:
BuzzMKT e ViralMKT são exatamente a mesma coisa. Têm a finalidade de contagiar outros players. Assim, o Viral só acontece quando há a participação de outros indivíduos na construção da ação. Diferentemente do boca a boca, onde não existe a construção conjunta entre vetor e objeto alvo para o sucesso, mas apenas um individuo que replica o que recebeu para outro e assim sucessivamente sem que necessariamente façam parte do contexto construtivo que existe no BuzzMKT.
BUZZ Sales? hummm! Não vejo razão para a criação de mais uma palavrinha porque a venda pode ocorrer em qualquer das situações citadas anteriormente, se este for o objetivo, mas normalmente não é no que diz respeito ao foco das ações. Vendas são consequências naturais como resultado de campanhas que usam o MKT Viral em sua comunicação de vendas.

Tem um ótimo artigo sobre o assunto publicado aqui mesmo no Webinsider:
A diferença entre o viral e o boca-a-boca
19 de dezembro de 2006.

Paulo Rubini
mkt360.blogspot.com

10° Lucas Data: 23/10/2009 às 3:01 am

Atividade:

Cidade:

Legal!

Lucas
email marketing
www.geekle.com.br

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