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O publicitário jovem diante da escola antiga

14 de setembro de 2009, 15:55

Uma linha divide os publicitários: de um lado os da velha guarda, com experiência de erros e acertos. E do outro os mais jovens, talvez um pouco arrogantes e iconoclastas. Os dois têm que conversar.

Por Raphael Lacerda

Os publicitários nascidos na década de 80, os criativos da “geração Y”, estão chegando ao mercado. Diferentes da geração anterior, estes jovens tiveram contato cedo com novas ferramentas de comunicação. Justamente as ferramentas que permitiram uma flexibilidade da mensagem e que trazem o fim dos meios fechados e dos enlatados empurrados por uma indústria de modelo antiquado.

Revolucionários? Arrogantes? Talvez.

Quando se deseja mudanças é preciso falar, questionar e mobilizar.

Nem sempre isto agrada a todos; alguns preferem manter seus modelos e suas crenças. Na verdade isto acontece em todas as áreas, não apenas na publicidade - jovens com novas ideias batem de frente com velhos modelos e profissionais das outras gerações que se dividem em dois grupos: aqueles que escutam e procuram absorver e os que não escutam e ainda acreditam que os jovens devem aprender com os mais velhos, “ouvindo calados”.

Para os amigos do segundo grupo, apenas uma dica: vivemos numa época de compartilhamento e se você quer ser ouvido, passe a ouvir também.

O jovem “Y” tem muito acesso a informação, chega com ideias novas, está “antenado” com o que acontece pelo mundo. A experiência de anos no dia-a-dia dos mais antigos é ótima e os mais sábios procuram escutar o jovem. Sabem que assim serão ouvidos também e todos podem aprender muito juntos e não o contrário.

A velha educação do professor que despeja um monte de informação em cima dos alunos merece ser revista. O aprendizado prático também; o “veja eu fazendo e repita” morreu.

E na publicidade, o que mudou?

A big idea perde força; é preciso criar mais envolvimento, contar uma história flexível para os clientes e deixar que participem da ação.

Isto contraria modelos que ainda hoje são defendidos por alguns, como: “achar um diferencial e comunicar de uma forma criativa em diversos meios.”

Não que o modelo antigo seja pior, nada disto. Na verdade a sociedade mudou e acreditamos que simplesmente ele também tem que mudar.

Não faz sentido participar de uma publicidade mentirosa que coloca famosos para vender produtos que sabemos que eles não usam. Uma publicidade que oferece falsas promessas e cria mundos irreais só para vender algo.

Acredito que podemos ser úteis para as pessoas. Como tudo na vida, oferecer algo de valor para os consumidores e receber algo em troca.

Aos que falam e repetem sempre que somos arrogantes… Não estamos certos. Apenas pensamos diferente.

Em vez disso, estudem e coloquem estes arrogantes na corda-bamba, testem as ideias deles e defendam as suas. E se quiserem, vamos conversar. Me adicionem no Twitter (twitter.com/raphaelac) e defendam suas ideias. No que você acredita?  [Webinsider]

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Sobre o autor

Raphael LacerdaRaphael Lacerda (raplacerda@gmail.com) é planner na agência interativa Setemares e mantém o blog Mercado Binário.

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

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Comentários

4 pessoas comentaram o artigo "O publicitário jovem diante da escola antiga"

Cloves Menezes Data: 14/09/2009 às 5:36 pm

Atividade:

Cidade: Brasíli

Falou e disse. Muito bom.

Anderson Almeida Data: 14/09/2009 às 6:53 pm

Atividade: Gerente de Performance

Cidade: Porto Alegre

Estudando e colocando em prática conseguimos provar muita coisa que pensamos e não conseguimos expor no dia-a-dia, porque temos que ficar calados. Talvez essa seja uma barreira que faça surgir cada vez mais estudos qualificados.
Muito bom o post, parabéns!

Rodrigo Teixeira Data: 15/09/2009 às 12:42 pm

Atividade:

Cidade: São Paulo

Tenho orgulho de pertencer à geração Y.

Felizmente não passei por nenhum choque de experiências ou guerra entre a nova e a velha guarda. Mas uma coisa deve ser dita: Faculdades precisam adequar seus métodos pois quando o profissional chega ao mercado, há um choque entre o que é obsoleto e o que é novo. E quando percebe-se, o novo profissional já está em desvantagem.

Como você disse Raphael, o consumo de informação é mais fácil. Como membros desta nova geração, devemos conhecer melhor o passado da comunicação (seja propaganda, jornalística ou de relação) e a história dos grandes profissionais pois sem eles, muita coisa não teria sido realizada.

Ingrid Data: 17/09/2009 às 3:59 pm

Atividade:

Cidade:

Muito bom o conselho de ouvir e aprender uns com os outros, ainda mais nestes tempos onde compartilhar é palavra chave.
Uma pena que na pratica não funcione assim. Já ouvi profissional que nao que nem ouvir e muito menos aprender, simplesmente me disseram deixe para a proxima geração, eu não faço parte dela.

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