Id, ego, superego.. e Freud, teria um blog?
20 de agosto de 2009, 20:48Impressiona a quantidade de especialistas que a internet consegue atrair, mesmo sendo um universo curioso e complexo que se transforma o tempo todo.
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Após observar durante anos os conflitos e acordos psíquicos do ser humano, Sigmund Freud tentou ordenar a psique em três componentes básicos: o Id, o Ego e o Superego.
O Id, segundo Freud, armazena tudo que é herdado. É o inconsciente, o reservatório de energia da personalidade. O Ego é a parte da psique que garante a personalidade, controla o instinto e decide se ele deve ou não ser satisfeito. Já o Superego, atua como um juiz sobre as atividades do Ego. É onde estão armazenados os códigos morais, os modelos de conduta e os parâmetros que constituem as inibições da personalidade.
Freud não viveu o suficiente para conhecer os blogs. Morreu em 1939 e esse formato de página da web surgiu quase sessenta anos depois. Blog é uma página na internet onde qualquer um pode dizer o que quer e o que pensa, sem que necessariamente tenha algum receptor do outro lado. E acreditem, existem mais de 100 milhões de blogs em todo o mundo, como informa o relatório State of Blogosphere do site Technorati.
É inegável que os blogs acabaram com a verdade absoluta, autorizando todo e qualquer cidadão comum a pensar e manifestar opiniões. Tornou-se um importante instrumento de democratização da informação, como a própria internet em sua essência.
Mas, se é fato que os blogs ajudam a tornar públicos valiosos conhecimentos, ao mesmo tempo, como dizia Tom Zé, “começou a nascer pra todo lado Jesus Cristo e muito Fidel Castro”.
Todos os dias, vemos surgir um novo fenômeno da web. Se hoje só se ouve falar em redes sociais, há pouco tempo atrás os próprios blogs foram considerados um fenômeno. Tão efêmero quanto a permanência da maioria desses serviços nos noticiários, é o surgimento de especialistas em cada um deles.
E se alguém quer virar especialista em alguma coisa aí vai uma boa dica: monte um blog.
Como fazer isso? O primeiro passo é escolher um nome bacana. Se faltar inspiração, pense em algo como uma onomatopéia, mas certifique-se de que a URL está disponível para registro.
Em seguida, escolha uma ferramenta para publicar o seu blog. Uma simples busca no Google resolverá isso.
Bem, agora você precisa escolher um tema, um assunto. Afinal de contas, está prestes a se tornar um especialista. Você pode, por exemplo, falar de tendências. É chique falar de tendências. Conteúdo não será problema. É só reproduzir algo que alguém já postou logo ali do outro lado do mundo, sem se esquecer de mudar algumas palavras para ninguém perceber.
Agora você precisa de alguns seguidores. Crie comunidades nas redes sociais mais turbinadas e o seu blog vai bombar. Pronto! Agora que você já é um especialista, em breve será convidado para palestrar em um evento 2.0 16 válvulas total flex.
Ironias e exageros à parte, me impressiona a quantidade especialistas que a internet consegue atrair. Nos últimos dez anos eu dediquei algumas longas horas dos meus dias para estudar esse curioso e complexo universo. Tudo que eu consegui concluir até hoje é que é humanamente impossível ser especialista em algo que se transformou enquanto eu escrevia esse texto.
Se eu acredito que jamais serei um especialista em internet, a psicanálise definitivamente não é a minha praia. No entanto, freqüentemente eu penso que, se Freud estivesse vivo, estaria no mínimo tentado a classificar os blogs como uma quarta parte da estrutura da psique. [Webinsider]
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1° Lucas Coradini Data: 21/08/2009 às 9:14 am
Atividade: Designer de Interfaces
Cidade: Vila Velha - ES
Bacana o artigo, principalmente pelo fechamando da idéia.
Fiquei assustado quando você “incentivou” alguem a copiar algo e mudar algumas palavras. QUase parei de ler por ali. Ainda bem que estava brincando =)
ACho que o que está faltando na blogosfera é exatamente as idéias originais, temas relavantes. Parabéns pelo post, abraço.