Descentralização no e-commerce, força na classe C
19 de agosto de 2009, 18:25O e-commerce nacional faturou mais no primeiro semestre 2009 do que no mesmo período em 2008, apesar da crise. E ganhou novos compradores, que foram se espalhando por várias lojas e não apenas as mais famosas.
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A 20ª edição do relatório WebShoppers, apresentado no último dia 18 de agosto pela consultoria de comércio eletrônico E-Bit em parceria com a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, trouxe o balanço do primeiro semestre de 2009 de vendas pela internet e informações valiosas sobre o comportamento do consumidor brasileiro na web.
As principais conclusões do estudo foram que, em relação ao mesmo período no ano passado, o e-commerce teve:
Faturamento maior
Apesar dos impactos da crise também sofridos na internet, o comércio eletrônico nacional apresentou um crescimento de 27%, atingindo a cifra de R$ 4,8 Bi, e 5% de incremento no ticket médio da compra, atingindo a marca de R$ 323,00.
Isso é atribuído principalmente ao aumento da compra de produtos de maior valor devido à forte redução do IPI na categoria de eletrodomésticos;
Mais gente comprando
Cresceu em 32% o número de internautas que realizaram a primeira compra online, chegando a 15,2 milhões de usuários, ou seja, cerca de 22% do total de usuários do país. 86% dos consumidores online estão satisfeitos com os serviços prestados, índice recorde desde a primeira edição do estudo.
Mais competição
Houve aumento da competição entre os varejistas e diluição de 4,6 pontos de participação no share entre os 10 líderes do segmento, o que pode ser um reflexo da estréia da loja online das Casas Bahia, em fevereiro deste ano.
O elo das conclusões desse estudo é a crescente representatividade da classe C que, em 2008, atingiu 42% do total da população do país e que, somente no primeiro semestre desse ano, compreendeu 60% do total de usuários que realizou a primeira compra pela internet.
Facilidades como melhores condições de parcelamento no cartão de crédito e isenção de taxas de juros, atreladas à redução do IPI e aumento de incentivos governamentais para acelerar a inclusão digital no país, abriram as portas do comércio eletrônico para a classe C, fato que a convida a participar cada vez mais ativamente deste cenário, provocando crescimentos iminentes. [Webinsider]
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1° Lúcio Lima Data: 24/08/2009 às 10:48 am
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As vendas em varejo pelo e-commerce realmente. O artigo está bem fundamentado. Mas continua com risco de fraudes e muita gente ainda não se sente à vontade para colocar os seus dados e cartão de crédito nos sites. Os Bancos que são alvos constantes desses invasores, em suas internet bankings, criam constantementes mudanças e dificuldades protetoras para evitar a exposição de dados pessoais e senhas. Por outro lado, não sabemos de investimentos iguais nas lojas de varejo. Até quando iremos nos expor? Ou terminará como as vendas de 25 anos,já no passado.
Parabéns pelo artigo.