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Criação

Abaixo o Fordismo e viva a teoria do caos

12 de agosto de 2009, 11:30

Vamos assumir a revolução pós-moderna e aplicá-la à criação digital. Buscar a idéia independe de metodologias pragmáticas. Ser criativo não é ser repetitivo. Você concorda?

Por Flavio Vidigal

Será possível romper paradigmas que há muito se tem como verdade absoluta no ramo da produção em série?

Como atuar em meio ao caos onde a ordem é interrompida a qualquer momento para decisões que podem afetar o resultado final de atitudes produtivas?

Durante a revolução industrial, onde a produção com base em processos mecânicos, os quais Chaplin já questionava em seus filmes, o pragmatismo tomava conta das atividades industriais e o futuro das grandes linhas produtivas estava fadado à repetição e ao sequencialismo de processos.

Via-se modelos pragmáticos de começo, meio e fim que durante anos reinaram nas indústrias e ainda hoje são referência nas empresas.

O modelo de Henry Ford foi questionado pelos asiáticos na década de setenta onde as empresas submetiam seus processos a etapas periódicas que revisavam a produção, procurando novos formatos, adaptações e melhorias já impostas naquele momento.

E hoje? Como poderíamos adotar tal processo em nossos cotidianos? Existe um modelo fechado para a produção criativa, por exemplo?

O mundo esta cheio de referências para adotarmos novas maneiras de enxergar os meios. Os próprios veículos já adotam certas “fórmulas” que envolvem tanto os modelos antigos de produção, quanto formatos atuais de interrupção metodológica, visando sempre prever possíveis barreiras, rediscutindo cada decisão, buscando sempre o melhor resultado.

Buscar a idéia independe de metodologias pragmáticas. Ser criativo não é ser repetitivo; quem erra primeiro acerta primeiro e esta sempre na vanguarda. Não tenha medo de errar, busque sempre o inovador. [Webinsider]

Fim da parte 1, aguarde continuação.

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Sobre o autor

Flavio VidigalFlavio Vidigal (flavio.vidigal@rmgconnect.com) é supervisor de criação na JWT/RMG em Curitiba e mantém o site Flavio Vidigal Midia Interativa.

Apoio:

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Palavras-chave relacionadas a este texto: [ formação profissional ] [ Comunicação corporativa ] [ empreender ]

Comentários

7 pessoas comentaram o artigo "Abaixo o Fordismo e viva a teoria do caos"

Filipe Data: 12/08/2009 às 2:31 pm

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A verdade é que não existe e ,acho eu, nunca vai existir um modelo ideal. Diferenciação sem teoria do caos não vai. Isso vale para produto e serviços.

Rui Alão Data: 12/08/2009 às 6:28 pm

Atividade: designer digital

Cidade: São Paulo

Bacana o seu artigo Flavio. Abordei um pouco este universo no meu mestrado, processos projetuais não-lineares, sistemas complexos, emergência e processos bottom-up. A minha impressão é que, no mundo prático, nunca houveram processos verdadeiramente lineares… Um processo linear é uma abstração de algo que é sempre sujeito a revisões, erros, retomadas, etc. Os processos não-lineares, modelos complexos são especialmente úteis quando se trata de problemas complexos, que lidam com muitas variáveis. E viva a teoria do caos!

André HP Data: 12/08/2009 às 7:39 pm

Atividade:

Cidade:

“Ser criativo não é ser repetitivo.”
Discordo. Em um contexto mercadológico, se uma ideia deu certo, porque diabos não vou copiar?

Minha opinião foi firmada com a do autor no final do post!

Forte Abraço!

Flavio Vidigal Data: 12/08/2009 às 9:34 pm

Atividade: Diretor de Criação Digital

Cidade: Curitiba

Obrigado a todos pelos comentários, vamos lah;

A idéia deste post é começar um estudo sobre os processos cognitivos existentes dentro de cada pessoas, não se trata exatamente de criar um modelo padrão para criação, nem mesmo de inibir a re-criação de algo já existente, afinal ao criar o Iphone, Steve Jobs não estaria sendo repetitivo, trazendo ao mundo mais um “telefone”?

Mesmo assim sabemos que ele recriou a categoria e atribuiu novas necessidades aos consumidores, as quais o Iphone atende prontamente.

Podemos assumir essa idéia genial e re-adaptar atribuindo novos valores ao aparelho? Concordo. Podemos fazer “HI-Phone”? Discordo.

Alexandre Bigaiski Data: 13/08/2009 às 10:33 am

Atividade: Webwriter

Cidade: Curitiba

De tempos em tempos, temos que rever os conceitos da maneira como realizamos o nosso trabalho. Nada é estático, tudo muda, e sempre deverá ser assim. Temos que nos adequar à tudo e mudar de vez em quando.

Oscar Alencar Data: 14/08/2009 às 1:13 pm

Atividade: Publicitário

Cidade: Belém

Flávio, a criação para fins comerciais já esbarra em um processo pré-definido: o briefing.

Todos nós sabemos que a criação visando o mercado precisa e muito se moldar para encaixar em um determinado seguimento de mercado, então os processos de produção de idéias já precisam estar pré moldados, senão vai tudo lago abaixo.

Acredito que a criação pode se livrar desses afunilamentos obrigatórios se ela for livre, apenas como forma de expressão livre.

Entendo sua colocação, mas não é o mercado que se adapta à idéia, e sim a idéia que se adpta à ele. Como você mesmo disse no texto: “novas maneiras de enxergar os meios”. Ou seja, adaptar esse pensamento ao que já existe, de uma maneira nova.

Pelo que eu já li em um livro (desculpe, nao me recordo qual), mas o autor diz que isso seria conceito de inovação.

Grande abraço

Mônica Lira Data: 14/08/2009 às 3:22 pm

Atividade: Designer gráfico

Cidade: Recife/PE

Flavio, embora ache bastante interessante seu artigo, acredito ser um tanto difícil, sobretudo para quem está iniciando, trabalhar sem um método pré-definido.

Isso não quer dizer que o método tenha de ser fordiano, linear. Pode-se utilizar, sim, um método cíclico ou hipertextual ou qualquer outro. A questão é que a existência de um método possibilita, na necessidade de refazimento, identificar os pontos falhos e retomar o processo daí em diante, sem ter que voltar à estaca zero.

No caso de um profissional experiente, creio ser bem mais fácil a aplicação da “teoria do caos”. Não porque ele não esteja sujeito a erros, mas porque, invariavelmente, ele já tem introjetado uma metodologia particular, que garante um nível de segurança no processo.

Não sei se me faço entender… Em resumo: entre o caos e o método, prefiro o “caminho do meio”.

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