O modelo de negócios das editoras de livros
28 de julho de 2009, 22:19O que as editoras vendem: livros ou ideias? Se vendem livros, como é hoje, quando se reduzir o espaço para venda do papel, acabou o mercado. Se vendem ideias, nunca terminará, bastando ajustar alguns detalhes.
Por
As editoras de amanhã serão a indústria da música de hoje. O que ainda as protege é a dificuldade da cópia.
Experiências com o Kindle da Amazon começam a abalar os alicerces. O produto deve começar a gerar similares.
Nessa linha, perguntei um dia para um executivo da área, o que afinal eles vendiam: livros ou ideias? Se vendem livros, como é hoje, quando se reduzir o espaço para venda do papel, acabou o mercado. Se vendem ideias, nunca terminará, bastando ajustar alguns detalhes.
Hoje, digo isso de carteirinha, um autor de uma grande editora, tirando os “best-selleristas” vivem assim: publicam um livro, vivem um mês de agito, fim de papo. Ele tem que se mexer, imaginar palestras, divulgar, falar por aí, ajudar a editora a vender.
O autor hoje não é o foco, mas o livro. Vejam o caso da editora O´Reilly, do Tim, que promoveu um encontro sobre Web 2.0, que me pareceu bastante rentoso, em NY. Era uma editora que reuniu vários pensadores para lançar ideias, como uma empresa de música, hoje ele quer mais vender show do que o livro, que é um sub-produto das idéias lançadas.
O valor de um Clay Shirky não é propriamente o livro que ele escreveu, mas a sua capacidade de pensar sobre as coisas e chegar com mais precisão e de forma criativa ao ponto. O que vai se vender, então, são as idéias dele em diversos formatos: DVD, livro, palestra, encontros, etc…
Arrisco a dizer que o fenômeno da venda de show para compensar a queda de lucro nos CDs, chegará à indústria do livro.
Os autores que ficam ao Deus dará atualmente, serão chamados para fechar contratos de vendas de idéias, serão os consultores, da editora, que vão comprar-lhes o passe da sua capacidade de criar novas idéias e todos os sub-produtos que isso vai gerar ao mercado.
Não será mais, assim, o autor que promove a palestra e chama a editora para vender livro na porta. Será a editora que vai promover os eventos, reunindo seus pensadores, sendo o livro uma das mercadorias a ser vendida, antes, durante e depois da atividade.
A Madonna e o Elton John não vieram ao Brasil, como vários outros nomes de ponta, porque agora descobriram o país tropical. (tsc, tsc). As vendas de CDs despencaram e agora vendem o talento de estar no palco, suando muito mais a nova “camisa 2.0″. Aconteceu no mundo da música e tudo indica que vai acontecer no mundo do livro…
A editora que começar a apontar nessa direção, como começa a fazer a O´Reilly, me parece, que vai sair na frente. Concordas? [Webinsider]
.



1° Anselmo Battisti Data: 29/07/2009 às 8:43 am
Atividade:
Cidade:
Concordo sim, a idéia da retenção do conhecimento vem sendo derrubada desde os tempos onde a igreja mantinha livros trancados a sete chaves, agora estamos vivendo uma segunda revolução a digital, tal qual foi a feita por gutembergh