Webinsider

Mídia interativa - Redes sociais

A participação da geração Y no Twitter e redes sociais

05 de julho de 2009, 23:29

Profissionais de marketing e comunicação desenvolvem estratégias para conversar com o grupo ativo que está no Twitter, enquanto faltam estudos sobre o comportamento da geração Y e o uso de novas tecnologias sociais.

Por Claudio Nossa

Que a palavra de ordem agora é o uso comercial do Twitter todos os profissionais de comunicação já sabem. O que faltam são estudos que permitam um melhor entendimento sobre o comportamento desta nova geração que utiliza as ferramentas digitais não só para se comunicar como também para manter as suas relações sociais.

Exatamente – estou falando da geração Y que pode ser definida, no mínimo, como uma geração nascida a partir do ano de 1980 (aproximadamente) e composta por pessoas dinâmicas, inquietas, contestadoras e conhecedoras das mais variadas novas tecnologias da informação.

Segundo uma pesquisa realizada pela Participatory Marketing Network (PMN), uma associação à promoção do marketing social, cerca de 99% do grupo que participou de um painel e caracterizado pela geração Y, afirmaram que atualmente possuem um ou mais perfis ativos em redes sociais como o Facebook ou MySpace, mas que apenas 22% desse mesmo grupo disseram que usam ativamente o serviço de microblog Twitter.

Daqueles que utilizaram o Twitter, a maioria com 85%, fazem para acompanhar amigos, enquanto 54% acompanham as mensagens de celebridades e 29% seguem familiares e empresas.

Segundo o gestor do projeto, Michael Della, “o Twitter domina a notícia, mas é evidente que estamos apenas tocando a superfície do seu potencial como um veículo no mercado” e continua afirmando que “existe uma grande oportunidade para os profissionais de marketing que passaram a desenvolver estratégias para obter este importante grupo ativo no Twitter”.

“Nos últimos anos, a internet mudou dramaticamente à medida que as pessoas procuram mais por um relacionamento online personalizado” diz o VP da Nielsen Online. “Em especial, o tempo gasto em sites de redes sociais e vídeos que aumentou astronomicamente. E os anunciantes estão começando a reavaliar positivamente o valor da experiência online mais significativos e criar relacionamentos com os consumidores”, afirma.

Diversos segmentos já estão ativando sua comunicação dentro do espaço reduzido do Twitter. Algumas organizações realizam campanhas bem interessantes e um bom exemplo é a da rede lojas Church’s Chicken que irá doar $1 no fundo da bondade para cada novo seguidor do Twitter que conseguir, até um limite de US$10 mil. A ação recebeu o nome de  “Random Acts of Goodness”. Esses clientes poderão utilizar o dinheiro para pagar contas inesperadas ou para fazer doações e beneficiar sua comunidade. Uma jogada inteligente e conveniente.

Outros exemplos surgem cada vez mais rápidos. Sites como o portal Terra, já utiliza o Twitter para que os usuários acompanhem o dia a dia do seu time de futebol favorito, eu já estou seguindo o meu Vitória. Uma das retóricas mais certas é que vivemos um momento muito especial e a pergunta que fica é: você está preparado? [Webinsider]

.

Sobre o autor

Claudio Nossa (claudio@inpromo.com.br) é administrador, professor universitário e mantém o blog Mídias Ativas.

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

Palavras-chave relacionadas a este texto: [ conteúdo colaborativo ] [ aplicativos web 2.0 ] [ publicidade ] [ Comunicação corporativa ] [ inovação ] [ twitter ]

Comentários

2 pessoas comentaram o artigo "A participação da geração Y no Twitter e redes sociais"

Fred Data: 08/07/2009 às 10:09 am

Atividade:

Cidade: Fortaleza

Muito bom este texto ! Sou aluno de administração da UECE e estou fazendo uma monografia sobre o Twitter e seu potencial como ferrramenta para fidelizar clientes. Claudio será que você teria mais material sobre o twitter ?

Grato.

José ALberto Data: 08/07/2009 às 12:58 pm

Atividade:

Cidade:

Gostei muito deste seu texto. Parabéns, pois não conhecia esta expressão de “geração Y”. Irei estudar mais.

Avisos
Os ítens com asterisco ( * ) são campos de preenchimento obrigatório.
Todos os links inseridos nos comentários possuem o atributo rel="nofollow" para impedir com que user agents (como os mecanismos de busca) sigam os links inseridos para desestimular spammers.
Todos devem se identificar através de e-mail válido.
Os e-mails dos usuários não serão divulgados no site.
Comentários:

Preencha os dados abaixo e clique em enviar

Outrolado.com.br

Leia

Fernand Alphen

O nó da audiência na internetUma proposta para calcular o multiplicador de um conteúdo, que pode ser muito maior do que seu número de pageviews. Por Fernand Alphen

Daniella Morier

Retorno de investimento em projetos digitaisParte 1: avaliando o retorno financeiro da geração de leads e do atendimento online. Por Daniella Morier

O perfil do profissional de planejamento digitalOs planners digitais usam técnicas de planejamento de comunicação conhecidas nas agências offline alinhadas a técnicas específicas de web e avaliam sempre a temperatura das marcas na web. Por Felipe Morais

Muda tudo para o profissional de comunicaçãoAgora que as fontes também publicam, começa a discussão das regras para a gestão das mídias digitais, legais e legitimas, que estão à disposição da comunicação empresarial. Por Klaus Denecke-Rabello

Fernand Alphen

Redes sociais é eufemismoOs números: 66 milhões de internautas no Brasil. Metade se relaciona através do Orkut (33 milhões). Facebook: menos de 1%, Twitter: 0,2%. Por Fernand Alphen

Juliano Spyer

Wave unifica as conversasSe essa é a proposta do Google para dominar o mundo, me diz onde eu assino. Por Juliano Spyer

Twittando a sua marca com relevância e interaçãoApós ser apenas mais uma novidade, o microblog no Twitter está se tornando uma poderosa forma de comunicação. É o que diz a capa de junho de 2009 da revista Time. Por Rafael Kiso

Surgirá uma rede social nos celulares brasileiros?Surgirá sim, mas para que uma rede social aconteça no celular aqui no Brasil é preciso que o valor para o usuário interagir seja baixo, se possível gratuito, e que o aplicativo funcione em aparelhos low-end. Por Eduardo Lins

Ruy Carneiro

Métricas em mídias sociaisEstamos começando a medir o impacto de marcas e sites nas redes sociais. Por Ruy Carneiro

Webinsider