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Mídia interativa - Tecnologia

Onde usar aplicações de realidade aumentada

30 de junho de 2009, 20:44

A realidade aumentada (RA) é um recurso de computação gráfica em evolução e se presta a vários usos práticos além do entretenimento, como publicidade e treinamento.

Por Guilherme Tsubota

Todo cientista da computação acaba um dia trabalhando com realidade virtual na vida acadêmica - desde programas simples para estudos de geometria analítica e matemática discreta, até brincadeiras divertidas em 3D.Atualmente está em voga o termo “augmented reality”, ou realidade aumentada.

sensorama.jpgPode parecer novidade, mas o que chamamos de realidade aumentada faz parte dos estudos da computação há muitos anos. Um dos primeiros relatos mais interessantes é o de Morton Heilig, o criador da máquina chamada Sensorama, em 1948, para simular a pilotagem de uma motocicleta. O primeiro protótipo efetivamente nasceu em 1962.

Quarenta anos se passaram desde a visão de Heilig até o termo “realidade virtual” ser usado comercialmente por Jaron Lanier, em 1989.

realidade_amentada_caudell.jpgPouco depois, em 1992, professor Thomas Caudell citou o termo realidade aumentada em um projeto com engenheiros da Boeing. Na foto, o professor Caudel com alguns de seus alunos.

A curiosidade humana sempre desejou participar de algo fantástico. Por isso existem os filmes, o teatro, o videogame - para vivermos algo impossível na vida real. Falando um pouco mais de história, o universo de Star Wars, criado por George Lucas, é recheado de hologramas, forma pela qual os personagens se comunicam.

Em outros filmes e seriados de ficção científica, a realidade virtual é usada e abusada. Em Star Trek temos o holodeck. E Tron é por si só um filme inteiro em realidade virtual.

Minority Report é um show de computação gráfica manuseada pelo personagem de Tom Cruise utilizando luvas especiais.

Antes de continuar a leitura, vale a pena assistirmos a esse vídeo produzido pela Rede Globo.

Para que serve na prática

Do ponto de vista teórico, a realidade aumentada (RA) é parte dos estudos da realidade virtual. Partindo desse pressuposto, tudo é possível e a criatividade é o limite para inventar aplicações úteis (ou não tão úteis assim):

  • engenharia, onde a equipe pode avaliar virtualmente a construção de empreendimentos, aviões, carros e etc;
  • educação e treinamentos;
  • entretenimento, publicidade e divulgações interativas e imersivas;
  • aplicações para aumentar a percepção do dia-a-dia;
  • soluções médicas…
  • … e muito mais

realidade_aumenda_chewbacca.jpg

.

Potencial não falta para explorar a realidade aumentada nos games. Ok, ainda não temos a tecnologia do jogo de xadrez futurístico que fez a festa do R2D2 e Chewbacca em Star Wars - episódio IV, mas os estudos de holografia evoluíram muito.

Há cerca de 20 anos foi construída uma máquina de fliperama um tanto atrapalhada, porém divertida. Era o primórdio da holografia com um jogo de cowboy e índios.

O nome era Hologram Time Traveler, desenvolvido pela Sega em 1991.

realidade_amentada_cowboy.jpgO jogo em si é simples -  você assume o papel do cowboy e viaja pelo tempo, enfrentando índios, homens das cavernas. Tirando a jogabilidade de lado, era impressionante ver aquele homenzinho de pé no fliperama, como “mágica”.

O tempo passou (literalmente) e novas tecnologias apareceram, como a febre atual de RA que vemos. É óbvio que existe muito a evoluir, pois o maior “defeito” é que na realidade aumentada ficamos presos a um computador com webcam, o que restringe muito as possibilidades práticas.

Web cams e celulares

Uma das saídas mais inteligentes que já vi é a interação com as câmeras de celular. Os celulares mais modernos têm processamento gráfico excelente e com isso novos jogos e interações com ele começam a aparecer.

Veja no YouTube: Augmented Reality Tower Defense v0.2 for Nokia N95.

Use com sentido, não por modismo

Deixo a ressalva aos profissionais para pensar bem no que fazer. Como criador de games, é muito importante não utilizar a tecnologia só porque ela é “legal” ou “está na moda”, mas sim porque realmente irá agregar algo para a experiência do usuário com determinado produto ou marca.

Já vi diversas ações criadas por agências de publicidade no Brasil que simplesmente usam a RA de forma ridícula, apenas para arrancar dinheiro dos clientes. Pensem bem a respeito, vamos agregar valor, ok?

E para finalizar, um vídeo muito interessante para aplicação publicitária de realidade aumentada – é o lançamento do novo filme do Transformers, onde você se transforma em Optimus Prime!

Enjoy! [Webinsider].

.

Sobre o autor

Guilherme TsubotaGuilherme Tsubota (fala@guilher.me) é consultor mobile do iG, autor do blog Guilherme Tsubota e diretor da 8D Games.

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

Palavras-chave relacionadas a este texto: [ flash ] [ celular ] [ games ] [ publicidade ] [ Comunicação corporativa ] [ ambientes 3D ] [ inovação ]

Comentários

1 pessoa comentou o artigo "Onde usar aplicações de realidade aumentada"

Rafael Brambilla Dantas Data: 26/10/2009 às 12:26 pm

Atividade: Analista de Sistemas

Cidade: Al. Machado

É um “prazer” estar criando o primeiro comentario do seu artigo, achei muito interessante e genuino seu artigo não é qualquer um que tem essa capacidade de raciocinio.

parabens!

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