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Segurança

Quem paga pelo que é grátis na internet?

10 de junho de 2009, 14:16

Por tudo o que usamos gratuitamente na internet, estamos dando algo em troca ou pagando de alguma forma. Recebemos propaganda, somos estatísticas ou trafegamos com insegurança. Fique de olho.

Por Roberto Soares Costa

A variedade de serviços e produtos gratuitos na internet é quase infinita. Todos os dias novas oportunidades de negócios surgem e cada vez mais as ofertas gratuitas se expandem. O tradicional na internet é ser de graça. São pessoas, empresas, entidades ou instituições oferecendo conteúdo, serviços e produtos de várias formas.

Para apostar no mercado digital não é preciso investir sequer alguns centavos. As ferramentas gratuitas estão lá, à disposição da sua criatividade e para quem quiser. Não é preciso gastar para ouvir músicas; comprar CDs é coisa do passado. Livro de receitas é desnecessário, pois todas as receitas do mundo estão na internet.

Mensagens pelo celular - às vezes o torpedo web é rápido e de graça. Filmes - nada de locadoras, aquele filme está a um clique. Jogos, salas de bate papo, entretenimento em geral, instruções para desenvolvimento de trabalhos manuais passo a passo, dicas, sites, blogs e outras opções gratuitas, usadas também para fins comerciais e muito mais que possamos imaginar, estão lá, de graça.

Se ao final de cada dia fossemos calcular tudo o que utilizamos gratuitamente na internet, as cifras não seriam pequenas. Daríamos conta do quanto ganhamos e no quanto deixamos de gastar.

No entanto, não podemos explorar desenfreadamente tudo o que está à nossa disposição. Junto a tanta oferta, existem os perigos. Nem tudo é confiável. Além disso, quem paga a conta a final? Não podemos acreditar que tudo está sendo oferecido apenas porque as pessoas são legais e querem compartilhar coisas.

Devemos, antes de mais nada, saber que tudo que é explorado de forma gratuita tem um serviço “plus”, ou ainda, um negócio a ser explorado por trás da gratuidade, invariavelmente com um fim lucrativo, seja atrelado à publicidade ou busca por perfis, consumidores em potencial. Nessa abundância de conteúdo e serviços gratuitos precisamos estar atentos, pois de alguma forma estaremos pagando (dando algo em troca) pela utilização.

Podemos perceber claramente este processo quando fazemos uso de um antivírus “free”. Todos os dias recebemos ofertas de produtos da empresa fornecedora. Quando participamos das redes de relacionamento, e-mail gratuito, blogs de uso gratuitos, fornecemos nosso perfil, que serve para identificação de nichos, mapear nosso comportamento e a veiculação de publicidade.

Esses são pequenos exemplos que mostram sempre haver um custo por trás do que nos é oferecido “gratuitamente” e que de alguma forma estaremos pagando por aquela utilização. É possível dizer que o gratuito na internet está tanto a serviço do consumidor quanto das marcas.

E para quem opta por fazer uso de ferramentas gratuitas, como sites ou blogs, em detrimento às pagas, terá como diferença os recursos limitados, a impossibilidade de personalização e falta de segurança.

Mas nada impede que se possa fazer uso de maneira diferenciada, mantendo apenas alguma cautela e primando por alguns cuidados. A criatividade é o ponto estratégico.

A tendência é que tudo que esteja disponível na internet tenha sua versão gratuita. Então quanto mais criatividade e cuidado tivermos no uso, mais rentável será; lembre-se: alguém de alguma forma está pagando esta conta. [Webinsider]

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Sobre o autor

Roberto Soares Costa (rcosta@gadbrivia.com.br) é gerente de projetos do Gad'Brivia

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

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Comentários

9 pessoas comentaram o artigo "Quem paga pelo que é grátis na internet?"

Welton Matos Data: 10/06/2009 às 7:04 pm

Atividade: Professor de informática, Designer.

Cidade: São Paulo

Bom, nada é de graça. Nos pagamos pelo acesso ao serviço internet, e pelos preços altos já basta. Cada conteúdo tem seu preço sim… depende da potencialidade da empresa, que escolhe o que é pago o que é free.

Quando usamos algo gratuitamente na rede, podem ter certeza que algo melhor está sendo criado. Posso ilustrar da seguinte maneira: Hoje podemos usar a tecnologia do google maps, que vasculha todo o mundo. Agora diga-me, pq isso é de graça hoje? Certamente, já desenvolveram algo superior, que é restrito… usamos o ‘resto’ que nos faz bem, mas não estamos com o lucro. O lucro fica com eles.

Sempre encontraram uma maneira de comercializar um produto que as pessoas sentissem a necessidade de ter. Isso é tudo culpa da publicidade.

Napse Blog Data: 12/06/2009 às 4:09 pm

Atividade: Webdesign e Propaganda

Cidade: Londrina

Há sim vantagens para o consumidor com a era da internet.
Mas o que acontece, as empresas se adptaram e estão se adaptando para essa nova forma de comércio.
Claro que ninguem fornece algo de graça, mas como a troca de informações entre as pessoas é muito mais fácil (músicas, filmes…), o desafio das empresas é tirar proveito disso.
E elas estão aproveitando.
O que move o mundo é o dinheiro, para cada estilo novo de comércio que surge, há um jeito novo de lucrar com isso também.
Abraço.

Marcel G. Kroetz Data: 12/06/2009 às 5:24 pm

Atividade: Webdesigner

Cidade: Curitiba

Qualquer empresário que já tenha investido seriamente em publicidade sabe o quanto divulgar seu produto pode ser caro.

Oferecer um serviço gratuíto na internet como forma de atrair novos consumidores em um nicho muito específico certamente tem retorno mais rápido e mais baratro do que anunciar em outros meios de comunicação menos segmentados.

As grandes redes de televisão sempre tiveram acesso gratuíto, patrocidadas por grandes marcas. Creio que essse modelo também se aplica à internet.

Leandro Endo Data: 16/06/2009 às 4:09 pm

Atividade: Publicitário

Cidade: São Paulo

Estamos próximos da instituição da democracia obrigada. Há tanta informação que é quase verdade que a ignorância agora seja opção. Se as gravadoras de música, por exemplo, pudessem cobrar por tudo o que é trafegado sem recolhimento de direitos autorais, certamente ela o faria. Mas a música, assim como a informação estão transpondo as barreiras dos interesses minoritários, em prol do desejo coletivo.

Spencer Picoli Data: 16/06/2009 às 4:17 pm

Atividade: Diretor de Criação

Cidade: Novo Hamburgo

Buenas seu Roberto!!!

Nada é de graça mesmo…

…tudo por menos grana q envolva tem um valor maior, q é o tempo.

Valeu! PAX!!!

Geraldo Dalla Bernardina Data: 16/06/2009 às 8:32 pm

Atividade: Internet Maketing

Cidade: Vitória ES

A VIPZE me esclareceu toda esta questão do porque e das vantagens de dar tudo de graça aqu na net. E a empresa optou, como primeira empresa no mercadao a fazer isto, a distribuir até 50% de toda a receita mensal arrecada dentre seus usuários que se afiliam e utilizam todas as ferramentas digitais gratuitamente.

Raphael Vieira Data: 16/06/2009 às 11:09 pm

Atividade: Desenvolvedor Web

Cidade: Fortaleza

Respondo com outra pergunta!

Quem paga pelos programas, filmes, novelas etc … que passam na TV aberta?

Acho que isso responde, não?

Audiência (e o uso dela) ainda é o que move o “grátis”!

So houve uma renovação no meio usado, onde no virtual permite-se uma interatividade com possibilidade de se ter métricas seguras, mais na essência, a ideia é a mesma!

Audiência, Audiência, Audiência … isso é o que paga tudo que é grátis no mundo real e virtual!

Abraços
Raphael Vieira

Ivan Filho Data: 16/06/2009 às 11:35 pm

Atividade:

Cidade:

Raphael Vieira:

As empresas que pagam para colocar seus comerciais.
Mas tudo depende da audiência! Comerciais nos intervalos da Sessão da Tarde são muito mais baratos que nos intervalos do BBB (que tem audiência infinitamente maior). Também depende do horário (tudo é relativo, a audiência também depende do horário), pois comerciais à noite (horário nobre) são mais caros que à tarde.

Badah Data: 17/06/2009 às 4:34 pm

Atividade: Designer

Cidade: São Paulo

Excelente! Sim, nada é de graça e, ao meu ver, a grande sacada deste modelo de negócio citado no texto é transformar o próprio produto em mídia, algo que só é possível no ambiente eletrônico.

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