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Usabilidade e AI - Branding

O potencial viral de se oferecer acessibilidade

07 de junho de 2009, 20:58

Acessibilidade significa dar acesso a mais pessoas - e as marcas não podem deixar passar a oportunidade de projetar informação, transporte, serviços ou produtos da melhor forma possível.

Por Klaus Denecke-Rabello

Acessibilidade é o termo empregado para designar a universalização do acesso e pleno uso de informação, produtos e serviços por todos. Está presente na arquitetura, no urbanismo, na informática, na internet e nas comunicações.

É também a bandeira da campanha coordenada pelo Conade - Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência - em articulação com a Corde - Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência -, órgãos da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República.

A campanha visa sensibilizar, conscientizar e mobilizar a sociedade em prol da eliminação das barreiras que, no cotidiano, impedem as pessoas com deficiência, idosos, crianças e gestantes, além das pessoas que detém mobilidade reduzida a exercerem seu direito constitucional de ir, vir, consumir e se comunicar com autonomia e independência.

Vale lembrar que, segundo o Censo 2000 do IBGE, passamos todos em média 14 anos de nossas vidas com algum tipo de deficiência, ou seja, 20% de nossa expectativa de vida.

Mas e o que “acessibilidade” representa para o nosso nicho? O que “acessibilidade” representa para anunciantes e veículos e, assim sendo, também para agências e consultores de comunicação e marketing?

Objetivamente: acesso a um mercado de 24,5 milhões de deficientes (14,5% da população brasileira) – sem contabilizar crianças, idosos, gestantes e pessoas com mobilidade reduzida. E sem somar a estes seus familiares e pessoas próximas e influenciáveis de sua rede de contato, o que triplicaria este potencial de consumo ainda velado.

Contudo, vale ir além do resultado óbvio e dos dados ululantes.

Em uma nova era de interatividade, responsabilidade, sustentabilidade e convergência, onde marcas forjam seu valor agregado na troca enriquecedora com seu público consumidor - e novo produtor de conteúdo -, onde tudo, menos o relacionamento virou commodity, o posicionamento como “marca que se importa e é acessível” faz toda a diferença.

Em uma sociedade, onde cada vez mais as pessoas como um todo se sentem incapacitadas de viver plenamente seu potencial – independente se por motivos físicos, sociais ou psicológicos –, entender que há marcas preocupadas em ir ao encontro de seus anseios conferindo-lhes liberdade e acesso a seus direitos muda o paradigma de relação e traz o consumidor para dentro da linha de frente, conquistando-o como ativo na propagação e defesa da marca através do elo fundamental na relação marca-consumidor: o respeito.

Quando se projeta com acessibilidade – quer seja informação, transporte, serviços ou produtos – todos saem beneficiados. E isto transparece não apenas no uso, mas na percepção positiva: a marca valoriza o relacionamento, o relacionamento agrega valor e o retorna à sociedade, beneficiando consumidor, fornecedor e marca, representando fidelidade e lucratividade sustentável em longo prazo.

Revive-se e segue-se a máxima: é dando acesso que se recebe acesso. E isto dentro de uma proporção exponencial, conferindo potencial viral à atitude de acessibilidade da marca. Siga essa ideia.

Participe. Entre em contato e saiba como aderir à campanha e levar a acessibilidade para dentro de suas estratégias, campanhas, ações e resultados. [Webinsider]

.

Sobre o autor

Klaus Denecke-Rabello (twitter.com/klaus2tag ) é consultor da 2tag.net, diretor de comunicação da AMIpanema, professor de comunicação digital da ESPM-Rio e consultor da campanha nacional de acessibilidade. Escreve blogs sobre desenvolvimento sustentável e filosofia e acredita no papel transformador das marcas.

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

Palavras-chave relacionadas a este texto: [ viral ] [ Comunicação corporativa ] [ acessibilidade ]

Comentários

12 pessoas comentaram o artigo "O potencial viral de se oferecer acessibilidade"

Niusarete Lima Data: 08/06/2009 às 1:27 am

Atividade: Servidora Pública

Cidade: Brasilia

Klaus,
Parabéns pelo artigo. No entanto, gostaria que você explicasse melhor o texto “Vale lembrar que, segundo o Censo 2000 do IBGE, passamos todos em média 14 anos de nossas vidas com algum tipo de deficiência, ou seja, 20% de nossa expectativa de vida.” - De qual tabela do IBGE irou isso? Outra coisa, sugiro substituir “24,5 milhões de deficientes ” por “24,5 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência ou incapacidade”.
No mais….Sigamos Essa Idéia…
Acessibilidade permite que tenhamos liberdade.

abraços e obrigada pelo apoio.

Klaus Denecke-Rabello Data: 08/06/2009 às 9:38 am

Atividade: Consultor

Cidade: Rio de Janeiro

Cara Niusarete,

Os dados foram colhidos das pesquisas repassadas pela diretoria da Campanha da Acessibilidade, especificamente falando pela Márcia M. e tem, portanto, respaldo oficial.

Você poderia explicar a nossos leitores a amplitude da diferença da alteração de texto solicitada? Assim penso que fica mais claro para o público a minúcia com que se trata a questão e quanto ainda temos que nos refinar para lidar com a mesma.

Grato por ter prestigiado.

Om,

Klaus

Thais Frota Data: 08/06/2009 às 10:07 am

Atividade: Arquitetura Acessível

Cidade: São Paulo

Oi Klaus,
muito bem escrito o texto, parabéns!
Foi ótima a sua abordagem falando que existem vários tipos de Acessibilidade: na arquitetura, transporte, web, enfim!

Foi o texto sobre ACESSIBILIDADE mais bem escrito que eu já li!
Parabéns.

@cristalk Data: 08/06/2009 às 11:09 am

Atividade: redatora / escritora

Cidade: são paulo

ótimo texto! que bom esse assunto já ter chegado ao webinsider :)

as marcas que bancarem esse conceito ganharão em todos os sentidos.

sobre a terminologia, o correto é “pessoa COM deficiência” ou “pessoa que TEM deficiência” (ou mobilidade reduzida). pois antes de ter a deficiência ela é uma pessoa.

“incapacidade” não se usa porque esse é um termo subjetivo e preconceituoso.

tb gostaria de ver melhor explicada essa parte:

“Vale lembrar que, segundo o Censo 2000 do IBGE, passamos todos em média 14 anos de nossas vidas com algum tipo de deficiência, ou seja, 20% de nossa expectativa de vida.”

isso inclui a fase em que somos bebês e usamos carrinhos + fase em que somos idosos e temos a mobilidade reduzida + possíveis momentos de uso de gesso ou similaridades? essa soma dá em média 14 anos?

abraço

cris

Vinícius Barrionuevo Data: 08/06/2009 às 1:52 pm

Atividade: Desenvolvedor

Cidade: São Paulo

Estou cursando o último ano da faculdade e escolhi como tema do meu TCC “Acessibilidade na Web para deficientes visuais”. Durante a pesquisa percebi que acessibilidade é vista, pela maioria das pessoas (principalmente designers e programadores) como caridade. Esquecem que são seres humanos e, portanto, devem ter os mesmos direitos que pessoas que não portam deficiência.

Sobre o texto, nem preciso dizer que achei fantástico. Se me permitir, citarei o mesmo em minha monografia.

Abraços!

Niusarete Lima Data: 08/06/2009 às 7:02 pm

Atividade: Servidora Pública

Cidade: Brasilia

Veja bem, acho que ao passarem as informações para você, extraídas do censo 2000, talvez não tenham explicado bem. O correto é que, segundo o IBGR - Censo 2000, temos no Brasil 14,5% de pessoas com algum tipo de deficiência ou incapacidade, representando àquela época 25 milhões de brasileiros. Ora se consideramos a familia, amigos etc… o público envolvido com a questão da deficiência é muito maior. Assim, a acessibilidade em todas as áreas, conforme você bem citou, e principalmente na informação e comunicação beneficia a todas as pessoas.
Vamos continuar seguindo essa idéia.
Parabéns.

Niusarete Lima Data: 08/06/2009 às 7:06 pm

Atividade: Servidora Pública

Cidade: Brasilia

Klaus,

Desculpe, O Censo é do IBGE e não IBGR conforme coloquei…coisas de pressa.

Klaus Denecke-Rabello Data: 09/06/2009 às 12:12 am

Atividade: Consultor

Cidade: Rio de Janeiro

Cara Thais,

obrigado pelo elogio. Vindo de você, tão séria e engajada na causa da acessibilidade, só me dá mais força de enveredar por este caminho.

Vamos trocando para enriquecer e disseminar o debate.

Om, obrigado por prestigiar.

Klaus

Klaus Denecke-Rabello Data: 09/06/2009 às 12:23 am

Atividade: Consultor

Cidade: Rio de Janeiro

Cara @cristalk,

devemos todos ser porta-vozes desta causa, bem como defensores do direito constitucional e universal de ir e vir.

Sobre suas dúvidas: o texto e os dados analisados não são claros, muito menos específicos, mas se levarmos em conta que a expectativa de vida no Brasil, ainda segundo o IBGE, é de 71,3 anos, então posso presumir que nestes 14 anos se englobe tudo, não?

Sobre a terminologia: sou super preocupado com isto e este artigo foi aprovado pela diretoria nacional do CONADE, órgão que conduz a Campanha Nacional da Acessibilidade e que tem em sua coordenação pessoas sérias e meticulosas.

Vou, todavia, refazer a consulta a elas, já que estes termos tem mudado muito no que tange o politicamente correto - necessidades especiais, em voga até certo tempo já não se usa mais, por exemplo.

Aqui, registro uma opinião particular: é hora de se parar e decidir um nomenclatura definitiva para poder se focar em questões que realmente sejam pertinentes, levando o conceito acessibilidade e a causa à prática.

Obrigado pela atenção e dicas.

Om

Klaus

10° Klaus Denecke-Rabello Data: 09/06/2009 às 12:27 am

Atividade: Consultor

Cidade: Rio de Janeiro

Caro Vinicius,

será um prazer e uma honra, siga essa idéia. ;)

No que possível for, pode contar comigo.

De fato, ao tratarem como caridade, deixam de dar o melhor de si e de criarem um diferencial - o orgulho cega as pessoas e a soberba as deixa distantes das reais oportunidades.

Sucesso em sua monografia - qual faculdade mesmo?

Om

Klaus

11° Klaus Denecke-Rabello Data: 09/06/2009 às 12:30 am

Atividade: Consultor

Cidade: Rio de Janeiro

Cara Niusarete,

Quando leio em seu comentário “o correto é que” imagino que o meu artigo tenha algum erro quanto aos dados apresentados, algo que, comparando ambos, não me ressalta aos olhos, pois entendo que escrevemos rigorosamente o mesmo.

Poderias precisar para me esclarecer?

Om

Klaus

12° elaine Data: 29/06/2009 às 3:14 am

Atividade: estudante

Cidade: rio

Fuçando a internet, dei de cara com um texto que falava sobre marketing viral.
Ali falava como ele acontecia. Efim .Nesse momento eu lembrei da historia do Eddugrau, um jovem musico e compositor,
Morador da favela mais perigosa do rio de janeiro,
a idéia mais louca que ele teve para divulgar a sua música
sem grana , mas com muita força de vencer .
Escreveu um texto simples, e o colocou na internet.
Esse, que vc esta lendo agora !
Vc deve esta pensado.
Espertinho, marketing pessoal
É sim! Essa é a minha forma de pedir a vc que ouça a minha música
e envie esse texto para mais uma pessoa.
Sabe porque?
Isso é mais ou menos do que aprendi de marketing viral.
Fazer com que as pessoas escutem o que vc tem a dizer
do seu produto, da sua idéia, ou marca sem gastar muito.
E se vc esta lendo este texto é porque o marketing já aconteceu. rsrsrs
Agora se ele é viral ou não,eu só vou saber no dia em que alguém envia-lo de volta pra mim.
Um abraço. http://www.palcomp3.com/eddugrau

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