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Mobile - Usabilidade e AI

Marcelo Castelo
Mobile

Daqui a pouco os celulares vão ser todos touch

22 de maio de 2009, 18:17

A chegada de smartphones com telas touch derruba a dificuldade de navegar e digitar no celular e deixa as funções mais acessíveis, sem informações ocultas em pastas e subpastas. Veja uma criança de 1 ano e 10 meses usando um.

Por Marcelo Castelo

“Papai, Barney!!”, é assim que a minha filha fala todos os dias à noite, após ligar, sozinha, a TV e sentar na poltrona dela.

Qual é um dos principais motivos para a televisão ser um sucesso? Em minha opinião, uma das razões é a grande facilidade de uso: basta ligar e pronto. Depois disso, basta trocar de canal, aumentar ou diminuir o volume. Qualquer novo detalhe que surge já gera dificuldades e problemas.

A TV a cabo, por exemplo, já complicou a vida de algumas pessoas por fazer com que o usuário use dois controles ou tenha de sintonizar a TV no “canal” de vídeo. Tudo isso causa impacto. Na casa da minha avó, por exemplo, a TV começou a “quebrar” depois que ela instalou a um serviço de TV a cabo. Bastava apertar um botão errado e pronto, problemas à vista! A imagem não aparecia e era necessário chamar, mais uma vez, o técnico para “consertar” o aparelho.

Se a utilização da TV a cabo já é uma dificuldade para alguns, imagine navegar na internet em determinados celulares. Existe todo um processo que envolve encontrar o ícone de acesso, digitar a URL em um teclado que não favorece, dificuldade para encontrar sites otimizados, entre outros problemas.

Já no iPhone a situação é bem diferente. Ao ligar o aparelho, você já tem um “menu de conexões” a seu dispor (Safari, iTunes, App Store, E-mail, Ações, Youtube, Mapas etc.), além dos diversos aplicativos que podem ser baixados.

O fato de estar tudo muito mais acessível facilita a exploração do aparelho, não há informações ocultas em pastas e/ou subpastas. É tudo mais claro e o menu é altamente visível. Uma hora ou outra o usuário vai querer saber o que significa um novo ícone ainda desconhecido. E, quando souber, se considerar interessante, será muito mais fácil utilizá-lo novamente.

Em poucas palavras, o celular sempre foi considerado um “canivete suíço” tecnológico mas, na maioria das vezes, as pessoas só o utilizavam para falar. Agora, com um celular touch, todas as funções estão visíveis como em um passe de mágica.

Um bom exemplo disso é o caso da minha filha, de 1 ano e 10 meses, que não sabe ler, escrever, mal sabe falar, mas já navega no iPhone. Antes dele, ela já quebrou uns três aparelhos celulares meus por não saber o que fazer com eles. Começava a apertar tudo que via pela frente.

Com o iPhone na mão, ela liga o aparelho, aperta o botão “Frô” (ícone com uma flor desenhada que a leva até os arquivos de fotos armazenados no aparelho) e começa a navegar pelas imagens, procurando as que lhe interessam. Quando ela quer brincar em algum game presente no aparelho, ela clica no “Peixe” (ícone que a leva para um game) e pronto. É só brincar! Sensacional!

Se uma imagem vale mais do que mil palavras, um vídeo deve valer umas mil imagens. Para entender melhor a facilidade que a minha filha encontra ao mexer no iPhone, observe o vídeo:


Ao longo deste texto, sempre citei o iPhone porque é o aparelho da geração touch que possui mais destaque atualmente. Mas podemos destacar outros como LG, Samsung, Blackberry e Nokia. E a tendência é que esses aparelhos ganhem cada vez mais mercado em um prazo curto/médio de tempo. [Webinsider]

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Sobre o autor

Marcelo CasteloMarcelo Castelo (twitter.com/mcastelo) é sócio da F.biz e editor-chefe do blog Mobilepedia.

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Palavras-chave relacionadas a este texto: [ mobile ] [ celular ] [ apple, mac ] [ inovação ]

Comentários

8 pessoas comentaram o artigo "Daqui a pouco os celulares vão ser todos touch"

Fernando Albuquerque Data: 23/05/2009 às 1:03 am

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“Por que a televisão é um sucesso? Porque é muito fácil mexer”

Artigo legal, e eu até concordo com você sobre a breve visão do futuro que temos agora, mas definir o sucesso da TV apenas pela facilidade de uso foi forçar um pouco a barra, né não?

Kerber Data: 24/05/2009 às 12:55 am

Atividade: Analista de negócios

Cidade: Florianópolis

Fantástico o vídeo. Não tem teste de usabilidade melhor do que uma menina de um ano encontrando o papai noel. Show de bola.

Marcelo, em 2001 eu escrevi um artigo falando disso em relação à Internet em geral, em relação à dificuldade trazida pelo fato de dependermos de computadores para usar a rede. Usei também a referência do “apertar um botão”.

Incrível como esses brinquedinhos novos estão quebrando essas barreiras.

O título do artigo é “Morte aos computadores, vida à Internet”. Deu o maior rolo, eu trabalhava na Fenasoft e eles tinham acabado de fechar uma parceria com a Compaq e eu estava gritando “morte aos computadores” em uma newsletter lida por 80 mil assinantes, hehe, bons tempos sem noção.

Segue o link, vale uma olhada: http://www.kerber.com.br/portugues/?p=100

Marcelo Castelo Data: 25/05/2009 às 9:29 am

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Oi Fernando, concordo com o seu ponto. Olhando só para esta frase e não para todo o contexto, ficou muito simplista. Vou fazer uma revisão desta frase. Abraço e obrigado pelo feedback.

Marcelo Castelo Data: 25/05/2009 às 9:30 am

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Kerber, excelente artigo….concordo plenamente. Considerando que você escreveu em 2001, o artigo tem ainda mais valor :)

Abraço.

Joe Ribeiro Data: 26/05/2009 às 12:47 pm

Atividade: Publicitário

Cidade: São Paulo

Touch está na moda hoje, o celular que foi feito para comunicação não fixa hoje é um verdadeiro micro (no sentido pequeno) computador.
O interessante que além de touch os celulares serão como um android de estimação, o nome alias não é mera coincidência.
Usuários possuem rotinas e isso fará desses aparelhinhos um amigo para todas as horas, eles irão conversar e discutir conosco, serão um novo Tamagotchi misturado com Kitt da Super Máquina. Se estou sendo exagerado? Acredito que não. Lembre-se que ha pouco mais de 10 anos usávamos um PT550 com display monocolorido, que por sinal, era um telefone móvel, mas ja possuia agenda de contatos.

Aline Zambon Data: 28/05/2009 às 4:15 pm

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muito bom! ;D

pra que complicar as coisas se elas podem ser simples nao é?

Elton Data: 30/05/2009 às 12:06 pm

Atividade:

Cidade: Ipatinga-MG

Legal. Tudo certo. Percebo que falamos aqui de usabilidade em primeiro lugar. Tenho Smartphones desde 2004 por motivos fortes de usabilidade e as pessoas desde então não têm podido me entender tecnicamente falando.

De um ano pra cá tem havido uma “onda” de celulares ‘touch’ ou smartphones, mas infelizmente o motivo que as pessoas “vão para eles” é puramente modismo ou exibicionismo e não técnico.

Infelizmente no Brasil temos destas coisas, é por isso que esses produtos são tão caros no Brasil devido à forte segmentação de mercado (cujo principal principio é: cobrar mais de quem “pode” ou quer pagar mais). São caros por causa do elitismo e pelas motivação modistas das pessoas, não por motivos técnicos, salvo talvez 35 a 40% dos usuarios de smartphones.

Edgar Tanaka Data: 01/06/2009 às 3:00 pm

Atividade:

Cidade:

Touchscreen estão claramente numa época de euforia agora. E as pessoas não compram necessariamente porque é mais fácil de usar. A estética dos telefones touchscreen são bastante apelativas ao consumidor. As pessoas compram um certo status ao ter celulares touchscreen. Elas gostam de mostrar aos seus colegas e familiares.
Os telefones touchscreen tem problemas e posso citar alguns:
- a precisão de um dedo é baixa. Isso implica na necessidade de controles maiores numa interface de dispositivo móvel (que tem um tamanho restrito)
- como a precisão de um dedo é baixa, clicar em um link específico (com outros 5 próximos dele) é bastante suscetível a erros
- mão e dedos obstruem a tela durante a interação
- controles em uma interface touchscreen muitas vezes não são claros. Affordances são um quesito muito mais crítico aqui do que em telefones comuns onde os controles são claros (botões e direcionais). Usuários se confundem com questões do tipo “isso é clicável?”, “isso é um botão?”
- como ficam os usuários cegos nesta história?
Não estou afirmando que o futuro não é dos telefones touchscreen mas só acho que ainda tem um caminho de adaptação a ser percorrido entre software e hardwares touchscreen.

O primeiro telefone touchscreen foi lançado em 1994, se chamava Simon e não alavancou.

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