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Mídia interativa

Acostume-se: a internet não é mais das elites

04 de maio de 2009, 20:22

As classes emergentes chegaram de vez ao mundo online, o que está mudando radicalmente o jeito de se fazer internet no Brasil. E quem não se adaptar rápido ao novo cenário corre o risco de cair no esquecimento.

Por Eco Moliterno

Os preconceituosos não querem aceitar. Os teimosos insistem em lutar contra. Mas basta olhar para fora da janela do browser – algo que muitos deles nunca fazem – para enxergar a nova realidade: as classes C e D estão desembarcando em peso na internet. E assim como acontece nas rodoviárias das grandes metrópoles brasileiras, elas chegaram para ficar.

Pesquisas já indicam que temos em torno de 60 milhões de internautas no Brasil, e só alguém muito ingênuo – ou que passou o último ano voando (sozinho) pelo Second Life – pode achar que esse número é apenas de pessoas das classes A e B. Mérito ou não do governo Lula, não importa: o fato é que 13,5 milhões novos computadores foram vendidos em 2008 e outros 11 milhões estão projetados para esse ano (com crise e tudo).

E com a previsão da chegada da internet pela rede elétrica, o número de ‘retirantes digitais’ só tende a aumentar cada vez mais – pois, acredite, eles não estão comprando seus primeiros computadores para fazerem as contas de casa no Excel.

O que mais atrai os ‘emergentes online’ são as rede sociais, fenômeno que encontra no brasileiro um habitat perfeito para se desenvolver e dar frutos. Não é à toa que o Orkut está próximo dos 15 milhões de perfis e o ‘Mêissenger’ (como eles dizem) já passou dos 20 milhões de usuários.

É a prova definitiva de que o perfil do internauta brasileiro está mudando rápida e radicalmente – tanto que uma pesquisa recente do Datafolha revelou que o número de acessos em lan houses e locais públicos já é o maior do país (22% contra 19% de acessos residenciais). Ou seja, mesmo quem ainda não comprou seu ‘computador próprio’ já consegue alugar um espacinho online por 5 reais a hora.

O que mais me surpreende, no entanto, é a relutância daqueles que se auto-entitulam ‘trend setters’, ‘early adopters’, ‘tech leaders’ (e outros nomes bonitos juntando duas palavras que não pertencem à nossa língua) em admitir esse novo cenário. Já que eles se gabam tanto por serem sempre os primeiros a descobrir novas tendências, por que dessa vez, então, ficaram para trás e insistem em não aceitar a inclusão digital, que deixou de ser novidade faz tempo? Até a Rede Globo, veículo mais tradicional do país, percebeu essa mudança e abriu espaço no Fantástico para todos os fenômenos da classe C – incluindo, claro, a internet (pra quem não acompanhou, a Regina Casé fez uma série de reportagens nas Lan Houses das periferias e os episódios já foram parar no YouTube.

Enquanto isso, os ‘internautas de família’ estão abandonando o ‘piscinão de Ramos’ do Orkut e pedindo exílio no Facebook – assim como quem muda para um condomínio fechado (batizado com um nome em francês de algum arrondissement de Paris) logo assim que aparece a primeira favela no bairro. E, curiosamente, os ‘bloggers’, ‘floggers’ e ‘twitters’ idolatram as bandas inglesas do ‘BritPop’ mas são os primeiros a descer a lenha no tecnobrega, funk, pagode e outros fenômenos que nasceram no mesmo país que eles. E pior: tentam, sozinhos, ganhar essa guerra contra um arrastão de milhões – enquanto assistem, em seu próprio campo, a invasão da Gaviões da Fiel transformar o Mano Menezes no ‘twitteiro’ com mais seguidores do Brasil, superando o ‘hypado’ Marcelo Tas.

Não adianta: queiram eles ou não, o Brasil será sempre o país do radinho de pilha, e nunca o do Radiohead. E está na hora das marcas que investem em digital (e dos profissionais que elaboram estratégias de comunicação online) aceitarem esse fenômeno de uma vez por todas – e passarem a explorar todos os caminhos digitais para atingir os diferentes públicos que, agora, coexistem na internet. Senão, continuarão usando termos em inglês para falar com pessoas que adoram as bobagens que o Lula diz – caso contrário, ele não seria o presidente mais popular ‘na história desse país’, para parafrasear o ‘póprio’ (sic).

E pra quem ainda prefere as definições em inglês, isso se chama ‘power to the people’. [Webinsider]

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Sobre o autor

Eco MoliternoEco Moliterno é VP de Criação da Wunderman.

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  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

Palavras-chave relacionadas a este texto: [ Vendas ] [ publicidade ] [ Comunicação corporativa ]

Comentários

43 pessoas comentaram o artigo "Acostume-se: a internet não é mais das elites"

Andres Calil Data: 04/05/2009 às 9:04 pm

Atividade:

Cidade:

Que textinho cheio de mágoa, demagogia, hipocrisia e preconcento, hein?

Uma imposição da pior espécie… Forçar o habitante do país à gostar da própria cultura é o cúmulo da idiotice…

Rafa Data: 04/05/2009 às 9:23 pm

Atividade:

Cidade: SP

Fazer dinheiro com essa audiência, por menos óbvio que seja, sempre tem como.
Eles estão aí geralmente é pra aparecer; é o novo “pular atrás de reporter da TV ao vivo”.
“Manhê, eu tô na internéti!!”

Panthro Data: 04/05/2009 às 9:58 pm

Atividade:

Cidade:

“Forçar o habitante do país à gostar da própria cultura é o cúmulo da idiotice… ”

Se não gosta não é a própria cultura.

E eu concordo com o texto. Internet é só um meio de comunicação, igual a qualquer outro. Ignorar a existência do crescimento de usuários desse meio é idiotice. Por isso acho que cada vez mais está valendo a pena investir-se em mecanismos simples de criação de páginas para pequenos negócios e outros mecanismos que pemita lucrar com esses novos consumidores em potencial.

Agora as pessoas abandonarem Orkut e etc é só o velho ranço da classe “mérdia” de não se misturar com a gentalha. Gentalha! Gentalha!

thomas Data: 04/05/2009 às 10:10 pm

Atividade: estudante

Cidade: bh

Estou com Emerson:

“Deviam parar com a demagogia sobre as massas. As massas são rudes, sem preparação, ignorantes, perniciosas em suas reivindicações e influências. Não precisam de lisonjas mas de instrução.”

Fico feliz que as classes C e D estejam na internet. Mas espero que saiam agora do orkut e aproveitem de verdade a oportunidade que tem nas mãos.

João Antunes Data: 05/05/2009 às 12:09 am

Atividade:

Cidade:

Cara , você é mesmo VP de Criação da Wunderman? Que artigo cafona e ultrapassado. A internet nunca foi das elites, ela é de todos e de ninguém, para o desespero das agências e publicitários elitizados.

- Já faz um tempo que as classes A e B usam internet, por isso elas não crescem tanto (óbvio), logo, o crescimento se concentra nas classes C, D, E e qualquer outra letra que você queira usar para definir esse público.

- 60 milhões de usuários? Cite a fonte por favor!

- Mano Menezes o ‘twitteiro’ com mais seguidores do Brasil, também é o que mais tem seguidores “fake” (fake=falso caso alguém da dita classe emergente não entenda). http://idgnow.uol.com.br/internet/blog_dos_blogs/archive/2009/04/27/mano-menezes-e-a-falsa-popularidade-no-twitter/

- As marcas que investem em digital e os profissionais que elaboram estratégias de comunicação online, sabem que os negócios na internet ainda estão concentrados nas classes A e B. Quando as classes D,E e qualquer outra letra que você queira usar para definir esse público começarem a desenvolver o hábito de consumir pela internet, automaticamente esse público passará a fazer parte da “estratégia”, como está acontecendo com a classe C, não se preocupe.

Bruno Thomasi Data: 05/05/2009 às 12:13 am

Atividade: Empresário

Cidade: Guaíba

Pessoal, acho que os valores de São Paulo estão meio altos, aqui na cidade onde moro, temos lan houses por R$ 1 (um real) a hora!!!

Estão sempre lotadas!!!

No nosso Portal, temos conteúdo para todas as classes, assim como os outros veículos deveriam fazer.

Abraços, ótimo artigo.

Eco Moliterno Data: 05/05/2009 às 12:39 am

Atividade: VP de Criação

Cidade:

Oi João Antunes,

Concordo com você: a internet nasceu para ser de todos e de ninguém. Mas como entrou no Brasil ‘patrocinada’ por grandes grupos de comunicação, as elites acabaram se apoderando de algo que não era só delas. Mas agora o jogo está virando.

Quanto à fonte, usei a última pesquisa do Datafolha - e muitos, inclusive, defendem que esse número é ainda maior (link no blog do Michel Lent: http://www.viuisso.com.br/2008/12/01/afinal-quantos-somos-datafolha-645-milhoes-de-internautas/)

Em relação ao sucesso espontâneo do Mano Menezes no Twitter, muitos, sim, creditam a scripts que criam falsos seguidores. Outros, porém, afirmam que foi graças a uma ação em massa dentro das comunidades do Corinthians no Orkut (que, somadas, têm mais de 1 milhão de participantes) pedindo para as pessoas criarem perfis no Twitter apenas para segui-lo. Ou seja, de uma forma ou de outra, continua sendo fruto de uma mobilização popular na internet.

heitor Data: 05/05/2009 às 8:49 am

Atividade: Autônomo

Cidade:

Nada contra a inclusão digital das classes menos favorecidas, porém como o leque abriu essas portas, é lamentável que os gestores de sites da web 2.0 estejam se descuidando do nível profissional dos editores de matérias e só preocupando-se em publicar as babozeiras dos BBBs da vida.
Entendo que existe uma estratégia de marketing para convencer anunciantes demonstrando a eles o número de acessos as páginas visitadas… e nós mais esclarecidos iremos navegar onde? é claro que em sites mais seletivos e/ou blogs de jornalistas da web, e aí o tiro sai pela culatra pq essa meninada assídua a BBBs consomem muito pouco e nem são formadores de opinião.

Sergio Navarro Data: 05/05/2009 às 9:24 am

Atividade: programador

Cidade: são gonçalo

hahahaha… hoje até publicitários aceitam que a internet chegou para ficar, e se estabeleceu na classe c e d. viva! e gostei do artigo do eco moliterno. é pretencioso porque a realidade é assim e ele enxerga na frente.

10° Martha Gois Data: 05/05/2009 às 9:29 am

Atividade:

Cidade:

concordo com vc e acho que demorou. a gente passa pelas lan houses da periferia e mesmo feias e mal ajambradas estão sempre lotadas de low classes. precisamos comemorar, é inclusão digital, sim. parabéns pelo artigo.

11° Caio Silva Data: 05/05/2009 às 9:37 am

Atividade:

Cidade:

é esquisito gente que acha que descobriu a história do mundo. vcs comentam que “a internet é de todos” mas isso já era óbvio. o que o moliterno falou foi uma coisa de momento, de tomada em massa. a não ser que tivesse lido errado — e não li — em nenhum momento ele fala que a internet nasceu para os ricos e ponto. é um momento de transformação.

12° Carlos Blanco Data: 05/05/2009 às 12:57 pm

Atividade: Advogado

Cidade: São Paulo

Concluo da seguinte forma: “O mercado de baixa renda tem um caminho sem volta. Hoje, pra cada criança das classes A e B eu tenho dez crianças das classes D e E, ou seja, não dá para pensar futuro sem olhar para o mercado de baixa renda”.

13° Adriana Dainezi Data: 05/05/2009 às 12:59 pm

Atividade: Gerente de Vendas

Cidade: Rio de Janeiro

Eu vejo muita positividade nisso, acho que é um direito de todos, mesmo banalizando! Mas também acho que esses internautas têm dificuldade com os idiomas e os termos técnicos de informática e navegação mas temporariamente claro!

14° Felipe Spiandorelli Data: 05/05/2009 às 1:26 pm

Atividade: Estudante

Cidade: São Paulo

Achei muito legal essa matéria, acho importantíssimo que não só “Elites”, tenham acesso a internet, e sim todas as pessoas, independente de classe, côr, raça, isso seria preconceito! Até mesmo porque, a internet no Brasil surgiu por volta de 1990! Ora, estamos em 2009, isso já foi há 19 anos, se outras classes não tivessem acesso a internet hoje em dia, o que seria de nossa economia? E/ou somente a elite trabalha para nosso desenvolvimento? Sensacional, internet para todos!

15° Francesco Scotoni Data: 05/05/2009 às 1:27 pm

Atividade: Publicitário

Cidade: Minas Gerais

Ótima notícia essa! Por quê deveria ser somente das “elites”? Isso é para todos nós! A internet é passado! A gente quer muito mais!

16° Cleber Fernandes Data: 05/05/2009 às 1:36 pm

Atividade: compras

Cidade: São Paulo

Eu não faço parte das massas(ou faço ?) mas acho cultural ver o comportamento delas.
Uma pessoa que procurasse mídia impressa tendenciosa para formar ou dar suporte a sua opinião só pode ser tendencioso.

Agora no final da história só da pra dizer… que discussão mais non sense ein.

17° Martha Data: 05/05/2009 às 1:58 pm

Atividade:

Cidade:

Interessante o texto. Falando de internet e rede social, foi você quem criou o viral mais falado atualmente? O funk da Dell http://www.youtube.com/watch?v=-Wq6×0L3CJg

18° Marco Data: 05/05/2009 às 2:18 pm

Atividade:

Cidade:

Concluo da seguinte forma: “O mercado de baixa renda tem um caminho sem volta. Hoje, pra cada criança das classes A e B eu tenho dez crianças das classes D e E, ou seja, não dá para pensar futuro sem olhar para o mercado de baixa renda”.

19° Karen Data: 05/05/2009 às 2:21 pm

Atividade:

Cidade:

Eu achei muito legal essa matéria, acho importantíssimo que não só “Elites”, tenham acesso a internet, e sim todas as pessoas, independente de classe, côr, raça, isso seria preconceito! Até mesmo porque, a internet no Brasil surgiu por volta de 1990! Ora, estamos em 2009, isso já foi há 19 anos, se outras classes não tivessem acesso a internet hoje em dia, o que seria de nossa economia? E/ou somente a elite trabalha para nosso desenvolvimento? Sensacional, internet para todos!

20° Dr. Gap Data: 05/05/2009 às 2:23 pm

Atividade:

Cidade:

A Casas Bahia finalmente começou a vender pela Internet, e se eles estão fazendo isso, meu chapa, pode apostar que as classes mais baixas realmente chegaram pra ficar nesse caos chamado Internet. A idéia apresentada no texto é interessante, mas o texto em si é cheio de clichês e trechos preconceituosos, provavelmente escrito por algum jornalista formado na PUC e que pensa entender de povão.

21° Felipe Data: 05/05/2009 às 2:31 pm

Atividade:

Cidade: Minas Gerais

Achei muito legal essa matéria, acho importantíssimo que não só “Elites”, tenham acesso a internet, e sim todas as pessoas, independente de classe, côr, raça, isso seria preconceito! Até mesmo porque, a internet no Brasil surgiu por volta de 1990! Ora, estamos em 2009, isso já foi há 19 anos, se outras classes não tivessem acesso a internet hoje em dia, o que seria de nossa economia? E/ou somente a elite trabalha para nosso desenvolvimento? Sensacional, internet para todos!

22° Cardoso Data: 05/05/2009 às 3:03 pm

Atividade: Aluno PUC-SP

Cidade: SP

Ah, mas isso eu já sabia…

Basta acessar as pérolas do orkut e você vai ver que essas pessoas já estão online faz teeeempo.

23° Melagrião Data: 05/05/2009 às 4:21 pm

Atividade:

Cidade:

Andres, thomas, Joaão Antunes
O preconceito está na cabeça de vcs

A elite domina tudo primeiro e se gaba, alias o dinheiro domina tudo primeiro. Ai quando surge a oportunidade do “povo” participar da brincadeira, dizem que “o orkut não serve mais como plataforma de análise” que “o facebook já não tem o mesmo apelo ou se perdeu no seu objetivo” que “o twitter nunca vai ser uma plataforma de inclusão digital” e outras besteiras mais

Acordem pra vida. Olhem atentamente para o povão ao seu redor. É aqui que vcs vivem e é esse o seu mercado.

24° renata masagão Data: 05/05/2009 às 5:30 pm

Atividade:

Cidade:

boa, eco, um amigo mandou para mim seu artigo e adorei. vou acompanhar o que vc escreve a partir de agora porque foi uma das coisas mais lúcidas que li sobre internet ultimamente.

25° Fábio Santos Data: 05/05/2009 às 8:39 pm

Atividade:

Cidade:

O Brasil tem como maioria da sua população nos níveis C, D e E. Agora, através da commoditização do hardware e até do software, os mais pobres também tem acesso à rede. Os netbooks permitem um acesso móvel de baixo custo, no RJ há quase dez projetos de wifi gratuito para baixa renda.

Vejo isto como desenvolvimento e disseminação de uma realidade, só vejo fatos positivos.

26° João Antunes Data: 07/05/2009 às 12:13 am

Atividade:

Cidade:

Karen e Felipe. Carlos Blanco e Marco, a não ser que vocês sejam paranormais, achei interessante vocês enviarem exatamente o mesmo comentário e num horário parecido. Quanta vontade de defender o autor do texto, ficaram acordados até de madrugada, não é?

Melagrião pra mim você é xarope! Aprenda a ler e interpretar textos primeiro depois venha fazer comentários, se é que você exite de verdade como os outros nomes que citei acima.

27° Marcos Data: 08/05/2009 às 12:49 pm

Atividade:

Cidade: Rio de Janeiro

O texto relata o óbvio, os livros antes de Gutemberg eram da elite, os carros antes do Hery Ford eram da elite, etc.. Óbvio que o fenômeno internet iria atingir as classes com menos poder de compra. A única coisa é que existe um processo e este desenvolvimento tem que se financiar e baratear os preços da terminologia. Nada de mais ! Quantos aos números em minha opinião são bem maiores e podemos já estar nos 180 milhoês pois a internet que falamos é a ponta do iceberg visível e temos que levar em consideração todas as outras redes digitais existentes que atuam pela portas dos fundos e onde todos nós estamos cadastrados e usamos como as as intranets dos bancos, inss, cpf, detran, sms, bolsa familia. Até o índio está na internet ao comprar uma sandália havaiana no meio do mato, dá uma baixa em algum crm e scm de alguma empresa qualquer, além de pagar imposto. Não tem escapatória, é só esperar integrar todas as redes. Viram o cruzamento da bolsa familia com os carrões feito pelo TCU.

28° Demostenes Data: 09/05/2009 às 3:27 am

Atividade:

Cidade:

Espere, desde quando as classes C e D estão ‘descobrindo’ a Internet? No meu conceito, essa visão que a massa está chegando agora na Internet é muito vazia.

Eu pertenço, sou classe C e já fui D e sempre acessei internet, desde 1999. E sempre naveguei, fiz compras, e muitas pessoas que conheço fazem isso há anos também.

Desculpe, adoro a Wunderman, mas confesso que prefiro que o nosso Brasil seja o Brasil do radinho de pilha do que um Brasil ânglo-saxônico colônia cultural européia.

Desculpe o desabafo!

29° Sérgio Lima Data: 09/05/2009 às 10:21 am

Atividade:

Cidade:

Filtrando os preconceitos contra o melhor presidente que este País já teve o texto toca numa verdade… a “inteligentzia” adora um estrangeirismo besta só pra cagar cheiriso.

Pior pra eles, enquanto ficarem usando estas gírias de colonizados não alcançaram o mercado do povão :-0

abs

30° Bruno Ferreira Data: 09/05/2009 às 10:20 pm

Atividade: Web Designer

Cidade:

Como a gente ousa a falar em ‘globalização’ quando a gente não consegue globalizar nem a nós mesmos…
Tem gente que gostava se fechar em seu ‘mundinho classe A’, e achar que mora na Europa só porque tem um computador, e agora não pode fazer mais isso…

31° Bruno Ferreira Data: 09/05/2009 às 10:24 pm

Atividade:

Cidade:

Mas as vendas na internet só se popularizarão de vez quando os orgãos publicos conseguirem oferecer SEGURANÇA. Conheço muitas pessoas das classes D e E que declaram não comprar pela Internet por medo dos golpistas e hackers.

A verdade que as manchetes nos “Brasil Urgente” da vida são bem mais apelativas do que o fraco desempenho das agencias publicitárias na Internet.

32° Renato Dias Data: 11/05/2009 às 12:26 pm

Atividade:

Cidade: São Paulo

Oi, Edu. Parabéns pelo texto. Além do ótimo conteúdo, muito bem escrito!

A mais nossa babaquice da elite da internet é reclamar que o Twitter está se popularizando. E qual é o problema? Vc só segue quem vc quiser, não é mesmo? Vai entender…

Ourta coisa:: achei o número “15 milhões de perfis brasileiros no orkut” muito baixo. O Alexandre Hohagen (Diretor do Google na Latam) disse que o Orkut recebe 27 milhões de brasileiros por semana.

Dei uma pesquisada e, além do número que vc citou, encontrei na wikipedia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Orkut#Usu.C3.A1rios) que o Orkut tinha 68 milhões de internautas em 2007. Se considerarmos este número (velho) e aplicarmos a estatística do próprio Orkut (http://www.orkut.com.br/Main#MembersAll.aspx) que aponta quase 50% de brazucas, teriamos então 34 milhões de contas brasileiras, fora aqueles que são refugiados no Iraque, Jamaica e cia :-) )))

abração,

Renato

33° Eris Oliveira Data: 12/05/2009 às 10:14 am

Atividade:

Cidade: Recife

Eco tema polemico, nada ultrapassado como dizem, acho super válido seu artigo esta de parabéns e os comentários contrários para mim são somente o termômetro de que tem muita gente pensado errado ainda e perdendo oportunidade de trabalhar a presença de seus clientes na internet.

Abraço.

34° Aranha Neto Data: 12/05/2009 às 2:18 pm

Atividade:

Cidade:

1) Muita raiva nesse texto

2) Como citado em alguns comentários, a evolução das coisas sempre foi assim, começa para poucos até entrar em uma baita linha de produção e ficar barato.

3) Não é porque alguem tem acesso a internet que deixa de ser ignorante… já presenciei um caso onde um profissional de TI não sabia a diferença entre Gasolina, Alcool e Diesel, isso mesmo =O

35° Thiago Moskito Data: 13/05/2009 às 5:07 pm

Atividade: Web Standards

Cidade: Brasília

É. Nada que eu não soubesse ou que já não tenha passado na TV.
Eu acho importante saber que sem as pessoas, os pobres, pretos, putas e padres, sem a popularização dos serviços nosso trabalho não seria nada, se quer reconhecido.
Depois da bolha digital, que superou as tantas consegue ganhar dinheiro e vender serviços em suas mais diversas formas.
Se o GMail permanecesse “fechado” a convidados, não sei dizer se teria esse poder no mercado. Assim também o Orkut e outros serviços 2.0.
Sei que a “elite” - seja lá o que for essa porcaria - precisa se diferenciar da maioria e se faz inaceitável o pedreiro ou o vigia ter uma teto e um carro.
Parece, eu sei, que você está ficando pobre, mas na verdade sou eu que estou tendo alguma oportunidade.
A popularidade se dá com o aval da maioria, numa sociedade democrática. No fim nas contas, a minoria está sempre destinada ao fracasso.
Só um adendo. Que é a “Elite”? Eu fico meio confuso por que esse papinho rola muito na faculdade em que trabalho e essa galera que se diz elite, não são os rockeiros do fundão, sujos mas que tem as melhores notas, são os drogados, putas e playboys com absolutamente nada na cabeça…
Eu realmente não entendo, esse cenário não deve ser a nata da educação, não pode ser!
Internet para todos! WEB cem por cento dois ponto zero!

36° Daniel de Souza Telles Data: 13/05/2009 às 8:06 pm

Atividade: Estudante

Cidade: Baixo Guandu

Como na vida real, as classes A e B não visitam os mesmos lugares e nem praticam as mesmas atividades que a classe C e E.
Então não vejo como as classes A e B se apoderaram da Internet, já que a mesma é descentralizada e livre de qualquer controle por minorias. Pelo menos enquanto a lei do Azeredo não é aprovada.
Não há nada de excêntrico em, quem gosta de rock britânico gostar de rock britânico e quem gosta de funk gostar de funk. Cada um gosto do que quiser, claro que há um certo “preconceito”. Mas isso é um problema comum da vida real, não nada demais em o mesmo ser espelhado no mundo virtual.

37° critistiane Data: 13/05/2009 às 9:55 pm

Atividade: Jornalista

Cidade: São Paulo

Cardoso,um estudante e já tão arrogante?

38° Gerson Data: 16/05/2009 às 2:21 am

Atividade:

Cidade:

Aposto que o Sr. Eco Moliterno é leitor da coluna de Reinaldo Azevedo da Veja…

39° Natalí Garcia Data: 02/06/2009 às 2:05 pm

Atividade:

Cidade:

“Acostume-se: a internet não é mais das elites”

Que título infeliz…

Deve ser mesmo frustrante para alguém ver o seu mundinho virtual perfeito e rico invadido por pessoas que teimam em recordá-lo o seu ambiente real….

Compreendo com que intenção este texto foi escrito, porém é preciso tomar cautela com os preconceitos e o senso comum - ingênuo e perigoso.

Talvez fosse mais interessante que a partir deste “problema” você se aprofundasse numa reflexão sobre as razões deste e possíveis caminhos para melhorar condições de todos… já que suas idéias assim expostas não acrescentam muito e geram mais preconceito, infelizmente.

Abs,

40° Felipe Venetiglio Data: 29/06/2009 às 7:08 pm

Atividade:

Cidade: Rio

Bom, há erros e acertos no artigo. Mas eu só queria dizer que a comparação da internet com uma rodoviária e o termo “retirantes digitais” são de muito mau gosto.

Não que eu tenha ficado ofendido. Foi mais vergonha alheia mesmo.

41° Cardoso Data: 29/06/2009 às 7:29 pm

Atividade: Consultor Criativo

Cidade: Porto Alegre

Bons pontos e críticas muito certeiras (a julgar pelo número de comentários negativos), ainda que o texto peque pela falta de desenvoltura em alguns momentos.

Quer dizer: muito embora haja alguma verdade na suposição de que a migração do Orkut para o Facebook tenha se dado como uma espécie de reação da “elite” (má escolha) a uma suposta invasão dos “emergentes” (não tão má assim), diversos outros fatores operam nesse ÊXODO digital de forma muito mais importante.

Só pra citar o mais evidente deles: a formação de uma rede de contatos internacional. A presença de australianos, europeus e norte-americanos (só pra citar três destinos bastante óbvios) no Orkut é praticamente nula, enquanto o Facebook (desde que foi aberto para o público em geral) não enfrenta rejeição significativa de praticamente nenhuma nacionalidade - ao contrário da rede social do Google, execrada por YANKEES e habitantes do velho mundo em geral.

No mais, tenho diversas restrições a essa aparente OBRIGAÇÃO de se usar toda e qualquer mídia como instrumento de marketing.

Particularmente, prefiro PAGAR para ter o direito de navegar numa internet livre de publicidade, e quase sempre acabo desenvolvendo antipatia por uma marca que procura se posicionar na rede só do ponto de vista estratégico, sem um bom motivo por trás - e acho que não estou só.

Pra encerrar, acho que antes das empresas e dos publicitários começarem a pensar em como EXPLORAR (outra má escolha) as ferramentas digitais para atingir as classes C,D e E seria MUITO mais produtivo que elas se preocupassem em não apenas REPLICAR e ADAPTAR as estratégias já utilizadas em outras mídias e gastassem um pouco mais de tempo (e dinheiro) desenvolvendo ações realmente inovadoras, interessantes e relevantes para uma audiência que TRANSCENDE os conceitos de classe de uma forma que não seria possível em nenhuma outra época, em nenhuma outra mídia.

Em outras palavras, é primordial ENTENDER A INTERNET antes de querer fazer qualquer coisa que a use como plataforma.

Como dica final, sugiro a todo ser pensante uma viagem a Belém (já estive lá duas vezes e amo muito) para entender como REALMENTE funciona o mercado do tecnobrega, simplesmente a coisa mais genial que esse país já foi capaz de produzir.

Calypso é apenas a ponta do iceberg.

42° Cardoso Data: 29/06/2009 às 8:02 pm

Atividade: Consultor Criativo

Cidade: Porto Alegre

Outro dado interessante é DIFERENCIAR as classes C, D e E.

Um bom auxílio pode ser esse documento produzido em 2008 pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa:

http://www.abep.org/codigosguias/Criterio_Brasil_2008.pdf

Notem que os critérios consideram que um indivíduo pertence à classe D quando a renda média de sua FAMÍLIA está na faixa dos R$ 485. Para ser considerado da classe E, o patamar cai para os R$ 277.

Sejamos sensatos: alguém que tem uma renda FAMILIAR (ou seja, o somatório das rendas de todos os membros da família) de pouco menos de 300 reais estaria realmente gastando dinheiro acessando a internet?

43° Mario Amaya Data: 30/06/2009 às 1:38 am

Atividade:

Cidade: São Paulo

Pauta certa, premissa certa, dados quase certos, tratamento e linguagem infelizes.
As tiradas sobre “retirantes”, “piscinão de Ramos”, “rodoviária” e “tecnobrega” são culturamente depreciativas e contradizem o teor do artigo, que é desmontar o elitismo.
O pessoal que o texto aponta que “não quer aceitar” a “chegada” dos “pobres” não é um pessoal “família”. Esse rótulo é impreciso. Trata-se apenas de uma minoria minúscula porém barulhenta, com habilidade de comunicação e tempo livre para torrar na rede. O seu falatório é desproporcional à sua quantidade e também influência e não deveria ser levado muito a sério em primeiro lugar.

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Pouca leitura explica o gosto do brasileiro pelo Orkut Uma das explicações que podemos ter para essa necessidade de forte relacionamento - e pelo gosto maior por redes sociais - é justamente a falta de prática da leitura. No Brasil, apenas 4,5% da população lê jornais.
Por Carlos Nepomuceno

Comunicação publicitária entra em uma nova faseA propaganda tradicional está em crise e não é por causa da falta de criatividade ou diminuição da verba. A verdade é que o processo produtivo e a geração de valor do produto “propaganda” pararam no tempo. Por Raphael Lacerda

Bruno Rodrigues

Por que tenho que pagar pelo meu jornal?Questões a serem resolvidas entre o jornalismo e a publicidade. Por Bruno Rodrigues

Amanhã de manhã eu vejo isso (um dia em 2011)Naquela noite, daqui uns anos, o anunciante foi dormir feliz abraçado com seus paradigmas de mídia, mas teve de acordar perdido para um cenário de inclusão digital que não conseguiu enxergar. Por Marcelo Vecchi

Classes C, D e E consomem mais online que A e BA internet um ambiente para os privilegiados públicos das classes A e B? Nada disso, é melhor rever seus conceitos, pois a chamada classe C está chegando para ficar neste mundo até então exclusivo aos mais endinheirados. Por Valdenir Flauzino

A rede mundial de pessoas e essa coisa internetA cada dia, avalanches de novos brasileiros entram na internet. Nunca ouviram falar do Cadê?, desconhecem IRC, Napster, guerra dos browsers. E os mais velhos na coisa se sentem como petistas no poder.
Por Roberto Cassano

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