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Segurança - Comportamento

A vida online, sem privacidade e sem esconderijos

03 de maio de 2009, 21:41

Buscadores e ferramentas online são gratuitas e úteis, mas em troca nossas vidas estão expostas e capturadas de várias formas. Não somos mais pessoas e sim cadastros, consumidores.

Por Roberto Soares Costa

Em pouco tempo não haverá mais esconderijos e a todo o momento estaremos sendo perseguidos por alguém. Situações inimagináveis até mesmo em filmes de ficção estão acontecendo, e a velocidade é tão rápida que ainda não paramos para pensar.

A evolução da tecnologia tem apresentado ferramentas poderosíssimas. Se ocuparmos minutos do nosso tempo para analisar o quanto nossas vidas estão expostas, uma crise de pânico pode se espalhar. O arsenal de ferramentas do Google, é um exemplo, nos captura de várias formas, não somos mais pessoas e sim cadastros, consumidores.

Quando fazemos uso do Gmail, onde nos permitem enviar e receber e-mails infinitamente, nossas mensagens vêm e vão sempre acompanhadas de propagandas e anúncios, seja pelas laterais ou no topo de nossas caixas de correio eletrônico.

Quando aderimos ao Orkut, alimentamos um álbum público com nossas fotos, relação de amigos, expomos todas as nossas preferências, deixando bem claro nosso perfil ao mundo. Quando realizamos pesquisas no Google.com, estamos dando dicas do que nos interessa, o que estamos precisando, qual é nosso estado de espírito, se tristes ou animados.

Nossas ações vão nos identificando dentro de um ambiente que nos tem como alvos.

Um outro exemplo do quanto nossa privacidade está comprometida, é o fantástico recurso do Google Maps, o Google Latitude. Com este recurso poderemos saber onde estão ou para onde estão indo, nossos filhos, amigos ou parceiros em tempo real. Esta tecnologia que está em fase experimental funcionará através de telefones celulares ou pelo navegador web. Por parte do Google não haverá nenhuma cobrança, já se tratando das operadoras de telefonia é de se esperar.

Saber onde estamos ou para onde vamos, nossos gostos, necessidades, relações sociais ou costumes, comercialmente é fantástico. A final receber um bom atendimento, ter soluções antecipadas às nossas necessidades, é tudo que queremos, no entanto o que assusta é não saber onde tudo isso vai parar. [Webinsider]

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Sobre o autor

Roberto Soares Costa (rcosta@gadbrivia.com.br) é gerente de projetos do Gad'Brivia

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

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Comentários

4 pessoas comentaram o artigo "A vida online, sem privacidade e sem esconderijos"

jeferson Data: 08/05/2009 às 10:44 am

Atividade: comerciante

Cidade: guarulhos

caro amigo, roberto soares
voce ja ouviu falar em apocalipce,este numero te lenbra alguma coisa(666)
estamos muito proximo,isto e fato, o mundo as coisas, tudo esta sendo preparado para este grande acontecimento, infelismente e inevitavel.
estes dados podem cair na mao do bem,ou do mal,segundo a biblia,vai cair na mao do mal
desculpe pelos erros de portugues,abraço
jeferson lima

Márcio Martins Data: 08/05/2009 às 11:33 am

Atividade:

Cidade: NH

Essa suposta paranóia vira real preocupação quando as informações disponibilizadas no Orkut, por exemplo, são utilizadas para fins criminosos, como o “golpe do sequestro”.

Gabriel Luis de Oliveira Data: 09/05/2009 às 11:03 am

Atividade:

Cidade:

Teorias da conspiração à parte, eu percebo que o ponto crítico em todo esse processo é a falta de sendo de muitas pessoas quando optam por expor suas vidas de forma pública na internet. Sabemos do alcance dessa mídia e que muitos a usam inclusive para fazer investigações criminais e planejar ações mal intencionadas. Como não podemos evitar a profusão de tecnologias de rastreamento que surgem dia após dia, o mínimo que cada indivíduo deveria fazer é tentar se resguardar não entregando o ouro para o bandido…

Muito bom artigo Roberto, é importante levantar questões como essa para que as pessoas passem a refletir um pouco sobre como tem conduzido a sua presença no mundo digital.

Abraço,

Gabriel.

Álvaro Flores Data: 05/10/2009 às 11:08 am

Atividade: Consultor de Marketing

Cidade: São Leopoldo

Como eu costumo dizer: George Orwell só errou o ano. 1984 (excelente leitura de ficção) já não é tão ficção assim….

Excelente reflexão Roberto.
Abraço

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