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Paulo Roberto Elias
Áudio e vídeo

Formatos de tela: cinema, DVD e Blu-Ray

13 de abril de 2009, 18:45

As barras pretas na tela da sua TV nas apresentações widescreen não indicam defeito, mas uma correção da relação de aspecto. Entenda.

Por Paulo Roberto Elias

Não existe, creio eu, coisa mais frustrante do que uma pessoa fazer planos para adquirir uma TV nova, e depois descobrir que está vendo alguma coisa que, supostamente, não deveria. E este raciocínio se aplica à mudança de padrões de tela dos televisores e monitores mais novos, saindo do display 4:3 convencional, para o de tela larga (ou widescreen) em 16:9.

Não é incomum a gente, que tem um pouco mais de experiência nesta área, ouvir a clássica pergunta do “porque a imagem do filme tem essas barras pretas?” E foi pensando nisso, que eu decidi escrever este artigo, na expectativa de tentar esclarecer o porquê das barras pretas, e, dentro do possível, provar a quem lê, que ninguém está sendo lesado, ao adquirir uma nova TV com tela widescreen.

Antes de mais nada, é preciso definir o que é 4:3 ou 16:9. Estas medidas se referem à relação entre a largura e a altura da tela de um monitor ou televisor, qual seja, para cada 4 de largura, eu devo ter obrigatoriamente 3 de altura, de uma medida de comprimento qualquer, por exemplo, centímetros. Assim, uma tela 16:9 tem 1,77 vezes mais largura do que altura, quase o dobro, portanto, daí o termo “widescreen”.

Se a gente dividir 4 por 3, e 16 por 9, vai ter, respectivamente 1.33 e 1.77. Por causa disso, pode-se afirmar que as telas de TV com formato 4:3 correspondem a um fotograma de cinema a 1.33:1 (o chamado fotograma plano, ou fotografia com lente esférica), e 1.77:1 (widescreen em filme plano), no caso de uma TV 16:9.

O cinema adotou a medida padrão de 1.33:1 para o filme plano, que consiste em 4 perfurações para baixo, no filme de 35 mm. A estória está melhor contada, neste outro artigo, dentro deste site. Mas, basta dizer que havia uma necessidade de padronização das proporções na tela, e assim a Academia de Cinema em Hollywood estabeleceu o padrão 1.375:1, que passou a se chamar “academy ratio”. No caso, “ratio”, se refere ao termo em inglês “aspect ratio” ou relação de aspecto. A mudança foi provocada pelo seguinte fato: os filmes mudos eram fotografados em 1.33:1, mas com a mudança para o som ótico, uma parte lateral do fotograma foi perdida. Com a redução da altura, na base de 1.37:1, o formato original em 1.33:1 foi recuperado.

Na medida em que os métodos de filmagem foram evoluindo, as relações de largura e altura foram se alterando, de forma a tornar a tela cada vez mais larga. No passar do tempo, os estúdios foram usando as relações de 1.66:1, 1.78:1, 1.85:1 (widescreen em lente esférica, ou filme plano), e aumentou para 2.76:1 (Câmera 65, Ultra Panavision, etc, em fotograma 70 mm), 2.55:1 (Cinemascope primitivo), 2.35:1 (Cinemascope, Panavision, ambos com lentes anamórficas) e 2.20 (Super Panavision, Todd-AO, em 70 mm).

A tela widescreen dos televisores e monitores modernos foi prevista para 1.77:1 nativo. Como a largura não muda, as acomodações dos fotogramas widescreen, acima mencionados, são feitas com a alteração da altura de cada imagem. No caso dos filmes antigos (1.33:1 e anteriores, a 1.66:1) a imagem pode ser totalmente contida na tela widescreen, com a inserção de barras pretas nas laterais da tela, no caso deste último:

image0012.jpg

Cena de “City Lights” (Chaplin), em 1.08:1, em tela 4:3. Note-se na captura, que a imagem integral está mantida na tela.

image0032.jpg

Imagem de “Kiss Me Kate”, a 1.33:1, tomando toda a extensão de uma tela 4:3.

image005.jpg

Imagem de “Carmen”, em 1.66:1, em tela widescreen (16:9). Note-se as barras laterais, que cercam o fotograma original. Dependendo da TV, essas barras não são vistas, devido ao “overscanning”.

Nos filmes widescreen transferidos para o vídeo, quanto mais larga a tela, mais espaço terá que ser perdido na altura, de forma a manter íntegra a relação de aspecto. Abaixo, pode ser visto um caso extremo desta situação: um fotograma de um filme Ultra Panavision (70 mm), em 2.75:1, aproximadamente.

image0071.jpg

Cena de “Battle of the Bulge”, em 2.76:1, em tela widescreen. As barras pretas, acima e abaixo da tela, compensam a perda de largura da tela (fixada em 1.77:1).

Uma lista extensa dos principais formatos de tela, pode ser visto nesta interessante página da Internet, caso haja interesse do leitor, em identificar todas essas variações.

Aumento da resolução nas telas “widescreen”

Para que a introdução das barras pretas, acima mencionadas, não implique na perda da qualidade da imagem do filme na TV, foi adotado um padrão de transferência chamado de “anamórfico”. O termo é derivado de uma antiga técnica de filmagem, praticamente introduzida no Cinemascope: uma lente, anamórfica, comprime a imagem fotografada verticalmente, no negativo do filme. Durante a projeção, uma lente com efeito oposto, estica a imagem lateralmente, para compensar a respectiva perda:

image009.jpg

Detalhe do fotograma anamórfico, em filme 35 mm.

A mesma técnica é aplicada, na transferência do filme para a máster de vídeo. Os DVD’s assim produzidos são chamados de anamórficos, ou então “realçados para tela 16:9”:

image0101.jpg

Gravação anamórfica, em DVD (imagem 1.85:1). Note-se o uso completo da resolução vertical (definição) para a captura da imagem.

image0121.jpg

A mesma imagem, expandida em tela 16:9.

image0141.jpg

Cena em 2.35:1 (Panavision), em DVD anamórfico. Neste caso, as barras pretas são usadas, para compensar a relação de aspecto na tela 16:9.

image016.jpg

A mesma cena, expandida, para tela de TV 16:9, com manutenção total da resolução vertical.

A transferência anamórfica permite, como no cinema, aproveitar ao máximo a área disponível, para a captura da imagem. Se assim não fosse, uma parte desta área teria que ser destinada a criação das tarjas pretas, necessárias à criação do fotograma original. Neste último caso, o processo é chamado de “letterbox” ou widescreen não anamórfico. O processo foi extensamente usado nos antigos laserdiscs:

image018.jpg

Cena de The Abyss, em letterbox (widescreen 4:3). A área disponível reduz a qualidade da imagem (resolução vertical), porque uma parte dela foi usada para gerar as tarjas pretas do widescreen.

A perda de resolução na transferência em letterbox é de cerca de 33%, na resolução vertical, quando comparada à mesma imagem, transferida anamorficamente.

Por outro lado, para aproveitar ao máximo este aumento de resolução, é necessário que:

1 – a tela usada para reprodução do DVD anamórfico seja 16:9;

2 – o aparelho de leitura do DVD anamórfico seja ajustado para display 16:9 e não 4:3, como costuma vir de fábrica;

3 – seja usada uma saída de vídeo de alta resolução, como vídeo componente, DVI, ou HDMI.

Os aparelhos leitores de DVD saem de fábrica ajustados para tela 4:3, por convenção. Ao se fazer uso de uma tela 4:3 com disco anamórfico, o leitor aplica um filtro de conversão, de forma a eliminar as linhas que eram anteriormente usadas integralmente, na resolução do DVD. Com isso, a imagem fica empobrecida de qualidade, irremediavelmente. Se o mesmo leitor de DVD é usado para uma tela 16:9, é preciso desligar este filtro. Isto é conseguido, mudando-se a saída de tela no leitor, de 4:3 para 16:9. Se isso não for feito, a tela 16:9 exibirá uma imagem widescreen convertida, com a mesma perda de resolução acima referida.

Os DVD’s com transferência 4:3 “letterbox” (não anamórficos) podem ser reproduzidos na tela widescreen, porém com perda significativa de qualidade. A perda fica ainda mais evidente, se o usuário decidir usar o recurso de “zoom” da TV, porque, no caso, a imagem expandida tem uma resolução nativa em pixels muito baixa. Um recurso que é usado por alguns fabricantes, para diminuir esta perda é o chamado “upscaling”, que consiste no remapeamento de pixels, de modo a aproveitar ao máximo a resolução da tela 16:9. Se este recurso estiver disponível no equipamento leitor, ele deve ter preferência, ao invés de se usar o zoom da TV.

Em resumo, a inserção de barras pretas, na tela de um televisor ou monitor, mesmo em widescreen (16:9), é o que permite a adaptação da tela ao fotograma original capturado pela câmera de cinema. Imagens em alta definição são necessariamente anamórficas, o que significa dizer que a qualidade da mesma, numa tela widescreen, será sempre mantida. [Webinsider]

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Sobre o autor

Paulo Roberto EliasPaulo Roberto Elias é professor aposentado da Faculdade de Medicina da UFRJ, hobbyista em áudio e vídeo, Mestre em Ciências (M.Sc.) e Ph.D. em Bioquímica. Manteve, até recentemente, o site Miragem, cujos artigos podem ser lidos aqui.

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Comentários

27 pessoas comentaram o artigo "Formatos de tela: cinema, DVD e Blu-Ray"

Diogo Martins da Silva Data: 14/04/2009 às 1:55 pm

Atividade: Cadastrador

Cidade: Rio de Janeiro

olá!
gostaria muito de tirar uma dúvida á respeito do formato de telas.A Disney,costuma colocar no mercado dvd’s com o formato de tela “Widescreen” , tenho uma tv de LCD de 42 polegadas,mais quando coloco filmes como: Rei Leão,Aladdin e Mulan (todos em Widescreen),o filme passa em tela cheia,neste caso como é Widescreen ele não teria que passar com as tarjas pretas?
estou com uma grande dúvida sobre isso.

Paulo Roberto Elias Data: 14/04/2009 às 3:16 pm

Atividade:

Cidade:

Oi, Diogo!

Boa pergunta.

Os estúdios Disney usam 1.66:1 em O Rei Leão e 1.85:1 em Alladin.

No primeiro caso, a resposta está na performance da sua TV (veja a explicação mais abaixo), mas no segundo está na pequena diferença entre 1.77 e 1.85:1, quase imperceptível. Se você olhar com atenção, a captura em 1.85:1 mostrada no artigo (eu sei que a figura é um pouco escura, mas dá para ver), as barras de cima e de baixo são mínimas e a maioria das telas, incluindo LCD e plasma não as mostram.

Nem todas telas LCD usam a relação de aspecto nativa da imagem, quando o usuário escolhe “widescreen” ou “16:9″.

A Samsung, por exemplo, tem uma opção chamada de “Just Scan”, que faz uso da imagem original, mas só funciona com HDMI.

No caso das imagens em 1.66:1 anamórficas, é muito fácil não ver as barras laterais.

Se você tem Blu-Ray e algum disco da Sony/Columbia, você poderá saber se a sua TV opera com o sinal original (mostrando assim todas as barras) ou omite algumas dessas barras por overscanning. Basta entrar no menu principal do disco e digitar 7669 no controle remoto. Aparece uma tela com todas as medidas mencionadas neste artigo. Note que 7669 é SONY no teclado usado nos telefones.

Diogo Martins da Silva Data: 16/04/2009 às 3:29 pm

Atividade: Cadastrador

Cidade: RIO DE JANEIRO

ok,muito obrigado.
a minha tv é da LG,e rodo os dvd’s em aparelho de dvd mesmo,só pra desencargo de consiência quando a tv expande um filme “Widescreen” ele está cortado? ou está no formato original?
muito obrigado.
abraço!!

Paulo Roberto Elias Data: 17/04/2009 às 7:57 am

Atividade:

Cidade:

Depende de que tipo de “widescreen” você está se referindo, e em que tela ele será reproduzido.

O widescreen da era do laserdisc era de filmes transferidos em 4:3 (veja o fotograma do filme do Cameron “The Abyss”, no artigo). Com esse tipo de imagem, e dependendo da tela e da capacidade da sua TV ou leitor de DVD, é possível expandir a imagem por zoom, sem que a mesma fique cortada. Nas telas 16:9, por exemplo, com o recurso “EZView” dos leitores de DVD da Samsung, é possível fazer a imagem “encaixar” na tela 16:9 corretamente. Existem comprometimentos, é claro, mas a maioria devido à natureza 4:3 da imagem, que, no caso do filmes widescreen, perdem muito em resolução.

No caso de discos widescreen com imagem anamórficas, se os ajustes forem feitos corretamente no leitor de DVD (saída para tela 4:3 ou 16:9), não há como cortar a imagem, a não ser que você propositalmente acione um “zoom” na TV ou no leitor.

O mais interessante, no caso de você não entender a coisa visual é experimentar você mesmo: ajuste a saída do DVD player em 4:3 e 16:9 com discos conhecidos, e depois faça ajustes de formato de tela na TV para ver a diferença. É claro que, se a TV fosse 4:3, com a exceção de uns poucos modelos da Sony, este ajuste não será possível.

Fátima Data: 17/04/2009 às 1:07 pm

Atividade:

Cidade: juiz de fora mg

Boa tarde, compramos uma tv philips de plasma, em dezembro de 2006, exatamente dois anos depois ela pifou, resultado foi para a autorizada e ficou em casa 04 dias funcionando,depois ela teve um problema pior do que o anterior. Resultado paguei+
R$ 580,00, 02 anos depois de ter pago R$ 4.999.90
para ficar sem a tv pois já tem quase 04 meses que estou sem a tv e sem os R$580,00. Gostaria que me enviassem um email me orientado,detalhe tenho um cunhado juiz de direito, acham que ele pode ajudar?
obrigada!

Paulo Roberto Elias Data: 17/04/2009 às 2:12 pm

Atividade:

Cidade:

Fátima,

Nós não prestamos este tipo de assessoria, mas eu já passei um problema sério com a Philips e uma TV de plasma, que, na época, me custou cerca de 12 mil reais, e posso lhe garantir que você tem, como eu também, direitos como consumidora, mesmo decorridos dois anos da compra. O melhor lugar para a orientação que você quer é o Procon.

Depois de dois anos, se a Philips é incapaz de consertar a sua TV, e reconhece que ela está com defeito, eles mesmos abrem um processo, junto à autorizada, para resolver o assunto.

Se a Philips não reconhece que o aparelho está com defeito ou a autorizada se recusa a lhe atender, você então recorre aos advogados do Procon, com toda a sua documentação à mão.

cosme Data: 26/04/2009 às 7:46 am

Atividade:

Cidade:

Bom dia, gostei muito da explicação da aplicação do sistema de tela 4.3 e 16,9. mas eu comprei um monitor aoc almentei a resolução do jogo e não consigo voltar a resolução normal que comporta o jogo porque a tela fica escura e não vejo o menu de ajuste.

muito grato.

Paulo Roberto Elias Data: 27/04/2009 às 7:49 am

Atividade:

Cidade:

Cosme,

As coisas na informática são um pouco diferentes, no tocante à reprodução de vídeo, e o que você experimentou chama-se falta de sincronismo entre o adaptador de vídeo do computador e o monitor.

Para resolver isso, dê partida no computador em modo de segurança (”safe mode”), entre no painel de controle e troque a resolução do adaptador para uma que o seu monitor consegue reproduzir.

Depois dê nova partida no computador, e observe o resultado. Se o ajuste foi correto, a imagem volta ao normal, caso contrário você deve repetir o procedimento acima, até achar o ajuste certo.

CELSO DANIEL DA SILVA Data: 08/08/2009 às 11:36 am

Atividade: PROJECIONISTA APOSENTADO

Cidade: AVARÉ,SP

Prezado Paulo,
Ótimo e esclarecedor o artigo sobre as telas.
Depois de tudo ainda paira uma dúvida que espero que você possa ajudar-me:
Trabalhei muitos anos como operador de cinema (tenho 63) e observava que tínhamos e creio que ainda hoje é assim: flat para o plano 4:3 e cinemaScope para a tela larga. A largura da fita é a mesma, 35mm. Cabia o 1.33:1 e o 1.78:1. Evidentemente que no Scope a imagem era comprimida e na projeçâo era expandida com a lente anamórfica, correto? Pois é, naquela época, nos anos idos, nâo se cogitava de tantos formatos widescreen que só com o advento do DVD ficamos sabendo (pelo menos eu). Então, como que na fita de 35mm cabia todas essas bitolas e não notávamos nenhuma diferença na projeção na tela grande do cinema? Nenhuma faixa preta acima e abaixo no cinemaScope?
Por gentileza, fale um pouco também do IMAX que no 3D utiliza duas fitas projetadas simultaneamente! Vi esse espetáculo no Espaço Unibanco Bourbon Pompéia em S.Paulo. Fiquei muito surpreso.
Grato pela atenção e um grande abraço.
CELSO

10° Paulo Roberto Elias Data: 09/08/2009 às 11:29 am

Atividade:

Cidade:

Caro Celso,

Antes de mais nada, quero te dizer que eu aprendi a operar projetores desde tenra idade. Desde menino, eu era fascinado por projeção, depois estudei cinema e fui cineclubista até o ínício da faculdade. Meu tio tinha um cinema no interior de São Paulo. Ao passar as minhas férias lá, eu me escondida na cabine de cinema, para ver os projetores funcionando, e num dia substitui um dos operadores, que ficou doente. Esse meu tio descobriu e ficou uma fera!

De fato, nos projetores, como você sabe, existem pequenas placas adaptadoras para filmes com bitolas diferentes. Eu não me lembro mais o nome técnico em português para esses quadros, mas em inglês eles são chamados de “matte”.

O uso de “matting” (enquadramento) vai depender das condições de como o filme é fotografado. Se o cineasta usar toda a área do fotograma (método “open matte”), para uma bitola diferente de 1.33:1, cabe ao operador do cinema usar aqueles quadros na janela do projetor, de modo a “tapar” a área excedente (”soft matte”).

Se o cineasta decidir fazer a composição do enquadramento na hora da filmagem (”hard matte”), então o filme já chega ao cinema com uma área exposta menor do que 1.33:1.

O problema todo na projeção são as dimensões da tela, que na maioria dos cinemas é fixa. Na minha vivência, poucas foram as salas de cinema com uma instalação de tela capaz de ser modificada, de maneira a acertar o enquadramento.

E hoje em dia, os cinemas multiplex tem essa adaptação, porém a largura da tela não muda. Por causa disso, quando um filme scope é projetado, o operador desce a borda superior, e a tela muda de 1.77:1 para 2.35:1.

Nas telas de projeção com dimensão fixa, uma parte da imagem 1.33:1 é perdida em cima e em baixo. As janelas dos obturadores e as lentes são escolhidos de maneira a se conseguir projetar filmes de outras bitolas, mas sem entretanto conservar o enquadramento originalmente pretendido pelo diretor.

Na tela de TV, como já descrevi, a dimensão (relação largura e altura) também é constante, mas o enquadramento é feito no momento em que o filme é transferido para vídeo. Daí as barras pretas na tela da TV, que fazem o mesmo papel daqueles quadros do projetor.

Sobre a projeção 3D, eu te confesso que me afastei disso faz muito tempo, e eu não tive acesso ainda sequer a projeções com Imax. Por isso, não poderia te afirmar com exatidão como o processo 3D atual é conseguido. No caso, eu te sugiro consultas a Internet, ou se apresentar na sala de exibição como operador, quem sabe eles te deixam ver as cópias de perto. Há geralmente um diferencial de cor no processo 3D, e deve ser por isso que eles usam dois fotogramas em projeção simultânea.

Antes de terminar, um outro comentário: eu andei recentemente numa cruzada inglória, para fazer um levantamento das marcas e modelos de projetores, usados nos cinemas, já fechados, aqui do Rio. Não consegui quase nada, até agora. Se você, por acaso, souber de alguém por aqui que tenha informações deste tipo, por favor me avise.

11° CELSO DANIEL DA SILVA Data: 10/08/2009 às 10:15 am

Atividade: PROJECIONISTA APOSENTADO

Cidade: AVARÉ,SP

Pois é Paulo,
Agradeço pelas informaçÕes a respeito dos formatos.
Se bem entendi e lembro-me com detalhes, no projetor que operei por muito tempo, havia duas janelas de plano; justamente para adaptar os quadros quando havia variação do 1.33:1. Quando do Scope, só tinha uma janela, então, todas as projeções passavam pela mesma nâo interessando se a bitola era 1.78:1 ou 2.35:1. Que coisa curiosa! Nunca me ative a isso. Não observava atentamente os fotogramas. Só via que as vinhetas sempre eram da dimensão de um “fio de cabelo”, mas, com certeza lá estavam as bitolas variadas que na minha inocência não conseguia ver.
Quanto a sua cruzada inglória, sou da cidade de Avaré,SP ,há 260km da capital de S.Paulo e há mais de 600km aí de você. Aqui trabalhei muito com dois projetores PATHE SOLLIDUS. Quando mudamos para “torre” e lâmpadas shenon, adquirimos e reformamos uma máquina usada da marca BAUER, de procedência alemã. Essa sala pertencia ao “Clube Avareense de Cinema” que infelismente e para tristeza nossa, cinéfilos, está desativada! Hoje pertence à Prefeitura do município que utiliza o local para algumas apresentações em DVD usando parte da tela de 4×7 metros. O cinema, o 35mm, esse está esquecido assim como, os projetores cobertos e empoeirando. Nem compareço mais lá. A melancolia e tristeza me invadem!
Grande abraço e me perdoe pelo desabafo.

12° Paulo Roberto Elias Data: 10/08/2009 às 11:22 am

Atividade:

Cidade:

Celso,

Não há porque pedir desculpas pelo desabafo, porque eu entendo exatamente como você se sente.

O bairro onde eu moro era considerado o de maior concentração de salas de cinemas de bairro, cerca de 13 no total, e nenhum deles sobreviveu a esta catástrofe cultural.

Mas, eu ainda acho que o pior é apagar da memória a sua existência, e não ver esta memória ser resgatada em lugar algum. Mesmo que me digam que o Brasil é assim mesmo, eu continuarei a achar que este tipo de atitude é indesculpável.

E, no caso, foram os donos das cadeias exibidoras, que podiam ter feito isso, mas que não dispuseram em lugar algum um arquivo ou museu, que permitisse a alguém resgatar a memória ou aprender com ela.

13° Michael da Costa Silva Data: 21/08/2009 às 9:47 am

Atividade: Analista de Sistemas

Cidade: Belo Horizonte

Bom dia Paulo!
Primeiramente, parabéns pelo trabalho que você faz.

Gostaria tirar uma dúvida. Ontem aluguei o Blu-Ray do Batman: Dark Knight para assistir em uma TV FULL HD de 47″ a 1080p/24 e percebi que parte do filme ocorre em tela cheia em perfeita qualidade (estonteante na verdade) mas parte do filme passa com as famosas tarjas pretas horizontais. Gostaria de saber porque os produtores colocam o filme assim, ao invés de passar o mesmo inteiramente em tela cheia, nessa maravilhosa experiência cinematográfica.

Abraços!

14° Paulo Roberto Elias Data: 21/08/2009 às 2:25 pm

Atividade:

Cidade:

Oi, Michael,

A resposta para a sua pergunta está justamente no fato do diretor ter rodado partes do filme em Imax (70 mm, 1.85:1) e partes em Panavision (35 mm, 2.35:1).

Enquanto o fotograma Imax se ajusta quase que perfeitamente na tela 16:9 (1.77:1) da TV, a parte Panavision precisa das barras “letterbox”, para exibir o fotograma completo, conforme explicado.

Eu imagino que você deve ter notado a capacidade de resolução da película Imax, que é imaculadamente mantida nas edições em Blu-Ray, para sorte dos cinéfilos e adeptos do home theater.

Abraço do
Paulo Roberto Elias.

15° CELSO DANIEL DA SILVA Data: 30/08/2009 às 10:09 am

Atividade: PROJECIONISTA APOSENTADO

Cidade: AVARÉ, SP

Olá Paulo,
Uma vez mais vamos falar de formato de telas, tema que ainda vai longe, penso eu. É curioso o Michael afirmar que no Dark Night há variação de tela. Na cópia que possuo é todo em 2.35:1 com as famigeradas tarjas acima e abaixo. No disco extra, aí sim, temos as variantes em função do IMAX que parace um 14:9. Aproveitando, tenho observado que nos filmes brasileiros o formato é sempre 16:9 ou o 1.77:1, lembrando que quando deixamos um filme rodar até o final dos créditos está lá o “filmed in Panavision - cameras & Lenz”, não havendo distinção se o filme é em 1.77 ou 2.35. Entâo fico a pensar: existem câmeras distintas para os dois formatos ou é uma só com variação nas janelas? E mais, qual a vantagem em fazer no 2.35 quando o 1.77 é muito mais bonito como lembra o Michael?
Grato e um abraço.

16° Paulo Roberto Elias Data: 30/08/2009 às 12:10 pm

Atividade:

Cidade:

Olá, Celso,

Em primeiro lugar, quero me desculpar por ter pisado na bola com o Michael: o filme Dark Knight foi rodado em IMAX 1.66:1 e apresentado no Blu-Ray em 1.78:1 e não 1.85:1, como eu havia dito. O restante em Panavision é 2.40:1 e não 2.35:1.

Felizmente, essas diferenças são pequenas. Em algumas telas com overscanning o usuário nem nota. Mas, as relações estão erradas e eu me sinto compelido para corrigi-las.

O diretor afirma ter reduzido tudo para 2.35:1, e deve ser essa a cópia que você tem.

A relação de aspecto é comumente determinada no momento da filmagem, com o uso de janelas (matting), mas pode ser alterada no laboratório ou na projeção, dependendo da cópia.

Note que a diferença entre “filmar em Panavision” (”filmed in Panavision”, lente anamórfica, 2.35:1) é diferente de “filmar com Panavision” (”filmed with Panavision”), que se refere ao equipamento (câmeras e lentes) em uso.

Quando o filme é rodado, a bitola (35 ou 65 mm) é escolhida primeiro, e depois o processo (anamórfico ou plano). No primeiro caso, é preciso usar câmeras diferentes, mas no segundo a troca é principalmente de lentes.

A vantagem de fazer o filme em 2.35:1 é tornar a imagem lateral como parte da composição do fotograma. Se feito corretamente, vê-se muito mais imagem do que pela composição em widescreen plano (1.85:1 ou 1.78:1).

Na projeção em sala de exibição, eu prefiro muito mais o formato anamórfico, em Panavision 2.35:1, mas isto, é claro, é uma questão de gosto.

17° Paulo Roberto Elias Data: 30/08/2009 às 12:23 pm

Atividade:

Cidade:

A alteração de formato de tela para transcrição e apresentação em home video não é novidade:

O documentário Woodstock foi originalmente filmado com câmeras Éclair NPR 16mm, portanto formato plano. Nos cinemas, a apresentação foi feita em CinemaScope, com composição desses planos.

Na edição em DVD (mas parece que na do Blu-Ray isso foi corrigido) há uma alternância de formatos, de acordo com a cena. O filme foi para os cinemas em 2.40:1, mas no DVD há uma alternância entre full-frame (1.33:1) e 2.35:1. Tudo muito doido, mas também o que é que naquela época não era?

18° CELSO DANIEL DA SILVA Data: 11/09/2009 às 9:40 am

Atividade: PROJECIONISTA APOSENTADO

Cidade: AVARÉ, SP

Olá Paulo,
Aproveitando o tema “tela”, tenho observado que vários comerciais nas tvs abertas e alguns programas nas a cabo, apresentam uma configuração sui-generis, ou seja, formatos semelhantes aos quando inserimos um disco DVD na bitola 2.35:1, passível de expansão para o 1.77:1. Tenho uma TV de 28″, ainda de tubo, “widescreen” e, quando tento expandir a imagem, não há deformação, mas, perde em resolução.
Com você a palavra, por gentileza.
Grato e um abraço.

19° Paulo Roberto Elias Data: 11/09/2009 às 9:50 am

Atividade:

Cidade:

Celso,

A perda de resolução é resultante da ampliação de uma imagem 4:3 letterbox (simulando widescreen), com apenas 480 linhas originalmente.

A relação de aspecto dos comerciais de TV não seguem, que eu tenha percebido, critério algum. São adaptações de formato de filmagem ou gravação, para a tela 4:3, geralmente com péssima qualidade.

A entrada da HDTV nos tem mostrado, embora raramente, comerciais feitos na relação de aspecto correta, na tela 16:9, sendo que alguns dos quais em alta definição nativa.

Se a sua TV é widescreen e você tem um DVD player, é bom e aconselhável verificar se no setup do mesmo a saída de vídeo está marcada em 16:9, pois caso contrário qualquer DVD anamórfico será alvo de um filtro de saída, que tem por objetivo adaptar 16:9 em 4:3, e cujo efeito na deterioração da imagem é bastante visível.

20° CELSO DANIEL DA SILVA Data: 11/09/2009 às 11:37 am

Atividade: PROJECIONISTA APOSENTADO

Cidade: AVARÉ, SP

Paulo,

Realmente meu DVD Philips estava configurado 4:3 letter-box.
Quando o filme era 2.35:1, e eu expandia para 16:9 ou zoom legenda, ainda permaneciam duas pequenas tarjas pretas acima e abaixo. A segunda linha da legenda ficava dentro da tarja inferior. Agora, mudando a configuração para 16:9, a imagem toma a tela toda, mas, me dá a impressão de um certo “esticamento” na vertical. Será ilusão de ótica depois de vários anos usando a configuração anterior? Outro detalhe: será que na horizontal a imagem está na íntegra?
Grato pela atenção.

21° Paulo Roberto Elias Data: 11/09/2009 às 1:21 pm

Atividade:

Cidade:

Celso,

A configuração padrão do formato do DVD é:

1 - gravação 4:3 standard ou widescren letterbox;
2 - gravação 4:3 widescreen anamórfico (adaptação para telas 16:9)

A saída de vídeo deverá estar em 16:9 (sem alteração da imagem nativa 4:3 ou 4:3 anamórfica), ou 4:3 (sem alteração da imagem 4:3 nativa e com filtro conversor ativado para vídeo anamórfico, quando então serão inseridas barras pretas, quando for o caso).

Se a sua TV é 16:9 a saída tem que ser obrigatoriamente em 16:9!

Na sua TV verifique se o formato de tela para 16:9 está corretamente implementado. Muitas TV’s adulteram o 16:9 esticando horizontalmente ou horizontalmente ou ambos a imagem nativa.

Se tudo estiver correto, o sinal anamórfico será em 16:9, na tela 16:9, e sem qualquer deformação na imagem!

22° CELSO DANIEL DA SILVA Data: 11/09/2009 às 5:13 pm

Atividade: PROJECIONISTA APOSENTADO

Cidade: AVARÉ, SP

Paulo,
Uma vez mais sua colaboração e me perdoe a ignorância: formato de tela 16:9 corretamente implementado. Como verifico isso? Minha TV é a Philips de tubo, 28″ DWIDE -DIGITAL CINEMA.
Testei com a nova configuração 16:9 e não 4:3 como estava no DVD, rodando o disco “Grand Prix” de John Frankenheimer no formato SUPERPANAVISION, creio que 2.40:1 e gostei do resultado. Você abriu-me um novo horizonte na utilização do equipamento.
Muito grato - abraço.

23° Paulo Roberto Elias Data: 12/09/2009 às 7:56 am

Atividade:

Cidade:

Oi, Celso,

Parece então que houve um avanço, fico muito contente com isso, e você fique à vontade para perguntar o que quiser.

As DWide têm 16:9 compulsório, um erro da Philips que poderá lhe prejudicar quando você estiver assistindo 4:3, porque fica tudo distorcido lateralmente.

Explicando melhor: quando essa TV foi lançada no mercado, a entrada HD, por vídeo componente, não permite a reprodução de qualquer coisa que não seja 16:9. O design é burro, e a Philips corrigiu isso depois. Se o seu modelo já foi corrigido, bom para você. Para saber se é o caso, ao reproduzir o sinal do seu DVD por vídeo componente, tente trocar o formato de tela da TV para 4:3, como uso do remoto.

Existe, já de algum tempo, uma ótima solução para isso. Muitas marcas de DVD (Samsung, por exemplo) implementam um ajuste para reproduzir 4:3 em 16:9, sem necessidade de trocar o formato de tela na TV!

Este recurso tem o nome de EZView, no caso da Samsung, mas em outros players ele não tem nome específico, mas está num ajuste qualquer da saída de vídeo, por exemplo “16:9/Auto”. Se o seu player tiver esta opção, então está tudo resolvido!

24° CELSO DANIEL DA SILVA Data: 13/09/2009 às 10:40 am

Atividade: PROJECIONISTA APOSENTADO

Cidade: AVARÉ, SP

Oi Paulo,
Deu tudo certo por aqui. Minha TV Wide tem quase 5 anos ,no entanto, com saída 16:9 no DVD Player, não distorceu nos filmes 4:3. Aleluia!
Aproveitando, tenho observado que os discos de filmes lá de fora, exemplo de “Air Force One”, do Wolfgang Peterson, “Terminator 2″ de James Cameron, tem o áudio mais “rico” do que as edições brasileiras, só,que com a desvantagem de não portar legendas em português. Você evidentemente já constatou isso; então, fale um pouco dessa “riqueza”, por gentileza.
Abraço.

25° Paulo Roberto Elias Data: 13/09/2009 às 11:08 am

Atividade:

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Celso,

Eu, sinceramente, não notei essa diferença que você está mencionando, e nem teria porque, já que os codecs são gravados (autorados) lá e não aqui, em pelo menos um dos casos que você está citando (Air Force One). Se o disco do Terminator 2 tem problemas, aí é possível que seja alguma coisa da autoração local, porque o importado eu já tive as duas versões em DVD (Blu-Ray também) e só houve diferença entre as primeiras e a segundas versões, no caso, diferença principalmente de mixagem.

Além disso, os melhores estúdios de autoração brasileiros são salas capazes de gravar som tão bom quanto o de lá. Um exemplo disso é um estúdio que visitei no ano passado, chamado DoubleSound, que tem uma sala de mixagem credenciada pela THX.

Normalmente, as diferenças de reprodução que as pessoas notam são entre codecs diferentes (Dolby ou DTS) de uma mesma trilha. Mas, é sabido que na autoração não é só isso que entra em jogo, porque a própria DTS admitiu uma certa feita que eles alteram o balanço original das trilhas.

O resto são diferenças entre transmissores de sinal (players) ou de decoders, tanto nos players quanto nos processadores externos (receivers, por exemplo).

26° CELSO DANIEL DA SILVA Data: 29/09/2009 às 9:14 am

Atividade: PROJECIONISTA APOSENTADO

Cidade: AVARÉ, SP

Bom dia Paulo,

Com sua permissão, vamos abordar um pouco mais os formatos de tela de TV?
Amigos e vizinhos tem adquirido tv lcd na base da empolgação. Eu, ainda não.
No geral o que se nota é que estão expandindo a imagens das emissoras 4:3 para 16:9. Alguém chegado até comentou quando chamei a atenção para esse detalhe: então porque comprei um aparelho de tela grande? Fica dificil convencer essa gente!
Todo esse preâmbulo é para dissecar algo mais técnico:
Tenho observado nos tele-jornais, hoje mesmo no Bom dia Brasil da Globo, aí mesmo no RJ um fato estranho: os monitores de estúdio, quando exibem locutores de fora, estão expandidos no 16:9. Você até poderia responder: o sinal é digital e o formato está correto. Mas, porque a imagem está deformada, com o apresentador mais “gordo”? Quando o sinal é cortado para nós espectadores, no meu aparelho sempre no formato 4:3, a imagem está correta, sem distorção?
Um abraço.

27° Paulo Roberto Elias Data: 29/09/2009 às 11:34 am

Atividade:

Cidade:

Olá, Celso,

O fato das pessoas se sentirem “roubadas” pela imagem em formato 4:3 é exatamente o tema de introdução da minha coluna sobre o assunto. E esse meu intróito se baseia numa experiência concreta com pessoas conhecidas de não admitirem, ainda no formato 4:3, a tela “letterbox”. Um amigo meu, recentemente falecido, chamava isso de “esparadrapo”, e como você mesmo notou, não se consegue convencer as pessoas do contrário.

O problema não é brasileiro e nem é de hoje. Houve época em que a gente comprava um laserdisc da Warner, e eles inseriam um comercial antes do filme explicando o porque do formato letterbox. Naquela época, não havia maneira de expandir lateralmente 4:3 para 16:9, mas com o advento desta última, as pessoas passaram a aplicar zoom ou qualquer outro recurso, para encher a tela, não importa que ela fique deformada ou sem resolução.

E agora, recentemente, dois técnicos da Net estiveram aqui em casa trocando o decodificador, que tem uma correção de saída para 4:3 em 16:9, e eles comentaram que muitos usuários pedem para o técnico voltar para desligar este filtro! E, no caso, eles nem perdem tempo para explicar que está errado, vão lá, deixam a imagem esticada e vão embora!

E as emissoras também não se emendam! Colocam imagem 4:3 esticadas em telas 16:9, dentro dos cenários, para qualquer um ver. E no caso recente da TV Brasil HD, do Rio de Janeiro, cujo sinal foi configurado de tal modo, que mesmo que você corrija no conversor para “pillarbox” ou algo semelhante, não vai adiantar nada. Um tempo atrás, eu liguei para a engenharia da emissora, e por acaso, falei com o engenheiro-chefe, do setor de transmissão, e ele em disse que não estava notando nada errado. Ora, se o chefe disse isso, quem sou eu, que não sou engenheiro, para dizer o contrário?

Se a emissora teima em ser deseducativa, este problema não vai desaparecer tão cedo, concordas?

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