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Paulo Roberto Elias
Áudio e vídeo

TV digital no ar: recepção ou decepção!

18 de março de 2009, 12:52

A transmissão de sinal digital terrestre irá silenciar a transmissão analógica correspondente. Conhecer a DTV e como recebê-la ajudará a diminuir ou eliminar o trauma desta mudança.

Por Paulo Roberto Elias

Existe um apelo intrínseco na recepção de televisão digital, seja lá em que sistema for: chama-se HDTV.

Mas, a migração da transmissão analógica terrestre para a digital envolve um outro aspecto, de natureza estratégica: a transmissão analógica vai acabar em algum momento do futuro.

No Brasil, ainda resta muito tempo, mas em outros países, como, por exemplo, os Estados Unidos, a parada recente da TV analógica transmitida por algumas emissoras deixou muita gente sem ver televisão, o que é profundamente injusto, quando se considera que as áreas sem cobertura de sinal digital por lá ainda são muitas.

No Brasil, estima-se existir cerca de 96% de domicílios com pelo menos um aparelho de televisão, na região sudeste, e cerca de 88 a 94% nas outras regiões. Isso, somado ao baixo poder aquisitivo de uma parcela significativa desta mesma população, tornará o processo de migração do analógico para o digital um problema de proporções consideráveis.

A mudança da transmissão analógica para a digital exige também a aquisição e instalação de um conversor, para todos os aparelhos de televisão que não estiverem equipados com o circuito de sintonia e o decodificador de sinal digital. Este conversor é na realidade um receptor completo, dotado de circuitos demoduladores e demultiplexadores, e potencialmente capaz de transformar o sinal original em algum sinal prontamente utilizável pelo usuário, de acordo com o tipo de televisão que ele tem.

O sinal digital transmitido vai ao ar modulado analogicamente em UHF (Ultra High Frequency), ocupando as faixas de frequência que vão do canal 14 ao canal 69 (470 a 806 MHz), mas somente 6 MHz são destinados a uma dada emissora, que poderá usar esta faixa para transmitir um único ou vários sinais combinados, naquilo que é chamado de “multiprogramação”.

O sinal que sai da emissora tem o mesmo formato do sinal digital que sai de um DVD ou outra mídia parecida: a imagem é misturada (multiplexada) com o áudio, e ambas essas informações vão ao ar na forma de um único bitstream. Dentro do conversor, este sinal é separado (demultiplexado) e processado para ser entregue nas saídas de vídeo e de áudio do mesmo.

Na tentativa de tornar a instalação de um conversor a mais prática possível, eu compilei informações que o leitor irá ler abaixo, e que foram colhidas por mim de pessoas das áreas de engenharia de transmissão, de antenistas, de diversos suportes de fabricantes de antenas e de conversores, às quais eu ainda juntei a minha própria experiência e troca de informação com amigos, da instalação propriamente dita.

Para fazer isso, eu tive que suar a camisa (literalmente), no calor de verão do Rio de Janeiro, subir no telhado e montar uma antena adequada, e depois ligá-la a um conversor que eu comprei para este fim.

Trouxe comigo uma vantagem no fato de morar numa área próxima aos transmissores (que no Rio de Janeiro ficam no Morro do Sumaré), porém cercada de montanhas que me impedem ter uma visão direta. Tal fato me permitiu tirar algumas conclusões, que de outra forma não seriam possíveis, e que o leitor verá relatadas a seguir.

Note que a instalação de antenas deverá estar preferencialmente nas mãos de um profissional habilitado. As informações a seguir são, entretanto, para guia de etapas que qualquer usuário pode fazer em casa e/ou para ajudar o leitor a entender o que está se passando.

Escolha e instalação da antena

Para instalar um conversor de sinal digital, o primeiro passo é escolher a antena adequada. Devido à incipiência de conhecimento das condições de recepção do sinal digital, particularmente numa cidade cheia de acidentes geográficos, como é o Rio de Janeiro, o mais prudente e aconselhável é escolher uma antena UHF externa, com bom ganho e direcionalidade.

Porém, é preciso ficar claro para o leitor que não existe fórmula mágica nem antena que sirva duas pessoas ao mesmo tempo, em nenhum lugar deste país. Isso, na prática, quer dizer que a antena que funcionou muito bem na casa do seu vizinho do prédio do lado não irá funcionar necessariamente igual ou melhor na sua!

A escolha da antena deve ser feita com a orientação de alguém (revenda, fabricante ou antenista) que já tenha tido alguma experiência reunida nesta área. A antena mais apropriada para a recepção digital seria, em princípio, do tipo chamado de “toda a banda”, ou seja, ela é capaz de receber todos os canais de UHF em uso, ao mesmo tempo.

As antenas passivas (não amplificadas) são infinitamente mais baratas e, dependendo da construção, com rendimento elevado, principalmente nas áreas de sinal forte. Antenas com ganho de 14 dB costumam dar um excelente rendimento e nada impede que o usuário possa depois ligar a ela um amplificador que aumente este ganho.

A colocação da antena externamente ao local de moradia (telhado ou laje) aumenta as chances de sucesso na recepção. A antena deve, preferencialmente, apontar para a direção dos transmissores, mesmo que a linha de visão esteja bloqueada.

O sinal digital é mais fácil de captar que o analógico, porém ele sofre com a presença de qualquer obstáculo à sua frente (como árvores ou prédios). Os antenistas notam que, às vezes, o aumento do tamanho do mastro para elevar a antena pode significar a diferença entre receber ou não o sinal digital com eficiência. O que se consegue com isso é apenas eliminar obstáculos entre a antena e os transmissores.

Aqui ainda cabe uma advertência: todas as emissoras ainda estão em transmissão experimental neste momento. Isto quer dizer que o usuário, diante de alguma dificuldade de recepção, pode, num futuro próximo, ver esta mesma dificuldade contornada, quando as emissoras aumentarem o chamado “espalhamento” do sinal, que é na verdade o aumento da área de cobertura que a emissora alcança. Isto vai ser conseguido com o uso de “relays” (repetidoras), tal qual se observa hoje com a telefonia celular.

Escolha do receptor

A escolha do receptor exige mais paciência e mais prudência. A entrada deste produto no mercado é muito recente, e por causa disso não é incomum se achar erros de programação nos software internos (firmwares) desses aparelhos. Se o leitor quiser escolher sozinho o seu receptor, eu o aconselho a procurar as marcas que dão um bom suporte pós-venda, particularmente no que se refere a defeitos ou dificuldade de manuseio e à atualização do firmware.

No mercado brasileiro a fabricação de conversores se deu muito na base do OEM (um fabricante faz para o outro). Marcas como Semp-Toshiba, Philips, Aiko-Evadin, Zirok e outras, são todas baseadas no Zinwell ZBT-620, que também vende com a sua própria marca. Entretanto, as implementações variam de acordo com a marca e o modelo, e por isso é possível que marcas diferentes possam apresentar performance diferentes, apesar do hardware ser o mesmo. Seja qual for a marca, a atualização do firmware pode significar a diferença entre uma recepção correta e outra não existente, para alguns canais. Portanto, toda a atenção deve ser dada a este quesito, antes que o usuário conclua que não fez uma boa compra!

Escolha e instalação do cabo coaxial

O sinal captado pela antena desce num cabo coaxial de 75 ohms. Esses cabos são classificados de acordo com uma graduação que remonta a época da segunda guerra mundial, feita pelos militares, mas, que apesar de obsoleta, ficou em uso até hoje. O grau de qualidade é notado por RG (“Radio Grade”), seguida de um número de catálogo. Os tipos que mais comumente se aplicam ao sinal digital são o RG-59, RG-6 e o RG-11, com perdas menores nos dois últimos. Mas, na construção do cabo coaxial, existe uma malha externa, que leva o sistema ao terra (pólo negativo) e protege o sinal contra interferências ambientais, do tipo eletromagnéticas. A quantidade de malha é especificada pelo fabricante, e é de suma importância para a qualidade do cabo. Um bom cabo coaxial terá em torno de 67% de malha, enquanto que um de má qualidade terá algo em torno de 40%, por exemplo. Usar cabos desse tipo é jogar dinheiro fora.

O sinal capturado perde força, tão logo ele saia da antena. Os antenistas preferem usar cabos RG-6 ou RG-11, cuja perda é insignificante, para evitar perdas derivadas da extensão do cabo. Esta perda se faz notar nos canais de freqüência mais alta (entre 60 e 69).

Cabos RG-6 e RG-11 são bons, mas isto não quer dizer que um cabo RG-59 não possa nunca ser usado. Nos locais onde o sinal é forte, esta perda não é significativa, e nos casos onde os conduits são estreitos, o uso do RG-59 se torna particularmente útil.

Se a perda de sinal pelo cabo precisar ser evitada a qualquer custo, a melhor solução é usar um cabo RG-C 6, usado em telefonia celular.

Instalação do receptor

Uma vez o cabo conectado ao receptor, e com a antena numa posição inicial como a indicada acima, deve-se inicializar o módulo de detecção de sinais, porque, como vem de fábrica, o receptor estará com a memória das estações totalmente zerada. Este módulo é normalmente acionado no menu principal do receptor, com o rótulo de “instalação”. O receptor varre toda a banda de UHF, procurando sinais digitais exclusivamente.

Note que o receptor pesquisa e armazena na memória os canais achados, de acordo com o canal efetivo de transmissão (canal físico), mas a emissora pode usar o que se chama de “canal virtual”. A Rede Globo, no Rio de Janeiro, por exemplo, usa o canal virtual 4, mas ela transmite de fato no canal 29. O objetivo disso é apenas facilitar a seleção do canal pretendido pelo usuário, que se acostumou com o número do canal analógico. Se o receptor não anular o número do canal virtual, é ele que fica valendo para o usuário, na hora de escolher o canal, e pode ser identificado quando se aciona o módulo de lista de canais no remoto.

Cada canal transmitido pode ser dividido em mais de um subcanal, de acordo com o uso da banda de 8 MHz usada pelas emissoras. Todos os subcanais são notados com um ponto seguido de um número. Normalmente, o primeiro subcanal de cada emissora é o “.1”, e portanto, seguindo o exemplo acima, a Globo fica no subcanal “4.1”. Se a emissora transmite apenas em um subcanal, os dígitos “.1” ou “.2”, etc., não precisam ser teclados no controle remoto, o receptor faz isso automaticamente.

Depois de armazenados todos os canais pela sintonia automática, é possível que outros canais novos apareçam. Nestas circunstâncias, é preferível adicioná-los pelo módulo de sintonia manual do receptor.

No modo manual, o usuário seleciona o canal físico desejado (e não o virtual) e o receptor indica dois tipos de informação, com o uso de gráficos de barra:

1 – a força do sinal recebido: esta barra mostra a quantidade de sinal captado pela antena, somado à perda do mesmo pelo cabo coaxial. Via-de-regra, quanto maior for este sinal, menores são as chances de problemas na recepção. Quando o receptor mede a força em percentagem, fica mais fácil avaliar a situação de cada canal. Geralmente, valores menores do que 50% tornam a recepção crítica e assim deixam de ser detectadas pelo receptor.

Os receptores possuem um circuito chamado de controle de ganho automático (AGC ou Automatic Gain Control). Pequenas diferenças na força do sinal são compensadas por este circuito, porém isto tem um limite, e neste caso o ganho do conjunto antena + cabo pode ser manipulado pelo usuário.

Nos locais mais distantes, o uso de um reforçador de sinais (“booster”) pode ser a solução para uma recepção satisfatória, mas em locais mais próximos das torres, o reforço de sinal poderá saturar o AGC, a ponto de a recepção ser interrompida. Uma solução intermediária seria o uso de um reforçador com sinal variável, que pode ser controlado pelo usuário, próximo ao receptor.

2 – a qualidade do sinal: o sinal transmitido esbarra em obstáculos, antes de chegar na antena, e isso pode significar a deterioração do mesmo. O erro de recepção se reflete principalmente na interrupção ou não reconhecimento de partes do bitstream, e isto é medido como taxa de erros de bits ou “BER” (Bit Error Rate). Quanto maior for a BER, menor será o valor indicado na barra e pior a qualidade do sinal. Valores percentuais muito baixos de qualidade do sinal impedem a recepção do sinal, mesmo que a força do mesmo esteja alta. Note que, em alguns casos, erros de bits são transmitidos pelas emissoras, e nestes casos o usuário nada pode fazer, a não ser esperar que o sinal seja regularizado.

O sinal de DTV usado no Brasil é muito robusto e inclui algoritmos que fornecem as chamadas informações redundantes, que são bits que podem ser usados pelo sistema de correção de erros do receptor. Acontece, porém, que existe uma tolerância nesta correção, e se ela ultrapassar um certo limite, a imagem começa a apresentar artefatos digitais, tais como a pixelização, o som fica mudo, e depois a tela fica preta, porque o receptor aciona um “muting” automático, que impede a transmissão de ruído.

O modo de sintonia manual, com esses medidores, também é muito útil para se reorientar a antena ou inserir módulos de amplificação na linha.

I-Plate e EPG

I-Plate (ou Information Plate) é uma espécie de crachá da televisão digital. Ao acionar “Info” pelo controle remoto, ou ainda quando uma emissora é inicialmente selecionada, o I-Plate é mostrado na tela, com informações captadas pelo receptor e outras fornecidas pelas emissoras.

Algumas dessas informações são úteis para o usuário, como por exemplo, a resolução da imagem transmitida pela emissora. Outras informações são de responsabilidade de cada emissora, como o horário e o nome do programa, o tempo decorrido do mesmo, etc.

No I-Plate se toma conhecimento do padrão de transmissão usado até agora pelas emissoras: o “FTA” ou “Free to Air”, que é a TV aberta e gratuita. A transmissão também poderia ser o tradicional “PPV” (Pay Per View), mas no caso brasileiro isto só será possível com a implementação do software de interatividade, do canal de retorno, e da autorização do governo.

O EPG (Electronics Program Guide) é um serviço prestado pelas emissoras, contendo a grade de programação. Futuramente, poderá ser usado para gravação de programas, mas nos modelos atuais, esta implementação vai depender da atualização do firmware.

Qualidade da imagem

O usuário lê no I-Plate a resolução nativa da transmissão. Aqui no Rio, neste momento, todos os canais terrestres conhecidos estão transmitindo digitalmente em 1920 x 1080 pixels (1080i), e um canal alternativo, o Ideal SD, em 720 x 480 pixels (480i).

O sinal nativo de 1080i é de alta definição (HDTV), porém a emissora é quem decide se vai fazer uso desta qualidade ou não. Ela pode transmitir sinais de qualquer resolução abaixo dessa, em 16:9 ou 4:3, sem que o usuário precise ajustar nada na TV ou no receptor.

O sinal nativo de 480i (resolução standard) pode ser transmitido em 16:9, mas se for em 4:3, o usuário de tela 16:9 deve fazer uso do ajuste de formato de tela do receptor, e se necessário, da TV. No canal Ideal SD, por exemplo, o ajuste que eu fiz foi para “Pillar Box” (barras laterais pretas) no conversor.

O sinal de vídeo do conversor é melhor aproveitado em telas de resolução alta. O mínimo recomendado é 720p (ou WXGA), chamada de “HDTV ready” pelos fabricantes. Telas em 1080p (“Full HD”) receberão o sinal de HDTV (1080i) e farão ajustes para o desentrelaçamento da imagem (“i” é sinal entrelaçado). Neste ponto, tanto faz o usuário usar cabos de vídeo componente ou HDMI, tudo vai depender da qualidade do processador interno da TV. O cabo HDMI tem a vantagem de carregar áudio e vídeo, simplificando a instalação.

Com um bom processador interno na TV, a diferença de qualidade deverá ser insignificante ou nenhuma. Mesmo assim, o usuário deve escolher qual será a resolução de saída do receptor, que nada tem a ver com a resolução nativa da transmissão. Se a TV em uso for mais moderna, deve-se começar com 1080i e depois ir baixando para 720p e 480p. Em aparelhos de TV mais antigos, é bastante provável que o sinal aceito seja de 480i, e neste caso, não será útil usar cabos de alta resolução, como vídeo componente ou HDMI, mesmo que o fabricante liberasse 480i nessas saídas.

Qualidade do áudio

Não adianta chorar, porque o áudio multiplexado no padrão brasileiro é o HE-AAC (AAC+) e os conversores, por enquanto, se furtaram em implementar um algoritmo que transcodifique a saída digital para alguma coisa útil, como Dolby ou DTS!

Alguns dias atrás, um executivo da Rede Globo declarou à imprensa que a emissora aproveitou o carnaval e alguns jogos de futebol para testar o som 5.1 surround, junto com as imagens HDTV. O mesmo executivo ressaltou, porém, que o esforço não foi aproveitado por ninguém, por causa da ausência de hardware adequado.

As emissoras transmitem em mono a maior parte do tempo. Além disso, no conversor que eu usei, o áudio é subjugado ao controle de volume do receptor, inclusive na saída digital, o que torna o transporte do sinal para um processador externo (amplificador ou receiver) totalmente inútil! Na saída digital do meu conversor, tanto faz escolher AAC ou PCM, que tudo vai acabar como PCM na entrada do receiver, e note que eu me refiro à SPDIF (coaxial) e não HDMI.

A implementação do transcodificador de áudio nos receptores atuais é possível por uma atualização de firmware. Mas, deve existir uma contrapartida das emissoras, caso contrário este esforço vai ser inútil. Como é inútil a presença da opção MPEG-2 na saída de áudio do receptor que eu usei, já que este codec só está em uso no DVB-T Europeu.

Considerações finais

Com tão pouco tempo no ar, é natural que problemas técnicos tanto no lado do consumidor, quanto principalmente das emissoras, apareçam em profusão.

É preciso levar em consideração que estamos lidando com um sinal de alta qualidade, porém de natureza entrelaçada. Por causa disso, não deve causar espanto a presença de artefatos de movimento, ou artefatos digitais diversos, tão conhecidos de quem usa DVD há mais de dez anos. As telas de LCD ou plasma recentes são capazes de minimizar estes tipos de artefatos, através de processadores cada vez mais velozes e versáteis, mas mesmo nesses casos existe um limite de desempenho, que pode ser notado.

Os artefatos de movimento são bem mais visíveis quando objetos na tela se movem lateralmente. Este é o motivo pelo qual várias emissoras norte-americanas preferem transmitir eventos esportivos com sinal de 720p, ao invés de 1080i. Em princípio, o sistema brasileiro poderia transmitir em 720p também, mas ainda não existem indícios da viabilidade técnica ou do interesse das emissoras em fazer isso.

No lado das emissoras, todos esses problemas são ainda mais complexos, por causa da alternância entre sinais de baixa e alta resolução, tanto na fonte geradora, quanto na transmissão. Existem momentos em que o sinal de câmera chega à casa do usuário em 16:9 e 480i, com uma qualidade bem pior do que a de um DVD, mesmo sem upscaling. Esses são ajustes que os técnicos vão fazendo aos pouquinhos.

A imagem padrão (480i, 4:3) da televisão do ar analógica é muito melhor recebida com o uso da transmissão digital. Em alguns casos, quando a emissora usa câmeras de melhor qualidade, a diferença chega a ser gritante. E o usuário pode notar isso, particularmente no contorno das figuras exibidas na tela.

No quesito áudio, neste momento, e com os conversores disponíveis, a transmissão digital perde de 10 a 0, na minha opinião, para as emissoras de TV a cabo ou satélite, que usam PCM 48 kHz e Dolby Digital (2.0 ou 5.1) nativos.

Uma limitação deste momento bastante drástica na televisão digital brasileira é a ausência de opções de transmissão e programação. Espera-se que pelo menos parte deste problema seja sanada, com a introdução da multiprogramação (um mesmo canal, transmitindo outros programas, em subcanais diferentes).

Mas, à multiprogramação, se junta outro problema, felizmente mais fácil de corrigir: o da multiplicidade de transmissores. Isto pode ser evitado, com o uso do chamado “operador de rede”, que é uma entidade capaz de receber sinais de várias emissoras e de transmiti-los através de um sistema só. Consegue-se uma economia grande, o que é importante para emissoras de pequeno porte, e se facilita a recepção para o espectador.

Eu creio que o caminho lógico para a DTV deste país é alcançar um público maior e diversificado, e isto somente se consegue com uma abertura e uma maior variedade da grade de programação. Esse objetivo está presente nas TV’s por assinatura, que oferecem um maior número de canais, incluindo canais internacionais, mas isso vem com um custo elevado, para o padrão de consumo da população brasileira. Com a DTV o custo disso seria zero, mas se esbarra em problemas políticos e administrativos, que, convenhamos, não são fáceis de resolver.

As emissoras públicas (TV Câmara, TV Senado, TV Justiça) ocuparão canais superiores (60 e acima) e serão subjugadas ao operador de rede, conforme protocolo do governo federal, publicado em 28/11/2008.

Já a TV Brasil, que é administrada de outra maneira, irá operar no canal 41 no Rio de Janeiro, da mesma forma que as emissoras comerciais, ocupando a banda completa de 6 MHz, e com sinais de alta definição. Neste momento, tudo o que eu sei é que os transmissores começam a ser montados em futuro imediato, com término previsto para daqui uns dois meses.

Engenheiros da emissora acreditam que tudo estará terminado (estúdio mais transmissores) em torno de setembro deste ano. A operação da TV Brasil é importante, na minha opinião, para oferecer programação alternativa e potencial qualidade cultural, em relação à programação comercial das outras emissoras. [Webinsider]

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Sobre o autor

Paulo Roberto EliasPaulo Roberto Elias é professor aposentado da Faculdade de Medicina da UFRJ, hobbyista em áudio e vídeo, Mestre em Ciências (M.Sc.) e Ph.D. em Bioquímica. Manteve, até recentemente, o site Miragem, cujos artigos podem ser lidos aqui.

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Comentários

34 pessoas comentaram o artigo "TV digital no ar: recepção ou decepção!"

jose silva Data: 18/03/2009 às 2:24 pm

Atividade: telecomunicações

Cidade: sao paulo

Um dia teremos uma tv digital sem problemas e que esteja ao alcance do poder aquisitivo da população? Nos países ricos de 1º mundo(EX.:JAPÃO)isso é realidade,mas no Brasil ,só há promessas mirabolantes!!!!

Valmir Silva Data: 18/03/2009 às 7:50 pm

Atividade:

Cidade: Niterói

A transmissão da tv ideal está sendo feita em 16×9, como aparece na pré-visualização sintonia manual, e a opção tela cheia no conversor é a que permite um ajuste sem distorções na imagem e melhor do que o pilar box.

Paulo Roberto Elias Data: 19/03/2009 às 6:07 am

Atividade:

Cidade:

Valmir,

Que tipo de tela e que tipo de conexão você está usando?

Eu aqui montei o sistema com vídeo componente, para uma tela 16:9. No meu conversor, a opção “tela cheia” fez exatamente o oposto, enquanto que “pillar box” não.

Conceitualmente, este último ajuste estará correto, por se tratar de uma imagem 4:3, transmitida e exibida em 16:9, sem correção na fonte transmissora. Todas as outras emissoras estão fazendo esta correção, exceto o canal da Ideal, percebe?

De qualquer forma, estes conceitos de “tela cheia”, “letterbox”, etc., são, por natureza, confusos mesmo, e remontam à mudança de formato de tela, de 4:3 para 16:9, no fim da era laserdisc e início da era do DVD.

Usou-se muito o termo “tela cheia”, para imagens 4:3, em tela 4:3. A transposição deste conceito para telas 16:9 não pode ser feita de forma literal. Se eu colocar uma imagem 4:3 numa tela 16:9 no modo “tela cheia” ela não teria necessariamente que ficar esticada horizontalmente?

Por isso, uma imagem 4:3 numa tela 16:9 tem que ser necessariamente no formato “pillar box”, com as tradicionais barras pretas laterais.

Note que o mesmo se aplica para imagens em 1.66:1, em transcrição anamórfica, exibida em 16:9. Muitas vezes o usuário não vê este tipo de barra lateral, por causa do “overscanning” (a imagem vaza para todos os lados) das telas.

Por outro lado, os manuais dos conversores também não ajudam muito. No do meu, nenhuma das mudanças de formato de tela é explicada de maneira a que a gente saiba que tipo de mudança irá ser processada, para cada tipo de tela!

Paulo Roberto Elias Data: 19/03/2009 às 7:47 am

Atividade:

Cidade:

A propósito do comentário do leitor Valmir, eu me dei conta que existe uma falha de exposição no meu texto, no que se refere ao ajuste do formato de tela:

O conversor pode ter (e no meu caso, pelo menos, tem) ajuste separado para tela 16:9 e 4:3 (HD e SD, respectivamente).

Eu estiquei um cabo de vídeo para uma entrada de vídeo composto na TV, para verificar isso, e posso confirmar que os ajustes são separados, e com efeitos diversos sobre o que é transmitido.

Fica subentendido que as saídas de S-video e vídeo composto são SD (standard definition) e as vídeo componente e HDMI são HD (high definition).

Os ajustes encontrados no meu receptor são:

HD (16:9): pan & scan, pillar box, full screen e panoramic;
SD (4:3): 4:3, 16:9 e pan & scan.

Peço desculpas aos leitores pela falha. O que fica valendo no texto se refere a sinal HD e SD em telas 16:9 exclusivamente. Obrigado pela compreensão.

Eduardo Papa Data: 20/03/2009 às 8:11 pm

Atividade: Aux. Compras

Cidade: Belo Horizonte

Paulo Roberto Elias,
Gostei do seu artigo e me dei conta que tomei uma decisão “acertada”. Por enquanto não irei aderir a dtv, pois aparentemente não se tem a qualidade necessária para me satisfazer. Infelizmente, por achar um absurdo os preços praticados hoje em belo horizonte, coloquei sky pré-pago em casa. Espero dentro de algum tempo, mas nao no prazo estipulado pelo governo, aderir a dtv em casa. é bom colocar esses artigos e que eles sejam divulgados, pois muita gente compra tv de lcd e plasma, pensando que irao ter uma imagem expetacular, quando na verdade…

Paulo Roberto Elias Data: 21/03/2009 às 7:23 am

Atividade:

Cidade:

Olá, Eduardo!

Aparentemente, nós ainda estamos diante do crivo da grade de programação da televisão analógica, e as pessoas responsáveis por isso sem dar sinais de mudanças. Isto quer dizer, na prática, que dentro das emissoras ainda não caiu a ficha, de que a transmissão por meio digital abre perspectivas que elas não estão, pelo menos por enquanto, aproveitando!

Enquanto isso durar, muita gente vai fazer como você: optar por assinatura, porque, se de um lado você paga um preço injusto e não tem HDTV, por outro você consegue multiplicidade de programação.

Eu entendo que não basta que as emissoras entrem em HDTV, é preciso mostrar sinais de revitalização da programação também.

Na verdade, a DTV premia a quem compra LCD ou plasma, pela qualidade da imagem, mas falta às emissoras definir melhor, neste aspecto, para que tipo de público-alvo elas querem se dirigir, na hora de montar os programas.

procopio Data: 22/03/2009 às 12:37 pm

Atividade:

Cidade: rio

Como gravar um programa transmitido em tv full hd ? Tenh gravador de dvd philiips.

Paulo Roberto Elias Data: 22/03/2009 às 8:19 pm

Atividade:

Cidade:

A gravação direta do receptor será possível com a implementação do chamado PVR (personal video recorder - http://en.wikipedia.org/wiki/Personal_video_recorder), e com a ligação de um disco rígido pela entrada USB do mesmo. Se em um futuro mais à frente as emissoras liberarem o sinal, isso não será problema, porém se o DRM for imposto, ninguém deverá conseguir gravar nada, mesmo com PVR implementado.

Um gravador de DVD só poderá gravar a parte standard do conteúdo de imagem, já que as entradas de vídeo obedecem ao formato de 480i. Qualquer dos cabeamentos poderá ser usado, mas sinceramente eu nunca tentei e portanto não posso afiançar que funcione a contento.

Paulo Roberto Elias Data: 23/03/2009 às 7:26 am

Atividade:

Cidade:

Em tempo:

A gravação do sinal de alta definição da transmissão terrestre estará restrita a 1080i, e não 1080p (”Full HD”). Este último é, pelo menos neste momento, encontrável somente em mídias Blu-Ray.

10° gilberto guilherme da silva Data: 26/03/2009 às 9:04 am

Atividade:

Cidade: serra es

tenho lcd de 32´e conpre conversor aiko HD-1018
quando ligo ele a tela da tv não abre toda.
o que posso fazer para conpleta toda a tela da tv.
tenho o conversor a um mes mão uso por este problema minha esposa acha que conpre com problema. obrigado por vc mim ajudar. gilberto.

11° Paulo Roberto Elias Data: 26/03/2009 às 11:15 am

Atividade:

Cidade:

Oi, Gilberto!

Em primeiro lugar, verifique a resolução nativa do sinal que está sendo recebido. Esta informação está no I-Plate, e você a acessa apertando “info” ou algo parecido, no controle remoto. O I-Plate aparece por uns cinco segundos, e a informação (por exemplo: 1920×1080) está numa das quadrículas do quadro exibido na tela.

Em seguida, verifique se no setup do receptor, a opção de configuração de tela está em 16:9. É possível que esta opção não esteja presente, porque o receptor faz os ajustes de acordo com a saída de vídeo usada.

Além disso, verifique se a resolução escolhida no receptor é 720p ou 1080i.

Se a transmissão for em HDTV nativo (1920 x 1080i), e a sua LCD estiver em modo 16:9, e mesmo assim a imagem não preencha a tela toda, é provável que a emissora esteja transmitindo em 4:3 mesmo. Sintonize então num horário em que você tenha certeza de que a trasmissão está com imagens em HDTV.

Você não me informa que tipo de cabo está sendo usado na sua instalação. Para HDTV use somente cabos de vídeo componente ou HDMI.

O sistema brasileiro não bloqueia alta definição por vídeo componente, portanto, em princípio você poderá usar este cabeamento sem receio algum.

Não deve ser o caso, mas se você usa vídeo componente e o sinal de 1080i ou 720p não entram na sua TV, troque para HDMI, e compare os resultados.

Espero que lhe ajude. Eu sugiro que você não condene o seu conversor antes de fazer essas verificações.

12° Liliane Vince Data: 27/03/2009 às 7:32 pm

Atividade: Arquiteta

Cidade: Rio de Janeiro

Caro Paulo,
Estou tentando montar um HT em uma sala de cerca de 60m2, bem “recortada”, ou seja, com alguns ângulos.
Indicaram um Receiver Profissional para HT 6.1, com 800W RMS, zona 2, da marca Denon AVR 788 ou outro da Onkyo TXSR 606, com 4 entradas e 1 saída HDMI, também zona 2. Para as caixas, sugeriram 1 cx prof. para canal central tipo bookshelf com 150 W RMS marca BSA modelo CK55 e um subwoofer ativo prof. de 8″ com 150W RMS BSA modelo W10i ou conjunto de 5 cx mais subwoofer Boston MSC 100.
Gostaria de sua opinião sobre os produtos oferecidos ou outros que, porventura, você possa sugerir, para que eu tenha um HT de boa qualidade e com bom custo-benefício.
Agradeço desde já sua atenção.
Liliane Vince

13° Paulo Roberto Elias Data: 28/03/2009 às 11:34 am

Atividade:

Cidade:

Olá, Liliane,

Em primeiro lugar, o fato da sua sala ser “recortada”, lhe favorece acusticamente. O pior cenário seria se ela fosse totalmente quadrada.

A gente fica, acredite, numa posição bastante incômoda, quando se trata de indicar equipamentos para os outros. Entre outras coisas, eu não testo equipamento de nenhum fabricante, nem sou profissional habilitado para tal. Segundo, porque é freqüente o usuário gostar de equipamentos que eu não gosto, e eu não posso dizer nada, porque cada um gosta do que quer.

Se alguém me perguntasse se eu prefiro um Onkyo ou Denon, eu lhe diria, sem ouvir nenhum dos dois, que ambas as marcas costumam ter excelente desempenho, e eu embarcaria confortavelmente no Onkyo SR-606, que é similar ao que eu uso em casa (SR-605), mas que já incorpora alguns pequenos avanços na parte de recursos.

No tocante a caixas, novamente, eu estaria sendo leviano contigo, se começasse a citar marcas ou modelos que eu nunca ouvi.

Por acaso, um amigo meu comprou um par de torres da BSA, que vieram como uma tremenda referência de um outro audiófilo amigo dele, e que eu ouvi, e apesar de ainda notar alguns detalhes que não me encantaram tanto, ainda assim as torres têm um bom desempenho, particularmente na parte de baixo do espectro (graves), que são bem articulados.

Até por causa disso, eu precisava trocar o meu subwoofer, e cheguei a contactar o ótimo suporte da BSA, sobre o modelo deles, que você cita, o W10i. Se comprar sem ouvir já é duro, imagine você começar notando que o sub não tem bypass do filtro de corte interno, o que quer dizer na prática não ter nenhuma flexibilidade em certos tipos de configuração do bass management. Então, mesmo achando que o produto deles deverá até ser muito na linha de qualidade das torres, eu preferi declinar.

Todas essas caixas da BSA são feitas com um arranjo de drivers no design D’Appolito (http://en.wikipedia.org/wiki/Joseph_D%27Appolito), e você, que é arquiteta, provavelmente vai curtir conhecer sobre a filosofia de design que é usada nessas montagens.

Se você conseguir um show-room (boa sorte!), seria o ideal, mas na ausência dele fica difícil até tomar uma decisão que lhe agrade.

Por outro lado, a gente está falando de um material cuja qualidade provavelmente agradará muito a quem não conhece tanto, ou não tem tantas exigências, como aquelas de audiófilos ortodoxos. Portanto, diante dessas opções, qualquer escolha sua não deve lhe trazer desprazer, e assim eu também entendo que talvez o conjunto da BSA seja a sua melhor escolha.

14° Ubiran De Souza Braga Data: 02/04/2009 às 3:13 pm

Atividade: Eletronica

Cidade: Rio De Janeiro

Preciso Que Me Enviem O Numero De Emissoras De Tv Estao Transmitindo Com Sinal Digital, Aqui No Rio De Janeiro.

15° Paulo Roberto Elias Data: 03/04/2009 às 7:34 am

Atividade:

Cidade:

Ubiran,

Neste momento, estão no ar:

Globo HD - 4.1 (canal virtual) e 29 (canal físico);
RedeTV! HD - 6.1 (virtual) e 21 (físico);
Band HD* - 7.1 (virtual) e 35 (físico);
SBT HD - 11.1 (cirtual) e 24 (físico);
Record HD - 13.1 (virtual) e 39 (físico);
Ideal SD - 33.1 (físico)

Lembrando que, para sintonia manual, é preciso entrar com o número do canal físico no módulo de sintonia do receptor.

*A Band HD às vezes não transmite o logo (”Band HD”) de identificação. Neste caso, é preciso renomear o canal manualmente.

A todos os leitores:

Eu já pedi a lista completa e atualizada dos canais concedidos ao Rio de Janeiro, para uso pessoal, às fontes competentes, e até agora, infelizmente, nada!

Existe uma previsão para a entrada no ar da MTV HD no Rio de Janeiro, por exemplo, mas ninguém sabe em que canal.

Nos outros estados, onde a DTV começou depois de São Paulo e Rio, é ainda mais complicado conseguir informações, e por causa disso eu não me proponho, e peço desculpas aos leitores pela falha. Se a lista completa chegar até mim, eu a colocarei num comentário.

16° Rogério Rodrigues Data: 07/04/2009 às 1:45 am

Atividade: Ag. Penitenciário

Cidade: Recife

Aproveitando o gancho de Liliane, já que és proprietário de um onkyo me explica por que os audiófilos criticam as caixas dos HT`s onkyo. Existe tanta diferença perceptível para marcas como energy, infinity, etc….

17° Rogério Rodrigues Data: 07/04/2009 às 11:09 am

Atividade: Ag. Penitenciário

Cidade: Recife

Completando a pergunta acima, adquiri pela internet mas não recebi ainda um onkyo HT-SP908. Tens alguma informação deste sistema, principalmente quanto as caixas, já que o receiver tem uma configuração atual (http://www.onkyousa.com/model.cfm?m=HT-SP908&class=Systems&p=i). Vou conectar numa Full HD a 42LG80. Futuramente pretendo entrar no BD já que os preços estão baixando. Esse sistema permitirá usufruir inteiramente do vídeo e audio do Blue-Ray?

18° Paulo Roberto Elias Data: 07/04/2009 às 12:11 pm

Atividade:

Cidade:

Rogério,

Eu teria preferido responder a sua pergunta no artigo correspondente. Espero que você entenda que é mais produtivo comentar sobre o tópico em questão, como aliás o fiz em sua pergunta sobre HDMI, na outra coluna.

A resposta curta é:

Eu não sei que críticas são essas, porque eu não as li em lugar algum. Eu não uso caixas da Onkyo, somente o receiver, e portanto não saberia lhe dizer qual seria o fundamento das críticas, mesmo que ele existisse!

Uma coisa que eu certamente recomendo a você e a qualquer outro leitor é: ouça antes de ler as críticas, e faça um juízo por você próprio!

Eu já cansei de ouvir caixas de enorme reputação, cujo desbalanceamento e desequilíbrio tonal nunca me agradaram. Portanto, é ouvir antes de julgar, tá certo?

O equipamento que você cita, segundo as especificações, é perfeitamente compatível com as suas necessidades futuras (Blu-Ray, etc.)

No que tange ao áudio das transmissões HD terrestre, por enquanto, nada que eu vi por aí vai adiantar.

19° Paulo Roberto Elias Data: 20/04/2009 às 3:32 pm

Atividade:

Cidade:

A todos os leitores:

Eu gostaria de passar uma mensagem planfetária a todos que se propuseram em atendê-la.

A TV Brasil está com o sinal no ar no canal 41 digital do Rio de Janeiro. O sinal ainda é de testes e só nos próximos dias começará a ser possível armazenar o sinal nos nossos receptores. A identificação será pelo canal virtual 2.1.

Como todos sabem, a emissora aqui do Rio é a principal responsável pela geração de programas da rede da TV Brasil. E é, junto com a TV Cultura de São Paulo e similares, uma das únicas opções de programação não comercial nas emissoras abertas

Hoje eu obtive uma informação que me deixou muito triste: a de que existe uma possibilidade de que a TV Brasil vá transmitir somente o sinal de TV padrão (SDTV) e não em HDTV, como se esperava. Isto obstrui a chance de se ver uma programação de alto nível, em imagem e som, como desejávamos.

A decisão para tal ainda não é definitiva. Por isso, eu peço a quem lê esta mensagem e que concorde com a minha reclamação, que entre no site da TV Brasil (http://www.tvbrasil.org.br/) e mande um e-mail on line, dizendo que você não aceita o sinal de SDTV e sim de HDTV nas transmissões digitais da TV Brasil.

O sinal da TV Brasil entra amanhã em Brasilia!

Sinal digital em SDTV é retrocesso! O governo, que quer um sinal de boa qualidade para todo mundo, deveria ser o primeiro a dar o exemplo!!!

20° marta Data: 21/04/2009 às 12:43 pm

Atividade:

Cidade: rio de janeiro

eu acho que um dia todos nos teremos tv digital
e acho que isso sera otimo . Porém, é preciso ficar claro para o leitor que não existe fórmula mágica nem antena que sirva duas pessoas ao mesmo tempo, em nenhum lugar deste país. Isso, na prática, quer dizer que a antena que funcionou muito bem na casa do seu vizinho do prédio do lado não irá funcionar necessariamente igual ou melhor na sua!

21° claudio Data: 21/04/2009 às 12:49 pm

Atividade: prostituto

Cidade: cidade maravilhosa

Como gravar um programa transmitido em tv full hd ? Tenh gravador de dvd philiips.

22° Paulo Roberto Elias Data: 21/04/2009 às 2:31 pm

Atividade:

Cidade:

Marta,

No Rio de Janeiro, todas as emissoras estão transmitindo com sinal provisório, imagine no resto do país!

A migração para sinal digital é inexorável, a gente só espera que seja feita de uma maneira correta.

Mas, se trata de um sinal terrestre e invariavelmente urbano, e dos grandes centros. Até onde eu sei, as regiões distantes deses centros têm recepção exclusivamente por satélite, motivo pelo qual a Band HD se propôs a disponibilizar o sinal por satélite, gratuitamente. Não sei, entretanto, em que pé essa proposta ficou.

Por enquanto, quem estiver num local onde a recepção é possível, ainda será preciso entender que a tecnologia é muito recente, e não houve tempo hábil para que os engenheiros dessa área e demais técnicos dos estúdios das emissoras conseguissem um sinal consistente durante todo o horário de transmissão. Por sinal, ainda irão ocorrer quedas de sinal, problemas com o áudio, etc.

Ontem, num papo com um engenheiro habituado com a determinação das áreas de cobertura do sinal analógico, eu soube que existem muitas partes do Rio de Janeiro, na mais absoluta zona de sombra, ou seja, o sinal digital é praticamente zero.

Claudio,

Antes, um esclarecimento: “Full HD” não existe nas transmissões digitais em nenhum lugar do mundo, por conta da inviabilidade técnica.

O que se transmite como alta definição é 1080i. Você poderia gravar este sinal, usando a saída de vídeo componente do receptor, porém vai ter que achar um gravador adequado. O seu Philips, me arrisco a dizer, não se encaixa nesta categoria (ele se limita a 480i), mesmo que aceitasse o sinal de entrada em 1080i.

Existe agora à venda um conversor com os circuitos de PVR (gravação) habilitado: é o Video Star VS-802HD (http://www.videostarimport.com.br/). Eu não conheço o equipamento, mas posso adiantar o seguinte:

A gravação só é possível se você usar um dispositivo USB (geralmente um HD externo dentro de um case, formatado com FAT32). A gravação, mesmo assim, depende da emissora transmitir o EPG, caso contrário o timer do aparelho não funciona, e eu não sei se é possível fazer a gravação manualmente.

23° Claudio José Data: 04/06/2009 às 10:02 am

Atividade: Eng. Vivil

Cidade: Rio de Jnaeiro

Por Favor
Gostaria de saber de algum dos internautas à respeito do sinal digital HDMI, da TV Globo Rio de Janeiro, pois instalaei recpetor com cabo HDMI, antena externa PHILIPS, e somente consigo sinal limpo e ótima recepção, no SBT e BAND, sendo que a globo não consigo sinal.

24° Paulo Roberto Elias Data: 04/06/2009 às 12:39 pm

Atividade:

Cidade:

Ao Cláudio José,

O sinal que trafega no cabo HDMI é apenas um sinal de vídeo, que já foi captado pelo sintonizador do receptor e processado, conforme explicado no artigo.

No seu caso, o problema se refere ao estágio de recepção, portanto nada tem a ver com cabo HDMI ou qualquer outro, percebe?

A quem me pergunta, eu recomendo antena externa, instalada o mais alto possível, porque, com isso, as chances de recepção sem interrupção de sinal são bem melhores. Em alguns locais do Rio de Janeiro, o sinal é forte o suficiente para entrar com uma antena externa, mas mesmo assim os modelos que funcionam melhor são aqueles dotados de um pré-amplificador incorporado na antena.

Diversos relatos, espalhados pela Internet, dão conta de que essa antena Philips a que você se refere tem performance inferior à uma log-periódica bem fabricada. Embora se deva sempre levar essas opiniões em consideração com um saudável dose de cautela, eu mesmo assim acredito que a antena log periódica tradicional, de banda total, é mais adequada, na maioria dos casos, que os modelos na forma de “bow-tie” ou equivalentes, por causa da direcionalidade de captação relativa entre uma e outra. Mas, não posso afirmar nada, porque nunca cheguei a fazer testes nesta extensão. E aí, se algum leitor tiver algo a contar, por favor o faça na forma de um comentário.

Em qualquer hipótese, o custo de uma log-periódica é baixo o suficiente, para justificar um teste comparativo, se necessário com a aplicação de um pré-amplificador (booster) na saída da mesma, caso o trajeto do cabo até o receptor seja longo.

25° Renato Francisco Data: 29/06/2009 às 1:28 pm

Atividade: Func. Público Fed.

Cidade: Rio de Janeiro

Não gostaria de efetuar compra de uma Tv Dig. sem antes testar como o sinal chegaria em minha casa. Moro no 11º andar de um prédio no Aterro do Flamengo na Glória e recebo os canais analógicos com boa qualidade em minha antena interna, ainda que exista tv coletiva VHF no condomínio.
Solicitei a um conhecido que levasse até minha residência o seu conversor e sua antena interna digital mas ele reside no 2º andar de um prédio Catete tendo o morro Santo Amaro como interferente motivo pelo qual ele instalou uma antena UHF externa na laje do seu edifício e seria impossível testar uma antena.

Ontem ele foi em minha casa fazer o teste, minha tv analógica não é de tão boa qualidade, uma LG modelo mais básico, comprada provisóriamente enquanto aguardo a compra definitiva da tv LCD digital. A dita tv foi conectada via antena comum interna VHF, dessas de 2 reais nas lojas de um e noventa e nove, que eu uso para receber perfeitamente os canais analógicos ao conversor externo AIKO mod. desconhecido por mim.

A antena permaneceu jogada no chão e mesmo assim, a imagem dos canais (Globo, RedeTv, Band, SBT e Record) que se apresentaram na TV eram semelhantes àquelas obtidas quando ligo um DVD a esta simplória tv analógica. O sinal era forte, a recepção em SAP foi perfeita assim como o closed caption. A qualidade da imagem eu arriscaria dizer ser melhor do que a tv a cabo analógica. Todos em casa ficaram pasmos com a firmeza e nitidez da imagem e do som. Deduzi o quanto seria excelente a mesma transmissão em uma tv digital com conversor embutido e uma antena própria para a tecnologia digital. Eu não costumo assinar tv a cabo e raramente assisto Tv e quando o faço busco telejornais e programas de entrevistas sérios.

Portanto quem foro do Rio de Janeiro e residir na orla do Centro até o Flamengo poderá receber o sinal digital com uma antena interna, cuja vantagem é a de não sofrer desvios de posicionamento durante as chuvas com ventanias ou pelos constantes problemas que se apresentam nos cabos dos condomínios que levam a cessar a transmissão.

Por último, eu pretendo comprar um full hd 1080i mesmo sabendo que a transmissão no Brasil não será em full hd mas sim pelo uso futuro do tocador de blue ray.

26° Daniel Aquere de Oliveira Data: 02/08/2009 às 6:39 pm

Atividade: Gerente de Projetos

Cidade: São Paulo

Olá Paulo Roberto Elias,

Entendo que o sr seja um aficionado por audio e vídeo, o que leva naturalmente à TV Digital.

Eu gosto mais da parte técnica por trás de como as coisas funcionam.

O sr saberia me informar algum site sério que aborde tecnicamente como funciona a TV Digital? Por exemplo, tecnicamente como acontece a multiprogramação, chegando ao ponto de explicar a multiplexação e demultiplexação, falando do BST-OFDM e explorando os problemas e soluções que foram encontradas para contorná-los.

Muito boa sua exposição.

Abraço.

Daniel

27° Paulo Roberto Elias Data: 03/08/2009 às 12:33 pm

Atividade:

Cidade:

Oi, Daniel,

Site sério? Eu acho que você pode começar por este:

http://www.forumsbtvd.org.br/

A seção de contatos é atendida por engenheiros, que poderão te passar arquivos pdf com as informações que você deseja.

E se você lê inglês, também acha boas informações e links nesta página:

http://en.wikipedia.org/wiki/SBTVD

Espero ter ajudado.

28° CELSO DANIEL DA SILVA Data: 19/09/2009 às 10:57 am

Atividade: PROJECIONISTA APOSENTADO

Cidade: AVARÉ, SP

Olá Paulo,
Você que está sempre aberto para troca de ideias, por gentileza me esclareça:
Recebi oferta de um sintonizador para TV via satélite, com antena inclusa, na faixa de R$ 1.000,00 para acessar 300 canais! Trata-se do AZBOX, via Paraguai. Isso é legal ou estaria incorrendo em alguma penalidade, visto que, vou usufruir daqueles canais que a Sky e outras oferecem com a cobrança de mensalidade?
Grato pela acolhida.

29° Paulo Roberto Elias Data: 19/09/2009 às 1:50 pm

Atividade:

Cidade:

Olha, Celso, eu certamente não sou a pessoa indicada para opinar sobre recepção de satélite, muito menos sobre a legalidade desses produtos por aqui. Todo mundo sabe que entra muito importabando via Paraguai, mas isto não quer dizer que não existam pessoas ou empresas honestas no ramo. Eu é que não conheço nem recomendo ninguém.

Sobre recepção de satélite, o que eu sei é que o sinal poder ser aberto (Free To Air, ou FTA) ou codificado. Se você vai partir para uma aventura dessas, certifique-se que esses tais 300 canais são abertos e não são daqueles que se acaba não assistindo mesmo.

A Sky e outras operadoras protegem o seu investimento, amigo, duvido muito que você receba alguma coisa que eles cobram do assinante para receber, exceto canais que qualquer um recebe pelo ar.

30° AUGUSTO Data: 21/09/2009 às 9:46 pm

Atividade:

Cidade:

olá. comprei um coversor toshiba com hdmi. tentei ligar ao receiver via cabo optico para ter acesso ao som 5.1, porem o som só sai no receiver quando eu seleciono com PCM no conversor.Se deixar em AAC no conversor, ele não sai nada. Não liguei o conversor direto no receiver atraves do HDMI porque, desse forma, terei que sempre manter o receiver ligado pra ver TV. meu receiver é onkyo 607. vc sabe me dizer se ele aceita o som da TV digital e se o mesmo é 5.1?

obrigado.

31° Paulo Roberto Elias Data: 22/09/2009 às 11:46 am

Atividade:

Cidade:

Oi, Augusto,

A TV digital aberta não transmite com som 5.1, como estava previsto, pelo menos eu não tenho conhecimento de que isto algum dia tenha ocorrido. O problema de áudio no padrão DTV continua o mesmo: se o AAC (mono, estéreo ou 5.1) não for recodificado para algum outro codec usável por receivers como o seu, não adianta nada.

O que praticamente todos os fabricantes de conversores fazem é apenas recodificar o sinal estéreo da TV em PCM. E este sinal PCM passa facilmente por cabo coaxial ou ótico.

O Semp-Toshiba passa AAC também, mas não serve para nada, conforme uma representante da empresa admitiu para mim pelo telefone, e você mesmo constatou. O ideal seria passar Dolby ou DTS, mas nada disso tem previsão de ser implementado nos atuais conversores.

A situação, em se tratando de emissora de sinal aberto, também não é muito diferente no pacote da Net HD (Sky eu não conheço): todas as três emissoras do ar (Globo, RedeTV! e Band) o sinal de áudio digital é PCM 2.0, enquanto que o sinal proprietário deles é Dolby 5.1 nos canais atualmente no ar (Globosat, Nat-Geo+Fox e Telecine).

Eu pessoalmente duvido muito que a Net vá conseguir colocar no ar sinal 5.1 de qualquer emissora de sinal aberto, se é que algum dia eles vão transmitir isso. Eles também teriam que reconverter o AAC para Dolby, caso contrário a gente cai na mesmice!

Em retrospecto, o que pode fazer na sua instalação foi o que eu fiz: usar cabo HDMI do conversor para a TV, e tirar desta um sinal analógico estéreo, para o receiver. Se você usar Net ou Sky, aí sim vale a pena puxar um cabo coaxial ou ótico para o receiver.

32° Augusto Data: 22/09/2009 às 4:41 pm

Atividade:

Cidade:

Cara, muito obrigado pela resposta. Achei muito boa sua coluna, parabens.

como faço para lhe seguir no Twitter?

Obrigado.

33° Paulo Roberto Elias Data: 23/09/2009 às 7:06 am

Atividade:

Cidade:

Augusto,

Sinto muito, mas eu não estou no Twitter, neste momento não dá tempo. O Webinsider tem, o que talvez possa lhe interessar, uma página com a lista das minhas colunas: http://webinsider.uol.com.br/index.php/author/paulo_roberto_elias

34° Marcos César Data: 30/10/2009 às 3:26 pm

Atividade: Consultor comercial

Cidade: Jaboatão dos Guararapes

Boa tarde! ótima informações; uma orientação instalei uma toda banda com booster 36 db + lcd 32 conversor integrado> imagem boa em Candeias para SBT (021. = 35) e Globo (13.1 = 36); estou com um cabo RG-6 com 50 metros e estou com receio de cortar o mesmo haja visto da base da antena instalada até a TV tenho em media uma distancia de 20 metros; ou seja estou com excedente de 30 metros, minha área é cercada por inúmeros prédios com bastante interferência. mais meu assim apontei a toda banda para o oceano. posição lateral a torres das duas emissoras distancias de 15Km.

Avisos
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