A morte do e-mail marketing em massa
13 de fevereiro de 2009, 13:26Diante de uma perspectiva de crise, dispara-se uma grande quantidade de e-mails de divulgação. Não adianta muito, pelo contrário. Este é o caminho errado, pois as ações de marketing eletrônico serão cada vez mais individualizadas.
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Em tempos de falatório de crise, redução de custos e procura desenfreada por clientes, eu começo a notar certa agitação ou ansiedade no mercado, pelo simples aumento da quantidade de e-mails que recebo.
Quando a comunicação precisa ser instantânea e rica em detalhes gráficos e hyperlinks, nada melhor que seja feita via e-mail.
Mas ultimamente falta imaginação para os dirigentes ou o pessoal dos departamentos de marketing das companhias - eles ainda acreditam que o envio frequente de e-mails, para o maior número possível de contatos cadastrados, é a solução.
Uma arte final, alguns títulos destacados, duas ou três fotos. Pronto, é só disparar e aguardar o telefone tocar ou o site entupir de visitantes anônimos, quase desconhecidos. E daí? Qual é o passo seguinte?
Essa atitude barata e rápida (olha o pretexto da crise…), nem sempre muito pensada, pode fazer o tiro sair pela culatra. Ou seja, ao invés de atrair a atenção de potenciais consumidores, pode causar a repulsa, o distanciamento, a aversão dos mesmos pelas marcas, produtos ou serviços divulgados eletronicamente em tais mensagens.
Acompanhe meu raciocínio. Sou tão fanático pela comunicação via e-mail que monitoro um de meus mais antigos e-mails desde 1999. Nestes quase dez anos de uso tenho certeza absoluta que estou cadastrado nas mais variadas listas de spam, além das listas de e-mail marketing. E estas listas crescem a cada dia.
O primeiro tipo, o spam, dispensa comentários - representa o tão conhecido lixo eletrônico. Tudo que não serve para quase nada está lá. Texto ruim, produto ruim, serviço ruim. É o atacadão da comunicação inútil.
O segundo tipo, o e-mail marketing, é o termo marketeiro para dizer que não é uma mensagem tão inútil assim. Talvez algum dia você tenha até autorizado a recebê-la (nem sempre), mas cada dia que passa você se arrepende de tal autorização.
Se nem empresas reconhecidas no mercado real e virtual, como Submarino, Abril (Direct), OfficeNet (Staples), Net TV, e muitas outras, não conseguem colocar em prática técnicas eficientes de relacionamento eletrônico, imaginam as pequenas e médias empresas, tão desconhecidas quantos seus produtos ou serviços…
Por outro lado acho legal o trabalho da Livraria Cultura, da Dotz, da Videolar, da HSM, mas ainda acho que existe espaço para melhorias.
Talvez teremos que “surtar” como fez Chris Anderson, editor chefe da revista Wired, que em setembro de 2007 publicou em seu blog uma lista de mais de 300 contatos de empresas de relações públicas que entupiam sua caixa postal periodicamente com lixo eletrônico.
Título do post: “Sorry PR people: you’re blocked”.
Concluo: o e-mail marketing em massa já morreu.
Polêmica a parte, ainda sou otimista, acho que há vida para uma nova forma de divulgação eletrônica. Acredito num refinamento, numa mudança de foco, num quesito muito simples: uma ponta direciona conteúdo de qualidade para atender desejos reais na outra ponta.
Batizo isso de “unique mail” ou “e-mail único”. Explico melhor: cada e-mail que você receber ou enviar deverá ser único. Caso contrário ele não surtirá efeito, não transmitirá nada, não terá sentido, não atenderá qualquer necessidade - nem as suas (se foi você que enviou), nem as de seus contatos (destinatários).
É a volta da comunicação individualizada, inteligente, que agregue valor a alguém e também a você e a seu negócio, a sua marca, seu produto, seu serviço.
Nos dias de hoje não temos tempo para mais nada - muito menos para ler o spam-marketing dos amigos (quiçá dos “fornecedores”…). Queremos sim nossos desejos atendidos também na comunicação digital.
Dê-me um bom motivo para ler uma de suas mensagens eletrônicas - farei com prazer e ainda retribuirei. Estamos combinados? [Webinsider]
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1° Andreza Santos Data: 15/02/2009 às 12:10 pm
Atividade: jornalista
Cidade: Curitiba
Concordo plenamente com o seu posicionamento sobre os e-mail marketing, entretanto, perdemos uma ferramenta até então extremamente útil (pelo menos no passado).
O que vc sugere como tendência à divulgação de um serviço? É possível ainda fazermos propaganda política através do e-mail marketing em massa?
Um grande abraço