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A morte do e-mail marketing em massa

13 de fevereiro de 2009, 13:26

Diante de uma perspectiva de crise, dispara-se uma grande quantidade de e-mails de divulgação. Não adianta muito, pelo contrário. Este é o caminho errado, pois as ações de marketing eletrônico serão cada vez mais individualizadas.

Por Eduardo Favaretto

Em tempos de falatório de crise, redução de custos e procura desenfreada por clientes, eu começo a notar certa agitação ou ansiedade no mercado, pelo simples aumento da quantidade de e-mails que recebo.

Quando a comunicação precisa ser instantânea e rica em detalhes gráficos e hyperlinks, nada melhor que seja feita via e-mail.

Mas ultimamente falta imaginação para os dirigentes ou o pessoal dos departamentos de marketing das companhias - eles ainda acreditam que o envio frequente de e-mails, para o maior número possível de contatos cadastrados, é a solução.

Uma arte final, alguns títulos destacados, duas ou três fotos. Pronto, é só disparar e aguardar o telefone tocar ou o site entupir de visitantes anônimos, quase desconhecidos. E daí? Qual é o passo seguinte?

Essa atitude barata e rápida (olha o pretexto da crise…), nem sempre muito pensada, pode fazer o tiro sair pela culatra. Ou seja, ao invés de atrair a atenção de potenciais consumidores, pode causar a repulsa, o distanciamento, a aversão dos mesmos pelas marcas, produtos ou serviços divulgados eletronicamente em tais mensagens.

Acompanhe meu raciocínio. Sou tão fanático pela comunicação via e-mail que monitoro um de meus mais antigos e-mails desde 1999. Nestes quase dez anos de uso tenho certeza absoluta que estou cadastrado nas mais variadas listas de spam, além das listas de e-mail marketing. E estas listas crescem a cada dia.

O primeiro tipo, o spam, dispensa comentários - representa o tão conhecido lixo eletrônico. Tudo que não serve para quase nada está lá. Texto ruim, produto ruim, serviço ruim. É o atacadão da comunicação inútil.

O segundo tipo, o e-mail marketing, é o termo marketeiro para dizer que não é uma mensagem tão inútil assim. Talvez algum dia você tenha até autorizado a recebê-la (nem sempre), mas cada dia que passa você se arrepende de tal autorização.

Se nem empresas reconhecidas no mercado real e virtual, como Submarino, Abril (Direct), OfficeNet (Staples), Net TV, e muitas outras, não conseguem colocar em prática técnicas eficientes de relacionamento eletrônico, imaginam as pequenas e médias empresas, tão desconhecidas quantos seus produtos ou serviços…

Por outro lado acho legal o trabalho da Livraria Cultura, da Dotz, da Videolar, da HSM, mas ainda acho que existe espaço para melhorias.

Talvez teremos que “surtar” como fez Chris Anderson, editor chefe da revista Wired, que em setembro de 2007 publicou em seu blog uma lista de mais de 300 contatos de empresas de relações públicas que entupiam sua caixa postal periodicamente com lixo eletrônico.

Título do post: “Sorry PR people: you’re blocked”.

Concluo: o e-mail marketing em massa já morreu.

Polêmica a parte, ainda sou otimista, acho que há vida para uma nova forma de divulgação eletrônica. Acredito num refinamento, numa mudança de foco, num quesito muito simples: uma ponta direciona conteúdo de qualidade para atender desejos reais na outra ponta.

Batizo isso de “unique mail” ou “e-mail único”. Explico melhor: cada e-mail que você receber ou enviar deverá ser único. Caso contrário ele não surtirá efeito, não transmitirá nada, não terá sentido, não atenderá qualquer necessidade - nem as suas (se foi você que enviou), nem as de seus contatos (destinatários).

É a volta da comunicação individualizada, inteligente, que agregue valor a alguém e também a você e a seu negócio, a sua marca, seu produto, seu serviço.

Nos dias de hoje não temos tempo para mais nada - muito menos para ler o spam-marketing dos amigos (quiçá dos “fornecedores”…). Queremos sim nossos desejos atendidos também na comunicação digital.

Dê-me um bom motivo para ler uma de suas mensagens eletrônicas - farei com prazer e ainda retribuirei. Estamos combinados? [Webinsider]

.

Sobre o autor

Eduardo Favaretto (eduardo[at]ibuscas.com.br) é empreendedor e escreve no iBUSCAS blog sobre internet, inovação e tendências no mundo digital.

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

Palavras-chave relacionadas a este texto: [ Vendas ] [ e-mail marketing ] [ Comunicação corporativa ]

Comentários

13 pessoas comentaram o artigo "A morte do e-mail marketing em massa"

Andreza Santos Data: 15/02/2009 às 12:10 pm

Atividade: jornalista

Cidade: Curitiba

Concordo plenamente com o seu posicionamento sobre os e-mail marketing, entretanto, perdemos uma ferramenta até então extremamente útil (pelo menos no passado).
O que vc sugere como tendência à divulgação de um serviço? É possível ainda fazermos propaganda política através do e-mail marketing em massa?
Um grande abraço

João Data: 15/02/2009 às 9:47 pm

Atividade: Gerente de projetos

Cidade: Viamão

Concordo, mas discordo de alguns pontos. Entre eles, o do envio de um único e-mail.

Já recebeu e-mails com promoções do shoptime.com?

Recebo direto, e para quem é muito consumista, acaba dando retorno para a empresa.

No meu caso, já adiquiri mais de 3 produtos em um mês.

Paulo Gomes Data: 16/02/2009 às 10:32 am

Atividade: Desenvolvedor Web

Cidade: Ribeirão Preto

Infelizmente, no Brasil o e-marketing é tratado de forma muito amadora. Muitas empresas de pequeno e médio porte solicitam emails para comunicar as coisas mais absurdas.

Tudo vira e-marketing: a troca do telefone de uma filial deve ser disparada apenas para clientes que tratam com essa filial, não para toda a lista de emails.

E geralmente esse disparo não ocorre com um software específica para tal função, é feito de forma simplista: coloca-se a imagem num email e dispara para todos os contatos do outlook.

As agências precisam vender estratégias e parar de vender apenas peças avulsas de acordo com a demanda do cliente.

Thiago Mafort Data: 16/02/2009 às 1:19 pm

Atividade: Marketing

Cidade: Guarulhos

Concordo plenamente. O e-mail marketing deve ser único, filtrado, direcionado. O filtro de cadastro deve ser mais específico. Mas o mais importante passo para que possamos ter um e-mail marketing de qualidade seria a criação de uma entidade regulamentadora, no qual as empresas sérias deveria criar um cadastro para fazer tal função, e os provedores de e-mail acessariam essas informações como “um email seguro” para liberar os links e as imagens de forma automática.

Adriana Baggio Data: 16/02/2009 às 3:57 pm

Atividade: redatora

Cidade: Curitiba

Legal seu artigo, Eduardo.

Na verdade, o e-mail marketing nunca deveria ter sido tratado como comunicação de massa. Por todas as variáveis de personalização que ele permite, colocar o jpg do anúncio no e-mail e disparar aleatoriamente é muita preguiça (ou falta de cultura). Até com o Word dá para segmentar uma lista de endereços e fazer uma comunicação mais pertinente.

Por conta dessa má utilização, o e-mail marketing (excelente quando bem utilizado) acabou perdendo sua credibilidade.Mas fico feliz que algumas empresas e agências não dão bola para as generalizações e continuam pesquisando formas para tornar o e-mail mais adequado e relevante.

Quando recebo um desses, guardo imediatamente na minha pasta de referências.

Viviane Teobaldo Data: 16/02/2009 às 4:31 pm

Atividade: Coordenadora de Webmarketing

Cidade: Recife

Tem razão, Eduardo. Aqui na empresa onde trabalho comecei a diminuir a quantidade de emails marketing que envio para meus clientes. Criei um projeto de um email mkt único enviado a cada 15 dias acumulando duas ou mais informações que enviaríamos em dois ou mais emails para o mesmo público. É demais! É trabalho demais para a agência, além de risco demais de se entrar numa blacklist de algum provedor ou mesmo na “blacklist” da mente de nossos clientes.
Você tocou em outro assunto que é o aluguel de listas de emails. Ninguém assume, mas todo mundo já alugou algum. Para quem aluga, sugiro procurar saber como sao conseguidos esses emails. Verifique se a empresa tem em seu site um local para cadastro de emails. Isso nao garante nada mas, se nao tiver, tenha a certeza que um “robozinho” está buscando emails pela rede inescrupulosamente, e isso não é nada, nada bom. Grande abraço!

Alberto Costa Data: 16/02/2009 às 11:01 pm

Atividade: Consultor Empresarial

Cidade: Florianópolis

Parte do problema é, certamente, de miopia estratégica - a empresa não sabe quem é (e, principalmente, quem não é) seu cliente, nem o de que ele precisa e nem o que ele quer - as perguntas fundamentais do marketing, segundo Peter Drucker - e, por isso, atira para tudo quanto é lado.

E-mail marketing presume database marketing adequadamente alimentado… que, por seu lado, presume gestão do relacionamento com o cliente.

A outra parte do problema é, certamente, a falta de atualização tecnológica (ferramenta certa para a tarefa certa). E boa parte das ferramentas de e-mail marketing não passa mesmo de “fábrica de spam”, pois não proporciona os meios para one-to-one relationship.

Trabalho, aqui em Florianópolis,em parceria com uma empresa que desenvolveu uma ferramenta de CRM e e-mail marketing (e estuda avançar para outras mídias), baseada em web e com tecnologia de relacionamento um-a-um. Tenho sido contratado para ajudar os clientes deles a desenvolver cultura de gestão de relacionamento com clientes enquanto se familiarizam com as ferramentas. E isso tem significado salientar que e-mail marketing não é mala direta eletrônica (essa é a melhor definição para spam). Isto seria como utilizar um torno eletrônico alemão para apontar lápis - um tanto bizarro. Se alguém tiver interesse, visite o site www.inovaideia.com.br ou faça contato comigo.

Thiago da Silva Rezende Data: 18/02/2009 às 12:57 pm

Atividade: Técnico em Informática

Cidade: Pouso Alegre

Com certeza esse é um problema que muitas empresas passam todo o dia.Esse tipo de comunicação inutil e desvalorizada realmente deve acebar, ja que os mesmos não correspondem as expectativas do receptor.você aguarda a chegada de um email importante e quando olha tem uma surpresa:Spam. Tempo gasto inutilmente onde tempo é dinheiro.

Murilo Gun Data: 19/02/2009 às 6:07 pm

Atividade:

Cidade: Recife

Oi Eduardo,

Legal o seu artigo

Lancei recentemente um livro que trata sobre o dilema “spam vs e-mail marketing legítimo”.
Dá uma olhada em www.livroemailmarketing.com.br

Abraço!

10° Tiago Data: 16/10/2009 às 3:55 pm

Atividade: Designer

Cidade: Sao Paulo

Com certeza, é sempre necessário enviar e-mail marketing para quem solicitou recebê-lo e é claro exsitem muitas forma inteligentes de se consegueir optin para enviar e-mail marketing, apenas seja criativo, de premios, faça parcerias etc. Ahhh e é claro, nao adianta nada ter o publico certo e nao conseguir mandar profissionalmente suas mensagem, voce precisa de um sistema que faça todo o processo de envio profissional e que de a possibilidade de ter o monitoramento dos envios, saber quantos abriram, quantos clicaram na sua mensagem, etc. Recomendo o email marketing da Geekle - www.geekle.com.br/email_marketing/ uso já faz mais de um ano é supoer profissa o melhor que conheço, já experimentei vários, e os caras lançam novodades sempre, novas funcionalidades etc. Vale a pena conferir!

11° Lucas Data: 12/11/2009 às 9:25 am

Atividade:

Cidade:

Interessante o texto!

12° Sergio Data: 17/11/2009 às 3:20 pm

Atividade: Designer

Cidade: Sao Paulo

Realmente existe uma linhe tenue entre fazer Span e Email Marketing sério!

13° Marcio Data: 23/11/2009 às 2:34 pm

Atividade:

Cidade:

Eu acho o email uma super ferramenta de marketing… mas tem q ter optin, senao o ao inves de atrair seu cliente vc vai deixa-lo furioso.

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