A inovação disruptiva é um caminho para crescer
11 de fevereiro de 2009, 18:59Existe a inovação sustentadora, que melhora produtos e serviços. E também a inovação disruptiva, capaz de criar valor para sua empresa. É um processo e pode acontecer em pequenas empresas também. Basta identificar os sinais.
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Hoje em dia os maiores inimigos de um produto ou empresa, além da falta de inovação, são os novos entrantes.
Novos produtos podem ser criados baseados na observação que a concorrência faz para atender de forma mais rápida e prática os consumidores, que às vezes querem apenas o “básico”. Um bom exemplo foi a entrada da Gol no mercado brasileiro.
“Inovações disruptivas têm sido essenciais para reduzir custos, ampliar o acesso e melhorar qualidade em todos os setores”, é o que Clemente Nóbrega, consultor e autor de vários livros de marketing, explica. Ela gera um novo mercado com uma nova “qualidade” para um outro público.
Clemente ainda enfatiza que inovar não é necessariamente fazer “melhor” ou “aprimorar”; em muitas circunstâncias inovar é fazer “pior” do que o padrão estabelecido. É, na verdade, criar outro padrão de qualidade.
Clayton Christensen indica que existem dois tipos de inovação: a sustentadora e a disruptiva (ou ruptora). “Uma inovação sustentada é uma tecnologia que resulta em um produto ou serviço melhor”.
Já a disruptiva seria “uma ruptura traz inicialmente um produto pior em relação ao modo como o mercado faz sua avaliação. Mas também traz um novo conjunto de atributos que permitem ao produto ser usado de uma maneira diferente dos que existiam antes”.
Exemplificando seria mais ou menos assim: a inovação sustentadora atua como um forma de levar melhores opções ou novas tendências de consumidores (e/ou nichos), uma nova proposta de valor para produtos ou marcas. É como se uma empresa adotasse um sistema novo que proporcionasse uma evolução significativa, porém não buscasse novos mercados.
A disruptiva tem a intenção de criar um novo mercado para consumidores ou “não-consumidores” (aqueles que ainda não são diretamente).
“É a ruptura de novo mercado, na qual se concorre com o não-consumidores, isto é, oferecendo o produto a pessoas que até então não eram consumidores, muitas vezes a uma qualidade inferior, mas a um preço acessível”. como diz Clayton. Seria o caso do modelo de negócio da Gol (low cost, low fare), que abriu uma nova categoria que era sensível ao preço e que optava por um expectativa moderada sobre o serviço.
Outro exemplo pode ser o iPod e o iTunes, que viabilizaram uma forma de se escutar e vender músicas, respectivamente.
A ideia é você criar uma estratégia que paralise o líder e reinvente o mercado, oferecendo serviços/produtos que fujam do que a concorrência oferece, mas sejam realmente diferentes para mercados novos.
Essa postura pode transparecer desde do core business da empresa perpassando pela comunicação. Um bom exemplo de “comunicação disruptiva” é como a Oi faz com sua linguagem e sua forma franca ou, como a Body Shop explora sua comunicação sem modelos magérrimas.
Não podemos deixar de citar como exemplo de inovação a Toyota, com o seu modelo de Gestão Lean (Produção Enxuta); como a Starbucks oferece a experiência de tomar café (o seu produto) como um serviço ao seu bem-estar e até mesmo a McDonald’s, que reinventou os serviços de lanchonete propondo uma coisa totalmente nova. Observar tendências e tentar olhar para onde o concorrente não está olhando pode ser uma boa saída.
Que mercados ainda não atingimos? Podemos produzir produtos para outro tipo de público jamais oferecido, tanto para “baixo” quanto para “cima”, sem perder valor e sem perder o foco do nosso negócio?
As inovações eficientes e realmente relevantes são as relevantes para o consumidor e atendem o que eles esperam e queriam sentir - e muitas vezes este feeling é um puro insight gerado pelas pesquisas ou observação. É preciso entrar na pele do consumidor. Entender o que ele as vezes não externaliza.
A partir desta postura de inovação quer seja disruptiva ou sustentadora, você criará argumentos importantes para a criação de valor para a sua empresa, gerando ativos tangíveis e intangíveis. Lembrando que a disrupção é um processo, não um evento e a ela não está limitada a mercados de alta tecnologia ou grandes empresas, ela pode acontecer em qualquer lugar. Basta identificar os sinais.
Quem se interessar pode comprar os livros ou ler mais aqui e aqui. [Webinsider]
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1° Lu Ferreira Data: 12/02/2009 às 1:14 pm
Atividade: Arquiteta
Cidade: São Paulo
Raramente alguém consegue exemplificar com tanta propriedade um conceito, como vc fez aqui, Paulo.
(e no que se refere à GOL, a “disruptura” extrapolou longe os limites do “low cost, low fare”….).
Hay q se tener cuidado…