O iPhone repete um pouco o fenômeno Second Life?
29 de janeiro de 2009, 11:15O iPhone e a internet móvel vieram para ficar. O que lembra o Second Life é a preocupação de algumas empresas em "estar no iPhone" sem pensar na pertinência e na abrangência do projeto proposto.
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À exemplo do que aconteceu com o Second Life em 2007, o iPhone é a “menina dos olhos” do mercado publicitário nos dias de hoje. Todos querem ter suas marcas vinculadas ao aparelho da Apple e várias empresas têm se apressado para garantir esse espaço, muitas vezes apenas em nome de um pioneirismo, garantindo assim o espaço na mídia (A empresa X agora está no iPhone).
O iPhone é sem dúvida revolucionário. Já é o aparelho mais vendido mensalmente nos EUA, tem um ecossistema bem atrativo para desenvolvedores e seus usuários utilizam a internet móvel de forma muito acima da média, além de serem apaixonados pelo aparelho. E ao contrário do Second Life, tenho plena convicção que o iPhone e a internet móvel de forma geral vieram para ficar.
No entanto, duas coisas são preocupantes nessa correria. A primeira é a questão da qualidade e assertividade dos serviços. Muitas dessas ações têm sido apenas transposições de brochuras ou portfólios das empresas para o iPhone, o que certamente não vai atrair um interesse sustentado dos usuários. O que os usuários querem em mobilidade são serviços, entretenimento e informação. Ganham muitos pontos as marcas que entenderem os conceitos de marketing as a service e fornecerem conteúdos úteis e atrativos para os consumidores.
A segunda questão se refere a “colocar a carroça na frente dos bois”. Especialmente no Brasil, a parcela de usuários de celulares com iPhone ainda é muito pequena, menor que 0,5% da base. Do outro lado, cerca de 15 milhões de brasileiros já acessam a internet móvel com seus celulares, e essa parcela da população ainda está bem carente de serviços interessantes desenvolvidos e/ou patrocinados pelas empresas brasileiras.
Vejamos como exemplo a TAM, que recentemente anunciou o lançamento do seu mobile site para iPhone. O mobile site é apenas uma “capa” com algumas seções que funcionam como links para as páginas de serviços do website tradicional da TAM, aproveitando do fato que o iPhone – ainda que com usabilidade comprometida - é capaz de navegar entre elas.
Na parte do mobile site que está de fato adaptada para o iPhone, prioriza-se informações institucionais da empresa. Por fim, os usuários com outros celulares não conseguem acessar o conteúdo e os serviços pelos seus aparelhos.
Em contraposição à abordagem da TAM, a United Airlines, por exemplo, há bastante tempo já possui um mobile site próprio de bastante sucesso, recheado de serviços úteis e adaptado para todos os aparelhos. Mesmo ainda não tendo uma versão especial, o mobile site também é funcional no iPhone.
Ou seja, respondendo a pergunta do título, sim e não. O iPhone é uma ferramenta muito importante e não vai sumir como o Second Life, mas quem quiser de fato obter resultados concretos com seus clientes na internet móvel deve pensar cuidadosamente na pertinência (em termos de conteúdo e serviços) e na abrangência (em termos de usuários) do projeto proposto. [Webinsider]
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1° Spectreman Data: 29/01/2009 às 5:37 pm
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* Esse exemplo do site TAM vs United é sensacional. Existem alguns motivos de porque é assim:
1. Agência precisar dar show visual para vender projeto com iPhone, não importa muito o conteúdo.
2. Conteúdo relevante depende de integração tecnológica entre agência e TI do cliente. Um dos piores pesadelos de uma agência. Não vão arriscar perder a proposta por causa disso.
3. Site mobile precisa de testes e conhecimento de diferentes celulares.
Por outro lado navegar na internet no iPhone é uma experiência muito melhor que em outros celulares. Isso já justifica adaptar alguns sites para ele, sem necessariamente adicionar novas funções.