Onde mobilidade e acessibilidade se encontram
26 de janeiro de 2009, 21:11Nunca é demais repetir para as novas gerações (e as mais velhas também) que a adoção dos padrões web não deve ser descartada em nome de redução de custo ou pressa em entregar projetos.
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Uma das palestras mais instrutivas e voltadas para desenvolvedores durante o Campus Party envolveu a adoção dos web standards, tema ainda longe de estar bem assimilado por gestores de ambientes online.
Padrões web, acessibilidade e mobilidade: como não deixar ninguém de fora foi o tema da mesa no palco principal da arena do Campus Party, com a participação de Vagner Diniz (W3C Brasil), Leda Spelta (Acesso Digital) e José Geraldo (WapJa).
Vagner Diniz começou lembrando a importância da inclusão quando se programa com padrões internacionais. O objetivo da W3C é fazer a internet evoluir, tornar-se acessível e universal, o que, portanto, tem relação direta com mobilidade e acessibilidade. Não atender os padrões significa deixar milhões de pessoas fora da web.
“- Em que medida a internet é importante para você?”, perguntou ele a Leda. “Na medida que me torno mais cidadã e independente, que me permita ler um livro, fazer compras, pesquisar sobre um assunto que gostaria de ler e me manter atualizada”, foi a resposta.
Então desenvolver sites acessíveis seria um custo ou um benefício?, perguntou Diniz.
Seria um benefício que tem custo, respondeu Leda, que complementou com a exibição de um vídeo. A psicóloga, especialista em acessibilidade na web, mostrou o vídeo “Custo ou benefício” gravado com os parceiros do Acesso Digital, que mostra as dificuldades de navegação por quem possui necessidade especial, seja visual ou física.
Após a exibição, Leda explicou que o custo é composto pelo treinamento, a adequação das páginas e o desenvolvimento. O benefício é conseguir atender 100% do seu público-alvo, a fidelização do público, vantagens sobre o seu concorrente, economia de banda (há empresas que produzem dois sites, um em Flash e outro em HTML) e adesão às normas de acessibilidade adotadas por sites do governo.

Uma audiência atenta acompanhou o debate
Mas a acessibilidade não limita os sites bonitos?, perguntou Diniz.
É preciso desmistificar isso, respondeu Leda. “É possível sim fazer site acessível e bonito - esta percepção se deve ao desconhecimento das pessoas que acabam desenvolvendo duas versões para o site. E a acessibilidade não é só para deficientes visuais, pois há outras deficiências,” afirmou Leda. Deficiências que podem estar até no equipamento usado ou em conexões mais problemáticas.
E como passar do mundo desktop para o celular? Segundo José Geraldo, o importante no momento é o código do site semanticamente correto e limpo, encaminhando assim para uma web única. Se todos os dispositivos seguirem as regras da W3C, o acesso móvel realmente será para todos. [Webinsider]
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1° Victor Hugo Assunção Data: 27/01/2009 às 7:30 am
Atividade: Webdesign
Cidade: Uberlândia
Ótimo post Alê,
Mas discordo somente de um tópico que é levantado na palestra: “Acessibilidade não atrapalha sites bonitos?”. Bom na minha opinião, é possível sim faz sites bonitos e acessíveis porém chegará uma hora que os sites inconseqüentemente seguirá um padrão e todos terão uma semelhança e isso é péssimo na área de design. Um exemplo claro é menus em flash, todos concordam que um menu em flash com efeitos é bem mais bonito? Inova, mas porém não é considerado acessível. Acho que muitos dos desenvolvedores web estão bitolados em indexação, como o seu site será indexado e etc, estamos vivendo em função do google sendo que na verdade é o google que depende de nós, quem tem que arrumar uma solução para indexação perfeita de flash e etc, é o google e não os desenvolvedores padronizar todos os sites.
Vai ai meu ponto de vista, mais deixo bem claro que sigo todos esses padrões, mais por livre e espontânea pressão, afinal uma andorinha só não faz verão. rsrsrsrsrs!