Webinsider

Mídia interativa - Design - Criação

Design, criação e marketing gostam de novas mídias

22 de janeiro de 2009, 18:00

Como ferramenta da comunicação e do marketing, o design historicamente se adapta às mídias que vêm chegando. Agora vai tirar da cartola um jeito de lidar com os anseios do público interessado em interagir.

Por Flavio Vidigal

Voltando um pouco no tempo, vemos o desafio dos designers, publicitários e profissionais de marketing com relação à divulgação de produtos, serviços e marcas dos seus clientes, onde as mídias eram essencialmente estáticas e unilaterais.

Ou seja, anúncios impressos nos quais a informação vinha apenas de um lado, deixando o público atingido apenas na posição de receptor.

Com o advento do rádio, as experiências em comunicação se tornaram áudio/visuais, ou seja, teríamos que impactar o receptor através de um anúncio estático e um sonoro.

A televisão chegou para juntar as duas coisas e unificar as sensações da informação em um único veículo. Isso não acabou com os anúncios estáticos, tampouco com os anúncios de áudio. Simplesmente a publicidade ganhou a sua principal ferramenta de comunicação até os dias de hoje, deixando muitas vezes as demais mídias como apoio para as campanhas de TV.

Em toda essa trajetória, o design, como ferramenta da comunicação e do marketing, vem se adaptando para tornar possível todas as sensações provocadas por mídias emergentes. Desde então, as experiências do receptor tornaram-se cada vez mais avançadas. Surgem anúncios animados em sites, a mídia in-door e demais alternativas.

As ferramentas denominadas “multimídia” entram em cena para incluir mais um item na experiência do ainda receptor: a interação com o material publicitário.

Isso permite ao usuário novas sensações, além da visual e sonora, dando a ele alguma autonomia no que se realmente quer ver e ouvir, a comunicação passa a ser menos unilateral. Com isso abrem portas para o surgimento de novas formas de se fazer propaganda e marketing. Surge a world wide web, nossa querida internet.

Ela começou dando ao usuário novas sensações interativas como hiper-navegação, pesquisas rápidas, novas formas de relacionamento e absorção de conteúdo relevante ao seu perfil.

A publicidade e o design se ajustam mais uma vez para atender essa nova realidade, tentando trazer os modelos já existentes para dentro da rede mundial. O segundo momento da rede permite ao usuário se reunir em comunidades definidas por perfis, ter acesso a conteúdo de áudio, visual, animado e interativo.

Surge a web 2.0, que nada mais é que uma maneira diferente de pensar web, ou não tão diferente assim, pois ela foi criada em seus primórdios para promover a colaboração de conteúdos acadêmicos e organizações militares do governo americano. A web já nasceu colaborativa. A atitude de retomar essa maneira de usar a web custou aos comunicadores a queda do termo “receptor”, pois agora ele virou “co-autor” ou “colaborador”.

Assim, a web avança mais um pouquinho na formação da sua personalidade e como mídia assume a poderosa posição de permitir ao usuário/co-autor a possibilidade de ter experiências áudio/visuais, animadas (vídeos e vinhetas flash), interativas e colaborativas. Atendendo ainda mais os anseios do público que a consome. Como será a web 3.0? [Webinsider]

.

Sobre o autor

Flavio VidigalFlavio Vidigal (flavio.vidigal@rmgconnect.com) é supervisor de criação na JWT/RMG em Curitiba e mantém o site Flavio Vidigal Midia Interativa.

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

Palavras-chave relacionadas a este texto: [ TV, vídeo ] [ comunidades ] [ banners ] [ Vendas ] [ formação profissional ] [ aplicativos web 2.0 ] [ publicidade ] [ Comunicação corporativa ]

Comentários

4 pessoas comentaram o artigo "Design, criação e marketing gostam de novas mídias"

Thalis Data: 23/01/2009 às 11:45 am

Atividade: Publicitário e Designer de Interface Web

Cidade: Catanduva SP

A discussão não é mais essa. O movimento prébolha passou.

Hoje temos que discutir as possibilidades do web marketing em relação ao Google.

Luciano Ayres Data: 23/01/2009 às 12:46 pm

Atividade: Empresário e Palestrante

Cidade: Recife

Fica difícil prever como será a web daqui há 05 ou 10 anos, mas desejo que se torne algo mais centralizado no usuário, ou seja, um passo adiante a web 2.0.

Abraço,

Luciano Ayres
http://blog.lucianoayres.com

João Carlos Data: 23/01/2009 às 1:30 pm

Atividade:

Cidade: São Paulo

Com certeza precisamos ter mais criatividade, globalcriatividade se é que esta palavra existe!

Joao Carlos Data: 23/01/2009 às 2:36 pm

Atividade: Diretor comercial

Cidade: São Paulo

Gostei do comentario, parabéns!

Avisos
Os ítens com asterisco ( * ) são campos de preenchimento obrigatório.
Todos os links inseridos nos comentários possuem o atributo rel="nofollow" para impedir com que user agents (como os mecanismos de busca) sigam os links inseridos para desestimular spammers.
Todos devem se identificar através de e-mail válido.
Os e-mails dos usuários não serão divulgados no site.
Comentários:

Preencha os dados abaixo e clique em enviar

Outrolado.com.br

Leia

Uma saudável relação entre cultura e tecnologiaO Campus Party não é um local de adoração da tecnologia, mas sim de encontrar pessoas, com seus modos de vidas e formas de expressão. Gente e tecnologia sempre se atraem. Por Henrique Costa Pereira

Onde o Twitter e a snack culture ajudam sua empresaO consumo de conteúdo rápido e superficial oferecido pelo Twitter é um dos fenômenos recentes da internet e pode ser útil ao marketing e relacionamento de sua empresa com seu público de diversas maneiras. É bom ficar ligado.
Por Marcelo Tripoli Morais

Sergio Kulpas

TV, mídia (ainda) soberanaGravadores digitais causaram um impacto devastador sobre o ecossistema publicitário da televisão. Por Sergio Kulpas

O design em marcas de empresas e produtosO equilíbrio e a sustentação de qualquer marca está na capacidade de formular uma oferta 100% concretizável. O design faz sínteses, que funcionam na coerência entre o ser e o parecer. Por José Carlos Pires Pereira

O papel do empreendedor diante das redes sociaisIniciativas em redes sociais são itens obrigatórios nos planos de comunicação de grandes empresas e marcas. As MPEs também podem fazer o mesmo. Por Luiz Alberto Ferla

O estudante de comunicação e o bicho que o esperaAs tecnologias digitais são um buraco negro que engole um a um os meios de comunicação, mas que ainda não nos deixa ver com clareza o bicho que sairá do outro lado. Por Zeca Martins

A gaveta do cliente é um banco de projetos paradosA sua boa idéia pode ser boa mesmo, mas tende a acabar esquecida no fundo da gaveta do cliente. Porém, se um bom profissional de planejamento acreditar e trabalhar nela, as chances aumentam muito. Por Felipe Morais

Webinsider