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Comportamento - Redes sociais

O que você faria se fosse prefeito? Seria prefeito 2.0?

18 de janeiro de 2009, 20:19

Uma prefeitura moderna é aquela que incentiva, abre espaço e modela toda a máquina com os recursos mais modernos para fazê-la cada vez mais dinâmica para atender aos interesses dos cidadãos.

Por Carlos Nepomuceno

O que você faria se fosse prefeito? Minha filha de onze me perguntou isso outro dia. E fiquei a matutar.

Toda a prefeitura tem um impasse. Problemas demais e recursos de menos.

Um prefeito antigo, ou populista, fará da sua sua gestão a do Salvador da Pátria. “Eu sei e posso resolver tudo”.

O prefeito 2.0 caminhará por uma estrada diferente. “Eu vou articular a população para me ajudar a detectar e resolver os problemas”. O cidadão passa a participar da vida da cidade.

O PT nos bons tempos tinha isso bem enraizado. O tal orçamento participativo, que era uma marca do partido, mas acabou se perdendo.

Assim, uma prefeitura moderna é aquela que o prefeito incentiva, abre espaço e modela toda a máquina com os recursos mais modernos para fazê-la cada vez mais dinâmica para atender aos interesses dos cidadãos. Para isso, é necessário um investimento, no modelo Amazon de uma central única de atendimento, via fone, celular, SMS, web, e-mail, Twitter, MSN, Skype, na qual o cidadão aponta os problemas.

Acoplado à central, um serviço bem esturuturado de “entrega” de serviços, através de motos e helicópteros (nas cidades maiores) que vão aos lugares para verificar o problema e ver quem da máquina pode ser acionado.

A entrada dos pedidos pelos cidadão à prefeitura passa a ser uma só e não várias como é hoje em dia, desperdiçando recursos e dispersando os resultados.

As motos e helicópteros vão como “paramédicos” e acionam a outra estrutura posterior, quando for algo emergencial ou colocam como medidas a serem tomadas como política de solução de médio e longo prazo.

Nestes casos, entrando na pauta do orçamento participativo daquela região, que pode ter como ferramenta de apoio as interações, via redes sociais. Note que uma equipe de manutenção de semáfaros passará a agir não mais para saber aonde está o problema, isso passa a ser missão do cidadão, como já é feito em Curitiba, por exemplo, há alguns anos.

(No Rio, há um telefone para denunciar problemas nos sinais, mas não é divulgado em cada um deles. Vi em Curitiba um número de telefone de três dígitos para que isso seja feito!)

O mesmo vale para denúncias, via celular, de caminhões parados, fazendo entregas em horários fora da lei, irregularidades urbanas, etc… Teremos mais técnicos de manutenção nas ruas e menos supervisores para saber aonde está a agulha no palheiro.

Informatiza-se e coloca-se interação em todo o processo com resultados abertos para cada cidadão acompanhar a sua denúncia e dos demais. E saber quantas vezes aquele problema já apareceu no call center e qual a solução proposta.

O processo todo passa pelo envolvimento de toda a cidade, através da divulgação de um fone e de uma página Web, números de protocolos e o controle das autoridades dos resultados dos pedidos.

Deixando o cidadão de frente à inoperânica da máquina, com possibilidade maior de cobrança, em relação ao modelo vigente.

Implanta-se o projeto em versões 1.0, avalia-se, vai-se para a 2.0, e evoluindo cada vez mais para que a estrutura de atendimento da cidade esteja ao alcance de cada cidadão em um processo contínuo de evolução, cada vez mais digital e participativo.

Um prefeito que constrói esse modelo deixa uma herança inestimável, pois uma cidade participativa dificilmente volta para trás, pois cada cidadão se sente, de certa forma, no comando.

E isso não tem retorno. E você? O que faria se fosse prefeito? [Webinsider]

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Sobre o autor

Carlos Nepomuceno (nepomuceno@pontonet.com.br) é professor, pesquisador e co-autor do livro Conhecimento em Rede (Editora Campus), coordenador do ICO, Instituto de Inteligência Coletiva e diretor da Pontonet. Mais dele no blog CNepomuceno e no Twitter.

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Palavras-chave relacionadas a este texto: [ comunidades ] [ conteúdo colaborativo ] [ direito ] [ trabalho a distância ] [ gestão ] [ Comunicação corporativa ] [ inovação ]

Comentários

4 pessoas comentaram o artigo "O que você faria se fosse prefeito? Seria prefeito 2.0?"

Jeison Cardoso Data: 18/01/2009 às 8:54 pm

Atividade: Programador

Cidade: Rancho Queimado

Acredito que um serviço de SMS, e atendimento via telefone ainda sejam os melhores meios de comunicação com a população pequenas cidades, como a minha, onde isso é o máximo de tecnologia que a mesma possui. Quando possui.

Aqui na minha pequena cidade de menos de 3000 habitantes, o maior impedimento, para que isso aconteça não é o prefeito, e sim a mentalidade população. Que como massa, esquece que o prefeito, é um funcionário a serviço da cidade não o contrário.

Mas uma automação maior dentro da prefeitura, nos processo burocráticos, também ajudaria a acelerar o atendimento ao povo.

Luciano Ayres Data: 19/01/2009 às 10:22 am

Atividade: Empresários e Palestrante

Cidade: Recife

Acredito que dar voz à população através de canais de comunicações interativos e, eficientemente, realizar as mudanças e medidas solicitas para sanar os problemas relatados tem um grande efeito positivo: fazer com que cada cidadão cuide da sua cidade como o verdadeiro dono.

Excelente post!

Abraço,

Luciano Ayres
http://blog.lucianoayres.com.br

Willian Cruz Data: 19/01/2009 às 7:38 pm

Atividade:

Cidade: São Paulo

A sub de V. Mariana, aqui em São Paulo, prestava contas em um blog aberto a comentários na época do sub-prefeito Fabio Lepique (antes das últimas eleições). Era bem interessante.

eliane pereira da cruz Data: 28/01/2009 às 10:16 pm

Atividade: do lar

Cidade: canoas rs

com certeza eu faria mais albergues no municipio,faria uma super coperativa e colocaria estas pessoas para trabalhar e ter um pouco mais de dignidade,efari praças na cidade e colocaria mais medicos competentes nos postos de saude que e uma vergonha ter de levantar 4 da manhã para conseguir uma ficha para medico.e mais policiamento nas ruas

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