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Oportunismo e oportunidade diante do consumidor

30 de dezembro de 2008, 20:24

Quem trabalha com comunicação deveria se esforçar para coibir os abusos da classe e fortalecer a auto-regulamentação. Empresas generosas podem se destacar enquanto outras são mesquinhas.

Por Ricardo Cavallini

Só andando pela cidade de São Paulo — e depois fora dela — para entender o tamanho da diferença que a ausência dos outdoors nos trouxe. Não é segredo nem estranho que o projeto Cidade Limpa tenha tirado o Prefeito Gilberto Kassab do aparente anonimato.

Por ser partidário da auto-regulamentação, sou contra a maioria das leis voltadas para o nosso mercado. Mas não somente aprovei esta lei, como também apoio a nova lei do telemarketing, que nasceu para acabar com vários tipos de abuso e ignorância.

Chega a ser triste escutar os argumentos de algumas empresas contra esta última iniciativa. Uma inversão de valores que deixa claro a falta de visão e postura no relacionamento com seus clientes. Algumas empresas acham um absurdo serem obrigadas a respeitar o consumidor.

O oportunismo destas, que buscam ganhar qualquer centavo às custas do cliente, acabou virando oportunidade para políticos, que estão descobrindo uma maneira fácil e rápida de agradar o povo.

Sim, resolver o problema mais profundos como trânsito ou saúde é muito mais caro e demorado, mas como ambos estão no escopo dos políticos, não cabe neste espaço (que não é sobre política) julgar se os políticos também estão sendo oportunistas ou não.

Não cabe e não faz diferença. Quem trabalha com comunicação (assunto deste site) deveria se esforçar para coibir os abusos da classe e fortalecer a auto-regulamentação. Aprender que lobby — que também não fazemos direito — não será suficiente para evitar a interferência na profissão. O lobby de nenhuma categoria pode vencer a cenoura de conquistar o povo em uma canetada. Eu acredito (e acho que muitos concordam) que a canetada de Kassab garantiu sua reeleição.

Precisamos entender que isso também é uma oportunidade para agências e anunciantes. Se os políticos ganham votos, empresas poderiam se destacar e conquistar clientes.

A comunicação da Oi (desbloqueio, portabilidade, etc.) é nesta linha. Ser “generoso” enquanto os outros são mesquinhos em suas políticas que seguram consumidores através de cláusulas no contrato. Quem fideliza o cliente é o advogado, não o marketing.

O Amazon Frustration-Free™ Packaging é outro bom exemplo, mas existem centenas de oportunidades quicando na área. Basta olhar onde estão sendo mesquinhos, “espertos” ou “descuidados”, ganhando alguns centavos em cima de cada cliente para economizar ou faturar milhões.

Pensar que é possível ganhar mais centavos se diferenciando. [Webinsider]

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Sobre o autor

Ricardo Cavallini é profissional de comunicação interativa, professor de marketing direto na ABEMD, autor do livro O marketing depois de amanhã e editor do Coxa Creme

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

Palavras-chave relacionadas a este texto: [ contratos ] [ Comunicação corporativa ]

Comentários

1 pessoa comentou o artigo "Oportunismo e oportunidade diante do consumidor"

Jr Souza Data: 05/01/2009 às 3:52 pm

Atividade: Publicitário

Cidade: Jaboticabal/SP

Infelizmente entre nós profissionais da comunicação não há união concreta e sim, 98% de ego polido.

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