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Usabilidade e AI - Planejamento

O arquiteto da informação está a serviço da clareza

04 de dezembro de 2008, 21:00

As empresas buscam clientes e já descobriram que chamar a atenção deles agora está mais difícil. É neste campo que entra em ação o auxílio importante do arquiteto da informação.

Por Rafael Marinho

Com o advento da tecnologia da informação e das redes sociais, eis que estamos em uma sociedade mais exigente. O século XXI está marcado pelo aumento exponencial da informação em todos os setores e motivado pela democracia da informação.

Ao mesmo tempo em que somos consumidores de informação, também a produzimos e estamos em constante processo de transformar dados em conhecimento.

Como conseqüência, o cidadão se torna mais exigente com o que lhe é apresentado como fato ou verdade.

Trazendo para o campo doméstico, nosso exempla vale até dentro da cozinha, onde não basta saber se o frango tal é da procedência da empresa X ou Y - o cliente quer saber se o frango possui o selo da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que ração o alimenta e qual o impacto dos aditivos químicos na saúde do consumidor. São preocupações e reflexões novas.

Rótulos, marcas e a própria arquitetura de informação não passam desapercebidos pelos clientes/usuários, que buscam produtos e serviços mais específico para suas necessidades.

O público também tem em mente que toda informação comunicada é potencialmente passível de distorções em suas fontes e reconhece que pode ser manipulada pelo emissor.

Sabemos que um advogado ganha mais emperrando um processo no Fórum do que resolvendo a situação do cliente. Que um médico pode preferir uma cirurgia. E o mecânico que vai consertar a lanterna quebrada de seu carro irá se esforçar para encontrar alguns defeitos.

Existe uma máxima em Biblioteconomia que diz: “Informação é poder!”. Ou seja, aquele que detém informação e conhecimento tem um grande poder nas mãos. O comentário aqui não tem a finalidade de manchar a imagem de nenhuma das classes profissionais citadas, mas apenas exemplificar como a informação pode ser manipulada com intencionalidade.

Ao mesmo tempo, população bem informada é menos propensa a doenças, tem maiores possibilidade de galgar bons empregos e de estar sempre um passo à frente.

Assim, ajudar a organizar e tornar a informação utilitária e com valor agregado não é tarefa fácil. Bibliotecários, arquivistas, cientistas da informação, arquitetos de informação e profissionais de TI dedicam anos de suas vidas para que toda essa massa informacional seja filtrada, mapeada, modelada e destinada ao cliente certo.

Se, ao acessar um website, se você conseguiu de primeira lançar uma palavra e encontrar o que está procurando, pode apostar que teve uma equipe trabalhando duro para levar a informação até você. E se esse trabalho nem for percebido é porque os profissionais que atuam no segundo plano cumpriram seu papel.

Mesmo quem não é um usuário assíduo da internet, com certeza o é de informação, independente de onde ela esteja. São preocupações marcantes, pois as empresas buscam clientes e já descobriram que chamar a atenção deles agora está mais difícil. [Webinsider]

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Sobre o autor

Rafael Marinho (rafaelmarinho71@gmail.com) é arquiteto de informação, consultor em gestão da informação e mantém o blog Bibliotecário Virtual

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

Palavras-chave relacionadas a este texto: [ web standards ] [ usuário final ] [ briefing ]

Comentários

6 pessoas comentaram o artigo "O arquiteto da informação está a serviço da clareza"

Rockfeller Parulla Data: 04/12/2008 às 9:35 pm

Atividade: Ja nem sei mais quem sou.

Cidade:

Excelente matéria, expressa realmente o momento pelo qual nós estamos vivendo. Um momento muito bom para refletir, se é que temos tempo para isso. Mas de qualquer forma sempre estamos atrás do mais atraente, daquilo que nos desperta e que tenha sentido para nossa vida. Afinal gostando ou não de informações, vivemos por elas. Abraços a Todos.

Fernando Sergio Data: 08/12/2008 às 10:58 pm

Atividade: Front-End CSS Designer

Cidade: São Paulo

Muito boa essa matéria, com isso mostra cada vez mais a imagem do Arquiteto de Informação, que está no mercado para ajudar os usuários e garantir o sucesso dos clientes, pois cliente satisfeito, mais tempo de conta será do cliente. :P

miguel prado Data: 11/12/2008 às 3:18 pm

Atividade: advogado

Cidade: são paulo

o lucro do prestador de serviços está na hora / trabalho, quando em menos tempo ele demora para prestar o serviços maior o lucro.

o advogado não emperra o processo é sim o sistema juridicional, que o estado brasileiro possui…

seria inlogico um advogado emperrar uma ação, ele não ganharia dinheiro desse jeito.

Rafael Marinho Data: 11/12/2008 às 7:44 pm

Atividade: Bibliotecário Virtual

Cidade: Salvador

Olá caro Miguel Prado e demais leitores, também sou prestador de serviços e conheço a relação hora/trabalho, e como deixei explícito no artigo “O comentário aqui não tem a finalidade de manchar a imagem de nenhuma das classes profissionais citadas”. Como você mesmo citou é o sistema judiciário que emprerra as ações e se isso é feito, logicamente é por uma intencionalidade. Não estou dizendo que os advogados fazem isso contra seus clientes, isso não daria dinheiro, mas os clientes a fim de se livrarem de uma sentença desfavorável podem conceder alguns “agrados”.
O que busquei foi trazer exemplos (e não fatos) que demonstrem como a informação é uma forma de exercer poder a outrem, informação clara e confiável tornam as pessoas livres, aumenta capacidade crítica dos cidadãos e faz com sejam agentes sociais transformadores.
Informação é igual a liberdade! O mundo seria maravilhoso se todos conhecessem seus direitos e deveres para com a sociedade, bem como ter conhecimento sobre boas práticas de saúde, nutrição etc.

Katyusha Souza Data: 23/01/2009 às 8:25 am

Atividade: Bibliotecária e AI

Cidade: Brasília

Essa máxima está é ficando batida. Ter muita informação pode provocar uma Ansiedade de Informação. Os livros do Wurman ilustram de maneira excelente o tema.
O objetivo é levar a informação certa ao usuário certo e não colocar tudo à disposição do usuário que provavelmente não saberá o que fazer com tanta informação. (às vezes inútil para ele).

Rafael Mariho Data: 23/01/2009 às 9:27 am

Atividade: Bibliotecário e Arquiteto de Informação

Cidade: Salvador

Katyusha, você tem total razão.
Ter acesso a todas as informações disponíveis não é sinal de que estamos bem informados.
É como ter o Google e junto com ele todos os sites referenciados por ele.
Assim como o bibliotecário, o arquiteto de informação “leva a informação certa ao usuário certo” como você citou, essa sem dúvida é o princípio que norteia esses dois profissionais.
Obrigado pela sua contribuição

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