Sabemos fazer sites. Sabemos fazer marketing?
21 de novembro de 2008, 18:42Nunca tivemos tantas ferramentas e tecnologias disponíveis para realizar o marketing digital dos nossos clientes. A questão é garantir que sejam eficientes e bem usadas.
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Entregar um hotsite de produto em Flash em 1999 era uma grande vitória e com muito pouco virava case de sucesso. Ter um formulário de cadastro era o suficiente até para se pensar em iniciar um programa de CRM. O restante da formula era simples: newsletter e compra de mídia online adaptada do offline.
Pois é, os tempos são outros. Isso já faz quase dez anos e recentemente confessei para um amigo o seguinte: “Eu não entro mais nos sites em Flash que me enviam. Se tem loading eu já fecho a janela e, quando eu resolvo ver o site, fica a sensação de reprise. Eu não quero postar um vídeo, adicionar o link ao meu Facebook, ou ligar a câmera do meu note. Talvez eu só queira uma informação corriqueira e não queira “ficar interagindo” com a marca”. Cheguei ao meu limite quando entrei no site de uma agência em que eu simplesmente não conseguia navegar: o site me pedia freneticamente para conectar uma câmera e um microfone no meu notebook e não me dava outra opção de navegação. Fechei a janela.
Daí que essa situação corriqueira me fez lembrar de um “mestre” do marketing de relacionamento com o qual trabalhei que sempre dizia: “Lesson 1 – o cliente não está a fim de se relacionar com você…”
Finalmente, depois de me tornar uma “navegante cansada”, aprendi a lição. E ai a pergunta: sabemos fazer sites maravilhosos e as tecnologias estão cada dia mais disponíveis, algumas até gratuitas, mas sabemos transformar isso em marketing?
Da mesma forma, os veículos especializados questionam cada vez mais a efetividade das midias tradicionais como revistas e TV. Marcas grandiosas encolheram drasticamente sua verba de TV para apostar em internet. Mas quais são as vantagens?
A principal delas é a mensuração. A mensuração dos meios online é real e muitas vezes imediata. Ate hoje eu fico encantada em acompanhar online os números de pageviews, leituras de e-mail, cliques, etc. Vejo as planilhas dos meus clientes diariamente e essa tecnologia me encanta mais que os sites em Flash!
O consumidor de modo geral vem mudando a olhos vistos. Hoje um anúncio não é suficiente para convencê-lo de uma compra. Qualquer pessoa que tenha acesso a um computador pode fazer uma pesquisa de preço na internet, comparar produtos e suas funcionalidades, pesquisar reclamações e defeitos de fabricação e o que outros consumidores têm dito. Essa é a internet para o consumidor com intenção de compra.
Por outro lado, o advertising conta com novos formatos, como o viral (uma coisa que muita gente propõe, mas poucos fazem bem feitos), o SEO e mesmo o monitoramento de redes sociais. A cada dia eu acredito mais nesses formatos resultantes de buscas e relacionamentos interpessoais do que em click-through.
Quem busca realmente quer um produto, serviço ou informação. Quem se cadastra em uma comunidade de produto ou marca numa rede social realmente se identifica com a marca. Anualmente eu troco de celular e recentemente peguei um novo, com wi-fi, gps, etc.
Sabe qual a maior fonte de informações sobre aplicações e dicas para o meu aparelho? Provavelmente não é o site da marca, é uma comunidade do Orkut. É lá que eu acho dicas sobre uso do aparelho, novos softwares para download etc. A marca até se propõe a ter um ambiente para download, mas tem uns quatro ou cinco aplicativos “gato pingado”, o que não é nada interessante para uma pessoa que adora baixar coisas para o celular como eu.
E o que isso tem a ver com o marketing? Descentralização e controle parcial sobre a sua marca através de redes sociais, e é nisso que temos que prestar atenção desde já. Hoje o marketing da sua marca não é mais somente o que você produz e distribui como campanha. Com a internet popularizada, o consumidor tem voz ativa, podendo ajudar a sua marca a crescer através de dicas – como o site deste celular que comentei – ou gerar um mal estar danado através de reclamações de consumidores insatisfeitos.
E isso, não tem site em Flash, campanha premiada ou click-through que segure. [Webinsider]
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1° Marcelo Data: 22/11/2008 às 12:18 am
Atividade:
Cidade:
“Celular” com aspas mesmo porque é um verdadeiro PC de bolso, estou me referindo ao Android do Google. Espero que alguma operadora traga logo o bicho pro Brasil.
Parece que o pessoal do Google quis fazer um smartphone projetado para ser uma rede social móvel. A api webkit abre qualquer site inclusive com suporte avançado ao ajax, e tem a api do Google Maps. Suporta também os anúncios do Adsense.