Webinsider

Redes sociais

E por que não portabilidade de dados de verdade?

28 de outubro de 2008, 22:12

A idéia de data portability vai além da comunicação entre as diversas redes sociais. Hoje as plataformas disponibilizam os dados, deixam que sejam acessados por outros sites, mas não os tornam portáveis. É pouco.

Por Diego Gomes

Data Portability é um movimento no sentido de dar aos usuários o controle sobre as suas redes sociais e trazer praticidade a quem usa a internet. Dando controle ao usuário sobre seus amigos, seus dados, sobre sua privacidade e padronizando isso, temos uma proposta coerente de simplificação e melhoria para a web.

Quem se interessar pelo assunto e quiser saber um pouco mais, recomendo dar uma olhada aqui, e aqui.

Ainda não é data portability

O slogan do Dataportability.org é: Share and remix data using open standards. Compartilhar e misturar dados usando padrões abertos é boa idéia, mas as empresas com serviços de portabilidade hoje não estão interessadas essencialmente no bem do usuário e sim em aumentar suas esferas de influência.

Google vs. Myspace vs. Facebook

As três empresas já lançaram suas plataformas de comunicação entre redes sociais, Friend Connect, Data Availability, e Facebook Connect (que tem usabilidade fantástica e deixa o OpenID muito atrás). Todas as plataformas disponibilizam os dados, deixam que eles sejam acessados por outros sites, mas não os tornam portáveis.

Data Portability é completamente diferente de comunicação entre as diversas redes sociais. O que vivemos neste momento é uma iniciativa no sentido de diminuir o número de serviços que possuem os dados e trazer alguma praticidade e simplificação para desenvolvedores e usuários.

O que alguns não perceberam é que a diminuição do número de bancos de dados ainda não dá ao usuário a propriedade sobre seus dados e cria até uma espécie de cartel dos possuidores dos dados. Tudo continua do mesmo jeito, no espectro de quem é o possuidor dos dados.

O dado não é seu, ele é do Google, do Facebook, ou do Myspace. Por sorte, eles simpaticamente deixam que você os acesse e até compartilhe com outros sites. Ter um widget com seus amigos do Orkut em qualquer site, não ter que importar todos os seus amigos a cada vez que você cria conta em um novo serviço não é data portability. Isso é comunicação entre as redes sociais, não um movimento em direção a utilização de padrões abertos para a web.

É um avanço, melhorará muito a experiência dos usuários, mas ainda não é o suficiente.

As plataformas de convergência ainda têm muito a amadurecer e caminhar no sentido de um padrão aberto de dados, que pertençam de verdade ao usuário. O data portability ainda tem que amadurecer bastante e um grande passo para isso é a adoção do openID por grandes players como o Yahoo!, que tem investido bastante em pesquisa.

O OpenID ainda tem que se consolidar como um protocolo realmente efetivo e mais simples de autenticação. Foco em usabilidade e parcerias com os grandes são a esperança para o movimento em favor do data portability.

E você concorda ou discorda? Opine! [Webinsider]

.

Sobre o autor

Diego Gomes (diego.ttg@gmail.com) é publicitário com especialização em marketing e mantém o blog Widgy! sobre social media e tendências web .

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

Palavras-chave relacionadas a este texto: [ usuário final ] [ google ] [ direito ] [ aplicativos web 2.0 ] [ publicidade ]

Comentários

2 pessoas comentaram o artigo "E por que não portabilidade de dados de verdade?"

Diego Gomes Data: 29/10/2008 às 6:17 pm

Atividade:

Cidade:

Update: Acabou de sair uma notícia que corrobora ainda mais essa idéia de monopólio dos dados.
O Google libera todas as contas de gmail para autenticação via OpenID em outros sites, mas não libera login na sua google account via OpenID.

http://mashable.com/2008/10/29/google-openid/

Kerber Data: 03/11/2008 às 4:06 pm

Atividade: Analista de Negócios

Cidade: Florianópolis

Amigos, acredito que data portability não fique bem em nenhum plano de negócios. O valor dessas empresas está na informação e no controle do seu tráfego, falar de data portability para elas é como falar em comunismo.

Temos que lembrar que graças às “ambições” dessas empresas que possuímos redes sociais. Se essas redes não fossem motivadas pelo lucro, seriam tão espalhadas e desorganizadas quanto são as cidades que levaram séculos para se organizar em países que até hoje não se relacionam bem entre si.

Avisos
Os ítens com asterisco ( * ) são campos de preenchimento obrigatório.
Todos os links inseridos nos comentários possuem o atributo rel="nofollow" para impedir com que user agents (como os mecanismos de busca) sigam os links inseridos para desestimular spammers.
Todos devem se identificar através de e-mail válido.
Os e-mails dos usuários não serão divulgados no site.
Comentários:

Preencha os dados abaixo e clique em enviar

Outrolado.com.br

Leia

Ricardo Bánffy

Vendor lock-in Os notebooks subsidiados para os professores têm espaço em disco de sobra e deveriam trazer um Linux instalado também. Entenda. Por Ricardo Bánffy

Como será a empresa do futuro?Uma operadora telecom será melhor quando se tornar empresa gestora de comunidades de usuários de equipamentos móveis. E deixar o usuário fazer o próprio plano e escolher com quem quer falar mais barato, como se fosse um Orkut ou um Twitter. Por Carlos Nepomuceno

Marcello Póvoa

A web fragmentadaSurge uma web descentralizada - e com um gigantesco poder de influência. Por Marcello Póvoa

Privacidade é um conceito que caiu por terra sozinhoCena de cinema: você está na rua e acha que está sendo seguido por um criminoso que viu sua foto no Orkut, o seguiu pelo Twitter e agora tem um mapa com uma seta que mostra exatamente onde você está. Por Gustavo Audi

Dataportability.org: uma ação para abrir o grafo socialO conteúdo que as pessoas produzem para as redes sociais atualmente fica preso nestes sites. Mas já há uma ação concreta no sentido de deixar que tudo seja livre e portável. Por Gilberto Alves Jr.

O que é grafo social e quem pode controlá-lo?Devemos trabalhar para que as pessoas possam ser donas de suas redes sociais nos diversos ambientes que frequentem e tenham controle sobre elas. E que seja uma solução livre. Por Gilberto Alves Jr.

Webinsider