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Tecnologia

Paulo Roberto Elias
Áudio e vídeo

Combinação explosiva!

24 de outubro de 2008, 17:46

Quando um disco Blu-Ray com DTS-HD MA pode produzir estouros, literalmente.

Por Paulo Roberto Elias

Volta e meia, a vida nos traz surpresas, praticamente em todos os campos da atuação humana, e nem o lado tecnológico do progresso escapa disso. A verdade, porém, no que concerne à tecnologia de áudio e vídeo, é a seguinte: nós hoje raramente nos damos conta de que não estamos mais lidando pura e simplesmente com aparelhos eletrônicos, mas com equipamentos micro processados, isto é, que incorporam no seu design uma mistura de eletrônica e ciência da computação.

Em passado recente, eu abordei nesta coluna o tópico relativo ao firmware, que nada mais é do que um programa escrito para um determinado tipo de microprocessador. Agora, eu pretendo mostrar na prática, como erros dessa programação podem trazer resultados desastrosos ao usuário.

Pois é, caros leitores: hoje em dia, quase tudo que nos cerca é controlado por programação, coisas triviais que vão desde simples eletrodomésticos, até sofisticados sistemas de redes sem fio, daquelas que agora a gente acha na rua. E neste sentido, nos ajuda saber o que é um programa, e como ele pode conter erros.

Um programa é uma seqüência de comandos com o objetivo de executar uma tarefa, e estes comandos são escritos numa determinada ordem, que a gente chama de “lógica”. Um programa pode conter dois tipos básicos de erros: o erro de digitação de comandos (chamado de erro de sintaxe) e o erro de execução das rotinas, quando então a “lógica” não é respeitada. Em qualquer hipótese, um programa contendo erros não cumprirá corretamente a execução de tarefas que se deseja dele.

Aí, vale a pena acrescentar também o seguinte: um microprocessador é um circuito eletrônico, contido em um microchip, pré-programado para executar comandos vindos de um programa. E, neste caso, este programa (“software”) é chamado genericamente de “firmware”.

E os firmwares, nos equipamentos atuais de áudio e vídeo, têm desempenhado um papel importante no desenvolvimento e na sofisticação de novos equipamentos, com a vantagem de poderem ser trocados por uma versão mais atual e melhorada, sem que o usuário precise trocar de equipamento.

Por outro lado, o que se vem notando é que ocorrem constantemente atrasos ou equívocos, na implementação das rotinas dos firmwares, devido provavelmente ao fato de que a confecção dessas rotinas depende muito da integração operacional de indústrias diferentes. E o resultado de qualquer desastre nesta direção acaba invariavelmente no produto final, entregue ao usuário.

Foi o que eu vi acontecer, dentro da minha própria casa, por uma série inusitada de acontecimentos. O meu sistema pessoal de home theater havia mudado em duas etapas e épocas diferentes: na primeira, eu instalei um A/V receiver Onkyo, modelo TX-SR605, que no ano passado era um equipamento “future proof”, quer dizer, era mais avançado, em termos de reprodução de codecs de áudio, do que os equipamentos de leitura (Blu-Ray players) disponíveis na época, para entregar a um processador externo esses mesmos codecs.

Na segunda etapa, bem recentemente, eu instalei um leitor Blu-Ray, Panasonic, modelo DMP-BD30, que tem esta capacidade, e assim o circuito ficou completo.

Mas, nem tanto! As más notícias chegaram antes. A primeira, que o Panasonic BD30 deixava cair o sinal de trilhas de Dolby TrueHD, lidas de determinados discos, o chamado “dropout” de áudio. Desde o ano passado, usuários pela internet afora vinham se queixando disso, e notem que o firmware do BD30 ainda estava na versão 1.4. O BD30 que eu comprei veio na versão 1.8, e eu imediatamente o passei para a versão 2.4. Ninguém sabe por que ou como esses problemas aparecem, e comigo foi a mesma coisa: de repente, um belo dia, estava lá o famigerado dropout de uma trilha Dolby TrueHD. O sinal simplesmente desaparece, e o display do receiver apaga, acusando esta interrupção.

O problema não tem reprodutibilidade, quer dizer, voltando o disco para trás, e tocando o mesmo trecho, a ausência de sinal não se repete! Quer dizer, é pau de dar em doido! Note o leitor que eu passei por cima de várias atualizações de firmware, e nem assim o problema havia sumido.

Eu cheguei a ler um comentário de um participante de um fórum, que dizia temer se aborrecer com isso, toda vez que ele tocava um disco com Dolby TrueHD. E pudera! Ninguém compra equipamentos para o lazer ou por hobby para se aborrecer com coisas operacionais. O que se quer ver é que tudo isso passe transparente. Mas, a solução irá estar sempre um passo adiante, e no caso da Panasonic, eu fiquei bobo de ver como a empresa se alimenta das informações dos participantes dos fóruns lá de fora. E assim, em menos de um mês, saiu a versão 2.5 do mesmo firmware, que eu, é óbvio, instalei imediatamente. Se isso vai resolver o problema, só o tempo dirá, mas os resultados até agora são promissores.

Ausência de sinal de áudio por alguns segundos, convenhamos, é problema pequeno, diante de outro problema, por coincidência com outro codec novo, e desta vez o DTS-HD MA, que provoca um forte estouro nas caixas acústicas do sistema, irrespectivamente do volume utilizado. É como se alguém tivesse furado um desses balões de festa de aniversário, cheio de ar, dentro da sala do usuário. E não é irônico, caros leitores, que eu tenha que ter descoberto este estouro bem no meio da reprodução de um filme de guerra?

Na realidade, o problema é o seguinte: o sinal integral do DTS-HD MA é passado a um processador externo DSP (Digital Signal Processing), no caso, o do meu Onkyo 605, que se encarrega de transformá-lo em sinal analógico para amplificação. Como na situação anterior, alguns discos, quando tocados, provocam um erro de decodificação neste DSP, dando o estouro nas caixas. O estouro é um ruído transiente de grande amplitude e como tal pode queimar instantaneamente uma ou mais caixas acústicas do sistema, coisa que, felizmente, não chegou a acontecer comigo.

O estouro acontece em vários receivers da linha Onkyo (605, 705, 805, 875 e 905) e em modelos diversos das marcas Integra, e Yamaha e, ao que parece, até com alguns receivers da Pioneer (não confirmado). O termo oficial da Onkyo para o problema é: “Pop-noise with some HD-DTS material”, mas os usuários dos fóruns o chamam mais apropriadamente de “DTS bomb”!

A cura, para evitar que a “bomba” exploda, está na atualização do firmware do DSP. Nos modelos que têm mais de um DSP, a correção tem que ser aplicada em todos eles ao mesmo tempo!

O procedimento para alcançar este intento vai depender do equipamento, e assim instruções específicas são fornecidas pelos fabricantes de cada receiver. Os modelos da Onkyo, por exemplo, usam um arquivo de áudio PCM (“wav”), com o qual o usuário se serve para gravar um CD de áudio. Este CD tem que ser reproduzido pela entrada ótica número 1, após uma seqüência de teclas do painel ser acionada numa determinada ordem.

O processo em si é particularmente complicado, porque algumas dessas teclas dão um espaço de cerca de três segundos, para que a próxima tecla seja acionada, e isso obriga o usuário a memorizar a seqüência e tentá-la várias vezes, até tudo dar certo. Além disso, a reprodução de um CD de áudio pela saída digital de um leitor de DVD, por exemplo, pode não começar do zegundo “0”, e isso impede a transcrição correta do firmware. A própria Onkyo recomenda tentar vários aparelhos de leitura e, se possível, um CD player mais antigo, onde este problema não acontece.

O pior disso tudo é que este tipo de firmware, se aplicado incorretamente, pode inutilizar por completo o funcionamento do receiver, obrigando o usuário a mandá-lo para os representantes, para troca do circuito que armazena o firmware. Por causa disso, é importante que o leitor desta coluna, se aflito com este problema, confie a solução do mesmo para aqueles mais capacitados e/ou responsáveis pelo seu equipamento!

Por outro lado, é importante observar que receivers de uma mesma linha de montagem podem ter componentes em versões diferentes e que os mesmos têm firmware de versões diferentes. Esta é, em última análise, a explicação pela qual um determinado disco Blu-Ray com DTS-HD MA pode dar estouros em um equipamento e não em outro. Eu mesmo verifiquei isso, ao examinar uma lista fornecida por um usuário do fórum da AVS: na lista dele aparecem discos que eu já tinha tocado sem nenhum problema!

O leitor deve ainda prestar atenção também para o fato de que o estouro nas caixas somente acontece com o envio do sinal integral do DTS-HD para a decodificação externa, isto é, fora do leitor. Muitos leitores de Blu-Ray no mercado processam a decodificação internamente, para passar o sinal adiante como LPCM multicanal. E não são poucos os aparelhos de primeira geração que sequer fazem uso do codec integral para esta transformação, eles usam apenas o “core”, que é o DTS convencional e que não tem este problema.

O uso de codecs de áudio avançados, em toda a sua plenitude, só é possível com a sua decodificação integral interna, transmitindo-se os mesmos pela saída analógica ou então enviados para um processador externo. Este último método, porém, só aconteceu quando a transmissão do sinal por protocolos HDMI versão 1.3 se tornou factível. E isto, salvo melhor juízo, é um caminho evolutivo que, a meu ver, não tem volta.

Antes de terminar, um lembrete para evitar desespero de quem vai passar ou já está passando pelo bombardeio do DTS-HD MA: na dúvida, mude a saída digital do seu leitor para PCM, em vez de bitstream. Com isso, o codec original nunca chegará ao seu destino, evitando o ruído. Faça isso, até o problema ser diagnosticado e/ou resolvido! [Webinsider]

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Sobre o autor

Paulo Roberto EliasPaulo Roberto Elias é professor aposentado da Faculdade de Medicina da UFRJ, hobbyista em áudio e vídeo, Mestre em Ciências (M.Sc.) e Ph.D. em Bioquímica. Manteve, até recentemente, o site Miragem, cujos artigos podem ser lidos aqui.

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Palavras-chave relacionadas a este texto: [ TV, vídeo ] [ música ]

Comentários

8 pessoas comentaram o artigo "Combinação explosiva!"

Nolan Leve Data: 27/10/2008 às 10:43 am

Atividade: Consultor AV

Cidade: Rio de Janeiro

Prezado Paulo:
A tecnologia AV está cada vez mais complicada,tanto nos reprodutores BluRay quanto nos “Receivers” hi-end.Isto afasta cada vez mais tais equipamentos do objetivo original que é divertir,fazendo com que seus usuários se tornem robôs-escravos das fabricas,descobrindo e relatando problemas em seus equipamentos caríssimos que nunca deveriam acontecer.A quantidade de siglas,formatos,firmwares e outras cositas mais,deixando “abacaxis” nas mãos de pessoas competentes como você só vai poder ter um final:tudo isto vai se acabar!!! Senão vejamos:receivers já são peças raras e o termo “Home Theatre” agora se refere em 98% das vezes a equipamentos de uso extremamente prático e popular,que é o que a nova geração quer - um nivel razoável de qualidade aliada a uma extrema facilidade de uso. O BluRay continua caríssimo e com a crise atual se avolumando,a coisa vai ficar séria para ele também.Resumindo:os fabricantes vão ter que olhar seu próprio lucro com mais carinho,pois tem que dar satisfações aos seus acionistas.Algo me diz que os tempos de luxo estão por terminar.
Em tempo:No camelódromo aqui do Rio,os videogames mais vendidos para o “povão” são o XBox e o Wii,para os quais se encontram uma variada gama de acessórios,games e serviços.O Sony PS3,que reproduz BluRay não existe por lá.Porque será?

Abraços,
Nolan

Gustavo Data: 27/10/2008 às 12:07 pm

Atividade:

Cidade:

“Em tempo:No camelódromo aqui do Rio,os videogames mais vendidos para o “povão” são o XBox e o Wii,para os quais se encontram uma variada gama de acessórios,games e serviços.O Sony PS3,que reproduz BluRay não existe por lá.Porque será?”

Não existe pq não tem como clonar ainda.

Paulo Roberto Elias Data: 27/10/2008 às 3:15 pm

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Nolan,

Você sinceramente vê alguma forma de fugir disso? No meu entendimento, só se for não comprando nada, não montando home theater nenhum, não confiando em fabricante nenhum, etc.

Eu acho que o pior é quando o fabricante não assume o problema, e você sabe quantas vezes eu me defrontei com isso!

Agora mesmo, eu reclamei com a Philips, que não há atualização de firmware no próprio site deles, de um leitor de DVD que eu comprei. A resposta padrão é para encaminhar o aparelho para uma autorizada, mesmo dizendo que eu me responsabilizo pela troca de software. E não adianta persistir, eles fingem que não estão vendo o erro que estão cometendo, e tratam o cliente de uma maneira estratificada, com todo mundo nivelado como incapaz mental. O problema é que o suporte do site oferece um firmware que ficou para trás, e eles sequer se importam com isso. E no final, de quem é a responsabilidade de colocar um software defasado no site? Nossa?

O correto é o que os provedores de conteúdo estão fazendo: em cada disco Blu-Ray que você compra vem um alerta sobre a atualização de firmware, e o site para resolver isso. A parti daí, o usuário é quem decide se ele mesmo faz isso, ou manda seu aparelho para uma autorizada.

Eu sei que você não endossa o Blu-Ray, e está correto quanto ao preço dele. Porém, é preciso notar que esta história de preço nas alturas é problema brasileiro. Lá fora, as vendas de Blu-Ray explodiram, os leitores já chegaram na faixa dos 300 dólares e espera-se que caiam ainda mais com a penetração de novos chipsets dedicados. O número de fábricas para prensar discos aumentou, inclusive nas regiões do planeta onde o custo é menor. Hoje, é possível comprar on-line discos novos, na faixa de 14 a 24 dólares.

Portanto, a adoção deste ou de qualquer outro formato com tecnologias novas, ainda vai sofrer ajustes ao longo do tempo, como foram todos os formatos que surgiram antes deles. Cabe ao consumidor decidir se vale a pena adotá-lo ou não.

O meu objetivo com este texto é apenas colocar os pés dos leitores no chão, e apontar para a solução de um problema que afeta muita gente, no mundo todo.

Problemas deste tipo têm solução, e uma das últimas notícias que eu li a este respeito (bem depois da coluna ter sido enviada para publicação) é que a DTS modificou os codificadores usados atualmente, para evitar que o problema possa acontecer nos discos mais novos, a serem lançados em futuro próximo no mercado. Note que este não é um problema do Blu-Ray, mas do codec com o qual ele é feito. No caso, se a DTS não se mexesse, ia obviamente perder a sua faixa de mercado!

Nicolau Centola Data: 29/10/2008 às 4:24 pm

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Paulo, acompanho sempre a sua coluna, sempre excelente, por sinal, e ia fazer um comentário. Qual não foi minha surpresa quando vi que o primeiro comentário era do Nolan. E justo hoje eu havia lido em uma antiga edição (e bota antiga nisso) da saudosa revista Somtrês uma matéria dele sobre o betamax. Na época, a Sony dizia que, mesmo produzindo VHS, não ia deixar de lado o formato betamax… hehehehe… adoro ler revistas antigas, pois muitos conceitos não mudam, mas muitas matérias nos fazem entender porque empresas escolheram caminhos. Uau, estou cercado de feras!!

Bom, mas o comentário era meio irônico, já que vivemos hoje uma babel de formatos, codecs, atualizações etc. Ia dizer que bom mesmo é o vinil, que não precisa de nada mais que uma agulha/cápsula e um amplificador para nos dar prazer. Claro, é muito mais complexo que isso, mas muito mais simples que o que vivemos hoje.

abraços

Paulo Roberto Elias Data: 30/10/2008 às 9:54 am

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Oi, Nicolau!

Pois é, o Nolan e eu temos uma história bem mais recente do que a Som Três, nós nos conhecemos já na era do DVD. Cara, que viagem!…

Você tem toda a razão, quando diz que as coisas da eletrônica convencional eram bem mais simples. Houve, aliás, um momento de transição nisso, que os chamados “técnicos em eletrônica” ficavam totalmente perdidos com a entrada de circuitos impressos cheios de chips, e isso os obrigou a entrar no campo da micro eletrônica, às vezes de forma penosa. Mas, toda aquisição de conhecimentos é assim mesmo: penosa! Quem pensa que vai ter moleza, estará redondamente enganado!

Por outro lado, as oficinas hoje quase não “consertam” mais nada, a coisa virou num troca-troca de placas, com pouca ou quase nenhuma pesquisa para achar defeito.

Agora, espero que você vá concordar comigo que ironia mesmo é que o vinil era também problemático, nem tanto por causa da eletrônica, mas por causa das suas limitações mecânicas. Nunca soube de audiófilo que se prezasse, que não tivesse um kit com recursos para alinhar cápsulas, e investir fortunas, quando saía uma cápsula melhor!

Abraço do
Paulo Roberto Elias.

Nolan Leve Data: 02/11/2008 às 11:06 am

Atividade:

Cidade: Rio de Janeiro

Prezado Paulo:
O publico já “está fugindo disto”.Daí a invasão do mercado por equipamentos cada vez mais simples de operar,mantendo uma qualidade de audio bem razoável.Eu tive a oportunidade de ouvir dois desses sistemas,um Sony e um Samsung e confesso que me surpreendi com o resultado ao assistir filmes(no “elementar padrão” de Dolby digital 5.1. A interação no ambiente do audio+filme estava muito boa mesmo.Me surpreendi!Com certeza dá muito mais prazer assistir um filme assim do que ser interrompido por estalos provenientes do “litigio” entre player e receiver,matando em definitivo o clima mágico que o cinema nos traz.
Mas creio,Paulo,que a culpa é minha.Estou ficando velho (e todos os verdadeiros audiófilos também)e a minha paciência com tais,digamos,cagadas da industria acabou.O meu amigo Nicolau foi testemunha:a Sony não aprendeu nada estes anos todos,pois desde o tempo do betamax insiste em patrocinar tecnologias tecnicamente obsoletas como o Bluray.Aliás,quero te informar:meu unico senão com o Bluray é que ele nasceu numa época em que a Sony poderia criar coisa melhor,sem motores nem sistema ótico,coisa do seculo passado.
Das coisas “falantes&visualizantes”quero extrair audio e video com facilidade e qualidade,assistir meus filmes como se estivesse no cinema(meu DVD me dá imagem melhor do que miuito cinema bom por aí)sem problemas nem interrupções por conta de um imbecil que errou no projeto.E se o filme for um clássico,serve até VHS.O conteudo,a praticidade se possivel combinados com a qualidade é que me importam.Quero paz para curtir o conteudo de boas produções;não quero mais ter que “consertar” (trocar o firmware é conserto para mim)de equipamentos que custaram caro e teriam que funcionar bem na minha casa.Já me basta saber e ter instalado bem meu equipamento,coisa que se for bem feita,só acontesse uma vez…Me imbuí da ideia agora de que não sou um escravo da tecnologia,e sim um consumidor mais ou menos exigente que quer sentar e curtir um bom filme com a família.Agora eu entendo alguns produtores na Som Livre que comentavam sempre que eu começava a falar de uma nova mesa ou de uma nova monitoração:Isto que falas,Nolan,é apenas um infimo detalhe.O que importa de verdade são os professores(músicos) e a obra que eles executam.Pois é……

Nolan Leve Data: 04/11/2008 às 10:39 am

Atividade:

Cidade: Rio de Janeiro

Um erro sério de portugues me faz escrever este adendo.Acontece com dois esses é coisa que só a idade nos faz escrever.Peço desculpas.

Paulo Roberto Elias Data: 04/11/2008 às 12:57 pm

Atividade:

Cidade:

Nolan,

Velhice é um “pobrema!… e que para mim é bem pior, porque eu sou mais velho!

Então, veja só: esta área de home theater sempre foi, lamentavelmente, privilégio de meia-dúzia, por causa do custo, e de uma outra parcela de consumidores que são diuturnamente ligados na tecnologia, os tais “entusiastas”, categoria na qual eu me encaixo. Então, ipso facto, não tem absolutamente nada a ver com idade, no meu humilde entendimento.

No momento em que a alta tecnologia de vídeo chega na casa do usuário, como por exemplo, na DTV que você tanto gosta e faz apologia, os problemas que vêm com ela também chegam ao usuário final, que, na grossa maioria das vezes, não quer saber nem se interessa em conhecê-los. Aí, neste ponto, entraria o pessoal do suporte, e a gente constata que o treinamento dado a eles está longe se poder resolver problemas técnicos de natureza mais complexa, mesmo com o apoio do corpo de engenheiros da empresa.

Ainda ontem mesmo, por uma dessas coincidências, eu esbarrei na rua com um técnico da Net, que me conhece, e ele me conta que eles estão tendo pilhas de problemas para instalar a Net HD, por HDMI, em usuários que têm TV’s Sony da linha Bravia. E note que, por enquanto, a Net não tem, aparentemente, solução à vista, então eles empurraram o abacaxi para a Sony.

Note que existe um desconhecimento, em todos os níveis, que 1080i é um sinal altamente transportável por vídeo componente, com pouca ou nenhuma diferença da conexão HDMI, e sem os problemas da mesma. Parece que pouca gente tem ciência do histórico desta coisa de HDTV, caso contrário saberiam que HDMI foi uma conexão que apareceu muito tempo depois.

No meu entendimento, com equipamento grande ou pequeno, tudo isso continua binário: ou você instala um home theater ou manda os outros fazerem no seu lugar, porque os ajustes e a complexidade dos mesmos não vão mudar, de uma forma ou de outra.

Quanto eu me propus a escrever esta coluna, a minha intenção era a de apresentar o assunto ao leitor, tendo clareza de que é quase que impossível resolver a maioria dos problemas de instalação on-line.

Pior seria se eu induzisse o leitor a fingir que não está vendo. Os problemas estão aí, sim, e têm ou terão uma solução, eventualmente.

E mais uma vez, eu repito: o Blu-Ray não é produto exclusivo da Sony, e sim de um monte de indústrias e provedores de conteúdo. A explosão de vendas no mundo todo têm obrigado os seus proponentes em criar alternativas de consumo, de tudo quanto é sorte.

O Blu-Ray é um produto tecnologicamente duzenta vezes mais avançado do que o DVD. Se com este nós enfrentamos uma tonelada de problemas, qual é a novidade em termos novos problemas com outras mídias? Mesmo mídia em estado sólido dá problemas! Se eu quiser ter uma mídia à minha disposição, para degustar o que o cinema tem de melhor, eu vou ter que enfrentar os percalços que acompanham o formato.

Trata-se de um esforço coletivo, é só você ler nos fóruns da Internet para conferir. E quando você me fala em velhice, eu lhe digo que é ela mesma quem me compele a fazer parte deste esforço. A não ser que eu desista de viver, e fique na minha casa o dia todo, esperando o dia de passar dessa para outra, porque então, meu amigo, nada mais da tecnologia me dirá mais respeito!!!

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