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Design - Criação

Ampliando o contexto: até quando seguir as regras

01 de outubro de 2008, 15:39

O design tem a força de garantir a identificação e diferenciação necessárias para a infinidade de experiências a que nos submetemos diariamente.

Por Fabio Camargo

Vivemos numa profusão de novidades ao mesmo tempo que outras coisas parecem engessadas, não saem do lugar. Como oferecer algo novo e com substância para não ficar para trás? Onde o design e suas regras se encaixam nisso? Design e suas regras? Até quando segui-las?

O design que sempre segue regras é aglutinador, pois anda em terreno conhecido. Ele se torna uma ferramenta de reconhecimento pela semelhança: ao caminhar junto com seus pares, é daí que extrai sua força e corrobora com o famoso argumento “em time que está ganhando não se mexe”. É o correto, mas quanta gente certinha que você conhece que é muito chata?

Ao quebrar regras — não apenas regras projetuais, podem ser de qualquer tipo: culturais, institucionais, políticas, artísticas etc. — o design se torna multiplicador, pois amplia o sentido do objeto projetado, lançando-o em outro patamar: é uma possibilidade de misturar referências, linguagens e técnicas, oferecendo uma experiência mais rica.

É uma ferramenta de identificação e diferenciação. Deixa de ser mais um para se tornar único: se isso já era desejado desde sempre, hoje em dia nem se fala, não é?

Há a velha história que não aceitamos muito bem as novidades ou coisas diferentes, mas não é sempre assim: tudo depende de como isso se apresenta e como chega até nós. Uma abordagem mal feita pode colocar uma negociação a perder. Mas uma abordagem certeira para algo até então indiferente nos coloca a pensar e levar em consideração o que foi apresentado.

A moda costuma usar desse expediente muito bem, até quando nos causa estranhamento — ou quando não entendemos absolutamente nada. Mesmo que produza resultados distintos, a cada edição das principais semanas de moda, sempre é possível observar com o tempo as referências diluindo-se em diversos objetos, além do vestuário. A moda alimenta a cultura visual e alimenta-se da produção de outras áreas para se recriar indefinidamente. Ela amplia seu próprio contexto.

Muitas vezes confunde-se o seguir regras com o “sempre assim”: sempre assim que foi feito, sempre assim que fizeram, sempre assim que me ensinaram… é sempre assim que você deseja ser visto?

Para terminar, nem é preciso lembrar que sair quebrando tudo só para ser diferente, sem substância, adequação e contexto adequado é um tiro n’água, certo? [Webinsider]

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Sobre o autor

Fabio CamargoFabio Camargo (fc@rpressdesign.com.br) é designer gráfico, sócio-diretor de criação da RPress Design.

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  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

Palavras-chave relacionadas a este texto: [ formação profissional ] [ publicidade ] [ Comunicação corporativa ] [ inovação ]

Comentários

3 pessoas comentaram o artigo "Ampliando o contexto: até quando seguir as regras"

Márcio Duarte Data: 02/10/2008 às 10:13 am

Atividade:

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Interessante, mas penso que, por definição, o design não deve se deixar influenciar por nenhuma “regra”, mas sim, metodologias. Até mesmo a discussão da validade das condicionantes do projeto – que seria o equivalente a essas regras – deve ser promovida. Se há algo que deva ser regra em design é abstrair o problema, ou seja, deixar regras ou pré-definições de lado, embora a prática acabe por derrubar esse fundamental princípio e elas se tornem até mesmo a própria solução.

Nícolas Data: 02/10/2008 às 3:04 pm

Atividade: Web designer

Cidade: Itararé

Creio que tais “regras” devem ser analisadas como princípios para uma boa produção, para não dar-mos “tiros n’água”, devemos usufruir de determinar teorias para que o projeto tenho uma boa dinâmica e eficácia. Mas estas podem ser usadas da maneira que o desenvolvedor querer.
Devemos abusar, inovar e esbanjar criatividade.

Leonardo Brasil Data: 09/10/2008 às 6:09 pm

Atividade: Designer

Cidade: São Paulo

Esse artigo me lembrou da faculdade, quando os professores falavam para quebrar paradigmas, hoje em dia temos uma categoria do design experimental, Ótimas referências, o design é arte e não copia, temos que procurar nosso estilo e sempre melhorar.
Abraço

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