Como gerenciar um knowledge worker?
28 de setembro de 2008, 20:21Alguma coisa está acontecendo na administração de equipes de empresas 2.0.
Por
Empresas 2.0 atraem novos profissionais oferecendo horários alternativos, livre acesso a Orkut e MSN e liberdade para administrar as prioridades. Funciona?
Ontem, a convite do Edney e do Mário Soma, fui conhecer a Pólvora. A situação curiosa: o pessoal que trabalha com eles passa o dia no MSN, Orkut, blogs. E a fronteira entre trabalho e diversão, interesses pessoais e profissionais é bem nebulosa. Mas pelo visto, está funcionando.
Estamos vivendo uma transição. O modelo predominante hoje ainda é o de trabalho industrial, onde tudo é controlado, tem hora para entrar e sair, e como o trabalho é chato, não pode haver distração.
Esses dias, já registrei, o Sérgio Amadeu escreveu sobre as escolas proibindo o uso de ambientes sociais pelos alunos. Já não é de hoje que as empresas proibem funcionários de acessar Orkut, MSN, essas coisas.
Isso acaba sendo improdutivo para a empresa, porque essas ferramentas também servem para a comunicação interna e para o relacionamento com clientes e parceiros. Fora que o knowledge workers, justamente o cara criativo e inteligente, o cara que têm idéias que resolvem e fazem a diferença, vai odiar trabalhar nesse ambiente controlado.
Como funciona na Pólvora
É aqui que eu volto à conversa com o Edney. Ele me explicou como as pessoas trabalham na Pólvora.
Para começar, ninguém tem horário definido. Se a pessoa quiser chegar às 8 da noite e sair às 6 da manhã, pode.
Também ninguém fica conferindo se o funcionário está MESMO trabalhando.
Quando eles fecham o projeto, o Edney pergunta para cada pessoa em quanto tempo elas podem entregar uma determinada tarefa. Se a data estiver dentro do planejamento, está valendo.
O que a pessoa faz enquanto está no trabalho, se ela fica falando no MSN, se ela bloga, se fica no Orkut paquerando, contanto que não esteja fazendo nada ilegal ou anti-ético, está liberado.
Só funciona se as pessoas gostam do que fazem. E esse é o último dado que vou registrar. Na Pólvora, até o programador e o designer são blogueiros.
Abrindo a discussão
Fiquei em dúvida em relação a alguns pontos: queria entender melhor o que é uma tarefa na Pólvora, como ela é descrita e como os gerentes garantem que suas equipes se envolvam e dêem o melhor de si e não façam o trabalho apressadamente.
Como medir resultados e também como garantir que o ambiente de trabalho não se torne um espaço político, onde as pessoas privilegiam cultivar relacionamentos a produzir?
O Mário Soma já tratou de responder essas perguntas em post, mas vale a pena abrir a discussão para que outros gerentes e empresários troquem experiências sobre como administrar equipes nesse novo cenário de trabalho.
Suas idéias e opiniões serão muito bem-vindas. [Webinsider]
.



1° The Best Data: 29/09/2008 às 9:10 am
Atividade: Coodenador de Qualidade
Cidade: Niteroi
Eu trabalhei durante muito tempo assim e posso lhe dizer que foi a época mais produtiva da minha vida. se horários e necessidade de ir ao local de tabalho poderia usar um home office, desde que os custos fossem meus para internet e telefone fixo).
A questão da produtividade é simples, mas só funciona com profissionais focados e que tem a consciência dos prazos estabelecidos. Na verdade quando uma empresa contrata um funcionário deve se preocupar com a qualidade que ele pode gerar e o tempo que é necessário para isso.
Infelizmente a mentalidade do brasileiro, hoje, ainda é focada no escravismo e no monitoramento constante para que funcione dentro da normalidade. Se pegarmos as maiores epmresas de tecnologia do mundo (google, microsoft, facebook, etc.), todas funcionam nesse mesmo modelo de horários liberados e com prazos fixos. Porque será? (essa talvez seja a pergunta)