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Games - Educação e ensino

Bordergames SP: fazendo game com a fronteira social

24 de setembro de 2008, 11:02

Grupo sem fins lucrativos esteve no Brasil para ensinar a arte de criar jogos de videogame para comunidades carentes. Nosso amigo participou como multiplicador e reforçou sua crença nos games como instrumento de educação e cultura.

Por Guilherme Tsubota

O Bordergames nasceu com um grupo de artistas, educadores e idealizadores na Espanha. Como o próprio nome diz, são os Jogos de Fronteira. Mas que fronteira? Fronteiras sociais, educacionais, de oportunidades e de todas as diferenças possíveis e imagináveis que possam levar uma pessoa ao mundo da criação de jogos digitais.

Recentemente o pessoal da Bordergames esteve em São Paulo e eu participei dos workshops para multiplicadores. Foram selecionadas dez pessoas, com diversos perfis, para divulgar e disseminar o conhecimento adquirido durante três dias de convivência.

É uma iniciativa fantástica. Sem fins lucrativos, eles tentam ensinar a arte de criar jogos de videogame para comunidades carentes. Utilizando a engine da Torque 3D, cada edição do Bordergame cria um jogo relacionado à comunidade em questão.

Aqui em São Paulo foi o CEU de Alvarenga o escolhido para acolher os nossos amigos do Bordergames. Durante 15 dias eles trabalharam com as crianças para criar o conceito do jogo, fazer pesquisa de campo e referências, tirar fotos, fazer entrevistas, bolar o jogo, o cenário, atores, roteiro e o desenvolvimento.

Essa experiência só reforçou em mim a certeza de que a educação é o caminho para a solução de todos os males. As crianças que vivem em uma região pobre, que é o Alvarenga, cercadas por um certo preconceito, mostraram com trabalho e criatividade o que são capazes. Quem poderia imaginar que dali sairia um jogo reconhecido (agora pela Bordergames) internacionalmente?

Game não é só o fabricado por grandes estúdios, com somas milionárias e gráficos maravilhosos. Game é educação, cultura. Game tem um fundamento que pode ajudar desde aquela pessoa doente no hospital, até aquela doente na alma do dia-a-dia, da podridão que existe em todos os níveis da sociedade.

Vejo nos games um potencial mercado, não só com jogos para gamers, mas jogos para todos. Desde a educação infantil, até a psicologia. Muito pode ser trabalhado, com as ferramentas adequadas, a instrução apropriada e a vontade, a garra e a convicção de algumas pessoas empreendedoras, que querem levar para a sua região novos horizontes. Quem sabe não presenciamos o nascimento de uma nova fonte de renda e educação na região do Alvarenga?

bordergames.jpg

Espero em breve, com o Gamecamp, realizar um evento semelhante ao Bordergames, porém com uma abordagem mais regional e com resultados tão bons quantos. Quem quiser me ajudar nessa, é só entrar em contato. [Webinsider]

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Sobre o autor

Guilherme TsubotaGuilherme Tsubota (fala@guilher.me) é consultor mobile do iG, autor do blog Guilherme Tsubota e diretor da 8D Games.

Apoio:

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Palavras-chave relacionadas a este texto: [ TV, vídeo ] [ comunidades ] [ formação profissional ] [ games ]

Comentários

8 pessoas comentaram o artigo "Bordergames SP: fazendo game com a fronteira social"

Monthiel Data: 24/09/2008 às 11:13 am

Atividade: Blogueiro

Cidade: São Paulo

Realmente a educação é, e sempre será, a maior fonte rentável ao país.. Sem ela, coitado de nós, coitado de todos…

Projetos como esses sempre são bem vindos. Ajudam a essas crianças a, pelo menos, sonhar com um futuro, ou, a partir de então, definir um trajeto de vida, um rumo.

Grande abraço,
Monthiel

Fabio Marques Data: 24/09/2008 às 11:39 am

Atividade: Gerentede Operações - TV1 Varejo

Cidade: São Paulo

Guilherme, acredito 100% em tudo que foi escrito. Jogos fazem parte da natureza humana. Usá-lo em comunidades carentes com o apoio técnico necessário são os ingredintes para pontecializar a educação de forma lúdica.

adreson Data: 24/09/2008 às 12:55 pm

Atividade: design

Cidade: Porto Alegre

eai, educação é fundamental e com games a coisa toda fica bem mais legal!

vamos espalhar estas iniciativas por todo o Brasil, tem muita molecada com potencial poraih.

Renato Data: 24/09/2008 às 2:46 pm

Atividade:

Cidade:

Concordo com o Fabio Marques e parabenizo o Guilherme pela excelente matéria.

Tarcisio Torres Data: 24/09/2008 às 3:03 pm

Atividade: Professor universitário

Cidade:

Caro Guilherme,

Obrigado por dividir essa experiencia com a gente.

Tenho interesse em saber mais sobre seu projeto regional e maiores detalhes do que foi feito nesse que você descreveu.

Um abraço

Guilherme Tsubota Data: 24/09/2008 às 9:59 pm

Atividade: consultor

Cidade: Sao Paulo

Senhores, obrigado pelos comentários.

Participar desse projeto foi muito recompensador. Ver explicitamente a pessoa aprender e se empolgar é algo indescritível.

Em breve abrirei a iniciativa GameCamp, e espero contar com o apoio de vocês. Temos muito potencial nesse país, principalmente criativo.

Afinal, o brasileiro é o “rei do jeitinho” ;-)

lizandra Data: 11/11/2008 às 8:25 pm

Atividade:

Cidade: riachao das neve

eu gosto de jogar gta sam

jhonatha Data: 14/01/2009 às 10:01 am

Atividade: estudo

Cidade: sÂo paulo

nada de netresante aqui não fiz e nâo achei nada legal fuiiiiiiiiiiii…………….rssssssss

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