Webinsider

Comportamento - Educação e ensino

A internet nos deixa mais inteligentes e estúpidos

22 de setembro de 2008, 16:13

Autor de The Dumbest Generation defende a tese de que os nascidos já na internet convivem com informações irrelevantes e dificuldades de concentração. Não confie em ninguém com menos de 30 anos, diz a capa. Será?

Por Maira Costa

O escritor norte-americano Mark Bauerlein vem causando polêmica nos Estados Unidos com o seu livro “The Dumbest Generation” – ainda não lançado no Brasil – e segundo ele, se você tem menos de 30 anos, considere-se membro da geração mais estúpida da história. Para o autor, a nova geração nunca se desconecta e, pior, nunca se desconecta de informações irrelevantes: perfis em redes sociais, MSNs e outras ferramentas, distanciando-se de assuntos relevantes como por exemplo história e política.

Segundo o autor ainda, os jovens tem dificuldades em ler qualquer publicação com mais de 200 páginas e dificuldades de concentração. Normalmente desinteressados pela família, os jovens desta geração, quando estão em casa, estão fechados no quarto digitando em seu blog, postando fotos suas em suas redes sociais e fotoblogs ou falando no MSN, tendo uma vida direcionada especialmente às relações sociais com os amigos da mesma idade.

Agora a questão é: estamos de fato criando uma próxima geração de estúpidos ou a forma de aprendizado e convívio com as informações têm mudado com a internet?

Viemos de uma geração acostumada a receber informações de poucas fontes – e precisávamos nos esforçar para obtê-las. A escola que fiz ainda é daquelas em que fazer um trabalho significava ir a uma biblioteca e escrever em algumas folhas de almaço, e a datilografia era o sinônimo do capricho. Hoje trabalhos inteiros estão ao alcance de um clique e as fontes de informação são intermináveis.

Pode sim parecer que estamos vislumbrando uma nova geração de “preguiçosos”, mas por outro lado, talvez seja a próxima uma geração extremamente inteligente, pois encontramos aí outra questão (levantada pelo filosofo David Weinberger): essa geração está quebrando o monopólio das comunicações e informações.

Se há pouco mais de 10 anos nosso acesso às informações se dava pelos jornais diários, revistas semanais ou telejornais, hoje a informação está em toda a parte, os indivíduos escolhem o que e como querem recebê-la e ainda geram mais informações e conteúdos, ou seja, se antes o mundo inteiro recebia informações de poucos indivíduos que a detinham, hoje qualquer um ainda pode gerar e propagar informação. Mas quanto dessa informação é relevante?

Talvez esse não seja o ponto. A pergunta correta talvez seja: tudo o que “nos ensinam” é relevante? Ou talvez essa nova geração com acesso a tanta informação desenvolva a capacidade de filtrar somente o que precisa e o que é relevante?

O grande trunfo da internet é nos permitir a quantidade – e qualidade – dos conteúdos que buscamos, sob diversos pontos de vista: de um jornalista a um estudante da oitava série. E que possamos comparar esses pontos de vista e rapidamente formar a nossa própria ótica. [Webinsider]

.

Sobre o autor

Maira Costa (maira.costa@thinktwice.com.br) é Diretora de Planejamento da Thinktwice Marketing de Inovação.

Apoio:

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Palavras-chave relacionadas a este texto: [ formação profissional ] [ livros ]

Comentários

21 pessoas comentaram o artigo "A internet nos deixa mais inteligentes e estúpidos"

Anonymous Coward Data: 22/09/2008 às 4:25 pm

Atividade:

Cidade:

Não confiaria em ninguém com MAIS de 30 anos para falar de Internet, isso sim.

Luiz Gonzaga Data: 22/09/2008 às 5:38 pm

Atividade:

Cidade:

cara, eu vejo da seguinte forma…

do mesmo jeito que a molecada fica fissurada nos orkut da vida, a molecada educada com uma visão crítica das coisas, que foi ensinada a buscar a informação relevante, vai ter muito mais capacidade de adquirir informação e produzir intelectualmente… os alienados vão continuar alienados. sempre foi assim, porém agora pro cara que tá a fim de aprender, de crescer, tá mais facil ainda. acho q aí a discussão não é a fonte ifinita de informação que aliena a molecada e sim o baixo nível de educação e cultura (não só no brasil, claro… a educação dos EUA atinge níveis lamentáveis tb). a partir do momento que as novas geraçoes forem educadas a terem um olhar crítico e um pensamento analítico sobre seu meio de vivência, ai sim que a parada deslancha.
assim, enquanto ser bonito e ter belas roupas e carro for mais importante que saber pensar e ter conhecimento.. a realidade vai se ressa ai mesmo…

abs
PAZ!

Michelle Freitas Data: 22/09/2008 às 5:58 pm

Atividade:

Cidade: Mogi das Cruzes

Olá….Sou uma jovem entre que tem mais de 20 e menos de 30 anos de idade….
Porém concordo com algumas coisas que estão relaconadas a este tema, mas descordo de alguns pontos…..
Acho que não podemos generalizar as coisas, hoje temos informações de tudo quanto é maneira, basta saber de que maneira iremos utiliza - lá.
Creio que minha geração vive uma época muito mais facil e agil do que a uns 20 anos atraz….
Se não fosse por essas tecnologias de hoje nem o autor desse livro teria como ter eficasia nos estudos dele.
Bom é isso o q eu acho.
Bjos a todos

Luis Felipe dos Santos Data: 22/09/2008 às 6:18 pm

Atividade:

Cidade: Curitiba

Acho que a dificuldade que os jovens de 20 anos atrás tinham em conseguir informação foi substituida pela atual dificuldade de se filtrar informações realmente relevantes e corretas.

Não acho que os jovens sejam mais estúpidos, pelo contrário… está mais fácil manter-se minimamente informado, basta querer (como sempre foi, é verdade).

Aliás, deste “basta querer” pode vir o outro lado da moeda: uma frustração por não ser possível absorver toda a informação disponível “a um clique”.

O perigo que eu vejo, na verdade, é o surgimento de uma nova classe de pseudo-intelectuais formadores de opinião que, a partir dos milhares de blogs e comunidades em redes sociais, podem espalhar exponencialmente informações superficiais e opiniões baseadas em fontes bastante duvidosas.

Jaci Data: 22/09/2008 às 6:22 pm

Atividade: Publicitária

Cidade: Fortaleza

Otimo que agora a nova geração tem quantidade suficiente de informações e acesso fácil para que possa escolher qualidade. Agora, falta educar essa geração. Provocar a busca por conhecimento e não apenas por entretenimento.

Monthiel Data: 23/09/2008 às 9:59 am

Atividade: Blogueiro

Cidade: São paulo

Olá,

Eu acho que esse escritor está “dumbiest” enganado. Acho que o mesmo é desinformado e que, claramente, demonstra total desconhecimento da Internet.

Sim, jovens imbecis existem em todos os lugares. Sempre existiu. Foram esses imbecis que se tornaram Bill Gates; se tornaram Beattles, dentre outros. Gente que quebraram o paradigma….

Hoje existem as bestas perambulando a vida inteira em Orkut e MSN. É normal, serão apenas as bestas do futuro. No entanto, a causadora disso tudo não é a internet. Nem de longe.

Se não fosse a internet, existiriam outros meios de tornar jovens estúpidos. Como na época de Cristiane F. Todos se drogando, em shows de rock, etc…

É um assunto extenso que merece um post em meu blog. Farei ainda hoje linkando esse como referência.

Grande abraço,
Monthiel

Samuel Data: 23/09/2008 às 10:16 am

Atividade: Consultor

Cidade: Belo Horizonte

Acho errada a idéia do autor de que esta geração está mais estúpida. Como muitas vezes acontece, ele usou de um preconceito e não verificou a realidade.

Concordo que existem muitos “imbecis”, mas isso sempre existiu e sempre existirá, pessoas que gastam mais tempo com coisas fúteis do que com coisas úteis.

Porém, vejo hoje que aqueles que querem possuem muito mais capacidade de se tornarem inteligentes, de melhorarem seus conhecimentos e de evoluírem, já que a informação agora está facilmente disponível. Eu por exemplo aproveito a Internet para aprender muitas coisas novas, mesmo minha namorada achando que estou é perdendo tempo na Internet (isso porque ela ainda não conheceu o que a internet tem de útil).

Infelizmente muitas pessoas ainda não sabem julgar o que é bom ou ruim, e nesse caso é responsabilidade dos pais ensinar aos filhos aquilo que é útil, e após aprendido isso, eles têm a oportunidade de crescerem como pessoas e profissionais, ou perderem seu tempo em orkuts ou conversas inúteis.

Raphael Sócrates Data: 23/09/2008 às 12:50 pm

Atividade: Publicitário

Cidade: Brasília

Achei interessante o post, é bem essa confusão que vivemos hoje. E não sabemos bem qual o foco da questão, para o autor talvez seja “o que nos ensinam…”

Penso que é “mais ou menos” por ai. Acho que a questão é um pouco mais complexa, primeiro existe uma questão conceitual, temos uma diferença entre aprender (absorver conhecimento) e ter informações tão disponíveis.

Um erro muito comum é achar que as informações se traduzem em conhecimento. Informação é caótica, fragmentada. O conhecimento é estruturado e lógico.

Vivemos uma situação paradoxal, nunca se produziu tanta informação (segundo Henderson a quantidade supera um milhão de folhas por dia), e ao mesmo tempo nunca estivemos tão perdidos. O que na minha opinião é um problema também de uma geração idiotizada, passiva, alheia e sem propósito. Mas não só isso, temos outras questões:

- A lógica do sistema capitalista nos meios comunicação, internet(principalmente ferramentas de busca) e outros interativos, deixa como última instância critérios qualitativos de informação.

- A política educacional com bases positivistas que não favorecem a construção do conhecimento estruturado. Isso está no formato de nossos vestibulares, concursos, testes de QI, onde são avaliados coeficientes que não acolhem o indivíduo se utiliza de sua inteligência para construir e produzir.

- A especialização de nossos educadores e perda da transdisciplinaridade nas universidades e faculdades. E como perder isso num momento onde mais do que nunca precisamos de discussões? Bom, alguns poucos colaboram, finalizo deixando algo de Sérgio Adorno que pra mim deixa claro a relação das coisas, não da pra simplificar muito a questão.

Abraços

“Como equilibrar informação – hoje acessivel por meio da rede mundial de computadores – com formação crítica e autônoma é equação para a qual não parece ter boas respostas. Como lidar com o texto e imagem e escrita em uma época dominada pelas imagens e pelo conhecimento virtual? Como recuperar o gosto pela leitura e pelo contato com o livro, em espaços de comunicação saturados por blogs? Se o processo de ensino-aprendizagem é, antes de tudo, processo de interação e comunicação marcado pela conversa com o outro, como vencer a barreira do Orkut(…)”

Sérgio Adorno

Rogério Sam Data: 23/09/2008 às 2:03 pm

Atividade: Músico e Arte gráfica

Cidade: Rio de Janeiro

Dia desses eu estava em uma pizzaria a rodízio com muita fome, as pizzas me eram servidas em um espaço de tempo maior do que eu achava razoável então eu reclamei. Logo depois, começaram a me mandar pizza de tudo que era lado, eu mal tinha começado a comer e lá vinham as garçonetes me ofereçendo outros tantos pedaços que eu nem tinha condiçoes de escolher. Ha,ha acho que é mais ou menos por aí, que me desculpem a metáfora.

10° Alantiel Freire Marins Data: 23/09/2008 às 2:48 pm

Atividade: Desenvolvedor web

Cidade: São Paulo

Esse é mais um autor que cria uma obra com tema polemico, infundado e inútil.
Falar sobre sua opnião é uma coisa, mas afirmar isso como se fosse uma teoria matemática é totalmente diferente…
A Internet foi a maior invenção do homem, criamos coisas e conceitos impossíveis sem ela, quebramos barreiras antes impenetráveis.
A evolução da Internet levou pessoas como ele a enchergarem falhas, mas se esquecem que as mesmas falhas existiam antes, e é facilmente contornadas com seus prós…
A 20 anos atrás teríamos que ir à bibliotecas procurar pelas poucas obras existentes, e com essas poucas obras fazer o que precisázemos. Mas isso acarretava em pouca evolução de conteúdo e tentencias dessas poucas obras (que não necessáriamente era correta), hoje em dia podemos facilmente procurar conteúdos úteis (artigos científicos, e sites de respeito), pulando os inúteis(blogs ruins e livros tendenciosos - The Dumbest Generation).

Abraços
Alantiel Freire Marins - 20 Anos
www.alantiel.com

11° Christian Data: 23/09/2008 às 3:45 pm

Atividade: Engenheiro

Cidade: São Paulo

Menos de 30 que já nasceu na era da internet? Pessoas que não tem noção…
Tenho 28 anos, e fui ter meu primeiro contato com web aos 14/15… e com todos meus amigos foi a mesma coisa…

Mas o que o autor levante é o correto: ‘A pergunta correta talvez seja: tudo o que “nos ensinam” é relevante?’
Antes você ler blogs e sites especializados, por “fãs” de assuntos com os quais você simpatiza, do que ser obrigado a ler livros de 200 páginas que em nada te interessam.

12° Fábio Silva Data: 23/09/2008 às 8:00 pm

Atividade:

Cidade:

Convenhamos, o jovem que não lê algo de útil para sua formação não servirá para muita coisa no futuro. Com a internet, o conteúdo e as possibilidades de acesso à informações cresceu vertiginosamente. No entanto, e o que acredito ser a base do raciocínio desse autor, com tanta informações e opções, a formação básica deixou de ser aquela que nos deixava ocupado durante uma tarde inteira para realizar um ’simples trabalho’ do primário e hoje é resumida em poucas linhas, quase sempre, digitada.

O jovem não escreve mais, com lápis e caneta; não lê mais, livros (com mais de 200 páginas) e jornais (10% das páginas de um livro); porém, absorve resumidamente, conteúdos que muitas vezes, não o auxiliam a pensar criticamente.

É uma questão complicada. Muitos querem reafirmar que é mais fácil como estamos hoje, simplificando tudo, do que rever que a estrutura é maravilhosa, mas a base, fraquíssima.

E eu tenho menos de 30 anos viu pessoal?
:)

13° Roberto Blatt Data: 24/09/2008 às 1:15 pm

Atividade: Professor

Cidade: Curitiba

Sem dúvida há um problema nessa geração, pois apesar de ter muitos meios de obter informação é extremamente mal formada.
Não defendo a extinção das mídias ou algo que chegue perto disso.
Mas a formação literária é fundamental.
E quem nunca se deparou com o tipo jovem tipicamente idiotizado pela mídia?
Eles estão em todo lugar.

14° Lucilia Data: 24/09/2008 às 2:13 pm

Atividade: Designer / Professora

Cidade: Curitiba

Generalizou… Estúpidos existem! de qualquer idade!
Tenho alunos de 17, 18, 25, 30,ou mais… muita gente boa! ah… e alguns imbecis também.

15° carlos Data: 24/09/2008 às 2:32 pm

Atividade:

Cidade: São Paulo

Acredito que estamos passando por uma grande transformação na forma de como conteúdo é criado e distribuído.

Se antes esse processo era dominado por um pequeno número de empresas e instituições, hoje qualquer um pode gerar informação e distribuí-la das mais variadas formas.

É claro que isso gera um grande volume de informação de baixa qualidade, gerando a falsa impressão que o autor reflete em seu livro, de que esta geração é burra.

E é aí que vejo o ponto mais crítico desta situação. O que importa agora é a capacidade da pessoa de selecionar e avaliar suas fontes de notícias.

Quem souber fazer isso direitinho sai na frente porque hoje vivemos numa sociedade onde a geração de riqueza já não está na produção de mercadorias, mas sim no uso eficiente da informação.

16° Diego Gomes Data: 24/09/2008 às 2:52 pm

Atividade: Gerente de Projetos

Cidade: Belo Horizonte

Discordo totalmente da visão de dumbest generation.
Acredito mais na análise do Don Tapscott autor de wikinomics que está lançando o grown up digital.
Esta geração tem grande disponbilidade de informações, portanto acabamos tendo um perfil de conhecimentos mais generalista. Muda o foco. Todo mundo sabe um pouco de tudo, mas sempre com foco em uma área de competência, na qual ele se destaca.

17° Ana Bacana :) Data: 24/09/2008 às 6:12 pm

Atividade: Diretora de criação

Cidade: Brasília

Toda essa polêmica só mostra que em algum ponto o autor acertou, posto que se o livro fosse um compilado de asneiras mal escritas não seria tão comentado.

Alguns pontos que levantam questão:

1 - acreditar que existe uma filosofia anarquista ao violar direitos autorais é horizontalizar a questão. As pessoas que “burlam” as leis de direitos autorais baixando músicas, filmes, séries, programas etc, só o fazem pelo mesmo velho pensamento “hehe, trouxas, estou me dando bem e nem pago por isso”. A postura idealista que alguns pregam por aí sobre a ruptura dos direitos na internet é pura mazela. O fato é tão somente se dar bem em cima dos oturos.

2 - esse fênomeno da falta de postura política, completo desinteresse por história e economia e o que acontece no mundo é, de acordo com o sociólogo francês Michel Maffesolli, um sintoma de que a era moderna se acabou, e estamos no meio de um período pós-moderno que é marcado principalmente pelo comportamento tribal, a necessidade de estar-junto, de unir-se e reunir-se e formar essa aldeia global (aldeia global que é um conceito de outro sociólogo, este alemão, o Habermas). O que o autor francês coloca é que, depois da excessiva independência originada no iluminismo, reforçada na modernidade e sentida e sofrida pelo existencialismo, o humano recorre a um comportamento primitivo: andar em grupos, apenas para não estar só. E por isso busca-se o contato com outras pessoas.

Sob essa ótica, podemos analisar o uso de msn, blogues, twitter, orkut, facebook e as outras ferramentas sociais apenas como uma expansão da necessidade do “estar-junto”. O desinteresse político, Maffesolli vai dizer, se origina do fato de que as pessoas cansaram de ver gerações e gerações lutarem contra sistemas, opressões e injustiças e o mundo nunca mudar; o desinteresse político é portanto, uma resignação da incapacidade de fazer a diferença.

O ponto central da idéia de Bauerlein -o autor do The Dumbest Generation-, de que estamos ficando mais estúpidos, pode até ser verdade. Atribuir isso apenas à internet é estupidez da parte dele. Para quem fala em história, ignorar todos os ciclos históricos e responsabilizar apenas a internet, é no mínimo incoerente, pra não dizer boçal.

Estamos cheios de autores que apontam o dedo em uma direção para responsabilizar um culpado. Para mim essa é a era que vivemos: a era da culpa. Exatamente como ocorre em um relacionamento desgastado no qual um joga a culpa no outro, sabe como é? Autores, que não são teóricos ou acadêmicos, se limitam a apontar para um lado e dizer: _Foi ele! _E o mesmo fazem os políticos, a imprensa, o mercado, simplesmente apontar e dizer: _Foi ele!

Essa geração é meio estúpida mesmo. Mas vou cair no risco (e na estúpidez) de criticar um livro que não li: The Dumbest Generation não deveria ser sobre uma faixa etária, mas sobre um período de tempo. Se os jovens não lêem, não criticam, não discutem, meu caro autor, os velhos também não.

Ana
28 anos, estúpida portanto.

18° Maria Clara Data: 25/09/2008 às 5:20 pm

Atividade: estudante

Cidade: Caruaru-pe

cara, a parada é o seguinte..
não é que a net nos deixam estupidos, estudos são aquele que não sabem usar a net pô,tipo assim..
a net é como a vida, você tem que saber qual lado vai seguir, ou o lado BOM ou o RUIM.
mermão, imagine você hoje em dia sem existir um e-mail ?
quanto tempo não ia demorar pra chegar uma notícia ate você, então é oque eu to dizendo.. o professor ta totalmente errado po,eu sei que temos que respeitar a opnião dos outros mas…
ele ta errado, isso pra mim é pura ignorancia.
eu pareço uma adulta falando ne ? *-*
ieiouaeiuoaiuoe’, eu tenho 14 anos gente :D

beeijos :*

19° "Preguiça" do Inei Data: 26/09/2008 às 1:23 am

Atividade:

Cidade:

E aí, gente, tudo bem?
Aqui quem está falando é o “Preguiça” do INEI.
Pois é, gente, sou eu mesmo: o “Preguiça” do INEI, sabem?
Então… Que coisa isso, “né”, gente? Hã, hã…
Eu estava por “aqui”, dando uma “navegada” pelos “sites” da “internet”, quando vim parar aqui e resolvi “dar um alô”.
Que coisa, hã? Que bacana, né, gente?
Pois é, né… hã, hã…
Então é isso, gente.
Abraços, aqui é o “Preguiça” do INEI.

20° Cássio Fernando de Campos Data: 01/10/2008 às 3:48 am

Atividade: Operário

Cidade: Votorantim

olá para todos… eu li o texto e acho que:
a internet esta revolucionando a informação contemporânea e ao mesmo tempo está filtrando informações, ou seja, não é um texto retirado de uma rede global que irá diferenciar um belo trabalho, seja ele de escola ou outro qualquer… por exemplo: .. 2 jovens tem um trabalho para escola, 1 faz na biblioteca municipal e o outro faz na casa, utilizando a internet… o trabalho desenvolvido na biblioteca pode ter uma nota maior do que o da internet, pois, porém, as pessoas podem achar que o que fez na internet está “certamente” melhor…. isso não é verdade… no mundo comtemporãneo de hoje as informações contidas na internet podem ser postadas por um “qualquer” passando-se a um profissional, enquanto num livro de bibiloteca , é a mais pura certeza que o autor do livro é, certamente, o respectivo autor… hoje em dia qualquer um pode falsificar uma pagina na internet e apenas conter informações falsas….

esse é o meu ponto de vista…

abraços

21° Kleber Anderson Data: 04/10/2008 às 1:03 am

Atividade:

Cidade:

Li na superinteressante a matéria com a entrevista com este escritor. Realmente é bem polêmica.

Alias, tinha postado meu comentário sobre esta matéria em meu blog. Aproveito para divulgar o link com minha opinião.
http://tecnoideias.blogspot.com/2008/09/gerao-y-no-mais-estpida_22.html

Até mais.

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