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Comércio - Negócios

Classe C ensina indústria a lucrar no volume

08 de setembro de 2008, 22:04

Com aumento da renda da classe emergente brasileira, muitos produtos e serviços são vendidos por preços mais em conta e o lucro vem da quantidade e da criação de novos nichos.

Por Valdenir Flauzino

A classe C do Brasil tem ganhado um espaço cada vez maior nas estratégias de empresas de todos os tamanhos. Além de grandes varejistas, as primeiras organizações a prestar atenção nesse nicho de mercado foram as grandes corporações, como as empresas de telefonia móvel e os fabricantes de microcomputadores (Motorola, Positivo) e indústrias de alimentos, como a Nestlé.

Para se ter idéia, dados da Anatel apontam mais de 135 milhões de terminais celular ativos no Brasil. Segundo pesquisas da Fundação Getúlio Vargas, o Brasil tem mais de 50 milhões de computadores ativos, distribuídos entre empresas e residências. Só no ano passado foram vendidos 10,5 milhões de novos computadores e esse ano a estimativa é que se venda 28% a mais, ou seja, 13,44 milhões. Até 2012 o Brasil deverá ter ativos cerca de 100 milhões de computadores.

Triple Play

Com planos mais em conta e pacotes econômicos (em outras palavras, menor velocidade e menor variedade de canais), as operadoras de TV por assinatura estão de olho no mercado emergente e criam pacotes de serviços conhecidos no setor como Triple Play (reúnem telefonia fixa, internet banda larga e canais de TV por assinatura em um mesmo grupo de serviços).

Desde fevereiro a Net oferece um desses pacotes a partir de R$ 39,90, batizado por NetFone.com, que inclui internet a velocidade média de 100 kbps, telefonia fixa sem assinatura mensal e canais pagos. A companhia comemora a venda média de mil pacotes por dia e a adesão da TV por assinatura a esse novo nicho de mercado.

Condomínios de luxo

Condomínios fechados, com segurança, quadras esportivas, piscinas, fitness center, brinquedoteca e até espaço gourmet não são mais realidade apenas a famílias abastadas.

Com crédito farto e prazos de pagamentos estendidos (de 25 a 30 anos, em média), as construtoras acostumadas a levantar luxuosos empreendimentos imobiliários começam obras com casas e apartamentos mais populares. Os dirigentes das construtoras garantem que a inclusão de espaços de lazer como quadra, piscina e espaço para atividades físicas não encarecem muito a prestação porque são divididos por diversas pessoas e com financiamento por longo período.

Com o aumento da demanda e a própria exigência da classe C por condomínios mais seguros onde os filhos possam brincar sem estar nas ruas, as empresas que quiserem conquistar a atenção desse público deve oferecer benefícios adicionais.

A classe C ampliou seus horizontes - primeiro comprou eletrodomésticos (a TV de 29 polegadas foi a maior febre), depois partiu para a conquista do telefone celular (um V3 da Motorola?), do computador, do carro e agora, da casa própria. Bom para todos. [Webinsider]

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Sobre o autor

Valdenir FlauzinoValdenir Flauzino (valdenir@4mbrasil.com.br) é designer de interfaces e gerencia projetos customizados de imagem corporativa e design junto à 4M Brasil.

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

Palavras-chave relacionadas a este texto: [ TV, vídeo ] [ Vendas ] [ celular ]

Comentários

1 pessoa comentou o artigo "Classe C ensina indústria a lucrar no volume"

Rafael Bandeira Data: 11/09/2008 às 9:49 pm

Atividade: Analista de Sistemas

Cidade: Belo Horizonte

Pra mim só faltou uma coisa neste artigo: a referência bibliográfica! Calma.. não estou apontando dedos, mas essa teoria toda chama-se Cauda Longa. Recomendo o livro do Chris Anderson para todo mundo.

No mais, o artigo está excelente.

Abraços

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